Vargas Llosa, Pelé, Vera Fischer e Arafat

Nada interessa mais às pessoas do que as demais pessoas, sabemos.

Por essas e outras, o jornalista é alguém obrigado a lidar profissionalmente com a celebridade – e não estamos, aqui, falando apenas de quem trabalha em revistas como a Caras.

Existem os que gostam desse métier, existem os que não gostam e há, inclusive, aqueles que se confundem com o que deveria ser apenas o objeto de sua atenção no trabalho – sem contar, é claro, os que se metamorfoseiam, eles mesmos, em celebridades.

O jornalismo de TV está repleto de exemplos.

Tancredo, Arafat, Pelé, Vera Fischer

O contato profissional com personalidades do país ou do exterior, naturalmente, é enriquecedor.

Jornalista com longa trajetória, conheci, por razões de trabalho – como ocorreu com muitos colegas –, provavelmente milhares de personalidades interessantes, de Tancredo Neves a FHC, do rei do Camboja, Norodom Sihanouk, ao falecido dirigente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, de Telê Santana a Pelé, de Vera Fischer ao cantor Bobby Short, de Gore Vidal a Mario Vargas Llosa.

Sempre, porém, tive um fascínio especial pelos encontros fortuitos e casuais com celebridades, em circunstâncias em que o destino fez caber a mim a parte do cidadão anônimo.

Uma aparição em Buenos Aires: Borges

Uma seleção de cenas gravadas na memória não poderia deixar de incluir, por exemplo, uma aparição – a de Jorge Luís Borges passeando na Calle Florida, em Buenos Aires, numa manhã de outono.

Sem ser reconhecido pelos passantes, lá ia o grande homem, de braços dados com uma jovem esguia e prestativa que muito mais tarde eu viria a saber tratar-se de Maria Kodama, a enigmática secretária, discípula e futura esposa meio século mais nova que o extraordinário escritor, considerado por gente de peso um dos maiores de todos os tempos.

Passo firme apesar da idade, indiferente ao movimento selvagem de turistas ávidos se atropelando em direção à vitrine mais próxima, com o rosto de olhos baços erguido para o sol, sentindo com visível prazer na pele a luz que não enxergava, a majestosa passagem de Borges me pareceu uma miragem.

Felizmente lá estavam também minha mulher, Marcia, e o jornalista Nirlando Beirão, meu compadre e grande amigo, a testemunhar que de fato vi o que vi, e não sonhei.

O aniversário do grande campeão de Fórmula 1

Buenos Aires reservaria outra surpresa em encontros casuais.

Minha infância de garoto criado no interior fora povoada por uma galeria de ídolos esportivos que incluía o mitológico Juan Manuel Fangio. Imbatível pentacampeão mundial de Fórmula 1 nos tempos heróicos da década de 50 em que a tecnologia era primitiva e os pilotos arremetiam pelas pistas em arrojo suicida – o futuro hexacampeão Michael Schumacher ainda era um bebê –, eu guardara sua silhueta de nariz proeminente e sorriso discreto debaixo de antigos capacetes de couro.

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Juan Manuel Fangio: materializando-se na mesa ao lado

Foi portanto com alegria que, certa noite, vi aquela mesma figura materializar-se a um metro de distância da mesa a que me sentava, na casa noturna El Viejo Almacén, reduto do tango.

O velho campeão, cercado de casais amigos sorridentes em traje de gala, comemorava 65 anos no exato dia (com os argentinos, Deus sabe, é sempre assim) em que se celebravam os 40 anos da morte de Carlos Gardel.

Interrompeu-se o show, rufou a bateria da orquestra e um holofote do palco iluminou a fisionomia que eu conhecera em velhos jornais, para o aplauso emocionado da platéia.

Houve também uma tarde, numa Paris por alguma razão surpreendentemente avara de restaurantes abertos, em que minha mulher e eu finalmente conseguimos, aliviados, nos alojar numa mesa confortável. Ao lado, durante todo o almoço, o ator italiano Walter Chiari – mais conhecido na época do que hoje, sobretudo por ter um dia conquistado, que Deus seja louvado, a divina Ava Gardner (chequem quem ela era no Google, leitores mais jovens) – namorava uma dama. Ao retirar-se antes do casal de brasileiros desconhecidos, presenteou-os, sem mais, com uma garrafa do (bom) vinho que bebericava com seu par.

Mas todas essas, de uma ou outra forma, foram situações em que se permitiu ao lado anônimo da questão a observação tranqüila do outro. Encontros ainda mais fugazes revelaram-se igualmente interessantes.

Nureyev e bate-boca de Jânio com a mulher

Como um rápido cruzar de caminhos com uma figura feminina fabulosa num saguão de hotel, o Carrera Sheraton, em Santiago do Chile. Eu, jovem repórter chegando para uma dificílima cobertura – a da eleição presidencial que terminaria dando a vitória a Salvador Allende, em 1970 –, ela, Elsa Martinelli, saindo sabe lá Deus para que compromisso ou destino.

Alta, vaporosa, coberta de peles, elegante e perfumada, Elsa Martinelli pareceu incomparavelmente mais bela, diáfana e inatingível do que a mediana atriz que foi no cinema.

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Elsa Martinelli: de perto, mais bela e diáfana do que no cinema

Se a mim tivesse incumbido entrevistá-la, talvez hoje em dia nem me lembrasse mais da tarefa. Mas o encontro de segundos, circunstancial e inesperado, que me remeteu à condição de voyeur do cidadão comum, ficou.

Tratar com os poderosos pode ser fascinante para um jornalista – mas muito melhor do que entrevistar, por exemplo, o ex-presidente Jânio Quadros (coisa que fiz), é ver-se anonimamente postado diante de uma vitrine, em Genebra, na Suíça, ao lado dele e de Dona Eloá (coisa que me aconteceu), e de repente ouvi-los em discreto e prosaico bate-boca conjugal.

Ou subitamente compartilhar de uma esteira rolante no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, com uma figura de boné e casaco de couro, sacolas de viagem elegantes, foulard ao pescoço – para perceber que se tratava do bailarino russo Rudolf Nureyev. Ou viajar alguns andares de elevador num prédio no centro de Manhattan e, quando a mulher grisalha de ar enérgico vira o rosto, verificar que é ela mesmo – Katharine Graham, dona do The Washington Post.

Ou, ainda, terminar aos trancos e barrancos, às sete da manhã, o fechamento de mais uma edição de IstoÉ numa improvisada redação na Rua da Consolação, em São Paulo, e dar de cara com um sujeito ruivo, de calças e casaco de jeans, surgido ninguém sabe de onde – e constatar que é Daniel Cohn-Bendit, o líder da revolução de maio de 1968 na França. A foto de Danny le Rouge na Redação, feita por meu querido amigo Claudio Versiani, ainda tenho, em algum lugar de meu imenso arquivo..

Capacidade de se embasbacar

A lista poderia se estender, mas paremos por aqui dizendo que, para quem ganha a vida tentando, munido de indispensável dose de distanciamento, manter-se dentro dos acontecimentos, ficar provisoriamente à margem deles guarda o encanto de um retorno à capacidade de se embasbacar do homem comum.

É passageiro, mas é um descanso.

(Texto publicado no número 2 da Rev. Nacional, do fotógrafo J. R. Duran, que acaba de ser posto em circulação)

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20 Comentários

Marcos Ficarelli em 23 de janeiro de 2012

Eu tive a mesma doença que você pegou: vi a Elsa Martinelli em Cannes, em 1974. Simplesmente perfeita.

Carlos RM em 23 de novembro de 2011

Caro Ricardo Setti, quando me formei pela primeira vez, em Contabilidade, o paraninfo da turma era Jarbas Passarinho. Só o conhecia em fotos. Sem saber que era ouvido, nem que o ouvinte era o próprio, desandei a falar cobras e lagartos contra a ditadura militar no bar do clube onde seria a festa. Qual foi a minha surpresa ( fui o orador da turma ) quando os nomes anunciados para compor a mesa, lá estava o referido senhor, na época Ministro da Educação. Em tempo : dividimos a mesma mesa, ele pessoalmente me entregou o diploma e deu um leve sorriso. Penso que era de ironia. Jamais fui questionado, perturbado ou molestado por isso. Mas, anos depois, o diretor da escola ( um oficial aposentado ), quando me formei em direito, convidei o antigo diretor para a formatura. Acredite : ele me contou que o próprio ministro tinha lhe dito " esse garoto é inteligente, é um esquerdista, mas o tempo vai mudá-lo ". Dito e feito. Mas nunca fui informado das razões por não ter sido preso. Creio que os dois ( ambos oficiais ) resolveram entre sí que meu lugar não era os porões da ditadura.

Kitty em 23 de novembro de 2011

Meu caro amigo Ricardo, Quando em algum momento elogiei a sua profícua trajetória que vim a conhecer através da entrevista que o amigo Augusto Nunes lhe fez,nem de longe podia imaginar que você seria uma caixinha de constantes surpresas, sempre de forma sutil, delicada vai contando belas e inesquecíveis memoirs de lugares, que alguns são bem conhecidos por mim, e personagens que de alguma forma nos viemos a conhecer, ora por pelos livros,filmes, atividades esportivas, artísticas ou políticas. Hoje o elogio vai passar dos limites: Ricardo Setti você é demais!E este artículo é simplesmente fora de serie, divinamente bem escrito,repleto de belas recordações.Amei!!Parabéns amigo!Com carinho-Kitty Muito obrigado, querida Kitty. Um abração pra você

Julian Matos em 14 de novembro de 2011

Caro Ricardo: Obrigado pela lembrança. Fico no aguardo do seu contato. Um abraço, Julian

Wilson em 12 de novembro de 2011

Belo texto, maravilhosas lembranças, e tenho certeza de que muito mais foi vivenciado por você. Dá até inveja, hehe. Também vi Borges em Buenos Aires uma vez e fiquei tão aparvalhado, paralisado de emoção, que só muito depois, cheio de arrependimento, pensei que poderia ter aproveitado a ocasião para na cara-de-pau lhe dar um bom dia que fosse, quem sabe conseguir falar da minha admiração por ele, sendo para mim o maior escritor das Américas. E quem sabe ouvisse dele, "você se engana duplamente, Borges não só não é o maior como é outro". Pra dizer a verdade, ao passar pelo grande homem, tive a mesma vontade... Obrigado pelo comentário elogioso e gentil. Um abração

Osvaldo em 12 de novembro de 2011

Prezado Setti:Obrigado pela resposta.Eu sabia que era engano meu.Voce e sensasional e leitura obrigatoria .Abraco. Muito obrigado duas vezes, prezado Osvaldo. De coração. Um abração

Osvaldo em 12 de novembro de 2011

Desculpe os erros do meu comentario,mas o teclado do Ipad e dificil,pois nao e em portugue.Obrigado

Osvaldo em 12 de novembro de 2011

Prezado Setti:Por favor nos explique quem sao as pessoas incomum.hoje senti em voce,algo parecido com soberba.Perdoe-me se mengano.Gosto muito de voce e admiro seu trqbalho e experiencia.Mas neste texto voce perdeu a sua habitual e admiravel humildade.Acho que foste hoje,um homem incomum. Caro Osvaldo, a intenção esteve longe, longíssimo da soberba. Quis mostrar o alívio que é encontrar sem querer com pessoas famosas ou notórias -- então, incomuns, neste sentido -- sem a obrigação profissional. Ou seja, como uma pessoa cuja profissão não a obrigue a ter esses contatos. Não me considero melhor do que ninguém, meu caro. Já fui a velórios suficientes para saber que sou apenas uma partícula de um átomo no meio de um Universo gigantesco. Um abração

Julian Matos em 12 de novembro de 2011

Caro Ricardo, O texto é uma leitura deliciosa. E alguns dos comentarios complementos obrigatorios. Parabens pela trajetoria. Julian Matos Muito obrigado, caro Julian. Não me esqueci de seu convite para que nos encontremos em BCN. Na primeira oportunidade, entro em contato. Abraço

@5reais em 07 de outubro de 2010

memorável!, é muito bom ter um homem como Ricardo Setti novamente a revista Veja, mesmo que idoneidade desta seja questionável, parabéns, admiro muito seu trabalho, nos autos dos meus 18 anos ainda vejo que a notoriedade continua sendo o supra sumo da mídia brasileira. Obrigado pela parte que me toca, caro Renan. E, democraticamente, publico sua crítica a VEJA, com a qual naturalmente não concordo. Abraços do Ricardo Setti

Emilio Mansur em 28 de setembro de 2010

Caro Setti, eu que nunca vi pessoalmente Borges , senti muito perto teu prazer. Me consolo e muito com o poema "Ajedrez" recitados por este extraordinario escritor argentino.O endereço é http://www.youtube.com/watch?v=6knchcz-da4 Caro Emílio, Muito obrigado por sua visita, sua leitura e sua dica no Youtube. Foi um prazer receber sua visita aqui, volte sempre. Um abraço do Ricardo Setti

Adriana Rolando em 27 de setembro de 2010

Caro Ricardo, Fiquei pensando no sentido das suas palavras. Coincidentemente ou não, esbarro em um amigo médico, curioso a respeito das minhas atribuições profissionais, faz tempo que não nos vemos. Tenho a ligeira impressão que a expectativa que as pessoas colocam nas nossas vidas é grande, ou a curiosidade excessiva tem norteado o sexo masculino. Respondo com tranquilidade ao questionário que me é formulado, e, por instantes me sinto entrevistada por um desses institutos de pesquisa, que nunca o fizeram, o que me traumatiza algumas vezes. Estou a margem? Porquê? Tudo conclusivo demais, sem que ao menos eles se importassem com minha opinião.(Adendo, votei feliz da vida na sua enquete, e mais feliz fiquei com o resultado). Bom, depois da sessão de análise, diga-se de passagem de mão única, meu amigo se despede com uma frase, que me é bastante conhecida: - Não esquece hein bonita(ele se refere a mim dessa forma), estudante de medicina pensa que é Deus, médico tem certeza, ah, e os jornalistas estão dando lições para o criador. Começa a rir, como se me preocupasse com a definição da categoria. Dou de ombros e sigo em frente, pensando que o fato de conviver com celebridade é inebriante, por certo. Ter acesso a algumas pessoas e situações que a maioria das pessoas não teria, é confortável. Agora o jornalista querer ser notícia ou tão importante quanto, é não apenas lamentável, atribuo esse comportamento de "estrela" a um desvio de conduta, uma inversão. Estar com o Presidente não significa que você partilhe de sua amizade, apenas que você foi honrar um compromisso, que poderia ser com qualquer outra pessoa que tivesse notoriedade, mesmo que instantânea.(nesses tempos o que mais têm) Essa inversão promove desvios que temos observado com ressalva, um jornalismo comprometido até o último fio de cabelo.O governo financia e os órgãos de imprensa obedecem.(O Lula teve uma crise de hipertensão quando descobriu que a Vale patrocinou o filme do Jabor, seu desafeto). Lamento que o estágio seja esse, o sequestro das consciências ditas pensantes, vai conduzí-las ao caminho sem retorno da desonra. Em uma hora decisiva como essa, com o aparelhamento nas principais empresas "destepaiz", o jornal Estado de São Paulo declarar-se favorável a candidatura de oposição foi um salvo conduto, não apenas pela coragem, mas, pelo brio de remar contra a maré,ou seja, contra a "ordem" imperial do jogo do poder. Victor Hugo disse:"o poder é uma ilusão da sorte", que os jornalista mantenham os pés no chão, mesmo que o aerolula os faça por instantes voar alto demais. Abraços Muito interessante seu comentário, cara Adriana. Daria para comentá-lo com um texto do tamanho do seu. Não há tempo, infelizmente, os leitores querem posts novos. Mas vou abordar só uma coisa: o jornalista que vira celebridade é um perigo. Serve menos à sua tarefa de informar. Vira estrela. Acaba fazendo comerciais na TV. Mesmo que assim não seja, o jornalista-celebridade chama muito a atenção, o que torna difícil fazer determinadas reportagens. Bem, obrigado de novo por seu comentário. Abraços do Ricardo Setti

Oliveira em 27 de setembro de 2010

Ola Setti Como já lhe disse, mesmo morando em Montreal, CA. sou leitor assíduo do seu Blog desde o primeiro post. E como bom mineiro que sou, adoro esses seus "causos", pois são como um "bouffée d'air frais" no jornalismo em época eleitoral. Sobre o episódio com o Janio, eu já presenciei vários. É interessante como muitos brasileiros quando estão no exterior, acham que podem dizer o que quiserem em voz alta pois ninguém vai compreender português. Certa vez num vagão do Euro-trains de Paris a Londres, um dupla de cantores conhecidos e seu músicos começaram a contar as aventuras sexuais de cada um na noite anterior. No principio deixei quieto, mais depois a coisa evoluiu para um nível que eu fui obrigado a ir ate eles e disser: olha, eu estou com 3 crianças que entendem português assentadas aqui do lado... Vc tem que ver a cara deles de susto...rsrsrs Um abraço Caro Oliveira, Muito boa a sua história. Também já me ocorreu, várias e várias vezes, de presenciar brasileiros no exterior fazendo coisas como as que você narra. Como tenho aparência de "gringo", e minha mulher também, o pessoal fala bobagem à vontade quando estamos por perto, junto a outros efetivamente estrangeiros. Educação, educação... O velho problema de sempre. Aqui no duplo sentido, que inclui boas maneiras. Um abração, volte sempre e fiquei contente por você ter gostado do post. Abraços do Ricardo Setti

Rogério Carvalho em 26 de setembro de 2010

Obrigado, Ricardo. Sobrou tão pouca coisa para a gente ler nos dias que correm, que é uma alegria ver gente que ainda olha para esses personagens. Longa vida neste espaço! Caro Rogério. Muito obrigado por comentário tão gentil. Estarei sempre tentando fugir de tratar apenas de política neste blog. Volte sempre, um abraço. Ricardo Setti

wilson silva em 26 de setembro de 2010

Prezado Setti, parabéns pelo artigo. Infelizmente para os jornalistas atuais, celebridades naquela época eram celebridades por algum motivo. Hoje elas são celebridades por motivo algum. Uma bunda um pouco maior, um peito mais sarado, uma roupa mais ridícula dão de dez num Nureyev ou num Jânio. Meu conforto, aos 48, é que eu ainda estou vivendo uma fase de memórias de personagens com quem realmente valeu a pena ter convivido, porque não estão aparecendo substitutos à altura, em nenhum campo da sociedade. Cruz credo! Caro Wilson, Fico feliz pelo fato de o texto havê-lo sensibilizado. Obrigado pela visita, volte sempre. Abraços do Ricardo Setti

celsoJ em 26 de setembro de 2010

Desculpe se pareci deseducado. "Seu" que eu quis dizer era o pai do Schumi. Sem problemas, caro Celso. Obrigado por sua atenção.

celsoJ em 26 de setembro de 2010

Michael Schumacher nasceu em 03/01/1969. Seu pai é que deveria ser um bebê, na década de 50. Não, meu caro Celso. Tenho 64 anos. Nasci em 1946. Meu Pai, que infelizmente já partiu, nasceu em 1920. Um abraço, volte sempre. Ricardo Setti

Frederico Hochreiter/BH em 26 de setembro de 2010

Cada dia melhor o seu blog, Ricardo. Grandes, belas e comoventes lembranças que mereceriam um texto mais longo, quem sabe um livro de memórias. Particularmente fascinante o comentário, quase que "en passant", de que uma entrevista agendada, remunerada e publicada sobre Elza Martinelli seria esquecida, mas ficou na lembrança "o encontro de segundos, circunstancial e inesperado, que me remeteu à condição de voyeur do cidadão comum". Bela leitura de domingo. E Janio e senhora? Sobre o que discutiam?

Walfrêdo Rodriguez Neto em 26 de setembro de 2010

Meu caro Ricardo, Amei este artigo e, confesso, morri de inveja! Parece obra de ficção e nos leva,inapelavelmente, a tempos de outrora muitos melhores dos que os de hoje.AH! Uma máquina do tempo! Parabéns, faça isso sempre. Ajuda-nos a suportar a realidade cruel desses dias petistas.

Marco em 26 de setembro de 2010

Caro R. Setti: Existe uma máxima no mundo dos negócios q diz : " Os melhores negócios ocorrem por acaso ". Pelo q Vc descreve parecer ser tbm na vida.Como está se sentindo no Blog em ter q lidar com anônimos comum ? Qual a diferença ? Quem é mais pedante ? Se eu estiver abusando me avisa ? Abs.

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