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A nova ministra Míriam Belchior, o deputado José Eduardo Cardozo, o ministro da fazenda, Guido Mantega e o novo presidente do BC, Alexandre Tombini, em coletiva de anúncio das nomeações

Quando é para criticar, critico.

Quanto é para aplaudir, aplaudo. Os leitores que conhecem melhor o blog sabem disso.

Então, deixem-me aplaudir a presidente eleita Dilma Rousseff e sua atitude diante da designação do economista Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central.

“Tive longas e boas conversas com a presidente eleita Dilma Rousseff”, revelou agora há pouco Tombini, atual diretor de Normas do BC. “E ela me disse que nesse regime não há meia autonomia. É autonomia operacional total.”

O futuro presidente do BC fez suas declarações em entrevista coletiva ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, da futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores do processo de transição entre o governo Lula e a futura administração.O ideal é que um Banco Central tenha autonomia e independência garantidas em lei, como o Federal Reserve Board (Fed), o BC dos Estados Unidos, ou o Bank of England, o BC do Reino Unido, ou o Banco Central Europeu, defensor da moeda da União Européia.

Mas autonomia operacional — ou seja, autonomia por decisão política do presidente da República — é o que o BC está tendo desde janeiro de 1995, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso tomou posse no Palácio do Planalto, até agora.

Lula manteve as diretrizes de FHC e o presidente do BC, Henrique Meirelles, pôde trabalhar com critérios técnicos durante os dois mandatos do presidente da República. Este foi um dos aspectos positivos do governo que está terminando.

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JoséTupinambádeMacedo em 29 de novembro de 2010

Estou de acordo com o colunista,precisamos confiar, desconfiando. Por mim só acreditarei quando vir.

Alline em 29 de novembro de 2010

Ricardo, Eu realmente desejo que a presidente eleita tenha sido sincera em sua promessa. No entanto, não sei que é a hora de comemorar. Eu espero mesmo que ela mantenha sua palavra, mas não consigo ver esta situação com todo o seu otimismo. O PT já anunciou (semana passada) uma meta para a taxa básica de juros para o final do governo Dilma. Um governo que assegura autonomia ao BC não deveria estabelecer metas para os juros, mas sim metas para a inflação. O BC altera os juros para atinjir as metas de inflação estabelecidas pelo governo. É assim que deveria funcionar, na teoria. O governo não pode estabelecer todas as metas e controlar todos os mecanismos ao mesmo tempo. Isso tem nome e é feio. O mesmo vale pro controle "social" da mídia, que vai fazer do estado do Ceará seu laboratório. E quem viveu a ditadura consegue não enxergar nisso o início de algo assustador? Enfim, agora é esperar a posse da Dilma e ver pra crer. Abraço! Oi, Alline. Eu na verdade não estou comemorando nada, mas concedendo no mínimo o benefício da dúvida para a presidente eleita. Agora, realmente o PT falando em limite para a taxa básica de juros é de lascar... A própria presidente eleita estabeleceu como alvo chegar ao final do governo com uma taxa real de juros (descontada a inflação) de 2% em 2014, que já comentei mais de uma vez. Como ambição, é OK. Como meta a ser atingida de qualquer forma, sem levar em conta o comportamento geral da economia, naturalmente não dará certo e é ruim para o país. Um abração e volte sempre.

VERONICA MALDONADO em 25 de novembro de 2010

O MPF vai ter muito o que fazer em 2011, já ao raiar do primeiro dia. Lula e Meirelles, sem direitos a forum privilegiados pelos cargos que ocupam vão poder responder a toda sorte de acusações que estão pendentes de apuração, inclusive as malas de dinheiro transportadas pelo cunhado do ex presidente do banco central, que teve seu status ao nivel ministerial elevado para sua proteção, contra sentenças de 1ª instancia, ou de algum juiz aloprado. - E esses daqui são apenas dois exemplos, mas são incontáveis os que perdem o "casco de proteção" , que significa para alguns, como o "voltar a planície", onde todos os outros mortais são iguais perante a lei.

VERONICA MALDONADO em 25 de novembro de 2010

Apos Bernardo, teremos a Tiririca da Dilma, Plaquejando. Muito interessante essa versao. Depois do Tiririca original, tivemos a tiririca do cerrado – Dª Weslian Roriz. Agora Tia Miriam ou Tiririca Belchior. E ainda querem que acreditemos que é pra valer! O tal Tom Bim Depedente no big bank central. Quem consegue acreditar que isso vai dar certo!

Caio Frascino Cassaro em 25 de novembro de 2010

Prezado Ricardo: Declaração de dona Dilma vale tanto quanto uma moeda de três reais. Basta ver o que ela disse a respeito do ajuste fiscal durante a campanha e o que está declarando agora. Aliás, tem um professor exemplar: o Apedeuta Máximo não tem o menor prurido em mentir, tanto assim que até ganhou de presente um poema do Ferreira Gullar a respeito do assunto. Dona Dilma segue o "script" à risca: é tal a diversidade do discurso (a favor do MST, contra o MST, a favor da legalização do aborto, contra a legalização do aborto, com doutorado, sem mestrado, e vai por aí afora) que, nesta altura do campeonato, nem ela parece saber o que de fato pensa (?) a respeito de qualquer coisa. Não alimente esperanças relativas a este governo. O Forrest Gump de Garanhuns vai deixar uma verdadeira bomba no colo de dona Dilma, tanto do ponto de vista econômico, com a deterioração de todos os índices que medem a economia quanto do ponto de vista político, com um país rachado pela atuação desastrada daquele cidadão durante todo o período eleitoral. O Lula me lembra aquele síndico que resolve aumentar o salário dos empregados do prédio, é polular entre os condôminos porque mandou arrumar o salão de festas, instalou uma academia de ginástica e contratou o aquecimento da piscina. O único problema é que para fazer tudo isso ele entrou firme no cheque especial e, para piorar, as patologias estruturais do edifício agravaram-se bastante durante sua gestão, pois o dinheiro foi desviado para coisas de prioridade discutível. Resultado: o condomínio deve uma nota preta e a garagem vai ter que ser interditada, sob risco de desabamento. E tudo isso estourando nas costas da nova administração, que não vai ter nem a quem culpar...

gaúcha indignada em 25 de novembro de 2010

O único ministro competente do Luis Inácio era o Meirelles, que "foi saído" pela Criatura. Aguardem 2011, a incompetência vai ser a marca deste governo, como ocorreu nos últimos 8 anos!

arthurm em 25 de novembro de 2010

Gosto da fórmula que os americanos usam: presidente é presidente e presidente eleito é presidente eleito. Eles até tem a expressão hifenizada "president-elect" e eu jamais vi ou ouvi um presidente-elect ser chamado de presidente. Aqui no Brasil parece que os veículos de comunicação não têm o mesmo rigor na distinção. Você tem razão, caro Arthur. De minha parte, passarei a ter extremo cuidado com isso. Obrigado pelo toque. Abraços

Nélio em 24 de novembro de 2010

Algum comentarista, de forma muito pertinente, colocou que se a manutenção da autonomia do BC fosse tão importante para ela, Meirelles ficaria. Esse pessoal já provou com fatos (mentira sobre currículo, mentira sobre dossiê do FHC, etc, etc) que não são muito chegados à verdade. E você sabe, Setti, que contra fatos não cabem argumentos. Diante disso, quem quiser que dê crédito à Dilma. Para mim ela ainda tem que provar que o merece. Entendo suas razões, e as respeito. De minha parte, concedo à presidente o benefício da dúvida. Abração

Nélio em 24 de novembro de 2010

Vejamos até quamdo durará essa tão apregoada autonomia... Dilma não garante nada!

alvaro em 24 de novembro de 2010

Hoje FHC fez uma série de elogios ao Tombini.

Sandra Mári Córdova D'Agostini em 24 de novembro de 2010

Oi amigo. Voltei! Veja o porquê da minha incredulidade com o que DILMA anuncia. Abços http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,camara-aprova-cargos-sem-concurso-para-presidencia,644775,0.htm

Sandra Mári Córdova D'Agostini em 24 de novembro de 2010

Desculpe-me amigo. Mas não acredito que Dilma dará autonomia ao BC. É mais uma das várias e diferentes mentiras que ela diz. Caso contrário, teria ficado com Meirelles, não é mesmo?

Rakel Maia em 24 de novembro de 2010

Setti, vc jura q leva a sério o q ella fala? Tomara q vc esteja certo e eu, errada. Rakel Maia Acho que a presidente merece, no mínimo, o benefício da dúvida. Caso contrário, estarei sendo preconceituoso, julgando atitudes e fatos antes de eles acontecerem. Vamos aguadar para conferir. Abraços, cara Rakel.

terezinha v do carmo em 24 de novembro de 2010

kakakakakakakakakakaka rir pode?

Rosa Maria Pacini em 24 de novembro de 2010

Setti, pelo que andei lendo na internet, o Alexandre Tombini não terá o mesmo status que o Meirelles, pois este teve seu cargo equiparado ao de um ministro importante no governo Lula. Você sabe dizer-me se essa informação procede? Seja como for, concordo com você a presidente parece estar disposta a respeitar a autonomia do BC, portanto não seria justo pré-julgá-la neste momento. A presidente Dilma não esclareceu a respeito desse detalhe, que era mais uma honraria do que algo com significado real na condução das políticas do BC, cara Rosa Maria. Obrigado pela visita e um abraço,

carlos nascimento em 24 de novembro de 2010

Carissimo Jornalista, É, creio que vc seja um cético. Vou lhe conceder o direito de acreditar nessa gente, porém, por estar vacinado e possuir antevisão, vou deixar meu registro, o respeitável executivo público será manipulado, foi escolhido à dedo, preenche ao perfil que se prestará obedecer ordens superiores, qualquer analista, mesmo o de primeira viagem, sabe que vai ser assim.ANOTE e AGUARDE (24/11/10). Caro Carlos, a presidente da República eleita merece pelo menos o benefício da dúvida, não é? Abraço.

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