Em maio deste ano, o regime dos aiatolás do Irã reteve no ar durante duas horas, impedindo de cruzar seu espaço aéreo, o novo avião dos primeiros-ministros (chanceleres) da Alemanha, que transportava a chanceler Angela Merkel rumo a uma visita oficial à Índia. Era o voo inaugural do Airbus A340 depois de ter sido reformado nas oficinas da companhia aérea Lufthansa, em Hamburgo. O novo avião de Merkel só recebeu autorização para passar sobre o Irã no último momento, já que, caso contrário, seria obrigado a fazer uma escala forçada na Turquia para reabastecer.

Batizado de “Konrad Adenauer” em homenagem ao primeiro chanceler do país no pós-guerra e grande construtor da democracia na Alemanha, o A340, anteriormente de propriedade da Lufthansa, tem um alcance de mais de 13 mil km (8.000 milhas) e foi reformulado para atender às necessidades do governo alemão. Sua capacidade foi reduzida de 300 para 142 passageiros.

Ganhou sala de reuniões, proteção contra mísseis e uma suíte para a/o chanceler. Inclui ainda um setor especial na parte traseira que pode acomodar funcionários públicos ou se transformar em uma sala de emergência para transportar soldados feridos.

O recém-inaugurado A340 é o primeiro de dois Airbus comprados pelo governo para substituir os antigos A310 – adquiridos há mais de vinte anos pelo ex-chefão comunista da extinta Alemanha Oriental Erich Honecker, antes da queda do Muro de Berlim – a um custo de 430 milhões de euros (perto de 1 bilhão de reais). Segundo o governo, a ênfase da personalização é na funcionalidade, e não no luxo, já que os antigos aviões estavam tornando-se antieconômicos e embaraçosos.

Em 2008, por exemplo, o presidente da República, Horst Koehler, voou de Pequim para a Alemanha em um jato comercial depois que o seu A310 falhou. No ano seguinte, Merkel estava atrasada para uma reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas quando um motor superaquecido de um Challenger forçou o piloto a pousar em Hanover a caminho de Berlim. E em 2010, foi a vez do ministro da Defesa, Karl Theodor zu Guttenberg, ter problemas para chegar ao Afeganistão depois que uma engrenagem de pouso do Challenger começou a pegar fogo.

A reforma das aeronaves começou em março de 2010 e está programada para terminar no último trimestre deste ano. A nova frota, que deve custar cerca de 1 bilhão de euro (2,3 bilhões de reais), incluirá ainda dois A319 com assentos de primeira classe e quatro Bombardier Global 5000, de 12 lugares, para voos curtos.

Todos os aparelhos são brancos, atravessados por uma faixa com as cores da bandeira alemã — amarelo, vermelho e preto — e têm pintada na parte superior da fuselagem, acima da janela, os dizeres em alemão Bundesrepublik Deutshcland, “República Federal da Alemanha”.

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3 Comentários

Alexandre em 28 de junho de 2011

O avião da chanceler é páreo para o avião presidencial americano? Não chega aos pés. Nenhum avião presidencial existente chega sequer perto do Air Force One. Estamos tentando obter fotos e vídeos do interior dele para mostrar aos leitores. Abração

Ailton em 27 de junho de 2011

Bom!!! Para quem andou a críticar o AeroLula, quando presidente trocou o 'sucatão' de 40 anos de serviço(hoje), um vovô 707-200. Já vimos o NumberOne de U$1,0 bi. uma fortaleza aérea e agora os AeroMerkel's. Meu Deus!! E se o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei proibisse um sobrevôo no Irã, do nosso avião presidencial na época do FHC? O sucatão? será que conseguiria ficar duas horas no ar? Uma breve história do mamabembe sucatão! Ou como, quase o Brasil foi governado outra vez por um vice presidente, o Marco Maciel. Sucatão fazia uma viagem á Europa com o presidente Fernando Cardoso a bordo, quando deu uma pãne em uma turbina bem no meio do Atlânico, e o aero sucatão teve que voltar ao Rio, sucata retornou com uma única turbina, voo de volta durou duas horas, até a aeronaútica ficara de prontidão naquele epísodio, esperava receber notícias da queda para começarem as buscas, caso caísse todos os helicópteros de buscas e salvamentos estavam na plataforma de voo, até navios da marinha já rumava para o de trajeto do sucatão. Fernando nunca mais viajou no latão enferrujado, passou a fretar voo Charter de empresas particulares e estrangeira em sua maioria. E o NumberOne de Obama? Avião custou U$1,0 bilhões de dolares, é uma fortaleza aérea. Agora vemos o AeroMerkel ou melhor, um dos aeroMerkel's. O AroLula representou economia aos cofres públicos, já que não pagamos a conta de U$800,0mil por voo particular que eram realizados na decada de noventa, quando sucatão pifou. Já imaginaram o custo que Brasil pagaria se ainda contratasse os voos Cherters presidenciais de companhia particulares e as vezes estrangeiras desde a epoca das viajens do presidente Fernando ao exterior? Chiiii, Ailton, de novo você precisaria se informar melhor. O problema com o Sucatão não foi tão dramático como você descreve, de voltar com uma só turbina, e não ocorreu com o presidente Fernando Henrique a bordo, mas com o vice Marco Maciel. E o presidente FHC realizou uma concorrência pública para as viagens internacionais, vencida pela TAM. Nunca contratou charter de empresa estrangeira. Esse custo de 800 mil dólares por viagem também não sei de onde você tirou. Nunca fui contrário à compra do avião presidencial Airbus A319. O que fiz, várias vezes, foi criticar o PT pelo alarido que fez quando, durante o governo FHC, se cogitou de comprar um avião novo para a Presidência -- na verdade, para a Força Aérea Brasileira, destinado a servir a Presidência, mas não apenas.

Reynaldo-BH em 26 de junho de 2011

Prezado Setti, entre minhas paixões (a primeira e maior é minha filha Joana de 19 anos!), também constam Lisboa e.. aviões! Tenho mais hora de voo que urubu no cerrado.. Hehehe... Só para vc divertir-se. O "jazzinho" é bom e as imagens, ótimas. PS: Eu estava neste vôo! Por isso sei dele. E do vídeo do Escarduça. ABRAÇOS e boa semana! http://www.youtube.com/watch?v=fT2Rm_EVu9o Caro Reynaldo, ótimo vídeo e ótimo jazz. Essa chegada a Lisboa realmente é linda. Você tem bom gosto! Abração

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