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Jovem coloca fogo sobre os chifres do touro: esta “tradição”, sim, não só é permitida como se tornou parte do “patrimônio cultural” da Catalunha

Amigos do blog, muitos de vocês acompanharam o noticiário sobre a última corrida de touros realizada em Barcelona e na Catalunha, a região mais desenvolvida da Espanha: o público lamentando, faixas clamando por “liberdade”, o toureiro catalão Serafín Martín, o último a se apresentar nos 97 anos de existência da Plaza Monumental, chorando e recolhendo areia da arena como lembrança, enquanto, do lado de fora, manifestantes pró-direitos dos animais comemoravam.

O Parlamento catalão aprovou, em julho do ano passado, a proibição total de realização de touradas em todo o território a partir de 1º de janeiro de 2012 – embora o conservador Partido Popular tenha impetrado recurso contra a lei da Catalunha, por considerá-la inconstitucional ao vedar uma atividade considerada um festejo tradicional na Espanha e que se realizava há pelo menos 600 anos na própria Catalunha.

De todo modo, a corrida de domingo, na qual se apresentou o maior toureiro em atividade – Jose Tomás, conhecido por sua incrível ousadia, que o levou diversas vezes à mesa de cirurgia, vítima de cornadas graves – foi a derradeira porque encerrou a temporada de touros de 2011, na unica cidade catalã que ainda mantinha uma praça de touros. Agora, tudo dependerá do Tribunal Constitucional, que não tem prazo para decidir.

Na verdade, uma causa dos nacionalistas e independentistas

Os deputados catalães, que se dividiram na votação – a lei antitaurina passou em julho de 2010 por 68 votos a 55, com 9 abstenções –, agiram supostamente em resposta a uma “iniciativa popular” que reuniu mais de 200 mil assinaturas para que o projeto fosse ao Parlamento. A preocupação dos signatários seria “os direitos dos animais”, mas a questão imediatamente se revestiu de cores políticas, numa disputa entre os nacionalistas e independentistas catalães, interessados em dissociar-se de tudo o que se relaciona à Espanha, e os cidadãos que se sentem bem tanto na pele de catalães como de espanhóis.

O que se viu no Parlamento, durante toda a tramitação do projeto, pois, pouco teve a ver, na verdade, com o direito dos animais. Deputados nacionalistas deixavam claro que seu propósito era hostilizar Madri e referiam-se depreciativamente à Espanha, punhados de manifestantes gritavam slogans e xingavam de “espanholistas” — ofensa grave, aos olhos dos independentistas — os defensores das touradas. Uma contínua demonstração de cinismo em que a piedade pelos animais estava a anos-luz de distância.

Não estou defendendo, aqui, as touradas, nem negando sua crueldade intrínseca. Estou tentando mostrar que a coisa toda tornou-se um problema unicamente político – uma forma mais de os políticos catalães mostrarem seu desagrado com a integração da Catalunha à Espanha, algo que ocorreu no século XVI e contra o que ainda existem forças, com crescente popularidade, principalmente depois que os conservadores da coligação CiU, nacionalistas moderados, ganharam as eleições de março passado e se tingiram de cores francamente independentistas.

Tradição catalã com tinturas de barbárie

Tanto os “direitos dos animais” não estavam em primeiro plano e eram uma forma hipócrita de manifestação nacionalista que o mesmo Parlamento que proibiu as corridas considerou parte do “patrimônio cultural” da Catalunha uma fiesta muito popular no sul da região, com inequívocas tinturas de barbárie — os chamados correbous: solta-se um touro nas ruas da cidade, colocando previamente em seus chifres um dispositivo metálico com material combustível, de maneira que o animal, enlouquecido pelo calor sobre sua cabeça, investe para todo lado, tentando livrar-se da tortura.

Argumenta-se, em favor dessa tradição, que os touros não são mortos. Mas, conforme a cidade, além do fogo nos chifres, os participantes machucam o animal com espetos, porretes e outros apetrechos que, não raro, fazem a morte do touro na arena parecer uma bênção para o bicho.

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25 Comentários

Marisol em 05 de fevereiro de 2014

Vamos lá Reynaldo-BH 1 – "Estes touros não são de criação..." Vc preferiria então viver como escravo, ser torturado apenas para sua raça se perpetuar p tb seguir sofrendo da mesma foram? Qual o sentido a sua vida teria? Satisfazer o prazer do outro apenas? 2 – "Vivem mais que touros de outras raças..." E daí? N entendi no q isso justifica a crueldade com eles. 3 – "Vamos proibir lutas de boxe e corridas de F1..." Nas lutas q n são clandestinas a morte é rara e os caras são mto bem preparados, fora q eles ESCOLHEM isso, querem esse desafio, se preparam, ganham pra isso e desfrutam como querem dessa escolha. Uma diferença tão gritante... 4 – "As touradas nasceram no século 12" As torturas humanas tb já foram tradições e daí? Será q só qndo o ser humano sofre q devemos relevar e combater? 5 – "TODOS os pintores e poetas espanhóis retraram.." E daí? A cabeça deles tb era daquela época, será q sua cabeça n ficou no passado tb? Guerras tb são retratadas e nem por isso creio serem válidas pq é sabido q elas servem na maioria dos casos interesses de poderosos e os q morrem, o povão, vão lutar iludidos com patriotismo e são os que mais se ferram. "Não gosto de touradas. Não iria a uma plaza de toros! Fui, com a mesma vazia, para conhecer. A mim, basta. Não faz parte de minha cultura, a brasileira." Bem, vc pode n gostar, mas n se sensibiliza com a dor do animal, é nítido q n se coloca no lugar do outro, apenas no lugar dos humanos, n no do animal e sua dor, sua situação indefesa. N tem verdadeira empatia por eles. Pra vc a "tradição"(uma criação humana) e "liberdade" é mais importante q o respeito ao outro. Aí vc pode dizer q proibir é um desrespeito, mas me refiro ao respeito de verdade e nessa caso respeitá-los é aceitar a imposição de uma vontade, uma vaidade covarde ao animal q n pode fazer ABSOLUTAMENTE NADA! Me refiro ao respeito a dor do outro, essa é mto mais importante ao meu ver. Ter compaixão n é ser "politicamente correto" é o mínimo q se esperaria de seres q podem pensar e refletir. N como carne e acho desnecessário, mas ainda há o "argumento", pra alguns, q é um alimento necessário e aos poucos mtos estão se conscientizando dessa indústria cruel, mas n é por isso q uma tradição dessas pode ser justificada, torturar por pura diversão é mais cruel ainda. Vc tem q rever seus conceitos de liberdade e de amor aos animais, pq vc está agindo de maneira antropocêntrica, é esse antropocentrismo q vem detonando esse planeta e cuja as ramificações são o etnocentrismo, racismo, especismo (no seu caso) e outros preconceitos onde o "meu grupo é superior" e por isso faz o q quer com os "inferiores" e eles tb terão vários "argumentos". Reflita.

Marisol em 05 de fevereiro de 2014

Reynaldo-BH Ao ler sua explicação em um dos comentários, n entendi vc dizer q gosta de animais, mas antes disso prefere a "liberdade" das pessoas como a de terem mantidas suas tradições... Vc põe isso acima então do respeito ao outro ser? Manter tais práticas é mais importante que o respeito então, apenas por ser tratar de vontades humanas (o ser humano tem q ser atendido)? Será que vc é a favor da "liberdade" de se apedrejar uma mulher como se faz em alguns locais? Se disser q sim seria radical, mas teria sentido diante de seu pensamento de preservar a "liberdade", n importando qual seja. Mas se disser que n, pq aí se tratam de pessoas, então tem q rever esse seu conceito de repeito aos animais, pq se diz q com pessoas n pode, mas com animais sim, então vc está sendo contraditório. Se fossemos considerar o que diz como liberdade, teríamos até hj coisas como o q ocorria no coliseu, o povo adorava ver aquela carnificina... Foi por um bom tempo tradição tb. O problema do humanos é q ele se acha superior em suas vontades.... Com ele nada pode, até deus sempre ta do lado dele, mas com os outros pode ser o q for... Vc tem q refletir, to falando de boa, ou então parar de dizer q se preocupa coma animais. Meu conceito de liberdade tem a ver com respeito mútuo. Pq pra mim a dor q esses animais passam pra se manter uma tradição, pra um bando de ignorante se divertir é mto triste. E digo ignorantes sim , pq são pessoas manipuladas a ter paixão a isso, a crerem q isso são elas, qndo na verdade isso é uma ilusão, endeusar algo cujo valor foi criado por alguém um dia e acaba sendo mais uma tradição p alienação e fazer as pessoas se focarem em coisas sem sentido. N estou sendo preconceituosa, pq na minha cultura tem várias tradições que tenho exatamente a mesma opinião. Nasci em um meio q carne é tudo e n me influenciei por isso, pq n a como mais, ou seja, n é pq se nasceu em uma cultura q precisa cultuar aquilo, isso é invenção pra alienar, ainda mais culturas q causam dor, diferente das que divertem de forma sadia, essas, dou todo apoio.

sergio em 21 de março de 2012

Sugiro que o touro seja substituido pelos malditos toureiros para que possamos espetar as lanças neles.

Tuco em 27 de setembro de 2011

. Se há de haver um meio termo, que se encha o saco do touro... Ele será aporrinhado - mas a distância da carnificina é gritante! Sou daqueles que entende que melhor seria deixar o bicho em paz, mas se isso é utopia, opto por esta variante: http://www.youtube.com/watch?v=saTrCVZ8vxs&NR=1 .

wilson em 27 de setembro de 2011

Todo ano nas Ilhas Faroe lindos, louros nórdicos como diria Caco Antibes, trucidam 500 baleias piloto por mero costume Viking bacana não?

mané brasileiro em 27 de setembro de 2011

Setti Eu odeio rodeio! Imagine o resto!

Think tank em 27 de setembro de 2011

Perpetuar a pratica de crueldades medievais como esta, em pleno século XXI, alegando "tradição" ou "patrimônio cultural" é no mínimo bestialidades similares às das lorotas teológicas que colocam uns contar outros, entre pessoas que nem se quer conhecem, em lutas sangrentas seculares. Haja justificativas para tanta ignorância e crueldade.

Reynaldo-BH em 27 de setembro de 2011

Aos amigos que não entenderam - por minha culpa - o que opinei. Deixo claro: SOU CONTRA, absolutamente contra, as touradas. Sou "cachorreiro" (crio 16 cães que recolhi nas ruas!) e amante dos animais! O que defendo (e aí sou mesmo radical!) é a liberdade HUMANA! Não me convence a proibição na Catalunha que de resto, não existe na Espanha. |foi uma ATITUDE política de confronto que passa por cima de um aspecto cultural que deveria ser preservado. Ou melhor discutido. Ou ainda, proibida as touradas por razões reais de tortura aos animais. Não foi esta a motivação. Foi um arremedo de demonstração de "independência" da Catalunha à Espanha. Não aceito farra do boi, os chifres queimados, cachorro como alimento na Ásia, mico como "adivinho" em realejos no Brasil, elefantes em circos, gatos afogados em sacos jogados no rio ( como é comum no interior do Brasil), criadores de passarinhos, caçadas no Rio Grande do Sul, espingardas de matar passarinhos, estilingues idem, foie gras a partir do fígado inchado dos patosou gansos, aves modificadas com excesso de peito (vivem a vida penduradas de cabeça para baixo para crescer só o peito) como os Chesters, o "asado en coro" (vídeo de terror que postei!) etc etc etc. GOSTARIA de proibir TODAS estas práticas. Mas, sei que na DEMOCRACIA a minha opinião não pode se sobrepor a dos outros. Mesmo que em alguns casos, sejam minoritárias. Por fim, nunca neguei que como todo brasileiro, sempre torci para o touro! Mas não posso negar que uma prática cultural nascida em 1200 não faça parte da raiz cultural de um povo! Assim como não nego o direito dos indianos considerarem a vaca sagrada, mesmo que passem fome! Sei que é difícil entender o que digo. Mas é o caso clássico do "mal menor". E o bem maior é sim a defesa incondicional da liberdade. Espero que me entendam e não me julguem um amante de touradas. AO contrário. Abraços.

Marcio em 27 de setembro de 2011

O povo da cataluna deveria TRABALHAR MAIS ao inves de se dedicar a tortura de animais. O pais precisa de gente trabalhando e nao de festas para sair da crise que ja dura decadas. O atraso tem mesmo diversas faces...

José Geraldo Coelho em 27 de setembro de 2011

Toda forma de vida tem que ser tratada com dignidade. Afinal somos todos fruto do mesmo milagre. Somos animais melhorados. Somos filhos da grande família dos cordatos. . A vida é rara e preciosa.

Esron Vieira em 27 de setembro de 2011

Tortura contra humanos e animais sempre será tortura (covardia).

Wagner Ferraz em 27 de setembro de 2011

Caro Setti independente da questão política, tem que acabar qualquer tipo de "cultura" com o sofrimento dos animais. Posso dar uma opinião? Porque não pega-se os piores presidiários coloca-se um capacete em chamas e solte-o, ou então coloca-se numa arena para ser esfaqueado? Seria melhor, o dinheiro público seria economizado!! Abaixo a vergonha dos humanos com os animais! Ou animais com animais, o ser humano ja se comporta como irracionais que já não tenho dúvidas a respeito de quem causa realmente problemas ao mundo! Abraço.

Kleyner Arley em 27 de setembro de 2011

Pense num alívio. Pelo título do artigo, pensei que você fosse a favor das touradas (na minha opinião, um monumento à estupidez humana). Nada como ler o post até o final, não é mesmo, Kleyner? Abraço

Jefff em 27 de setembro de 2011

Poderiam propor uma situação intermediaria como as touradas em portugal onde o animal não é morto.

*Mari Labbate*44milhões em 27 de setembro de 2011

SETTI, todo sofrimento que os homens aplicam aos irmãos-animais volta para eles, como bumerangue. É a Lei de Causa e Efeito! Não considero esse movimento contra as touradas, na Catalunha, hipócrita ou cínico, pois é importante para a Evolução da Humanidade a extinção desses desnecessários sacrifícios de animais. É um processo involutivo! Amigo Reynaldo-BH: imagine-se no lugar do touro e mudará os seus conceitos. Tradição é música, dança, pintura, escultura, arquitetura, literatura... Não haverá revisão, porque no Século XXI os homens aprenderão a respeitarem-se, sendo minorias ou maiorias. O AMOR à Criação Divina é fundamental para a sobrevivência dos Seres Humanos, no Planeta Terra. LIBERDADE significa respeitar TODOS os outros! A tendência da Humanidade é tornar-se vegetariana. Os espanhóis necessitam repensar essa VERGONHA NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE! Somente Jesus Cristo permite projetos de libertação de um Povo, após um Julgamento Final de Merecimento. Estou feliz por nossos irmãos-touros! Já é um bom princípio de vitória!

marina silva em 27 de setembro de 2011

Isto é lei para o politicamente correto porque isso é tao antigo como o povo espanhol,seria como proibir a seleçao brasileira de jogar na copa do mundo de futebol e o brasileiro de torcer!Para quem gosta mas nao quer ver o touro morrer em Portugal é puro espetáculo e sem sangue(nao se matam os touros!)Na cidade de Entroncamento há umas ótimas!

Paulo Bento Bandarra em 27 de setembro de 2011

Caro Reynaldo-BH, acho que é assim que se vai evoluindo, um pouco expontaneamente, um pouco a força. Era tradição fazer sacrifícios humanos, fazia para da "nossa" cultura, até que "chatos" resolveram proibir. Sacrifícios animais e oferecer as primícias, também, foi tradição cultural, até que se espiritualizou mais a cultura, e em busca do essencial se combateu a simples repetição cultural abominável. As vezes, pelos maus motivos, acaba se chegando aos bons resultados. Outras, pelos supostos bons, se mantém os maus resultados. É com determinação e muito esforço que se tenta acabar no sul com a farra do boi, "tradição" dos açorianos. Abraços.

Carlão em 27 de setembro de 2011

Ricardo, meu caro A questão das touradas é um tanto complicada. É o tipo da coisa que nem deveria ter sido criada, tamanho o abacaxi que tem de ser descascado hoje. Inequivocamente, nossa percepção do que é o sofrimento de homens e animais mudou muito desde as primeiras touradas. Podemos dizer que mudamos para melhor, sem dúvida. Por outro, algo que também mudou em muito foi como nos comportamos em relação a religião, cultura e tradição. Daí vem o imbroglio todo. Hoje em dia, ao menos parte de nós se preocupa com o conforto e o bem-estar dos animais domésticos. Até mesmo os que são criados única e exclusivamente para virar um belo prato em nossa mesa são objeto de preocupação quanto a manejo e abate "dignos". Considero que isso seja um avanço civilizatório, principalmente porque estas alterações trouxeram condições mais dignas aos seres humanos que trabalham na lida e no abate de animais. Sob este ponto de vista, a extinção das touradas seria uma consequência natural. Sempre há um porém. E nesse caso, outra conquista civilizatória foi o respeito para com tradições, cultura e religião de outros povos. Foi-se o tempo em que se impunha à força a própria religião a outros povos, com destruição de seus locais e objetos de culto. Neste ponto, os talibãs que bombardearam a estátua do Buda no Afeganistão estão no século XVI, na melhor das hipóteses. Onde estas conquistas se encontram, ou melhor, colidem? Bem, touradas têm sua origem não há 200, 300 ou 600 anos. Começaram bem antes, na Grécia Antiga. Obviamente, houve uma série de transformações no correr dos séculos, mas os símbolos são ainda bem evidentes. O touro, sempre negro e com chifres erados e de preferência lembrando um crescente lunar; o toureiro, todo ataviado com enfeites dourados como o sol. O Sol encarnado no toureiro luta contra a Noite/Lua personificada no touro e a vence. Até quem nada entende de tourada percebe que a morte é ritualizada, como em sacrifícios religiosos. Do ponto de vista estritamente cultural, touradas se assemelham às próprias línguas faladas na Espanha e em Portugal. Dias da semana (na Espanha) e e meses levam nomes de deuses e governantes que há muito não são mais objeto de culto e são pronunciados em um amálgama onde predominam latim e árabe. O que fazer a respeito? Sinceramente, não sei e não sei quem saiba. Sei o que não deve ser feito: reduzir o debate a um mero maniqueísmo ou fazer do assunto um pretexto para ambições política. Abração do Carlão

Dexter em 27 de setembro de 2011

A admiração que tive por Reynaldo-BH em outro post quando descreveu Lula é diretamente proporcional à repulsa que senti agora. Anyway, livre-arbítrio.

FERNANDO em 27 de setembro de 2011

Até que enfim a barbarie teve um fim. Argumentos como os do Sr. Reynaldo BH mostram, claramente, que "atrocidades" tem seus fãs e defensores. O mundo evolui Sr. Reynaldo - BH, evolua com ele.

Julian Matos em 27 de setembro de 2011

Ricardo: Não existe nada mais complicado de entender para um brasileiro que os chamados "nacionalismos periféricos" na Espanha. Nossa primeira reação é de antipatia, afinal no nosso país tão grande todos compartimos a mesma identidade. Por isso, quando noto em seus textos certa antipatia aos chamados nacionalistas, considero completamente compreensível, mas acho que não se justifica. É impossível entender a Espanha sem os nacionalismos, costumo dizer a meus amigos espanhóis, especialmente aos catalanistas – assim se denominam aqueles que compartem uma identidade catalã, e atenção, nem sempre em oposição à espanhola – que não existe nada mais espanhol que um nacionalista, como se fosse pouco eles têm três “nacionalidades”: Catalunha, País Basco e Galícia. A história dos nacionalismos possui mais de cem anos e eles formam parte da paisagem da Espanha moderna (junto com as touradas, certamente) e muitas vezes serviram como impulso modernizador do país. Neste processo, Espanha certamente encontrará seus pontos de encontros para construir um espaço de convivência dentro de sua diversidade. Por vezes, este processo é um pouco estridente e parece que no dia seguinte se acaba o país. Depois de alguns anos vivendo por aqui se aprende a “descontar” as exagerações do discurso político. Espero que este comentário ajude aos seus leitores a ter uma visão menos uniforme deste grande chamado Espanha. Um abraço,

Reynaldo-BH em 27 de setembro de 2011

Como adendo: para quem tiver estômago. O que é pior: isso ou as touradas? Óbvio que para amantes de churrasco (SOU UM!) a tendência é desculpar um... Vamos parar de condenar o outro? http://www.youtube.com/watch?v=eL4aCcYwTG4

Welson DeSouza em 26 de setembro de 2011

Finalmente as cabeças dos Catalães foram abertas! Menos uma injustiça no mundo.

Reynaldo-BH em 26 de setembro de 2011

1 - Estes touros não são de criação extensiva. Não tem carne que sirva ao mercado. Se as touradas forem proibidas, o caminho será a extinção da raça. Ninguém irá querer criá-los. 2 - Vivem mais que touros de outras raças. Precisam estar adultos para as corridas. 3 - Vamos proibir lutas de boxe e corridas de F1? nestes morrem seres humanos. 4 - As touradas nasceram no século 12! 5 - TODOS os pintores e poetas espanhóis retraram as touradas! Não gosto de touradas. Não iria a uma plaza de toros! Fui, com a mesma vazia, para conhecer. A mim, basta. Não faz parte de minha cultura, a brasileira. Mas, prezado Setti, me parece acima de tudo um atentado à liberdade. Como se manifestaram os catalães ontem na última corrida. A democracia TEM QUE ser o respeito à vontade da minoria. Se não atingir o direito da maioria. Que direito foi atingido pelos que consideram ( e eu não) a tauromaquia uma arte? O direito dos touros? Irão proibir churrascos? Ou a preparação do assado de couro uruguaio (o boi é assado com o couro, e abatido com um tiro de espingarda (ou mais de um) na testa? O ponto você focou. Foi uma "resposta" a Madrid, no referendo. E assim, esta coisa "politicamente correta" vai matando a cultura. Creio mesmo que um dia, isto será revisto.

Pedro em 26 de setembro de 2011

Eu creio que os touros não acham!

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