A CPMF não voltará, garante o governo. Agora temos alguém para pegar pela palavra

Barbosa: CPMF não volta, mas “alguns impostos” aumentarão

Amigos, finalmente temos agora uma autoridade para pegar pela palavra: o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa — espécie de vice-ministro do ministro Guido Mantega, encarregado de tocar o dia-a-dia pesado da pasta — garantiu hoje que o governo não vai recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para compensar a desoneração das folhas de pagamento, proposta esta que a presidente Dilma se diz disposta a tocar para a frente.

O Congresso derrubou a CPMF no final de 2007, contra a vontade do lulalato.

Por falar na desoneração, no mesmo seminário na Câmara dos Deputados para discutir a reforma tributária em que falou sobre a CPMF, Barbosa  assegurou que a redução da tributação valerá para todos os setores da economia e não apenas para alguns tipos de empresa.

Nem tudo, é claro, é notícia boa: Barbosa anunciou que, para compensar a queda de arrecadação com o alívio às empresas representado pela desoneração das folhas, será necessário aumentar “alguns impostos”.

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14 Comentários

  • Policia Civil

    Ricardo Setti,

    Dá uma força em seu notável blog, para os candidatos aprovados no último concurso da PCivil do Paraná, ainda aguardando o Curso na ESPC, e até hoje, sem data marcada para iniciar.

    Há quase 1 anos, estão estagiando em delegacias e distritos policiais, sem arma e treinamento adequado para a função.

    A ameaça a integridade física desse pessoal é muito grande.

    Se não puderem contar com a imprensa, contarão com quem?

    Se você ou colegas seus me enviarem dados e links, aqui mesmo no espaço de comentários, me ajudam a me informar.
    Um abraço

    Grato

  • Vera Scheidemann

    Agora, Ricardo, fiquei realmente receosa.
    Quando dizem que NÂO vão fazer algo, aí
    é que fazem. Enfim, aguardemos com os dedos
    cruzados.
    Vera

  • Siará Grande

    Pegar um petista pela palavra! Você está ficando a cada dia um ironista ainda mais fino, caro Ricardo.

  • Paulo Bento Bandarra

    Ricardo acredito tanto nisto como acredito na isenção da Comissão da Verdade para investigar os que não estão no Governo hoje. Ninguém fala em comissão para aqueles que lutaram com armas contra a democracia, estão no Fórum de São Paulo e que hoje transitam clandestinos no governo com ações nada republicanas. É só desautorizar quem quer que seja ou fazer via base aliada pelo congresso homologatório de medidas provisórias.

  • Roberto Sterling

    Desculpe Ricardo, mas desde quando a palavra deles vale qualquer coisa ?????????????

  • Nélio

    G. Mantega não disse peremptoriamente que não haveria aumento da gasolina, como já tinha sido assinalado pelo presidente da Petrobrás? Busque informações sobre as últimas declarações daquele sobre o assunto. Sette, ser pego pela palavra é uma contingência constrangedora para nós, que trabalhamos, pagamos impostos e educamos nossos filhos para vencerem pelo mérito. Para essas pessoas não passamos de otários. O que eles afirmam hoje, desdizem amanhã sem sequer demonstrar vergonha (vocábulo desconhecido para eles, mero apanágio de burgueses). Lula está aí para não me deixar mentir…

  • duduvieira10

    Mas o que é isso companheiro? Tem alguém bobo por aí? O Governo já aumetou outros impostos para compensar CPFM voadora, e vai bem obrigado! Vide o IOF está pela hora da morte! Meu caro Setti, assim não dá!

  • Jotavê

    Em meio ao caos de nosso sistema tributário, a CPMF era uma ilha de eficiência e simplicidade. Não dependia de declarações, nem de fiscais. Incidia com absoluta equidade sobre pobres e ricos. Tinha uma alíquota baixíssima, praticamente invisível a olho nu. Gerava uma receita enorme e não incomodava a vida de ninguém. Diziam que era perversa por incidir em cascata. Nunca demonstraram isso. Ninguém mostrou uma subida de preços após sua adoção. Ninguém mostrou que os preços caíram quando ela foi eliminada. Regras do mais absoluto bom senso sugerem que, em cada ponto da cadeia, o produtor ou comerciante vai formar seus preços levando em conta múltiplos fatores. Se â concorrência estiver forte, tira a CPMF da margem de lucro. Se estiver por cima da cocada preta, sobe os preços com CPMF ou sem. Repito – NUNCA vi uma demonstração empírica desse “efetio cascata” da CPMF tal como era cobrada no Brasil – com alíquotas baixíssimas, complementando as receitas tributárias. Torço para que a CPMF volte, e para que se transforme em tributo permanente. Se for carimbada para a Saúde, tanto melhor.

    Caro Jotavê, antes de você me dar o prazer de ser leitor do blog, escrevi post defendendo que a CPMF deveria voltar pelo menos como instrumento de controle de movimentos de capitais, caixa 2 etc.
    Levei bordoada de todo lado, inclusive de especialistas.
    Abração

  • Jotavê

    Setti, a discussão foi uma loucura. Ninguém pôs nenhum número na mesa. Só o raciocínio da tal cascata a priori. Seria tão fácil, né? Pega a evolução de preços nos primeiros doze meses após a implementação. Pega a evolução de preços nos primeiros doze meses após a supressão. Mostra o efeito cascata, ali, no papel. Pronto. Se for mesmo tudo o que diziam (chegaram a falar em 12% no final da cadeia, lembra?), meto o rabinho entre as pernas, e admito meu erro. Não mostraram nada. E ficou tudo por isso mesmo.

  • ricardo

    Os Brasileiros podem se preparar. Esta é só mais uma etapa da inclusão do bode no quarto. Em pouco tempo a CPMF (com outro nome) entra na pauta.

  • Not funny

    MEGA impostos e MEGA juros já não bastam? Que tal começar a enxugar a maquina e as BOQUINHAS, iniciar um projeto para o país? Onde estão a transparência administrativa e a eficiência administrativa? Para quê 40 ministérios?

  • Mauro de Curitiba

    Os funcionários do governo, por má intenção ou por incompetência, sempre estão em busca de “recomposição” da arrecadação.
    Se arrecadam 34% do PIB, querem arrecadar 36% do PIB, e assim vão “recompondo” a arrecadação do monstrinho.
    Chegam a dizer que o reajuste na tabela do IR – que apenas reflete mal-e-mal o efeito inflacionário – causou uma “quebra de arrecadação”, que demanda “recomposição” .. num cinismo sem paralelo mesmo nestepaiz.

  • luiz fernando moretti, eu não bebo mais cerveja da Am-Bev nem compro mais eletrodoméstico LG

    Jotavê e Setti, vocês querem mais um imposto para eu pagar?
    Mais um para ser desperdiçado, roubado, desviado, enfiado na cueca, na meia, na mala?
    Mais um para pagar Ali Baba e seus 40 ministros?
    Mais um “Por uma vida melhor?”
    Mais um para Copa do Mundo e Olimpíada (ou olimpiada) sem licitações (não bastou Rio-2007)?
    Mais um para ter sua alíquota majorada para compensar perda de receita (vide IOF)?
    Quosque tandem abutere patientia nostra?
    Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet?
    Se você torce tanto para que ela volte e se torne permanente por que não doa logo a sua parte? Faça isso espontaneamente, sem ser obrigado. Seja um feliz voluntário. Venda sua casa e veja se a alíquota é baixíssima. Pague um DARF e seja duplamente tributado. Que felicidade é complementar receitas tributárias…
    No meu ponto de vista ela não incide com absoluta equidade sobre pobres e ricos. Pobre sempre sairá perdendo com qualquer tributação. Ganhe R$2.500,00
    por mês e veja como é a equidade com quem ganha R$25.000,00. Ou mais, ou menos, sempre será injusta.
    Se você aceitar mais um imposto o estado vai querer criar mais um outro. Chega. Não aguento mais. Chega de petralhice…

  • fpenin

    Setti,
    Eles disseram que a CPMF não volta ? É certo o retorno da contribuição. É só esperar o dia e o novo nome…