São tantas as pisadas na bola dos políticos — ânsia por cargos públicos, nomeações sem concurso, aumento dos próprios salários, indiferença diante da opinião pública — que, como sabemos, chovem na internet todo tipo de mensagens e “correntes” criticando deputados, senadores, governadores de Estado, ministros, presidente da República.

A imagem acima, que recebi em PPS, é a última de uma série de cenas de protestos de rua fotografados em vários países. O lema do autor é “Cada país tem o político que merece”.

Tudo bem. Ocorre que no Brasil os políticos não caem do céu, não é mesmo?

Quem vota neles, especialmente em deputados e senadores, alvos das maiores críticas, não são eleitores da Nova Zelândia, de Papua-Nova Guiné ou do Principado de Andorra.

São eleitores de São Paulo, do Rio, da Bahia, do Paraná, de Minas, do Rio Grande do Sul, do Maranhão… Do Brasil inteiro.

Assim sendo, em vez de choramingar e reclamar dos maus políticos, que tal da próxima vez escolher melhor, com mais cuidado, na hora de votar — diferentemente do que muita gente faz, deixando para escolher o candidato já a caminho da urna, e se esquecendo dele, do seu nome e do seu partido logo depois?

Isso leva à escolha de candidatos caricatos, que só desmoralizam mais ainda as instituições.

O ideal, mesmo, seria não apenas termos um eleitorado mais informado e consciente, mas acabarmos com o absurdo de o voto — que em mais de 90% dos regimes democráticos do mundo é um direito — seja, no Brasil, uma obrigação.

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