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Baderna e vandalismo em São Paulo: o alvo não é o preço das passagens de ônibus nem o prefeito Fernando Haddad (PT), que autorizou o aumento. O alvo é o governador tucano Geraldo Alckmin, que concorre à reeleição no ano que vem (Foto: Alexandre Moreira / Brazil Photo Press / Folhapress)

Amigas e amigos, informa o site de VEJA:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira [de Paris, onde está em viagem oficial] que os manifestantes que depredaram novamente a capital paulista são “baderneiros e vândalos” e serão responsabilizados pelos danos ao patrimônio público.

Nesta terça, dezenove pessoas foram detidas no terceiro dia de protestosem menos de uma semana em São Paulo.

“É intolerável a ação de baderneiros e vândalos”, disse o governador.

Os protestos em São Paulo são organizados pelo Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda, que reclamam do reajuste das tarifas de ônibus e metrô na cidade de 3 reais para 3,20 reais.

Nas três manifestações, o grupo reuniu em média cerca de 5.000 pessoas, travou o trânsito das principais vias da capital e deixou um rastro de destruição e vandalismo – nesta terça, além de pichações e estações de metrô depredadas, ônibus foram queimados.

“A polícia vai responsabilizar e exigir o ressarcimento do patrimônio, seja público, seja privado, que foi destruído”, afirmou Alckmin. “Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, vandalismo, baderna, e é inaceitável”, completou.

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Agora sou eu quem escrevo.

Os protestos, formalmente, são contra o aumento de 20 centavos nas passagens e foram adequadamente condenados para quem autorizou a medida, o prefeito Fernando Haddad (PT).

Mas alguém por aí acha que esse pessoal — que abarca de estudantes de classe média a (muitos) militantes de partidos de extrema esquerda — está realmente preocupado com os 20 centavos a mais nas passagens?

Aposto que boa parte deles NÃO ANDA DE ÔNIBUS!

Alguém aí imagina que os protestos se dirigem contra o prefeito petista Fernando Haddad — que, repito, muito corretamente condenou mais de uma vez a baderna?

Não, meus amigos.

Nada disso.

Quem é que precisa reprimir a bagunça? Quem é que precisa garantir o direito constitucional de os cidadãos irem e virem livremente, desobstruindo, inclusive com o uso legítimo da força — como ocorre em qualquer país civilizado –, o bloqueio ilegal e violento de vias públicas e a depredação do patrimônio público?

É a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

É a Polícia Militar que, desde 1995, está sob o comando de governadores tucanos.

É a Polícia Militar que, no cumprimento do dever, fica na linha de frente do enfrentamento aos agitadores e baderneiros.

E é o governo estadual, e em última instância o governador Geraldo Alckmin, que acaba entrando na zona de tiro política dos acontecimentos.

Tudo isso, toda essa bagunça, toda essa sucessão de “manifestações” que estão infernizando os paulistanos, faz parte de uma campanha — em que parte considerável da mídia embarca, consciente ou inconscientemente — para “desconstruir” a imagem de um governador que, segundo a última pesquisa de opinião pública do Instituto Datafolha, fosse hoje derrotaria ATÉ LULA numa eleição para o Palácio dos Bandeirantes.

Então, não tenhamos dúvida: o que se assiste em São Paulo é parte de uma campanha orquestrada, que vai procurar continuar, para atingir o candidato favorito para o governo do mais importante, mais populoso e mais rico Estado do país — cargo que é o sonho declarado e conhecido do lulopetismo.

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