Amigos, só pra esclarecer: sou a favor da CMPF como facilitadora da fiscalização, mas com alíquota mínima

Amigos, o comentário que postei abaixo sobre a aparente inevitabilidade da volta da CPMF não quer dizer que eu seja contra sua cobrança.

Acho que a CPMF é um imposto utilíssimo para fiscalizar uma série de maracutaias: sonegação direta, caixa 2 de empresas, remessa ilegal de recursos para o exterior e lavagem de dinheiro proveniente do crime.

Os dados da CPMF, cruzados com os da Receita Federal e outros, permitem, tecnicamente, que haja um aumento da arrecadação, uma diminuição de crimes ligados ao sistema financeiro e uma menor taxa de impunidade.

O problema da CPMF, tal como vigorava até dezembro de 2007, quando o Congresso a derrubou, era a alíquota: 0,38% por cada cheque emitido, por cada operação financeira. Além de significar um aumento da carga tributária como um todo, a contribuição incidia em cascata sobre operações das empresas, encarecendo seus produtos, prejudicando o consumidor e as exportações brasileiras.

Além disso, surgida para financiar a saúde, e com alíquota de 0,25%, os recursos logo se esfarelaram por diferentes áreas, e a saúde basicamente permaneceu onde estava.

O ideal seria uma volta da CPMF basicamente como instrumento de controle, com uma alíquota mínima — 0,01%, por exemplo.

Mas não nos iludamos: isso não vai acontecer. Voltando, a CPMF significará, de novo, uma porretada nas empresas e mais impostos para todos nós.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze + 12 =

Nenhum comentário

  • Laélia Carvalho Giacon

    Sou contra por princípio porque mais uma vez a sociedade paga a conta da má gestão governamental. Se o problema é realmente a saúde, porque não regulamentaram a EC 29? Tiveram 8 anos e o projeto de lei era do Roberto Gouveia do próprio PT. Claro que não. Além disso, alguém sabe quanto da CPMF foi realmente para a saúde?

  • Daniel

    Caro Ricardo, concordo com você com relação aos citados benefícios da CPMF sobre os demais impostos.
    Mas acho que a sua recriação deve ser ligada a uma reforma tributária.
    Além disso, na minha ingênua opinião, o governo tem a obrigação moral com a população de sanear as contas públicas antes de falar em qualquer novo imposto. Se gasta com coisas desnecessárias ou “não tão necessárias”, é porque não precisa de dinheiro para as coisas realmente importantes, como a saúde, por exemplo. Não é verdade?

  • José Américo C Medeiros

    Sempre fui a favor pelo controle financeiro, mas o seu recolhimento deveria ser em conta específica e realmente utilizada na saúde.
    Recolher ao Tesouro para a caixa única o cidadão continuará dependendo da fé, dos passes mediúnicos, dos chás caseiros, e da insistência do brasileiro em querer viver.

  • Percio

    Prezado, se é somente para controle, porque não 0,000000001%, ao invés de 0,01%? Ora bolas, quem tem que ter ferramentas de controle de movimentações financeiras são o governo e seus regiamente pagos fiscais. Porque sempre somos nós que temos que pagar o pato?

    A taxa que sugiro é baixíssima. Em mil reais, por exemplo, se recolheriam 10 centavos.

    E os controles interessam a todos nós, caro Pércio.

    Abraço

  • JT

    Com o real cada vez mais valorizado em relação ao dólar, somando-se a nova CPMF; ao invés da fiscalização pretendida, teremos mais gente na economia informal, guardando dinheiro vivo no colchão.
    As grandes empresas vão repassar seus custos para os consumidores, e as pequenas empresas serão as grandes prejudicadas.

  • rodrigo souza

    Não concordo com o senhor.
    A CPMF é um imposto fantástico. Primeiramente porque não há como sonegá-la. Assim não é necessário investimentos em fiscalização.
    Além disso ela seleciona por renda. Quem ganha mais paga proporcionalmente mais, por ser mais bancarizado.
    Penso que a alíquota de 0,38% é alta, mas não absurda.
    Deveria haver, por outro lado, alguma desoneração tributária sobre investimentos e salários.
    Fui contra o fim da CPMF.
    Sou a favor da sua volta.
    Não pelo aumento da carga tributária. Mas pelo modelo do imposto. Simples e justo.
    Quanto à CPMF antiga, o problema estava na tal da ‘DRU’, a desvinculação das receitas da união. O que desobrigava o governo de usar a receita da cpmf na saúde. Tal receita, como o senhor bem sabe, foi usada para fazer superávit primário.
    ***
    PS – É a segunda vez que escrevo no seu blog. Da primeira o elogiei, apesar de pouco conhecê-lo, e ‘desci a lenha’ no restante do pessoal da Veja.
    O senhor se disse constrangido, o que pra falar a verdade entendo perfeitamente.
    Mas acredito que da sua parte há compreensão pelas críticas e descrenças com os seus colegas de revista.
    Aparentemente no seu blog há espaços saudáveis para a divergência respeitosa. Não é o que vejo nos demais blogs de ‘Veja’.

    Rodrigo Souza.

  • Rodrigo

    Uma informação relevante, caro Ricardo: Os petistas não se dão conta da corrente de ódio que estão estimulando. Ou se dão conta, e é exatamente o que querem? A aprovação da CPMF logo no início do governo Dilma só contribuirá para isso, infelizmente.

  • Lilian

    Setti,
    Nos Estados Unidos, ao comprar uma mercadoria, na nota fiscal vem discriminado o valor:
    mercadoria + impostos = valor a pagar.
    Não seria o “justo” para empresários e consumidores?
    Ou será que nunca chegaremos a este nível?
    Eu sou contra até a alíquota mínima, o ideal é não deixar “roubar” e uma excelente administração!
    Se, o meu salário é um valor “X” como posso gastar: “X + 1” ou “X + 10”?
    Eu expressei bem? (estou odiando a CPMF)
    Abraços!

    Oi, Lílian. Todas as mercadorias deveriam, sim, ter os impostos discriminados, como ocorre com as contas de energia elétrica em alguns estados.

    E como ocorre na maioria dos países civilizados, não apenas nos Estados Unidos.

    Já houve um progresso quando lei federal, aprovada pelo Congresso por iniciativa do falecido deputado Herbert Levy, de São Paulo, passou a obrigar as lojas que vendem à prestação a exporem o preço à vista e o preço pago pelo consumidor somando-se todas as prestações feitas.

    Abração

  • Corinthians

    Setti,

    Concordo com você. Acabei de postar um comentário sobre isso no blog do Reinaldo.
    Eu colocaria da seguinte maneira – CPMF é um bom conceito – ao recolher o imposto diretamente com os bancos, na hora da transferência bancária, irá realmente cobrar mais imposto dos mais riscos e menos imposto dos mais pobres, diminuir ao patamar mínimo a sonegação, além de evitar crimes fnanceiros, conforme já dito acima, e é uma cobrança simples.
    Só que infelizmente hoje pagamos 40% do que ganhamos para o governo, sendo que esta carga tributária penaliza os mais pobres, e temos uma legislação (eu chamo de bagunça) tributária absurdamente complexa. O Brasil tem a pior posição neste quesito no mundo inteiro, onde as empresas gastam 2600 horas de trabalho para poder fiar em dia com o fisco.
    Com esta carga tributária esmagando os trabalhadores e o setor produtivo, é inaceitável a criação de um novo imposto, por quelauqer que seja o motivo.
    A volta da CPMF só pode ser aceita desde que em contra-partida tenhamos uma redução e/ou eliminação de outros impostos, no mínimo equivalente, como os famigerados IPI e ICMS.

  • joão lavador

    Tô contigo,ricardo setti,a cpmf semostou um exelente instrumento de fiscalização indireta pela receita federal, mas 0,38 por cento de novo e com o risco de desvio usando-se das desvinculações( ou sei lámais o quê}. Só se tem notícia é que o resultado final era que NUNCA os 100por cento chegaram para s destinatária legítima: A saúde.

  • Tito

    Prezado Ricardo,
    Mais uma vez tenho que discordar de você.
    Não é com imposto sobre cheque que temos que controlar a sonegação. Existem vários outros métodos que não vou citar, pois teria que escrever um tratado. E eu não sou especialista.
    Seja qual for a alíquota, a volta da CPMF, ou qualquer sigla que queiram usar, é um aumento de imposto, e nós não temos mais espaço para isso.
    Juro para você que concordaria com qualquer aumento, ou criação, ou recriação de imposto se eu , ou nós, tivessemos uma contrapartida, no mínimo razoável.
    Nossos políticos adoram comparar nossa carga tributária com a de países europeus, mas não falam que lá os impostos retornam sob a forma de serviços que aqui não temos.
    Chega de termos que pagar bolsas vagabundagem!
    Não sou absolutamente contra ajudar os miseráveis, acho que temos que ajudar sim, mas com empregos, não esmolas. Por que não se cria a Bolsa Trabalho? Tem muita obra do “PAC” (rsrs) que precisa de mão-de-obra.
    Aonde foi parar a excelência do ensino público da minha (acho que da nossa) época?
    E a saúde? Quando eu era garoto, nem se ouvia falar de plano de saúde. E olha que não sou tão velho.
    Poderia dicorrer sobre muitas outras coisas, mas prefiro parar por aqui. Senão ninguém lê, rsrs.
    Mais uma vez, um grande abraço com todo o meu respeito pela sua opinião.
    “Não concordo com você, mas defendo até a morte o teu direito de discordar de mim” Voltaire (adaptado).

    Caro Tito, como não sou dono da verdade, publico com prazer seu comentário divergente.

    Volte sempre. Um abração

  • Natale

    Pois é com este entendimento, que destaquei do seu post…”Acho que a CPMF é um imposto utilíssimo para fiscalizar uma série de maracutaias: sonegação direta, caixa 2 de empresas, remessa ilegal de recursos para o exterior e lavagem de dinheiro proveniente do crime.”, que acredito na razoabilidade da Cpmf/Css, então porquê 65 emendas de comissões e do senado foram rejeitadas em plenário?

    Por exemplo; entre estas 65 emendas, estava uma que reduzia a alíquota e promovia a desviculação da receita, ou seja a tratava como “verba carimbada” para a saúde, que não vigia, desde a sua criação(…com a palavra do Dr. Jatene…) até a sua revogação.
    Quanto ao aumento de carga tributária, em efeito cascata, é real. Mas não aconteceu, com a sua revogação, cpmf, a tão “prometida” redução de carga tributária, vejo por isto que este discurso estará prejudicado.
    Penso sobre carga tributária que: Temos que ter uma tributação que não, necessáriamente alta ou baixa, mas justa!
    Então qual era o verdadeiro interesse de revogar a cpmf e suas 65 emendas. Esta é uma pergunta que nenhum congressista esta disposto a responder. Todos se utilizaram da cpmf nas eleições, alguns com mais enfâse outros mais timidamente.
    Por fim que gritou mais, ou seja, “justificou”(sic) o caos da saúde e encontrou os “culpados” conseguiu angariar a simpatia popular e política(…de muitos políticos de todos os matizes…) e isto é um fato atual, diante de supostos “defensores” da revogação da cpmf com discursos insosos e ineptos.
    Sds.
    Natale

  • Carlos Augusto

    Pelo amor de Deus Setti.
    Sua argumentação é falha. Como imposto para todos nós? O correto é: menos dinheiro em nossos bolsos e menor giro da roda da economia. É mais dinheiro circulando fora do sistema bancário. É, simplemente, mais atraso para o País.

  • marcia setti

    Meu querido,

    não concordo. Todo e qualquer imposto recolhido “neste país” é sempre mal gasto…..

    Como diria o Werneck: “gosto mais sem CPMF”.

    beijos com carinho

    Marcia

    Ahahahaha, democraticamente aceito sua crítica, meu amor.
    Beijos

  • rodrigo souza

    É, Ricardo Setti.
    Pelo jeito me precipitei com os elogios.
    Meu comentário, discordante, mas elogioso e respeitoso, não foi publicado. Imagino que por causa da crítica que fiz ao restante dos blogs de ‘Veja’, que não promovem um debate saudável e de alto nível.
    Enviei meu comentário as 18:05h. Agora são 19:32h, e o comentário postado por ‘Corinthians’ as 18:35h já foi publicado.
    É uma pena, Setti.
    Estava achando que aqui encontraria um rico ambiente conservador, que questionaria inteligentemente minhas convicções de centro-esquerda.
    Como sou otimista e, para mim, a esperança é a última que morre, torço para que no máximo tenha havido algum erro desproposital da sua parte.
    Saudações.

    Calma, amigo Rodrigo. É excesso de trabalho, não discriminação.

    Desculpe a demora. Você será sempre bem recebido aqui.

    Abraços

  • Nélio

    Off topic: e a escolha do vencedor do prêmio Jabuti deste ano, o que você acha?

    Diferentemente de muita gente que considera Chico Buarque um escritor mediano que é paparicado por causa de sua obra musical e suas posturas políticas, gosto muito do Chico como autor. Mas confesso que, por razões pessoais — passei um período muito grande fora do país antes de começar o blog e estou recuperando o atraso cultural agora –, ainda não li “Leite Derramado”, a obra premiada como melhor ficção pelo Jabuti.

    Gosto do Chico como compositor, até como cantor, e como escritor, mas não concordo com suas posições políticas há muitos anos.

    Abraços

  • João Menezes

    Meu Caro Setti.
    Lamento discordar de sua opinião, visto que no Brasil, independente dos instrumentos de controle (a super-receita que o diga), somente os honestos pagam a conta. Aponte-me durante o período de cobrança da famigerada cpmf quais foram os desonestos que foram parar na cadeira, ou quais foram os avanços na área da saúde. Portanto, o retorno da famigerada somente vai penalizar os eternos pagadores dos desmandos (gatunagem) do governo.

  • ciba

    Concordo com o Tito. Não acredito que seja necessário um imposto para fazer fiscalização.

  • Camada von Ozonio

    QUE TAL:

    DVPBSDPT ?
    (Doação voluntária para o bem da saúde do PT)

  • Camada von Ozonio

    OFF

    Ricardo, foi vc que desenhou as ilustrações que acompanham seus comentários?

    De jeito nenhum, caro amigo. Não consigo desenhar nada. O autor da ilustração que acompanha o post da CPMF, cujo crédito vamos colocar lá, é o grande Negreiros, excelente chargista, cartunista e desenhista.

    Cartuns que publicamos quase diariamente são sempre assinados pelos autores, com links para os respectivos sites.

    Abraços

  • serafim m machado

    Respeito seu analise, mais isto está me parecendo matar o doente para curar a doença. Desculpe Sr.Ricardo MAIS IMPOSTO NESTE BRASIL !!!!!!
    PS. A pergunta continua sem querer calar

  • terceira via

    Voltando, a CPMF significará, de novo, uma porretada nas empresas e mais impostos para todos nós. aposto minhas cuecas como novamente a saúde não vai ver a cor dessa arrecadação

  • Perola

    Quando do término da cobrança da CPMF,outro imposto foi aumentado para compensar a perda da arrecadação do tributo extinto.Não me lembro qual,acho que o IOF.Como fica se a CPMF voltar?O imposto aumentado naquela ocasião abaixa?Ou continua com o aumento?No fundo,o problema se resume na vontade de ter mais dinheiro para gastar – não necessariamente na saúde.

  • rodrigo souza

  • Siará Grande

    O contribuinte brasileiro trabalha mais de cinco meses por ano só pra pagar imposto, mas Você é a favor da CPMF. É isso mesmo ou entendi errado, caro Ricardo? Até parece o velho Malluffe aconselhando os bandidos, estupre, mas não mate.

    Pois a verdade é simples, caro Ricardo, em vez de mais imposto, os jornalistas não allugados deviam lutar era por menos impostos e por eficiência mínima na aplicação dos mesmos.

    Caro amigo, antes de começar a ficar furioso comigo, releia o post, com calma, por favor.

    Abraços

  • Leo

    O SISTEMA DE SAUDE HOJE ESTÁ MENOS RUIM, DO QUE ANTES COM A CPMF.

  • Reynaldo-BH

    Prezado Ricardo Setti. Acho muito desagradável, para dizer o mínimo, utilizar o espaço de um blogueiro para discordar frontalmente do mesmo. Melhor seria o silêncio obsequioso, deixando para as arestas menos intensas ou as concordâncias, o uso da liberdade que nos é dada. Mas, não resito e peço desculpas antecipadas.
    De modo lógico, nada dá suporte à sua argumentação.
    Não é uma alíquota de 0,00000001% que vai controlar o pagamento de propinas ou derivados de crimes de colarinho branco. Somente nós, pobres contribuintes, usamos dos meios ditos “normais” para enviar dinheiro a terceiros. Dolar a cabo, swift em moeda estrangeira, troca por papéis, transferência de fundos sob pretexto de profit ou dividendos, etc etc etc! Um bom contrato de leasing back branquea qualquer remessa ilegal! Mesmo que seja da barraca de hot dog do Genésio! Quem quer pagar “por fora” tem CENTENAS de modos além de assinar um cheque, mesmo que ao portador! Hpje, pode-se transferir até R$ 10.000,00 sem identificar o por que da remessa! E o sistema do Banco Central não consegue capturar , digamos 115 envios da mesma quantia para a mesma conta? Óbvio que sim! Ou senão, me enviem os dados que por módica quantia eu monta um sistema para inibir isto! Comprar uma Ferrari Testa Rossa para um “cliente” ou “comprador”, não está sob observação do BC?
    A CPMF é um IMPOSTO (disfarçado como TRIBUTO!) em cima de fato gerador simples: a emissão de um cheque! A preguiça e inificiência estatal agradecem! Pode o emitente estar pagando uma consulta médica ou a compra de uma urna funerária! Tanto faz! O estado NADA GASTA para cobrar ou fiscalizar. O custo fica com os Bancos, que evidebtemente repassam ao contribuinte! Este é penalizado duplamente: paga e ainda PAGA de novo para ser fiscalizado, em forma de taxa bancária! É Macunaíma ao extremo! A “esperteza” do poderoso contra quem está embaixo!A CPMF precisava de um invólucro que desse uma aparência MÍNIMA de decência à excrescência de um IMPOSTO cujo fato gerador é somente… gastar o que é seu! Falta uma inventividade qualquer para chegar ao paraíso sonhado! Um chip em cada nota, que quando trocar de mãos, perde 0,01% do valor de face! Delírio? Mas não é isto a CPMF? Dizer que este IMPOSTO disfarçado inibe transações ilícitas é um contra-senso! Quem está outsider não vai se submeter a regras existentes nas quais possa ser apanhado! Simples assim! É sim mais um imposto a ser cobrado NA VEIA, sem dispêndios de arrecadação, sem fiscalização, sem justiça social, sem direito a defesa ou contestação.
    Uma maneira mais “inteligente” de pungar a população, sem a truculência de um Collor com o confisco! mas, ao fim e cabo, dá no mesmo!
    Sorry…

    Caro Reynaldo,

    Você não precisa ficar cheio de dedos e pedir desculpas por divergir de mim. Absolutamente!

    Este é um espaço democrático.

    Seu comentário é benvindo, sobretudo por conter tanta fundamentação — sem contar a linguagem elegante e escorreita.

    Não sou ingênuo a ponto de imaginar que a CPMF acabe com as fraudes. Sim, você tem razão, há muitas maneiras de driblar os controles. O que argumentei é que ajuda nisso. Há um grande número de especialistas respeitáveis que concordam.

    Mas sua argumentação é sólida. Quanto à preguiça e lentidão do estado em agir como deveria, concordamos plenamente.

    Abração

  • Corinthians

    Leo,
    Discordo. Uma coisa unânime, até durante as campanhas presidenciais, é que q saúde piorou no governo Lulla.
    Então qual seria a maneira de melhorar, na visão petista ? Volta a CPMF, como se isso garantisse a boa saúde do Brasil, e como se mesmo com este imposto em boa parte do governo Lulla a saúde não tivesse piorado.

  • Prof Helena

    Ricardo, desta vez não concordo com você. Por menor que seja é mais um imposto, o governo é saco sem fundo, tem fome canina, não vai se contentar com menos do que esmolas. Além disso, todo esse controle que você alega gera custos. É necessário cobrir custos e ainda sobrar um “tantão”. Se os impostos fossem na quantidade justa não haveria necessidade nem de controle nem de sonegação.

  • Percio

    Prezado Ricardo, contra argumentando sua resposta, sei que em sua sugestão de 0,01% somente seriam recolhidos 10 centavos para cada mil reais. Porém, todos sabemos que esse imposto é em cascata, ou seja, exemplificando, a Vale vende seu minério para a CSN e pagaria, segundo sua sugestão, 0,01%. A CSN vende seu aço para a GM e também recolheria 0,01%. Quando você comprar esse carro da GM, pagará, novamente, o malfadado percentual “mínimo”. Quando o vendesse, daqui a uns anos, para comprar um melhor, novamente o tal 0,01% estará lá. E assim por todo o sempre, até mesmo quando seu carrinho estiver no ferro-velho. Repito, o governo não pode passar para os contribuintes a carga para ter o controle das movimentações financeiras, não, ele deve ter, e tem, mecanismos para esse controle. E além do mais, isso é um estelionato eleitoral, há menos de uma semana das eleições, quando a candidata afirmou firmemente que não criaria novos impostos.

  • tereza

    Caro Setti,
    Independentemente da postura política, leia o livro Leite derramad, é emocionante e muito bem escrito…
    abços

  • tereza

    ops, derramado…

  • Camada von Ozonio

    Caro Ricardo,
    admiro as charges, muito bem postas, parabéns.

    Agradeça à jovem e batalhadora jornalista Domitila Becker, que fez contatos com os chargistas para publicarmos seu trabalho e, em troca, propiciarmos os links para seus sites.

    Abração

  • Celso

    Criar imposto para ajudar na fiscalização? De quem? do quê? É o fim da picada.

    E ainda gozamos dos portugueses…

  • Pedro Ribeiro

    Ricardo,

    Procura um analista, um psiquiatra ou até mesmo um geriatra: sua mente já não responde mais corretamente aos estímulos.

    Ou viraste um petralha e vai embolsar uma comissão também?

    Que idéia ridícula defender imposto…

    Olha, Pedro, imaginar que eu vá “receber uma comissão” é uma ofensa intolerável.
    Peço a você a gentileza de desaparecer do blog e não visitá-lo mais.
    Argumentar é algo que já passou por sua cabeça, ou você só consegue ofender?
    Tchau, desapareça de minha frente, é um favor que peço.

  • Desculpe, não acredito no que estou lendo. Mais impostos para o governo gastar com seu pessoal e outras coisas que não tem nada a ver com saúde? Você, realmente, precisa ser internado.

    Por favor releia o que escrevi no post, o que argumentei, antes de agredir em vez de usar seu raciocínio e defender suas idéias.

    Se for assim, na base da falta de educação e da boçalidade, prefiro que você não volte mais aqui, tá?

  • Bruno

    Setti, por acaso na campanha da Presidenta vocé ouviu ela falar que era a favor de aumento de impostos? Eu acho que ela falou em desoneraçao. E acreditar nesta estória que ela náo quer a volta da CPMF mas os Governadores querem, é desrespeitar a nossa inteligencia. Nem bem acabou a eleiçao e já se fala em aumento de impostos. Isto é estelionato eleitoral. Náo foi por falta de aviso. FORA CPMF. XO CSS. FORA AUMENTO DE IMPOSTOS. Já estou mobilizando o pessoal para cobrar de meu Governador e dos politicos de meu Estado. Todos tem que cobrar dos politicos. Sei que todos váo fugir do assunto pois isto náo dá votos e 2012 está próximo. Vamos nos mobilizar…… Precisamos agir já que a oposiçao é isto que estamos vendo. Batendo cabeças e caindo na estorinha do PT. Táo ingenuos. ….

    A nova presidente não apenas não falou em CPMF, caro Bruno, como mencionou a exoneração fiscal, o alívio da carga tributária quando já eleita, em se primeiro pronunciamento ao país. Por isso é que eu falei em “teatrinho”. Os governadores de sua própria base de apoio pressionam, e ela acaba “cedendo”. Não quero pensar mal de ninguém, mas parece tudo combinado, não é?

    Abraços

  • RitaZ

    Ola Setti,
    sou sacoleira de profissão, carego uma loja nas costas faz muitos anos, esse imposto me pune de várias formas, me dificulta na hora de receber: vou preferir o dinheiro vivo, me dificulta na hora de guardar: vou preferir o colchão, me dificulta na hora de comprar a mercadoria: vou preferir comprar com dinheiro vivo o que me expõe na questão da segurança. Não quero a volta deste imposto, pelo menos não com essa alíquota, sei que devo pagar imposto sobre a renda, porém quando essa renda é mínima deveria haver outra maneira de ser recolhido esse imposto, acho até que essa taxa mínima que você sugere talvez seja o caminho para que nós da economia informal possamos ser taxados de maneira justa, principalmente se o dinheiro for realmente usado na melhoria do atendimento à saúde.
    Abs,
    Rita

    Valeu, Rita. Obrigado pelo rico comentário.

    Abração

  • Karla

    Perfeito o comentário.
    Pode ser compensado na declaração da pessoa jurídica e da pessoa física, como antecipação do imposto devido.
    E os contribuintes assalariados isentos podem ser restituídos, ao final do ano, bastando informarem a conta bancária onde desejam que sejam creditados os descontos de 0,1% durante o ano.
    A contribuição poderia ser recriada com valores maiores, desde que fossem compensadas com a correspondente diminuição, por exemplo, da incidência sobre a folha de salários ou do IOF ora vigente.
    Concordo, no entanto, que haverá a incidência para aumentar a destinação para a saúde.
    Menos mal se o valor arrecadado for destinado, verdadeira e efetivamente na recuperação da saúde.
    Não creio, como a maioria, no xingamento generalizado ao nível da carga tributária.
    Os países capitalistas escandinavos são um bom exemplo de que “capitalismo bom” é capitalismo com “muito imposto e muito gasto social”. Os países escandinavos são o espelho mais nítido dessa realidade, cujo resultado mostra um grau elevado de coesão social.
    Mais transparência, entretanto, e mais qualidade no gasto social, melhor gestão dos recursos seriam desejáveis.
    Não se sabe como a oposição à nova contribuição social vai reagir, mas é bom lembrar que, tanto Aécio quanto Serra foram a favor da prorrogação da CPMF, que só despencou por conta da oposição renhida de Artur Virgílio e Tasso Jereissati no Senado.
    Parece que a CPMF, ao final, custou muito caro aos dois ex-senadores.
    Tudo indica que se for a voto, a CSS passará com relativa tranquilidade. Basta uma alíquota menor que a anterior. Antes era 0,38%. Poderia ser de 0,10% com capacidade de recolher cerca de R$ 10 bilhões. Não seria pouca coisa se bem empregados na melhoria da saúde pública.

  • Joe

    Caro Setti, neste caso, ouso discordar de vc, o que é uma coisa bastante rara. A Receita Federal e os demais entes federados, possuem um enorme arsenal à sua disposição para fiscalizar os contribuintes. A nota fiscal eletrônica e o sistema público de escrituração digital farão com que, em poucos anos, as empresas não mais precisem declarar seus impostos. A administração tributária fará por elas todos os seus livros contábeis e fiscais. O rastreamento de carga em breve será implantado. O cruzamento de informações de gastos com cartões de crédito, automaticamente informado quando ultrapassa R$ 5 mil no mês, com os rendimentos da pessoa física é uma realidade presente.
    A CPMF é um tributo monofásico altamente regressivo, por incidir em cascata, onerando a atividade de produção e circulação de mercadorias e recaindo com maior peso sobre as classes menos favorecidas.
    Proporcionalmente em relação ao seu rendimento, um pobre pagará muito mais do que um rico quando os dois adquirirem um pacote de arroz.
    Enquanto vigorou o malfadado tributo, o assalariado não tinha por onde fugir e pagava sobre a totalidade de seus rendimentos, enquanto que profissionais liberais e empresas faziam o cheque circular pelo tempo que fosse possível, sem descontá-lo, evitado a incidência do tributo.
    A Receita Federal já tem acesso aos dados bancários das pessoas, independentemente de ordem judicial, bastando um processo administrativo que será formado se existirem indícios de sonegação, assim, a alegação da necessidade de instituição da CPMF somente para fim de controle perde a justificativa, servindo, sim, para acesso às informações bancárias sem o devido processo legal.
    Bem, fico por aqui e peço desculpas se me alonguei demais nas minhas observações.

    Nada de pedir desculpas, caro Joe. Leitores como você só enriquecem o blog. Seu comentário é repleto de argumentos e certamente ajudará a esclarecer os leitores.

    Volte sempre.

    Um abraço

  • Raphael

    Setti, novamente parabéns pelo seu trabalho. Queria desabafar uma coisa que não tem muito a ver com o que está escrito aqui propriamente dito, mas o rumo que esta revista tem se posicionado frente às discussões políticas, alimentando um ódio de muitos leitores à esquerda.

    Ela não fabrica isso, mas ajuda a perpetuar um sentimento que não constrói nada. Muitos destes jovens são leitores assíduos de Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. Tenho aprendido pela minha experiência na docência que a esquerda, antes mesmo de Marx, tem se mostrado autoritária, impondo a sua vontade a qualquer modo, dizendo o que é bom aos outros.

    Foi assim com o jacobino Robespierre (o Incorruptível) e assim tem sido desde então. Por outro lado, não tem como negar a atuação criminosa da classe governante, seja ela de direita ou esquerda, falsificando documentos, condenando opositores, forjando a memória e a história que lhes interessam.

    Agora mesmo descobrimos que os EUA mataram no Iraque mais pessoas que divulgadas pelo Estado. Perdemos a oportunidade de discutir política honestamente, promovendo reformas, pressionando para mudanças quando do aparecimento do mensalão petista.

    Talvez isso já teria vindo à tona se tivessem aprovado na Câmara uma cpi referente à compra de votos no governo FHC.

    Dito tudo isso, alerto para o tom de ódio que paira e que precisa urgentemente ser repensado. Apoio as denúncias, mas com responsabilidade, para que não venhamos a perpetuar sentimentos como petralhas, patrulha, canalhas, bandidagem, quadrilha, etc, etc.

    O caso da garota Mayara Petruso dizendo que nordestino não é gente e que merecem ser afogados, porque o povo paulista trabalha para sustentá-los. Temos um desafio pela frente querido Setti. Denunciar os crimes políticos mas sem perpetuar o ódio. Entenda, isso não é censura, e apenas um apelo para a responsabilidade. Dê uns conselhos aos seus colegas daí. Abração.

    Caro Raphael, concordo totalmente com você em que é preciso não cultivar o ódio. Não tem sentido em um país como o nosso. Além do mais, no caso específico dessa garota infeliz, existem milhões de nordestinos que vivem, trabalham, pagam impostos, criam filhos e votam no estado de São Paulo.

    Essa animosidade de algumas pessoas contra os nordestinos não reflete a índole do brasileiro nem do povo de São Paulo, em cuja composição há forte percentual de nordestinos e para cuja grandeza nossos irmãos do Nordeste tanto contribuíram.

    Um abração e volte sempre.

  • Michel MV

    Ricardo,
    Quando a CPMF foi derrubada em 2007, mantiveram a Desvinculação das Receitas da União, a DRU.
    Vc sabe, que por conta da DRU, o governo pode desvincular até 20% do orçamento. Ora, não seria este o ovo da serpente? De posse da DRU, qualquer governo irá avançar sobre os recursos da saúde, vinculados à CPMF!

    Michel, meu caro, disso eu não tenho a menor dúvida. E não é o governo Dilma, não. Já foi assim nos governos FHC e Lula.

  • Leonor

    Ricardo, digamos que eu discordo da tua concordância com a volta da CPMF (deu pra entender? rs). Acho que a lógica de cruzar os dados da CPMF com os dados da Receita pra descobrir caixa dois, sonegação e outras maracutaias muito boa, mas tenho sérias dúvidas de que algo assim seria posto em prática. Como tu mesmo escreveu esses dias, não temos nem um cadastro único dos delinqüentes do país! Acho também, como muita gente já comentou aí embaixo, que o dinheiro da CPMF vai pra qualquer lugar, menos pra saúde – infelizmente. Por fim, mesmo que a CPMF pegasse meros 0,01% do valor das transações, seria mais 0,01% do dinheiro do contribuinte indo pros cofres públicos. E de 0,01% em 0,01%, esse ano já pagamos mais de um trilhão em impostos…

    Valeu, cara Leonor. Publico com prazer sua discordância da minha concordância, hahahahaha.

    Volte sempre, viu?

    Abração

  • Leonor

    P.S.: achei bacana o comentário da tua esposa aí embaixo. super fofo 🙂

    Valeu, cara Leonor. Ela é assim mesmo.

    Abração

  • ricardo

    o IOF ja faz este papel. O governo tem de acabar com a gastança. Não se pode governar com tantos ministerios quantos tem o Brasil.

  • Augusto Marcacini

    Impostos têm duas funções: a primeira, óbvia, é financiar o Estado e seus serviços públicos; outra, desestimular algumas atividades, como é o objetivo do Imposto de Importação. Usar dos impostos para vigiar a população é uma ideia fascista de um Estado totalitário e onipresente!
    Note-se que não é preciso esta vigilância para aumentar a arrecadação, porque esta já está suficientemente alta e deveria, sim, ser reduzida. Os políticos brasileiros precisam antes de tudo gerir melhor o nosso dinheiro antes de vir pedir mais.
    Quanto à idéia de vigilância, em primeiro lugar, tenho para mim que já a temos em grau para lá do tolerável, e nem assim a criminalidade é combatida. Você já se perguntou porque o COAF, que teoricamente monitora movimentações financeiras de maior vulto – que os bancos já são obrigados a informar! – nunca pega corruptos? Quando a imprensa divulgou cada escândalo de corrupção envolvendo uma dinheirama andando para lá e para cá, sempre me perguntei porque esses mecanismos de repressão não pegaram isso antes da imprensa…
    Uma outra questão envolve refletir qual é o custo (social/político/jurídico) tolerável para combater o crime. Se a inviolabilidade do domicílio não existisse, por exemplo, e a polícia pudesse “estourar” a qualquer hora a casa de qualquer um, tenho absoluta certeza de que se escolhessem a esmo qualquer grupo de uns 50 quarteirões em qualquer lugar da cidade para dar uma blitz relâmpago, iriam certamente encontrar em pelo menos uma das casas armas, drogas, material de pedofilia, contrabando, receptação, ou provas de qualquer outro crime. Vale à pena? Vale à pena monitorar a vida de todos os brasileiros, para obter informações sobre alguns criminosos e sonegadores (quando sequer sabemos se com as informações já disponíveis aos órgãos do Estado existe ação concreta contra o crime)?
    Ademais, não existe direito no vácuo. Não estamos na Dinamarca, nem na Noruega. Sabemos como informações privadas dos cidadãos são mal cuidadas aqui no país, para não falar do tamanho endêmico da corrupção e dos achaques. Mais de uma vez, a declaração de renda dos brasileiros terminou à venda em CDs, por camelôs do Centro de São Paulo.
    É por isso que não concordo com a CPMF, nem com o 0,01%!

  • Siará Grande

    Caro Ricardo, reli seu artigo mas continuo sem entender porque precisamos fiscalizar e taxar ainda mais o cidadão comum enquanto os políticos gastam o dinheiro dos impostos como se fossem sua propriedade particular. Portanto, continuo achando que os jornalistas não allugados deviam lutar era por menos impostos e pela eficiência mínima na aplicação dos mesmos.

  • Rodrigo Moreira

    Boa, Setti. Como de costume, uma posição muito razoável. Quisera o debate se desse nesses termos. abs.

    Obrigado, caro Rodrigo. Bom fim de semana pra você.

  • Jose Fernando

    C P M Falta de Vergonha!!!
    Ricardo, o que revolta nao é o imposto em si. É claro que o governo precisa do dinheiro para viabilizar o custeio e atuar nas áreas essenciais para que o seu povo possa satisfazer suas necessidades básicas, entre elas, a saúde. É legítimo! O que não dá pra engolir, meu amigo, é essa farra que abunda em todos os departamentos, divisões, seções e áreas dos governos, sejam eles no âmbito da federaçao, do estado ou do município. Não é, portanto, o pagamaneto em si dos impostos, mas observar todo esse desrespeito, inabilidade administrativa e a complacência de quem deveria vigiar o uso do dinheiro público. Enfim, caro Ricardo, nao falta ao governo dinheiro, mas habilidade, capacidade, e em aguns casos, vergonha na cara! Abaixo a CPMF..Xô CPMF…Fora CPMF…Rema CPMF!!!! ah, colegas eleitores, eu já enviei email ao meu deputado federal, afirmando que nao votei nele, pra que ele aprove esse imposto. Nao faria mal nenhum cada um de voc~es fazer o mesmo!
    grande abraço!

  • carlos nascimento

    Ricardo,

    Vc é uma mente brilhante, por essa razão estou desapontado com sua opinião em favor dessa IMORALIDADE INCONSTITUCIONAL.
    Vamos tentar analisar juntos-
    As eleições acabaram há pouco, nenhum politico teve à decncia de colocar em debate tal medida, agora nós – as antas – podemos ser obrigados a ter que engolir êsse engodo, o nome disso é, bem, deixa prá lá, vc irá me censurar.
    Saúde é coisa séria , portanto, basta cumprir com o que está na Constituião – 12% do orçamento à serem investidos obrgatoriamente – nem isso os politicos cumprem,como vamos ofertar mais sacrificio, se os bandoleiros não cumprem.
    Trata-se de uma questão Cultural e Ética, nossa Sociedade precisa obrigar às Instituiçoes funcionarem corretamente.
    Na questão de fiscalização, não é preciso imposto imoral, que quebra sigilos, basta a nossa gloriosa RECEITA FEDERAL cumprir com seu papel, já tem todos os instrumentos legais para tal, é impor o rigor da Lei para todos os cidadões, sejam brancos ou negros, pobres ou ricos, filhos de politcos ou de assalariados, basta aplicar os ditames constitucionais.
    Vc conhece as Leis da Europa e dos EUA, sabe que lá funciona direito, mas não custa fazermos uma analogia:-
    Tempos atrás um bandido nos EUA, conseguia burlar os caminhos legais de várias formas, até que um dia um Procurador Federal teve acesso ao seu livro de caixa 2 – pimba – foi enjaulado, o resto da história todos nós conhecemos, ah, o nome do bandido – Al Capone -. Aqui no Brasil tempos atrás um certo marqueteiro na tribuna da CPI, abriu o jogo e disse, o PT me pagou lá fora com dinheiro do caixa 2, a história todos nós conhecemos, o primeiro a sair em sua defesa foi o Presidente da Nação, direto de Paris, bem até hoje estamos aguardando as punições, portanto, não se trata de mecanismo de fiscalização, se trata de pincipios MORAIS, coisa que estamos ENGATINHANDO.
    Me ajude ai Ricardo, reveja sua opinião.
    Aqui vai uma dica para quem quer realmente fiscalizar, cruze os dados dos TITULOS DE PROPRIEDADES DE VEICULOS no País com o IR, vc terá grandes surpresas,irá descobrir que peão de fazenda, gari, flanelinhas e outras classes de trabalhadores menos privilegiadas, possuem carros, oomo Mercedes, Pajero, honda, etc, filhos de determinadas familias possuem iates, motos, fazendas, etc, sem nunca terem ao menos carteira de trabalho, portanto, meu amigo Ricardo, não é necessário essa IMORALIDADE de imposto para sanear crimes, basta nossas INSTITUIÇOES e CONCEITOS MORAIS funcionarem.
    Conto com a revisão de sua opinião.

    Carlos Nascimento.

    Caro Carlos, seu comentário traz ótimas sugestões. O governo poderia, sim, seguir essas propostas. Talvez nem fosse necessária a CPMF. Olha que você vai acabar me fazendo mudar de idéia…

    Um abração e obrigado.

  • SergioD

    Ricardo, esse é um imposto ruim, atingindo a cadeia produtiva de forma desequilibrada.
    Acho tremendamente anti-ético se apresentar essa proposta agora, nem uma semana depois da eleição quando ela não foi discutida em nenhum momento na campanha. Espero que essa proposta não evolua pois vai queimando o filme tanto do governo federal e dos estaduais antes mesmo de assumirem. Um abraço

    Concordo com o antiético. Sobretudo por parte dos governadores, que agora pressionam pela CPMF e não tocaram no assunto durante suas campanhas. Escreverei sobre isso.

    Abração

  • gelinho

    Ricardo porque não usam verba orçamentária dos ministérios do Turismo, da Pesca, da Cultura da Mulher, da Igualdade Racial e outros , para a Saúde , tentam criar uma CPMF para repor a verba a esses ministérios? É, não falta dinheiro para a saúde.

  • Danilo Carrijo

    Setti,

    A CPMF como instrumento de ação fiscal é só mais uma dessas falsas verdades que circulam porque ninguém se dispõe a se aprofundar na questão.

    A contribuição jamais foi necessária para que as autoridades fiscais pudessem apurar a movimentação bancária dos contribuintes: basta a instauração de procedimento administrativo fiscal. Trata-se de prerrogativa instituída no art. 6º da lei complementar 105/2001, onde se lê: “As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.”

    O que a CPMF oferece é a possibilidade que a movimentação financeira dos contribuintes seja aferida sem a instauração do processo fiscal, o que, convenhamos, é típico de estados policiais.

    Assim, a famigerada contribuição não passa de mais uma garfada no bolso do contribuinte, e que qualquer tributarista neófito sabe que é inconstitucional.

    Abraço !!!

  • Flávio Monteiro

    CPMF de 0,01%, francamente………
    Acho que voce não esta no mesmo nível do timaço de Veja. Sua vida será curta neste espaço.

  • David

    Opa, existe vida inteligente na Veja! Prepare-se pro ataque dos hipócritas… Como é que você propõe apertar o cerco sobre os sonegadores? Isso é um absurdo! Falando sério, o único problema que vejo nessa proposta da alíquota mínima é que qualquer ajuste de despesas do governo vai acabar descambando pra aumento dessa alíquota. Parece que o governo deveria trabalhar para viabilizar juridicamente a obrigatoriedade dos bancos fornecerem à receita informações semelhantes àquelas recebidas pela CPMF, para acabar com essa conversa de que o grande problema é o aumento da carga. Os grandes interessados no fim da CPMF são os sonegadores, o resto é massa de manobra… Quais produtos tiveram o preço remarcado para baixo com o fim da CPMF?

    Caro David, não há dúvida de que você tem razão: o risco que você aponta existe, mesmo. Eu deveria ter incluído a hipótese no post.

    Obrigado pela visita e um abraço.

  • David

    Só pra esclarecer a questão de inconstitucionalidade da CPMF tem uma certa controvérsia porque no tributo, apesar de inferida as movimentações financeiras dos contribuintes, os sigilos bancários não são quebrados já que a receita não recebe os detalhes dos movimentos, assim não sabe se o valor foi um pagamento, uma transferência, um empréstimo, não sabe quais foram os destinatários das movimentações e muito menos o saldo dos contribuintes. O que a CPMF traz de informação para a receita é o valor total de impostos pagos por cada CPF e CNPJ e assim a receita consegue saber quanto foi a movimentação financeira dos contribuintes e verificar se é compatível com a declaração do imposto de renda.

    Discordo do Danilo com relação ao “estado policial”. É verdade que esse tipo de fiscalização não seria bem recebida nos EUA, mas na Europa, os órgãos fiscalizadores possuem uma facilidade muito maior do que o Brasil para fiscalizar seus contribuintes. Exemplos de auditoria do Estado são mais comuns em insituições, as intituições financeiras, por exemplo, são auditadas com frequência no mundo todo, sendo o Brasil um exemplo de boas práticas e fiscalização no mundo. Não concordo que quando o Estado audita o cidadão isso necessariamente passe por um estado policial. Um país pouco maduro e muito desigual como é o Brasil precisa de algumas medidas que visem dificultar a ação de corruptos e sonegadores, na minha opinião mesmo sendo através de auditorias e não apenas de processos jurídicos.

    Já o Carlos parece ser alienígena. Me desculpe mas quando alguém começa uma conversa com moralismos é extremamente desestimulante. Carlos, a evasão fiscal no mundo é altíssima e está longe de “resolvido” em qualquer grande país, não há histórico que evidencie o efeito de “conceitos morais” em uma sociedade que tenham erradicado esse problema. Essa defesa de que os brasileiros, ou seja, no caso do Brasil, as pessoas que nascem em nosso território, seriam mais ou menos morais do que qualquer outro ser humano no planeta é preconceituosa e carece de evidências concretas. Concordo que as instituições no Brasil, o judiciário e principalmente a política no Brasil carece ainda de eficiência e competência, somos uma república jovem que dos pouco mais de 70 anos de “nova” república, ficou imersa em mais de 20 anos de ditadura. Existe uma série de fatores nas ditaduras que contribuem com a desconstrução das instituições públicas e que também ajudam a explicar nosssas carências. Outro exemplo, a primeira faculdade no Brasil data de 1808. Nos EUA por exemplo, a primeira escola de ensino superior surgiu 166 anos antes, em 1642.

  • Alvaro

    Eu não sou sonegador, mas sou contra a CPMF. Exatamente por dar ao governo, o direito de bisbilhotar, sem motivos, a vida alheia. Com a CPMF não há sigilo fiscal. Historicamente dar dinheiro a um governo do PT é dar dinheiro aos petralhas. Não vai ser aplicado na saude como não foi. Nossa carga tributária é escorchante.

  • bruno

    “Cé loko” Ricardo. CPMF é imposto ditatorial, aonde ja se viu fiscalizar movimentação financeira? O que t em que fazer é derrubar esse monte de imposto, fazer reformas e desinchar a maquina publica… Mesmo que fosse 0,01% ainda sim seria um ato contra a liberdade.

  • Telma

    Olá Ricardo
    Discordo do você pela segunda vez em uma semana.
    A primeira foi quando você disse que a vitória da Dilma foi limpa.Assunto já esgotado.
    Como ainda estamos numa democracia, vou somente argumentar.
    1) Carga tribútária escorchante sem o retorno previsto em lei;
    2) Histórico de desvios em cuecas, meias, bolsas para ficar só naqueles que foram flagrados;
    3) Injustiça no uso do dinheiro público, com aviltante privilégio dos funcionários públicos em detrimento do resto da população que, aliás, é quem os sustenta;
    4) Apesar do presidente molusco dizer que a saúde beira a perfeição e querer ensinar o presidente americano como é que se faz, isso só acontece com os digníssimos parlamentares que, à qualquer dor de barriga, correm, ou melhor, voam de helicópteros para o Einstein ou Sírio-Libanês às nossas custas. Só a cirurgia para implantação do coração aartificial no falecido Tuma custou-nos a bagatela de R$ 300.000,00(Trezentos mil reais). E se eu ou alguém da minha família precisar? E da sua? É só correr para a fila do SUS;
    Bom, como já fui longe demais, encerro só lembrando que nenhum brasileiro se recusaria a arcar com qualquer quantia se tivesse certeza que seu dinheiro seria usado para realmente solucionar os problemas(exceção feita à alguns políticos).
    Nossa sorte é que o brasileiro ainda é um povo trabalhador, na maioria das vezes honesto e solidário. Só que o vírus da vigarice se espalha numa velocidade espantosa, como qualquer vírus.

    Prezada Telma,

    Antes de mais nada desculpe a demora na resposta.

    Tive um dia atribulado.

    Não há qualquer problema em discordar de mim, nem precisa mencionar isso. Aceito seu comentário com gosto, por ser honesto e bem fundamentado.

    Volte sempre e um abraço do
    Ricardo Setti

  • Douglas Correa

    FERNANDO RODRIGUES

    O embuste da CPMF
    BRASÍLIA – Uma mentira repetida mil vezes vira verdade. Uma bobagem também. Por exemplo, o suposto benefício colateral da volta do imposto do cheque: permitir ao governo combater a sonegação por saber exatamente qual é a movimentação financeira oficial de cada brasileiro com conta bancária.
    Técnicos, políticos de oposição e governistas, quase todos, apontam esse aspecto em defesa do retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Como os bancos ficam obrigados a recolher um percentual fixo sobre todas as operações de seus clientes, a Receita Federal passa a ter uma ferramenta útil para perseguir quem não paga impostos.
    O raciocínio é indigente ou de má-fé. Ou as duas coisas.
    Já existem e estão em vigor uma lei e uma instrução normativa da Receita Federal a respeito de movimentações financeiras. Depois que o Senado impediu a renovação do imposto do cheque, no final de 2007, criou-se um novo instrumento: a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira.
    Trata-se de uma declaração que bancos estão obrigados a fazer. Nesse documento devem estar os dados de todos os correntistas cuja movimentação supere R$ 5 mil por semestre. No caso de empresas, o valor é de R$ 10 mil.
    Ou seja, hoje o governo já sabe muito bem o que uma parcela significativa de contribuintes faz. Fica de fora só quem movimenta, entre saques e depósitos, menos de R$ 5 mil a cada seis meses.
    Qual a razão então de criar algo tão regressivo como a CPMF? Dezenas de reportagens, inclusive uma recente de Gustavo Patu, já provaram a ineficácia desse tributo como fonte financiadora da saúde pública. Para combater a sonegação, só duplicaria uma norma existente. Tudo considerado, é fascinante como a frágil defesa do imposto do cheque continue sendo repetida pelos detentores do poder -inclusive por Dilma Rousseff.

    fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

  • Laélia Carvalho Giacon

    Hoje caiu por terra uma das desculpas para a volta da CPMF, ou seja lá qual for o nome que darão. Assisti Espaço Aberto com Miriam Leitão na Globonews e um ex diretor da receita federal disse que desde 2001 (justamente pelo fato de que a CPMF seria temporária) existe um instrumento legal que permite o controle de movimentação financeira. Quanto a outra desculpa – a saúde pública – o fato é que precisa muito mais de vontade política; melhor gestão; qualificação/capacitação; valorização do funcionalismo. Só $ não vai mudar nada. Pode mudar de bolso, e só.