Image
Imagem de Saturno captada pela espaçonave robótica Cassini, da NASA-ESA-ASO, em 24 de fevereiro de 2007 (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

Dedicada a ciência e tecnologia, e também à maneira como estas disciplinas se relacionam com política, cultura e economia, a revista americana Wired, que em janeiro de 2013 completa vinte anos de existência, não brinca em serviço quando o assunto é fotografia.

Sobretudo se as imagens estiverem relacionadas a astronomia, um dos assuntos sempre em destaque na publicação.

Na página de ciências de seu site oficial encontra-se a imperdível sessão “Wired Science Space Photo of the Day”.

Trata-se de um diário fotográfico que compila registros visuais espetaculares de diversas fontes – com predominância da NASA -, captando tudo o que tenha que ver com planetas (inclusive a Terra), galáxias e outros mistérios do universo, por meio de naves e estações espaciais ou equipamentos dos observatórios mais avançados do mundo, quase sempre posicionados a milhões de quilômetros dos objetos retratados.

O material, composto por mais de 200 fotografias, é fascinante. Separei para este post dez das melhores que, como sempre ocorre quando contemplamos a imensidão do Universo, nos fazem sentir uma simples molécula, ou mera parte de um átomo — ou menos ainda.

Separei dez, mas quem pesquisar as demais não se arrependerá.

Image
E por falar em Saturno, eis Titã, a maior lua a orbitar o planeta, também captada pela Cassini, sem crédito de data (Foto: . NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Image
Do observatório La Silla, nos arredores do Deserto do Atacama, norte do Chile, é possível ver uma “dança” de estrelas como esta – contanto que se tenha os telescópios adequados, é claro – sem crédito de data (Foto: Iztok Bončina/ESO)
Image
Em 13 de janeiro de 2008, a vista que a Cassini tinha do hemisfério norte de Saturno era exatamente esta (Foto: ASA/JPL-Caltech/SSI)
Image
“Ejeções de massa coronal” – também conhecidas como erupções de gases em alta temperatura – registradas pela espaçonave SOHO, da NASA e da ESA (Foto: ESA /NASA)
Image
A nebulosa Cabeça de Cavalo, na constelação de Órion, a 1500 anos-luz da Terra, vista em 1º de fevereiro de 2000 desde o observatório de Paranal, no norte do Chile (Foto: ESO)
Image
Montagem com imagens da Nebulosa do Caranguejo, na constelação do Touro, a 6500 anos-liz da Terra. Realizadas entre 1999 e 2000 pelo célebre Telescópio Espacial Hubble(Foto: NASA, ESA, J. Hester and A. Loll – Arizona State University)
Image
Encélado, satélite de Saturno, contemplado sob o anel do planeta a 12 de março de 2012; ao fundo, a lua Titã (Foto: NASA-JPL-Caltech-Space Science Institute)
Image
Do Chandra X-Ray, outro dos grandes observatórios espaciais da NASA, é possível conseguir imagens como esta, de 12 de março de 2012, que retrata um buraco negro cuja forte gravidade “suga” gases de uma estrela (Foto: NASA-JPL-Caltech-Space Science Institute)
Image
Mais uma produzida pela Cassini, em 20 de agosto deste ano, traz a lua Mimas fazendo companhia a Saturno (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

18 − sete =

10 Comentários

Ríver em 28 de outubro de 2013

Sou alucinado pelo universo

razumikhin em 19 de novembro de 2012

Foi o Lula - Luivináffio - quem criou o universo.

Corinthians em 17 de novembro de 2012

É arte! Há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa ciência. Ainda estamos engatinhando nas descobertas.

elizio em 17 de novembro de 2012

Caro Setti: realmente fotos impressionantes e que demonstram o quanto somos pequenos face à imensidão do universo. Uma pequena ressalva, na foto comentada como "dança de estrelas", não há necessidade alguma do uso de telescópio. É só procurar um lugar sem luminosidade, deixar a máquina fotográfica em um tripé, com o diafragma aberto e focada para um mencionado pólo da galáxia (no hemisfério sul, tal ponto é logo abaixo do Cruzeiro do Sul) e sai foto assim. Abraço.

Kitty em 17 de novembro de 2012

Meu caro Ricardo, O que acabo de assistir é simplesmente fascinante! A nitidez das fotos impressionam!! As cores são de uma beleza ímpar. Percebi quão insignificante sou, perante essa vastidão do espaço sideral. Você, está mais do que certo quando diz que nos fazem sentir, uma simples molécula..e que todos fazemos parte desse misterioso universo. Nunca imaginei que a ciência avançasse tanto ao ponto de captar imagens tão belas..///Um abraço--Kitty

Remy em 17 de novembro de 2012

Reynaldo, Agradeço a sugestão de leitura.

maria do rosario ferreira dos santos em 16 de novembro de 2012

O universo é só beleza,incrivel saber que a vida nao é so' isso' aqui na terra beleza misterio perfeiçao,parece irreal.Mas ninguem explica para que servem e o que temos a ver com eles

Almir Germano em 16 de novembro de 2012

Sugiro procurar um Grupo de Astronomia Amadora, investir num telescópio e alguns apps de astronomia para iPhone ou Android, tipo planetário. Uma viagem a um local com céu sem poluição luminosa e pronto: conexão cósmica direta. Nada como observar em primeira mão as crateras e "mares" lunares, ou Saturno, ou Júpiter e suas luas. É possível, sim, ver diretamente boa parte das maravilhas apresentadas e muitas outras mais. O universo está aí para ser visto. Nem sai assim tão caro, beeeem mais barato que uma moto Harley-Davidson, por exemplo...

José Lanner em 16 de novembro de 2012

Fantástico! Realmente somos insignificantes!

Reynaldo-BH em 16 de novembro de 2012

Chega a ser assustador a relação que temos com o Universo. Ou o Infinito. Nos remete a nossa própria observação de quem somos. E de que somos feitos. Sem divagar (demais) cade vez que vejo estas fotos, lembro-me de Teilhard de Chardin. Teólogo católico, este padre jesuíta foi colocado no Indez da Igreja Católica. Como cientista, foi ignorado pelos pares. Exilado na China, escreveu O Fenômeno Humano. De uma beleza e profundidade impressionantes. E idealizou o Ponto Ômega, que seria a convergência final da evolução humana. Estas fotos parecem provar que Chardin estava certo. Existe um ponto ômega, mesmo que não consigamos - ainda - definir claramente (cientificamente) um "ponto alfa". O Universo é o maior mistério que conhecemos. Só superado pelo entendimento de nós mesmos.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI