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Dasha, em foto do famoso fotógrafo de moda Patrick Demarchelier (Foto: Reprodução)

O poderio econômico da Rússia, uma das cinco nações consideradas “emergentes” ao lado de Brasil, China, Índia e África do Sul, tem atraído ao maior país do mundo em área um custo de vida caríssimo e uma dose farta de má reputação por enriquecimento suspeito e outros trambiques de alguns de seus famosos bilionários, residentes ou não em território nacional.

Os exemplos mais conhecidos desses chamados “oligarcas” são Roman Abramovich, magnata do petróleo e dos commodities que alcançou fama mundial em 2003 com a compra do time de futebol Chelsea, de Londres, e seu ex-amigo e atual adversário na Justiça Boris Berezovski, ocupante de infinitas manchetes esportivas e policiais brasileiras por causa da suspeita de envolvimento seu com a MSI, o grupo de investidores que mandou no Corinthians em 2005 e 2006.

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Abramovich com Dasha: juntos há seis anos (Foto: Evening Standard)

Que Abramovich não é flor que se cheire não é novidade para ninguém. Muito menos para a literalmente escultural Dasha Zhukova, sua namorada desde 2006 e pivô do fim de seu segundo casamento, com Irina Malandin, mãe de cinco de seus seis filhos. Provavelmente por isso esta bela moscovita de 30 anos, cujo nome de batismo é Daria, trabalha para dar uma melhor imagem pública ao pai de seu único filho – Aaron, o sexto de Roman, nasceu em 2009 – e, de quebra, limpar um pouco a barra desta “Nova Rússia”.

A começar por elaborar, com a ajuda do chefão do Chelsea, projetos multimilionários ligados à suas paixões, a arte contemporânea e a moda.

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Dasha: celebridade “cool” e filha de outro bambambam do petróleo (Foto: Matrix)

Ele também sai ganhando, porque pega carona na aura de celebridade cool de Dasha.

Dona de uma consolidada vida de socialite pré-Abramovich, ela não precisaria do namorado midiático nem para ser famosa: antes de conhecê-lo fora namorada do tenista russo Marat Safin e atuava como concorrida modelo e estilista. Tampouco para ser rica: seu pai é outro bambambam do petróleo, Alexander Zhukov.

Mais para Peggy Guggenheim do que Paris Hilton

Dasha passa, portanto, longe do estereótipo da menina rica que não faz nada. Está mais para Peggy Guggenheim, a mítica bilionária e mecenas das artes novaiorquina, morta em 1979, do que para Paris Hilton, herdeira da cadeia de hotéis Hilton e trêfega frequentadora da imprensa (frequentemente marrom) de “famosos”, com escândalos e casos policiais no meio.

A russa Dasha viveu na adolescência entre Los Angeles e Houston, nos EUA, em companhia da mãe, uma conceituada bióloga nuclear, após o divórcio dela com Zhukov.

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Entre os caros hobbies que Dasha compartilha com Roman está o de colecionar obras de arte

Formou-se em literatura e cultura eslava na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e, após breve temporada de volta à capital russa, instalou-se em Londres, metrópole que no início do milênio inaugurava seus dias de terra prometida dos novos ricos russos.

Lá, seus contatos, a leveza da atitude “dinheiro não é problema” e – porque não? – seu talento para enxergar qualidade em arte a inseriram nos meio fashion e das artes.

Influente

Em pouco tempo, já patrocinava a organização filantrópica IRIS e abria uma galeria em Moscou, a Garage. Entre o começo de 2009 e 2010, foi editora da badalada revista britânica Pop, cargo que deixou para criar sua própria publicação, também nomeada Garage.

E, se Abramovich figura entre os dez maiores colecionadores privados de arte do mundo – chegou a desembolsar 86 milhões de dólares de uma só vez para adquirir Tríptico, do pintor anglo-irlandês Francis Bacon (1909-1992)–, sua amada garantiu lugar em um ranking de superlativos do gênero não por sua fortuna, mas pela influência exercida.

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Capas do primeiro número da revista “Garage”, lançada por Dasha

Na edição 2011 do top 100 da revista Art Review sobre as personalidades mais em evidência do mundo das artes, seu nome ostenta o 81º posto.

Uma colocação que tende a subir, e muito, caso o maior fruto da ambição que compartilha com Abramovich se concretize: a transformação da Nova Holanda, ilha artificial construída no centro de São Petersburgo no século XVIII, em uma espetacular filial de seu Centro Garage.

O plano, cuja execução implica gastos aproximados de 400 milhões de dólares, serviria para inserir a segunda maior cidade russa no mapa atualizado das artes. Atualizado, já que é em São Petersburgo que fica o fabuloso e gigantesco Museu Hermitage, que abriga desde arte pré-histórica até pós-impressionistas franceses, passando por todas as principais fases de arte da Rússia, pelo Renascimento, pelo barroco, por quase tudo o que pode imaginar, mas é menos forte em arte contemporânea.

Mas isso é assunto para outro post…

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4 Comentários

Fã do Diogo Mainardi em 29 de novembro de 2011

Com dinheiro qualquer um arruma mulheres lindas. Apesar de eu não ser tão rico e todo dia arrumo uma ( ou duas, ou três.. ) melhores do que essa

Marco em 27 de novembro de 2011

Amigo Setti: Parabéns a tua colega Maria Carolina Maia, na entrevista com Allain Betton, mas não recomendo o livro, são os tipos d trabalhinho q conhecemos, sentimentalóide, sem retribuição,um sacrifiçio para ler, mesmo com menor preço, a tua colega pelo menos fez o serviço público de me informarq esse livro se torna dispensável. Como um qualquer do tipo LF Verissimo. Abs.

Marco em 27 de novembro de 2011

Amigo Setti: Outra dica muito boa está aqui mesmo na Veja, Nietzsche para Estressados, lendo o Rei e o Nunes, sobre o tal movimento Gota da agua, dos artistas, no item 3. só faria um reparo e adpatação: " É bom falar d natureza, pq ninguém vai julgar a nossa "natureza" ". Abs.

Marco em 26 de novembro de 2011

Amigo Setti: Falando em Rússia, lembra comunista, assisti a pouco a entrevista do Boni,no programa Dossie, da Globonews, ele tbm está lançando um livro, muito esclarecedor para quem gosta de comunicação,1 q ele diz q Lula superou o Chacrinha em comunicação popular, em 10 vezes mais, segundo ele disse q o segredo, aí vai dica para o nosso amigo Rei, foi q os comunistas da globo, foram sempre tratados como grandes humoristas. Dias Gomes , fez Roque Santero mais humor do q novela, sem pouca emoção. Mário Lago sempre revindicava aumento, Dr Marinho sempre concedia a ele com dinheiro prório e não da empresa, disse q ajudou na campanha do Collor, pedindo q suasse e tirasse a gravata para se popularizar. Disse q o grande segredo da Globo sempre foi fazer programas populares com extrema qualidade. Não se acha Gênio, atribui isso a Daniel Filho. E disse q se alguém quisesse investir 1 mi em televisão não recomendaria, acha q com bem menos q isso se faz uma TV excelente na internet. Q é o grande lance do momento. Fica dica, sei q não vai poder assistir,mas sugiro para quem possa interessar a reprise amanhã ás 17:00. Vê se consegue assistir pela internet, seria muito interessante saber a tua opnião. Abs. Obrigado pela dica, caro Marco. Parece muito interessante. E, claro, vou comprar o livro! Abraço

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