A primeira convenção internacional a gente nunca esquece. No caso, as convenções das edições internacionais de Playboy.

Sobretudo se realizada na à época ainda mítica Acapulco, onde Elvis Presley, num de seus filmes cafonas mas que estouraram nas bilheterias, arrebatou corações femininos e mergulhou heroicamente de um penhasco, devidamente substituído por um dublê.

Acapulco durante muito tempo fora área de circulação de celebridades de Hollywood, de romances calientes iniciados ou terminados em torno da gloriosa baía azul-turquesa ao redor da qual se situa a cidade, de cassinos e night clubs em que se misturavam belas mulheres, novos ricos americanos e mafiosos de charuto, de milionários em iates luxuosos que circulavam de Rolls-Royce nas ruas.

Por ocasião da convenção, entre 24 e 27 de setembro de 1996, a cidade começava a voltar ao brilho anterior, depois de uma fase de decadência. O governo investia em saneamento básico e outras obras de infraestrutura, grandes hotéis sofriam reformas, outros se erguiam, novos em folha, na orla do Pacífico.

As convenções das edições internacionais de Playboy eram, inteligentemente, realizadas em locais agradáveis do mundo, de forma a atrair a participação dos editores e demais participantes — diretores de Arte, editores de Fotografia e outras funções, sem contar o pessoal da área comercial (publicidade, circulação, marketing).

Costumavam ser anuais, com os participantes de diferentes países pagando suas despesas, e Playboy USA bancando jantares de confraternização, eventuais festas e outros eventos.

Ao descortinar a vista desta foto de meu apartamento no hotel Elcano, porém, naquele 24 de setembro de 1997, perguntei: será que a turma vem mesmo pra trabalhar?

A resposta seria, acredite: sim!

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