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O encontro dos líderes da União Europeia para salvar o euro, em Bruxelas: 26 países de um lado, a Grã-Bretanha de outro

Os noticiários de hoje trazem informações sobre abalos em curso na coligação que governa a Grã-Bretanha, liderada pelo primeiro-ministro conservador David Cameron e tendo os liberais-democratas do vice-premier Nick Clegg, em consequência da postura que Cameron adotou durante a dramática reunião de cúpula dos governantes dos 27 países da União Europeia que terminou perto de seis horas da manhã do sábado, 9, na capital da UE, Bruxelas.

Clegg teme que Cameron tenha deixado “isolado” o Reino Unido com sua decisão de manter-se fora da inédita, ousada decisão adotada pelos outros 26 integrantes da UE: abrir mão de mais uma parte das respectivas soberanias nacionais em favor do fortalecimento e do poder de intervenção da União Europeia no controle do endividamento público dos países-membros, principal causa da brutal crise de credibilidade que se abate sobre a Europa e a moeda comum de 17 nações, o euro.

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Cameron com seu parceiro Clegg, liberal-democrata: temor ao isolamento

O veto britânico às mudanças

Clegg foi modesto em suas preocupações. Passados alguns dias da decisão da União Europeia, assentada a poeira das frenéticas negociações que se estenderam por mais de 40 horas e vindas à tona mais informações sobre o caso, o que se constata é que Cameron talvez tenha sido responsável pelo maior desastre da diplomacia britânica em décadas.

Ele compareceu à reunião dos “27” disposto a usar pela primeira vez, como anunciou, o direito de veto da Grã-Bretanha – segunda maior economia da Europa, após a Alemanha e à frente da França –, que cabe a todos os integrantes da UE, à proposta arquitetada pela chanceler (primeira-ministra) alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy de montar um pacto fiscal que implicaria fortalecer a disciplina e a coordenação econômica dos 17 países da zona do euro.

Mesmo não pertencendo à zona do euro, a Grã-Bretanha pode vetar decisões a respeito que considere prejudicial a seus interesses.

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Cameron e os jornalistas em Bruxelas: sua decisão de vetar o acordo foi driblada pela dupla Merkel-Sarkozy

Cameron anunciou sua decisão de vetar a proposta por ser contrário a qualquer regulação bancária que afetasse a City de Londres, ainda hoje o principal centro financeiro do mundo, por “contrariar os interesses nacionais” do Reino Unido. O veto se basearia nas regras vigentes nos tratados da União Europeia que preveem a necessidade da unanimidade dos 27 países para que se adote uma série de medidas.

Um drible espetacular

Mas Cameron levou um drible espetacular quando, tardiamente, percebeu que Merkel e Sarkozy haviam obtido em frenéticas negociações o apoio para todos os demais 24 países da União Europeia a suas propostas.

Alemães e franceses tiveram o firme suporte dos governos das duas outras grandes economias que completam as cinco principais da União Europeia – os da Itália e da Espanha, neste caso com o primeiro-ministro José Luís Rodríguez Zapatero, em final de mandato, tendo ajustado previamente os ponteiros com seu rival do Partido Popular, Mariano Rajoy, que venceu as eleições do mês passado e assume às vésperas do Natal.

O mesmo apoio veio prontamente da Holanda, da Bélgica e de Luxemburgo, bem como de países socorridos em suas crises financeiras, como Grécia e Portugal, além de governos de nações importantes ainda fora da zona do euro, como a Polônia.

Como mudanças radicais requerem unanimidade dos 27 governos, e diante do veto britânico, a proposta germano-francesa, espertamente, previu ter como base não os tratados vigentes, mas um acordo intergovernamental, como se fosse um novo tratado.

O acordo será implementado inclusive  nações que não fazem parte da “zona do euro”: além da Polônia, concordaram Bulgária, Dinamarca, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, República Checa, Romênia e Suécia.

Alguns desses países ainda devem consultar seus parlamentos, mas o acordo está feito e deve estar implementado até março próximo, de uma forma que não se choque com toda uma vasta legislação europeia já em vigor.

Sem um Plano B

Ou seja, Cameron compareceu à reunião tendo no bolso a carta do veto com base nos tratados da União Europeia, em especial o Tratado de Lisboa, de 2007, que entrou em vigor em 2009, espécie de Constituição do grupo, e sem um plano B. Quando todos os demais países da União Europeia se dispuseram a um acordo extra Tratado de Lisboa, Cameron ficou falando sozinho.

As novas medidas são drásticas

A proposta germano-francesa contém uma série de medidas drásticas, como fazer com que todos os países da zona euro inscrevam em suas Constituições a chamada “regra de ouro” de fixar um limite para o déficit dos orçamentos dos países – inicialmente de 3% do PIB, mas caminhando, até 2015, para a paradisíaca taxa de 0,5% –, estabelecer 60% do PIB como limite máximo para o total da dívida pública e encarregar o Tribunal de Justiça da UE, sediado em Luxemburgo, de zelar pelo cumprimento dessas metas.

O acordo igualmente vai implicar na aplicação de sanções pesadas para os países faltosos e até em submeter previamente ao exame da Comissão Europeia, espécie de superministério da União, os orçamentos nacionais antes de sua aprovação pelos respectivos parlamentos.

Regulação financeira no horizonte

O acordo ainda prevê a entrada em vigor em julho do ano que vem – um ano antes do previsto – do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), fundo permanente da zona do euro para acudir países em crise, no valor inicial de meio trilhão de euros. Grande novidade: as decisões sobre o MEDE não necessitarão da habitual e paralisante unanimidade para serem implementadas. Exige-se, sim, uma maioria qualificada de países que, somados, hajam contribuído com 85% dos recursos do fundo.

A regulação financeira temida por Cameron também está no horizonte, que inclui adicionalmente uma coordenação, passando por Bruxelas, de todas as ações de grande vulto de política econômica dos Estados-membros, e uma unificação da alíquota do imposto de renda cobrado das empresas.

Cameron desejava, para levantar seu veto, “a inclusão no Tratado de Lisboa de um protocolo que eximisse a Grã-Bretanha da aplicação de uma série de regulamentos financeiros” para proteger a City, explicou Sarkozy. “Não pudemos aceitá-lo, porque consideramos que parte dos problemas do mundo provêm da desregulamentação dos serviços financeiros”.

Cameron só agradou aos seus

Cameron agradou aos “eurocéticos” de seu partido, ferozes opositores à maior integração do Reino Unido à União Europeia, e recebeu duas dezenas deles para um jantar na casa de campo dos primeiros-ministros em Chequers, em Buckinghamshire, a uns 70 quilômetros de Londres — uma honraria rara.

Jornais conservadores britânicos também elogiaram sua decisão: “Os franceses e os alemães podem rugir, mas Cameron fez o correto ao afastar-se de um continente que afunda”, vociferou The Times. “É preciso felicitar a Cameron por sua corajosa decisão. Iniciamos, finalmente, uma mudança profunda em nossa tortuosa relação com a Europa”, publicou o Daily Mail. O tabloide conservador Daily Express foi mais longe, comemorando ver “o Reino Unido próximo de sair da União Europeia”.

Daí, porém, não passaram os elogios domésticos ao primeiro-ministro. “Cameron atuou visando seu público doméstico e não como um dirigente de nível internacional. Priorizou seu partido em lugar de seu país”, criticou o “progressista” The Guardian.

Para alguém que dizia defender a City de Londres, a bíblia da própria City, o Financial Times, considerou que “deixar vazia a cadeira é um desastre político que nenhum outro membro da União Europeia apoia”, acrescentando que “forçar os países do euro a criar sua própria união paralela não servirá para proteger a City”. O diretor do jornal, Lionel Barber, disse à BBC: “Estamos completamente sós”.

Avanço espetacular rumo à governança supranacional

Em outros países europeus, a reação da mídia dá conta do isolamento britânico.

“Os britânicos nunca estiveram comprometidos com a unidade europeia, e o projeto de maior integração fiscal andará melhor sem eles”, sentenciou Der Spiegel, a principal revista da Alemanha, enquanto o jornal conservador francês Le Figaro lembrou que “o Reino Unido honrou sua tradição de país dissidente, mas desta vez Cameron se entregou a um jogo perigoso”.

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Merkel e Sarkozy em Bruxelas: artífices de um acordo que, se der certo, representará um avanço inédito para a integração europeia

O entendimento predominante, entre líderes europeus e comentaristas, é que o acordo obtido em Bruxelas – inequivocamente obra da persistência, da capacidade de negociação e da ousadia de Merkel e Sarkozy – foi alcançado de forma surpreendentemente rápida para uma entidade de decisões tão lentas, por sua própria natureza de aliança de 27 países, como a União Europeia.

E que terá uma implementação difícil, mas cujos resultados, se tudo der certo, ultrapassarão a questão da credibilidade ante os mercados para se constituir num avanço inédito, quase espetacular, em matéria de integração real entre os países europeus e no rumo de uma governança supranacional nunca vista em tempos modernos.

A Grã-Bretanha, por ora pelo menos, preferiu ficar só. Talvez confiando em sua secular aliança com os Estados Unidos, embora dependa fortemente da Europa para suas exportações, importações, fluxos financeiros e quase tudo que a faz ser a potência econômica que é.

Por ironia, no exato dia em que Londres se afastou de seus aliados europeus, os líderes da UE assinaram o tratado de adesão da Croácia, que vai se incorporar formalmente como novo membro da União no dia 1º de julho de 2013.

Os dirigentes também “avaliaram positivamente” o andamento da situação em Montenegro — como a Croácia, ex-parte da extinta Iugoslávia — com vistas à abertura de negociações, em junho do ano que vem, para que o país igualmente se integre, e mencionaram os “progressos” obtidos pela Sérvia nas mudanças que promove para candidatar-se a Estado-membro.

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Leandro em 14 de dezembro de 2011

Setti, apenas como forma de colaborar, segue abaixo a lista dos principais centros financeiros do mundo, hoje, juntamente com a matéria que a complementa, e que corrige sua informação sobre a City de Londres ser o principal centro financeiro do mundo. Segue abaixo: O mercado financeiro de Hong Kong subiu de quarto para primeiro no ranking dos mercados financeiros mais desenvolvidos do mundo, segundo relatório divulgado pelo World Economic Forum (WEF, Fórum Econômico Mundial). Os Estados Unidos, que ocupavam a primeira colocação, caíram para segundo lugar na lista de 60 países. O Brasil passou de 31º no ano passado para 30º este ano. De acordo com o WEF, o crescimento do mercado financeiro de Hong Kong é resultado de serviços não-bancários, como os IPOs (Oferta Pública Inicial de Ações), e do setor de seguros. A lista é formada a partir da eficiência e tamanho do sistema bancário e outros serviços financeiros dos países. Segundo o relatório, os mercados de EUA e Reino Unido (terceiro na lista) sofreram repressão, beneficiando outras nações. Cingapura ocupa a quarta colocação, seguida por Austrália, Canadá, Holanda, Japão, Suíça e Noruega. O Brasil, que subiu uma posição no ranking, destaca-se nas listas individuais de Estabilidade Financeira e Serviços não-bancários, em ambas na 11ª colocação. Já em relação a Ambiente Institucional e Ambiente de Negócios, o País ocupa a 41ª e 50ª posição, respectivamente. Na lista de Serviços Bancários, o Brasil também ocupa a 41ª posição, enquanto que em Mercado Financeiro, está em 27º lugar, e em Acesso a Serviços Financeiros, em 23º. Confira a lista: 1 - Hong Kong 2 - EUA 3 - Reino Unido 4 - Cingapura 5 - Austrália 6 - Canadá 7 - Holanda 8 - Japão 9 - Suíça 10 - Noruega 11 - Suécia 12 - França 13 - Bélgica 14 - Alemanha 15 - Dinamarca 16 - Malásia 17 - Espanha 18 - Coreia do Sul 19 - China 20 - Áustria 21 - Finlândia 22 - Irlanda 23 - Arábia Saudita 24 - Bahrein 25 - Emirados Árabes 26 - Israel 27 - Itália 28 - Kuwait 29 - África do Sul 30 - Brasil 31 - Chile 32 - Jordânia 33 - Polônia 34 - República Tcheca 35 - Tailândia 36 - Índia 37 - Panamá 38 - República da Eslováquia 39 - Rússia 40 - Peru 41 - México 42 - Marrocos 43 - Turquia 44 - Filipinas 45 - Colômbia 46 - Cazaquistão 47 - Hungria 48 - Tunísia 49 - Egito 50 - Vietnã 51 - Indonésia 52 - Romênia 53 - Argentina 54 - Ucrânia 55 - Paquistão 56 - Bangladesh 57 - Tanzânia 58 - Ghana 59 - Venezuela 60 - Nigéria Obrigado pela colaboração, caro Leandro. Imagino que haja diferentes critérios para medir o tamanho de uma praça financeira, uma vez que, naturalmente, fiz checagem em diferentes fontes antes de assegurar que a City seria o maior centro financeiro do mundo. Vou rechecar. De todo modo, você reparou, naturalmente, que na lista que fornece se fala de países inteiros, exceto no caso de Hong Kong, que é uma cidade. Um abração

wilson em 13 de dezembro de 2011

Os ingleses foram práticos em não embarcar nesta canoa furada, TODOS os membros sabiam que não podiam gastar mais do que produzem, e os moleques são ao ingleses?

SergioD em 13 de dezembro de 2011

Ricardo, acho que Cameron teve uma recaída na velha visão imperial da Inglaterra e não avaliou bem o impacto político de sua decisão. Um recaída ao tempo em que o país dava as costas ao continente europeu e mirava os horizontes longínquos de seu Império. Um tempo em que os exércitos britânicos pouco interferiam na Europa, a não ser em conflitos periféricos. Foi assim nas guerras do século XVIII, e teria sido assim durante as guerras napoleônicas, quando, fora a fama do Duque de Wellington por derrotar Napoleão em Waterloo, a participação de suas tropas foi mais intensa na Penísula Ibérica, deixando os grandes confrontos com os franceses para os exércitos austríacos, russos e prussianos. Tempo em que o que mais a incomodou foi a tentativa de Napoleão de bloquear seu comércio com o resto do continente. Antes que me critiquem, tudo bem. Lord Nelson arrasou as esquadras francesa e espanhola em Trafalgar, mas a poderosa marinha inglesa existia justamente para defender os interesses britânicos ao redor do Globo. Nada mais correto do que ter uma esquadra potencialmente invencível. Após a perda do Império era natural que os britânicos se voltassem para os seus vizinhos continentais. Como era um extranho no ninho europeu, nada mais natural que quando de sua primeira tentativa de entrada na Comunidade Econômica Européia tenha sido barrada pelo General De Gaulle. Depois de décadas de integração, mesmo não querendo adotar o Euro como moeda, e eles tem lá os seus motivos, que acho corretos haja vista as dificuldades porque passam os demais países que o adotaram, querer se isolar nesse momento é uma atitude politicamente no mínimo temerária. Um política de visão curta, que abre ressentimentos, e que pode afetar os interesses britânicos num futuro não muito distante. Grande Abraço

carlos alberto galvão filho em 13 de dezembro de 2011

Não sei, não. Antes só do que mal acompanhado.

Ancelmo em 13 de dezembro de 2011

Rapaz e o livro do Amaury? Ta bombando demais!! Que lobby, hein?

Geneuronios em 13 de dezembro de 2011

Estas crises estão além da nossa compreensão. Por trás deve ter muito planejamento para que o sistema financeiro sempre ganhe mais e mais.

Kitty em 13 de dezembro de 2011

a palavra incompleta é: Paguem ou sucumbam/obg

Kitty em 13 de dezembro de 2011

Querido Ricardo, Primeiro de tudo tenho que parabenizá-lo pelo tão bem escrito e esclarecedor post!Enquanto aos ingleses não esperava outra coisa, conheço muito bem o seu jeito "snob" de pensar quando se trata da Europa! Mas, o que importa agora, nesta fase tão difícil que os europeus estão vivendo,o acordo dos 24 países me pareceu bastante positivo. Faz lógica que haja um control fiscal severo,se realmente querem manter unida a Comunidade Europea e, como consequência, a sobrevivência da moeda comum: O EURO.Houve muita gastança, muitos direitos adqueridos,um excessivo endividamento, um crédito mais do que farto.Em contra partida, pouco compromisso fiscal,de parte dos governos para manter as contas em dia.Quando se gasta mais do que se pode,não tem orçamento familiar ou governamental que aguente.Os abutres do mundo financeiro não têm piedade, a regra de ouro deles é :Paguem ou sucumbam! Caro Ricardo este comentário é simplorio diante do seu excelente artigo aqui postado, mas, quis opinar e, também lhe dizer que estou feliz pela postura positiva dos países europeus, que se comprometeram a enfrentar o desafio de não sucumbir.A Europa conseguirá, a pesar dos fleumáticos ingleses....Um abraço/Kitty

Esron Vieira em 13 de dezembro de 2011

Sou muito fraco pra entender de macro-economia. No meu modesto entendimento, percebí que o Euro seria uma moeda fadada à berlinda, quando a Inglaterra não quiz diluir sua Libra em uma moeda de caráter amplo. Ou seja: até mesmo entre paises europeus, existe disparidades gigantescas em termos de economia e lastros financeiros. No que tanje a soberania nacional(economica) devemos, adimitir que a Inglaterra é ainda um dos últimos paises que se prezam e tentam conservar. É também um país que possue moeda com lastros reais em ouro (mesmo às custas de muitos crimes contra a humanidade e a ecologia mundial). Só que não vai demorar muito e ela vai ter de se vergar, pois o neo-liberarismo com o capital nômade, ainda vai engolir a todos como uma anã vermelha, antes de se encolher e se tornar um buraco negro.

Marco em 13 de dezembro de 2011

Amigo Setti: 1 te cumprimentar pelo show de reportagem, acho q ele tem razão em se tornar um anão ágil, do q optar por uma certa comodidade, e fez bem em preferir ouvir as vozes secretas de London. Espero q não seja apenas um falso fugitivo e no tardar passe para o outro lado. Abs. Obrigado por seus cumprimentos, caro Marco. Um abração

Mari Labbate *44 Milhões* em 13 de dezembro de 2011

Com o Primeiro-Ministro Mario Monti, a Itália alinha-se à França e à Alemanha, para salvar o EURO, visto que a Europa é o "Berço da Humanidade" e representa o Túnel Planetário do Tempo. A Unificação Europeia está ligada ao Projeto de Transformação do Planeta Terra, nesse Terceiro Milênio, que de expiação passará a ser um espaço de Regeneração. Esse é o REAL motivo da retirada dos ditadores da Crosta Terrestre. A DEMOCRACIA é a meta de todas as Nações! O Continente Americano também será unificado, contando com duas fortes lideranças: uma material, outra espiritual. A processo idêntico serão submetidos os Continentes Asiático e Africano, pois as regiões do Planeta possuem Energias específicas e todas comungarão na ONU, o único governo, para administrar o Mundo e salvar a nossa belíssima HABITAÇÃO! LOUVEMOS O SENHOR!

Antonio Manuel Santos Cristovao em 13 de dezembro de 2011

a definicao clara da GB se esta dentro ou fora espero que tenha acontecido agora para bem de UE. a predominancia da GB nos meus comunicacao social,financeiros e economicos no mundo todo com apropriacao riquezas (Libia, Arabia..) e bom que acalme pois tem sido escandaloso.

Don em 13 de dezembro de 2011

Por que o Reino Unido abriria mão de sua soberania para salvar o euro? Se os outros países podem fazer um novo acordo entre eles, qual o problema do Reino Unido ficar fora? Estranho, estranhíssimo, são os países de fora da zona do Euro, e que não pretendem aderir - Suécia e Dinamarca, abrirem mão de soberania para salvar o euro, o erro que eles se recusaram a cometer. Engraçado também que queiram atingir a City de Londres. A crise do euro não tem a City como causa, não. A causa foi a gastança do dinheiro que os perdulários só conseguiram pegar emprestado porque os ricos alemães e franceses eram fiadores - erro que Sarkozy e Merkel tentam remediar agora.

Gabriel em 12 de dezembro de 2011

Pelo contrário, Cameron não agradou "aos seus", os eurocéticos. É só ver o que o UKIP, o partido eurocético da Inglaterra, pela voz de seu líder, Nigel Farage, disse em debate na BBC sobre o tema. Segundo ele, a derrota, desta maneira, apenas mostrou que Cameron foi fraco e não tomou uma posição forte o suficiente. Aliás, diga-se de passagem, perante a algo como perda da soberania, a palavra "parte" soa como absurda. O Euro não tem salvação, assim como as medidas de easy money que certamente serão tomadas adiante.

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