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A espetacular sede do Goldman Sachs em Manhattan, inaugurada em 2009: quase 1 trilhão de dólares em ativos, e muito poder (Foto: Goldman Sachs)

Não falta quem diga sobre a atual crise financeira internacional, que assola principalmente os Estados Unidos e a Europa, que os mercados são quem realmente governa, com os governos, sobretudo na Europa, limitando-se a impor à sociedade as medidas exigidas pela grande finança.

A tese é interessante e sua discussão, complexa.

Não vou discuti-la aqui, limitando-me a apontar alguns fatos interessantes, ligados a um dos maiores colossos financeiros do planeta, o conglomerado Goldman Sachs, instalado em um fabuloso edicífio de 47 andares no Battery Park, em Manhattan, com filiais e representantes em todo país ou cidade que represente possibilidade de lucro e cujos ativos chegam perto de 1 trilhão de dólares, entre suas atividades de banco comercial, gestão de recursos, fundos de investimentos, corretagem de títulos, seguros e outros negócios.

Vamos lá:

O provável novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, economista e professor de renome, designado ontem, domingo, para formar um governo pelo presidente da República, Giorgio Napolitano, pinçado para salvar o país de sua crise da dívida como chefe de um governo de coalizao era, até sexta-feira, um dos diretores do Goldman Sachs, cargo que vinha ocupando há seis anos.

O novo presidente do Banco Central Europeu, o italiano Mario Draghi, que tomou posse no dia 1º para um mandato de oito anos, foi diretor do Goldman Sachs.

Mark Carney, governador do Banco do Canadá (equivalente ao Banco Central no Brasil) é ex-alto funcionário do Goldman Sachs.

William Dudley, presidente do Fed (Banco Central dos Estados Unidos) em Nova York, trabalhou 21 anos no Goldman Sachs, dez deles como economista-chefe.

Dois recentes secretários do Tesouro dos Estados Unidos, Robert Rubin, que serviu sob o governo do presidente democrata Bill Clinton (1993-2001), e Henry Paulson, designado pelo presidente republicano George W. Bush (2001-2009), foram altos executivos do Goldman Sachs.

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1 comentário

Marco em 14 de novembro de 2011

Amigo Setti: Não tenho muitos esclarecimentos sobre essa crise financeira e do q está em jogo nesse sistema internacional,mas sabemos q essas crises são sistêmicas e nada como especialistas em gestão bancárias, para reajustamento e revisões, já q os governos nas melhores democracias tem q serem revisados d tempo em tempo para não pagar a conta de erros acumulados no passado. Foi o q ocorreu antes tbm com a crise Asiática. Abs.

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