O frangote mal chegado aos 20 anos da foto sou eu, como repórter da sucursal do Estadão em Brasília, em 1966.

A sucursal ocupava a maior parte do primeiro andar de um edifício muito conhecido em Brasília, o Edifício JK, no Setor Comercial Sul — hoje em dia, fervilhante de gente e superlotado de automóveis. Era ampla, bem iluminada, agradável.

No mesmo andar estava a sucursal na cidade da então grande agência de notícias norte-americana UPI, que tinha convênio com o jornal e mantinha repórteres cobrindo várias atividades na capital.

A foto é de Raymond Frajmund, grande ser humano e grande fotógrafo, um egresso do campo de extermínio de Auschwitz quando criança que nem por esse horror inominável deixou de ser uma pessoa agradabilíssima, interessante e apreciadora das boas coisas da vida — produto, na certa, de sua longa passagem pela França antes de aportar no Brasil.

Na foto, apareço lendo o Jornal do Brasil — que, não sei se você sabe, seria durante muitos anos o jornal predileto dos jornalistas, o “jornal dos jornalistas”, como se dizia. Naquela época, eu nem sonhava que, um dia, trabalharia no JB por um longo e feliz período de minha vida profissional — os anos em que, de 1986 a 1990, dirigi a grande sucursal do jornal em São Paulo.

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