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Ministra Miriam Belchior: falta de respeito para centenas de milhares de torcedores brasileiros (Foto: Agência Brasil)

Amigos do blog, como dizia o grande jornalista Geraldo Mayrink, prematuramente falecido, “não há limites para a insânia”.

Vejam essa extraordinária declaração da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, até agora, diferentemente de vários de seus colegas, infensa a holofotes e a afirmações controvertidas ou estapafúrdias. Num encontro com empresários, a ministra disse que, no seu alto entender, obras de mobilidade urbana necessárias para as cidades que serão sede de jogos da Copa do Mundo de 2014 “não são essenciais” para a realização das partidas.

Com a maior calma do mundo, a ministra afirmou que as licitações para essas obras estão sendo realizadas agora, e que serão – vejam só – iniciadas no ano que vem, porque “não são fundamentais” para a Copa. Essenciais seriam obras em estádios, portos, aeroportos e rede hoteleira.

Diante de jornalistas boquiabertos, Belchior continuou (e notem o uso da primeira pessoa do singular):

— Posso decretar um feriado em São Paulo no dia do jogo e garantir que não tenha trânsito.

Antes de mais nada, a ministra errou. Ela não pode decretar feriado algum. Segundo o projeto da chamada Lei Geral da Copa, isso cabe à presidente, aos governadores e aos prefeitos. Mas vamos deixar isso de lado.

Vamos ao que interessa.

Que maravilha. Um feriado em São Paulo, o maior centro econômico do Brasil, por causa de um jogo de futebol. E outro no Rio. E outro em Belo Horizonte. Um quarto em Porto Alegre. Em Curitiba também, por que não? E em Salvador. E igualmente no Recife. E torna-se a decretar feriado em São Paulo, para uma segunda partida. E para um eventual terceiro jogo. E por aí vai.

Deus do céu, que asneira monumental, essa forma de encaminhar o problema. Exectuada a extravagância espantosa, e ridícula, dos feriados – país nenhum, desde o início dos mundiais, em 1930, precisou recorrer a esse expediente –, que supostamente enxugariam o trânsito das cidades, como acha a ministra que os torcedores chegarão aos estádios, e sairão deles rumo a suas casas?

De helicóptero? Com o velho pó de pirilimpimpim dos livros de Monteiro Lobato?

A frase da ministra Miriam é arrogante e desrespeitosa para com os centenas de milhares de brasileiros que certamente se disporão a acorrer aos estádios durante a Copa de 2014 e necessitam de um mínimo de conforto.

Cobri, como jornalista, uma Copa do Mundo, como chefe da equipe de VEJA – o Mundial de 1982, na Espanha, no qual o Brasil brilhou intensamente com a extraordinária seleção de Telê Santana mas, como se sabe, acabou eliminado pela medíocre e aplicada Itália.

Pois bem, naquele mundial, quando ninguém mencionava nem sabia o que era a expressão “mobilidade urbana”, um dos principais investimentos feitos pelo governo espanhol e pelas regiões e cidades onde ocorreriam as partidas foi na modernização ou construção de vias de acesso aos estádios, na coordenação dos distintos meios de transporte coletivo de e para os estádios e na melhoria, ampliação ou feitura de estacionamento para veículos.

Isso, vejam bem, foi há 29 anos. E eu sei porque estive lá, durante 45 dias.

Agora, no Brasil, querem reinventar a roda – que vai sair quadrada e nos cobrir de vergonha.

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Frederico em 10 de abril de 2012

Como já foi dito por um jornalista, muito apropriadamente: "essa senhora foi elevada a Ministra para FALAR SOBRE O QUE NÃO SABE, com o único intuito de NÃO DIZER O QUE, EFETIVAMENTE, SABE..."

Jefff em 20 de janeiro de 2012

O prefeito foi casado por dez anos com Miriam Belchior, entre 1983 e 1993, mas, mesmo após a separação, fez questão de manter a ex-mulher em suas gestões. Entre 1997 e 2002, Miriam chefiou as Pastas de Administração e Habitação. Celso tinha um relacionamento extraconjugal com a socióloga Ivone Santana que por sua vez era casada com Mauricio Mindriz atual presidente da FUABC e ex secretario de Celso. Recentemente, a Justiça confirmou que Celso era pai de Liora Santana Daniel(hoje com 26 anos), filha de Ivone. O prefeito negava ter filhos. Celso tinha quatro irmãos - João Francisco (PTB), Maria Elisabeth, Bruno Filho (PSOL) e Maria Clélia - e era filho de Maria Clélia Belletato Daniel e do ex-vereador Bruno José Daniel.

José Geraldo Coelho em 05 de outubro de 2011

Com mobilidade ou sem mobilidade eu continou imóvel com esse negócio de copa. Imóvel e catatônico com tantas notícias degradantes que tenho ouvido a respeito da copa. A subserviência da Dama de Paus à Fifa. Os gastos astronômicos com estádios em estados que nem times tem. O desrespeito da Fifa à Contituição Brasileira. O enriquecimento das empreiteiras e as propinas para políticos e ministros. Os benefícios dados ao Corinthians em detrimento dos times que ralaram para construir seus estádios. E N coisas mais... . Só falta saber se já foi combinado com as outras seleções se o Brasil deve ser o campeão. E se será proibida as vaias para o Lulla nos estádios.

Jefff em 23 de setembro de 2011

Entrevista com Miriam Belchior Luis Nassif - O PAC representou uma tentativa de fazer uma organização de prioridades, de projetos, acompanhamentos e indicadores. Eu quero que a senhora explique o PAC 2, em cima do aprendizado do PAC 1, e quais são os pontos principais de aprimoramento? Miriam Belchior – Eu acredito que estamos num patamar superior ao que estávamos em 2007. Em primeiro lugar, nós tivemos, nesses últimos quatro anos, que reaprender para fazer as obras de infraestrutura; nós do governo federal, os Estados e municípios, que são responsáveis por partes dessas obras, e também o setor privado, pois há muito tempo o país não fazia obras de infraestrutura. Todo o arcabouço legal que estava montado para evitar fazer obras de infraestrutura foi sendo desmontado nesse período. Nós procuramos equipes dentro dos ministérios – os analistas de infraestrutura – para poder dar conta desse novo volume de recursos, e conseguimos [atingir] um patamar bastante importante de execução. Conseguimos 82% de conclusão de obras e 97% do que estava previsto desembolsar, o que é um resultado bastante significativo. O que nos coloca agora num outro patamar, mas precisamos melhorar ainda mais a questão dos projetos de arquitetura e engenharia; a capacidade operacional dos órgãos tanto federais, quanto estaduais e municipais. Continuar nosso processo de concessão de rodovias, ferrovias e agora também de aeroportos, e trabalhar a questão do financiamento. Esses são os grandes desafios do próximo período. Em relação às prefeituras, o que se via em relação ao primeiro PAC era uma carência de projetos e a idéia de se dar apoio às prefeituras. De que maneira se dá, hoje, essa consultoria às prefeituras para projetos? As prefeituras, assim como nós, e os Estados, se estruturaram. Na primeira rodada de seleção de projetos que fizemos em 2007, ninguém tinha projeto, porque não tinha perspectiva de ter recursos. Em 2009, quando fizemos uma segunda seleção de projetos, nós já tivemos que deixar de fora gente que tinha o projeto executivo pronto, mas que nós não tínhamos recursos suficientes para atender todas as demandas. Isso já mostra essa evolução; quando há recursos disponíveis, os Estados e prefeituras se preparam para isso. A segunda questão é que, em 2005, se não me engano, só 40% dos municípios tinham uma estrutura de habitação; em 2008, isso já estava beirando os 80% - agente não tem o dado mais recente. O que mostra também que a previsibilidade de recursos, a disponibilidade de recursos obrigou as prefeituras se estruturarem nas áreas que a gente foi abrindo possibilidade de novas áreas de intervenção para as prefeituras. Houve já, principalmente por parte das prefeituras maiores, uma estruturação de equipes para dar conta desse novo desafio. E estamos fazendo agora, devemos abrir no segundo semestre um curso de administração pública, um curso de graduação, reconhecido pelo MEC, em que vamos oferecer 30 mil vagas para os municípios, exatamente para formar técnicos das prefeituras em um amplo leque de temas relacionados à administração pública. Curso à distância? Curso à distância. Um dos pontos que tem certificado a morosidade dos projetos é o saneamento. O que está acontecendo? Na verdade, eu acho que há um engano em relação a isso. Não há um entendimento dos ciclos de uma obra. Nenhuma obra fica pronta em um ano; você tem que fazer projeto, projeto executivo, licitar. Nós estamos na república; então, para fazer o projeto, eu preciso licitar três meses, com boa vontade; mais três meses para o projeto e cinco para o projeto executivo. Depois, tenho que licitar a obra e, com boa vontade, mais três meses e, aí, a obra em si. E há obra, por exemplo, no Norte do país, que você só consegue fazer em seis meses, porque nos outros seis meses chove muito e você não consegue fazer as obras. Então, eu preciso olhar o ciclo inteiro de obras, para saber se isso está andando ou não. Tem morosidade? Claro que tem. Tem aprendizado? É claro que tem, por exemplo, na área de projetos. O Brasil não tinha – está se estruturando agora – para ter empresas de consultoria para fazer projetos na qualidade e na quantidade que o PAC está exigindo. É muito comum uma empresa largar um contrato, porque tem outro mais vantajoso. Isso tudo, nós tivemos que reestruturar nosso mercado de empresas de projeto e de empresas de construção civil. Como você sabe, há uma disputa no mercado, tanto por engenheiro, quanto por peão de obra, exatamente por essa quantidade de obras que o PAC está fazendo no país. Um dos pontos que o PAC trouxe foi essa articulação, como tem no SUS, entre governo federal, estaduais e municipais. As instituições que existem hoje, para fazer essa articulação, mesmo sendo uma articulação informal, dão conta do recado, ou mesmo entre os ministérios – tem muitos programas que envolvem quatro ou cinco ministérios – ou vai ter que ter aprimoramentos pela frente? Nós tivemos que inovar muito, nesses últimos anos. Eu chamo essa articulação de articulação horizontal, no âmbito do governo federal, e vertical com os demais entes federados. No governo federal, nós temos várias experiências de articulação dos vários ministérios, o que eu acredito que tiveram bastante sucesso. E que não foge de você ter uma câmara de gestão, onde se reúnem regularmente para acompanhar e tanto para formular, quanto para fazer o acompanhamento. No que se refere à articulação com os Estados e municípios, nós fizemos algumas inovações com o PAC. A primeira delas foi o processo de seleção, em que os municípios se inscreviam, e os Estados também, e nós fazíamos uma discussão sobre as prioridades, em reuniões presenciais em Brasília, para discutir o que era projeto, o que era estratégico, o que tinha âmbito regional, o que a gente priorizava exatamente pelo âmbito de atuação do projeto. E no momento de monitoramento, nós primeiro começamos fazendo vídeo conferência, pois não dá para levar, todo mês, os municípios para Brasília discutir as coisas. Então fazíamos vídeo conferências estaduais, às vezes regionais, para discutir o andamento das coisas; o projeto foi entregue? Não foi? O que está acontecendo? E outra coisa que criamos é o GGI (Grupo de Gestão Integrada), que se reúne mensalmente no Estado, entre a Caixa Econômica, que é o braço operacional nosso em cada lugar, a prefeitura ou o Estado, e alguém de Brasília, que vai daqui pra lá, para verificar o que está acontecendo, quais são os problemas, como resolvê-los. Esses foram mecanismos que introduzimos para poder acompanhar mais de perto, porque lá de Brasília você não tem condição de acompanhar tão de perto. Acho que vamos precisar usar ainda mais os instrumentos de tecnologia de informação, para garantir isso, mas eu acredito que experiências de região metropolitana efetivas possam ajudar muito a fazer uma boa seleção de projetos, para identificar projetos estratégicos. Foi criada a Câmara de Gestão, com representantes da sociedade civil e do setor privado. Pelo que se entendeu, o papel dela vai ser assessorar a melhoria de processos em áreas críticas. Quero saber o que tem de concreto até agora e também o mapeamento desses setores mais críticos da administração. Estalamos a câmara no final de maio [de 2011]. A presidenta [Dilma Rousseff] criou a câmara, e teve uma primeira etapa, em que fizemos um primeiro nivelamento de visão a respeito das atribuições ou regimentos da câmara e, enfim, qual era o nosso grande objetivo, afinar entre as partes o nosso objetivo, que é exatamente garantir melhores condições de gestão para a administração pública federal. Feito esse nivelamento de expectativas, começamos a discutir quais são os critérios para a gente adotar onde começaríamos. E aí adotamos o critério de áreas maiores, com mais recursos, e com maior impacto para a sociedade. Por isso, nós escolhemos as áreas de saúde, principalmente a questão de logística e medicamentos, em que o custo disso é muito alto; e de Justiça, para seus mecanismos internos; e o Ministério dos Transportes, especialmente o Dnit, mas também o próprio ministério. Essas são as nossas grandes prioridades setoriais. Além disso, esse trabalho também está sendo feito na Infraero, também relativo à necessária expansão da qualidade dos serviços nos aeroportos. A Caixa Econômica também está fazendo um trabalho semelhante. Inicialmente, tinha sido colocada a necessidade de colocar a Previdência, e aí nós levamos os empresários para conhecer o que nós fizemos no atendimento ao público no INSS. O Dr. [Jorge] Gerdau, que é o presidente da Câmara de Gestão, ficou mais de quatro horas no INSS, conhecendo a sala de acompanhamento que verifica, para cada agência, quem é que está fora do padrão estabelecido e de onde é possível acompanhar e ligar para o gerente responsável e perguntar “por que aí está atrasado?”. Na hora? Na hora. É um acompanhamento permanente que é feito em Brasília, de cada uma das regionais, de cada agência, para ver quem é que está fora do padrão e analisar essa situação e tomar medidas necessárias. Isso ninguém falava há oito anos, que seria possível não ter mais filas para ser atendido na Previdência. Agora, marca por telefone. Por isso foi descartada a Previdência. É preciso a sociedade conhecer aquilo que o governo já está fazendo bem, exatamente porque investiu nisso. E nós faremos, também, um trabalho que eu chamo de transversal em toda a administração pública federal, que é escolher alguns processos comuns e atacá-los em todos os ministérios. Vários ministérios já avançaram, então o que vamos fazer? O MEC avançou no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), fez, inclusive, um bonito seminário a semana passada em Brasília, mostrando os avanços de gestão na aquisição de insumos. Vamos colocar isso como um parâmetro e mostrar para os demais ministérios: “olha, é possível fazer assim”. E, com isso, você consegue espraiar, no conjunto da administração pública, essas boas práticas. Os empresários são bem sucedidos em suas áreas, mas não tem conhecimento profundo das características do setor público. O que eles trazem mais: o aval, ou idéias também? Eu acredito que também idéias, porque os empresários, na verdade, estão ali representando a sociedade e, portanto, uma avaliação de pontos críticos que o governo deveria atacar. Por isso nos ajuda, pois é o olhar externo. Por exemplo, outro bloco muito importante – parte dele já resolvido com o programa Brasil Maior – é a nossa competitividade. A câmara é de Gestão e Competitividade. Então, aqui, nós temos avanços com o Brasil Maior, e também o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior] está usando o BSC (Balanced Scorecard), alinhou todos os seus órgãos vinculados em cima de metas, indicadores claros, que vão ser acompanhados. Isso é muito importante, e também os empresários saberem isto. E eu acredito também que com novas metodologias; há avanços e experiências importantes na iniciativa privada, que podem servir de parâmetro para nós do setor público. E os próprios empresários que participam da câmara sempre reafirmam: “quem entende de administração pública são vocês”. O que é importante é termos o foco no cidadão, o foco no usuário. Aí, tanto o usuário cidadão como pessoa física, quanto o usuário empresário também usam os serviços do governo. Para acompanhar os trabalhos da Câmara de Gestão e do PAC, há endereços na Internet, com atas? Tem, mas estamos estruturando um pouco isso, porque era para fazermos reuniões bimensais, nós chegamos a fazer reuniões quinzenais, agora elas estão mensais, pois precisamos exatamente desse arranque inicial, de como acompanhar e quais áreas. Mas certamente colocaremos, mais adiante, essas informações com maior transparência. Em 2002, foi criado o IIRSA - Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana – para discutir a integração da infraestrutura. E agora o IIRSA foi incorporado pelo Unasur (Unión de Naciones Suramericanas), e coube ao Brasil coordenar os trabalhos para o planejamento de 2012-2022. Quais os ganhos, ou perdas, dessa incorporação e quais os pontos centrais desse planejamento? O IIRSA foi criado no mesmo âmbito da necessidade de relação na América do Sul, da necessidade de comércio, de nós potencializarmos nossos mercados e, para isso, é necessária uma integração também territorial e, portanto, de obras de infraestrutura. A carteira do IIRSA é de mais de 500 projetos, mais de 60 concluídos e cerca de 50 em andamentos. Os presidentes e presidentas, em novembro do ano passado, encomendaram, no âmbito da Unasur, uma atualização dessa carteira, para esse período, e uma priorização – quais são os projetos estruturais para a integração regional. Esse ano, o Brasil é presidente pro tempore dessa comissão; então, coube a nós, do Ministério do Planejamento, coordenar com os demais países esse plano regional, que tem dez grandes eixos regionais – no Sul, com a Argentina, Uruguai e Paraguai, no Norte, com a Venezuela. Os eixos reúnem os principais fluxos entre os países da América do Sul. Em outubro, vamos bater o martelo com os ministros de todos os países nessa proposta. Um dos problemas que se via é que, quando se tinha obras transnacionais havia muita dificuldade de financiamento, porque os bancos tinham padrões tradicionais, que não enquadravam esse multinacionalismo. Já se resolveu essa questão? Acredito que a gente deu passos importantes, tanto o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), quanto a CAF, que são bancos de desenvolvimento aqui para a América, estão priorizando esses projetos estratégicos. E nós também temos, no âmbito do BNDES, várias linhas de financiamento para nossas empresas irem construir esses empreendimentos em outros países. Há inclusive um trabalho apresentado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), de integração de infraestrutura na Amazônia – o projeto Norte Competitivo. Qual o diferencial que dá para o Brasil, em termos competitivos, e quais as preocupações com o desenvolvimento sustentável, que parece que o IIRSA deixou meio de lado no começo? Esse momento novo que estamos vivendo no Brasil e na América do Sul, de a gente se voltar primeiro para cá, antes de jogar para a Europa e para os Estados Unidos, é muito importante. O BID fez um estudo recente, mostrando o que ele chama de “dois clusters na América Latina”, um no México e outro no Brasil. Como nós aqui, o cluster do Brasil, que são os países da América Sul, são menos dependentes de exportação do que os grandes centros, porque a gente se voltou para cá nos últimos tempos, isso tem permitido crescimento médio maior do PIB desse país, frente ao que acontece no cluster do México, que é mais dependente e, portanto, sofreu com a crise internacional nos grandes centros. Então, só por isso já se demonstra a importância de nossa integração regional, também no âmbito da infraestrutura. Em relação à questão da Amazônia, eu acredito que é uma questão de time; a questão da sustentabilidade é vital, e é uma questão de adaptar quê tipo de obras de infraestrutura vão fazer. No caso da Amazônia, a hidrovia é elemento central para garantir isso. É claro que temos rodovias também, mas não no meio da floresta – mas a que está ligando o Acre ao Peru acho que já é um bom exemplo de iniciativa, porque para nós é muito importante essa saída para o Oceano Pacífico. Em relação às ferrovias, elas estão num ritmo adequado, ou precisam de um empurrão para acelerar essa integração no país? Com o PAC, nós retomamos obras de ferrovia no país. O que o presidente Lula fez nos últimos oito anos na Norte-Sul é mais de tudo o que foi feito em muitos anos no país. Mas temos dois desafios na área de ferrovias: um, continuar construindo, e aí terminar o eixo da Norte-Sul – nessa virada de ano a gente chega até Anápolis -, temos que fazer a seqüência até São Paulo, e depois indo para o Mato Grosso do Sul, que é o que está previsto agora no PAC 2; continuar e concluir a Transnordestina e terminar o primeiro trecho da Oeste-Leste na Bahia. Além de começar um trecho que sai da Norte-Sul, indo para o Cerrado, onde estão as grandes reservas de minério e as grandes plantações de grãos. Esse é um primeiro caminho, que é a construção. O segundo é dar maior produtividade à malha ferroviária existente, para isso precisamos fazer uma série de mudanças, garantindo o direito de ter passagem, botando o dedo em questões importantes que os usuários dos serviços de transporte ferroviário tem colocado como vital para a gente, de fato, transformar esse num modal importante no transporte de mercadorias no país. Há a idéia de separar o trilho da operação? Nas ferrovias que estão sendo construídas pelo governo federal, sem dúvida. Acho muito importante ter um operador da malha ferroviária. E é nesse rumo em que estamos andando. Esse processo de aprimoramento do serviço público, vocês optaram por pegar áreas críticas e aprimorar os processos. Mas há um modelo de Estado que, num certo momento, terá que ser reformado, até para dar vazão a essa questão da mudança de foco e a não compartimentalização dos ministérios. A Enap – Escola Nacional de Administração Pública -, ou algum outro órgão, está pensando a reforma, no plano teórico, de forma mais radical? Estamos trabalhando em diversas frentes. Uma delas, de gestão, propriamente e stritu senso; outra que se refere a uma estruturação, que a gente vem fazendo nos últimos anos, das carreiras do serviço público. Estamos trabalhando na direção de carreiras transversais, e não uma carreira para cada um dos ministérios. Então tem carreira de administrativo na saúde, na educação; tem muito mais sentido carreiras transversais, como a de analista de infraestrutura, que foi um passo importante nisso – é o mesmo cargo nos Transportes, na Integração, em Portos, em Cidades, enfim, todos os ministérios de infraestrutura. Nós criamos - e devemos fazer concurso agora, no segundo semestre - o analista de políticas sociais, com essa mesma lógica. E esta no Congresso, para ser aprovado, um [cargo] na área administrativa, economistas, administradores etc. Esse é um outro passo importante, e o outro é o institucional, da estrutura organizacional propriamente dita. É uma questão mais global, que a gente ainda está nas nossas expectativas, mas ainda não está nesse momento para anunciar. Eu lembro que no ano passado, o próprio ministério estava tentando trabalhar formas, até em rede, de colher sugestões para os PPAs (Planos Plurianuais). Como que avançou isso? Nós acabamos de entregar, agora no dia 31 de agosto, no Congresso, o novo PPA de 2012 a 2015, que traz inovações importantes em relação à experiência anterior, que é tornar o PPA de fato um instrumento de definir o que o governo pretende fazer nos próximos quatro anos, e que isso fique claro para a sociedade de maneira simples e objetiva. O PPA perdeu um desvio que ele tinha para um perfil muito orçamentário, para ser de fato um plano, com metas claras, com objetivos claros. A gente reduziu o número de programas, portanto retiramos o número enorme de superposições – tínhamos mais de 300 programas finalísticos, ficamos apenas com 65 programas temáticos, que deram uma coesão muito maior para trabalhar as transversalidades. Ao invés de eu ter vários programas de inclusão digital, por exemplo, em cada ministério, eu não tenho mais programa por ministério, eu tenho programa do governo. Então, todas as ações de crianças estão num único programa; todas as de inclusão digital, num único programa. Independente de qual ministério participa da execução. E isso foi discutido com a sociedade, nós fizemos reuniões em todos os conselhos nacionais de políticas públicas – segurança, transporte, cidade -, em que se discutiram os programas temáticos de cada conselho. Depois foi tirada a representação desses conselhos, portanto da sociedade civil, que se juntaram num único encontro, de mais de 300 conselheiros, que fizeram a discussão global do PPA, no primeiro dia, e no segundo dia discutiram outra inovação do PPA: como que o plano se desdobra no território. Então, o que é o PPA na Amazônia? O que é o PPA no Nordeste? Fizemos cinco reuniões nas macrorregiões, com Estados e representação dos municípios, também para fazer essa discussão. Agora no final de outubro, a gente faz de novo a reunião inter-conselhos, com os 300 representantes, para a gente discutir como que a sociedade civil vai acompanhar a execução do PPA. Hoje, a questão dos indicadores está resolvida, ou ainda tem muito que aprimorar? Esse foi o grande avanço que, acredito, tivemos com os ministérios. Era muito comum se colocar como resultado entregar não sei quantas ambulâncias, mas não como isso se reflete concretamente na política pública e no seu resultado. Esse foi um trabalho muito árduo que foi feito nesses oito meses, para conseguir construir esses indicadores, para que a gente de fato consiga ver os avanços da política. Então, ao invés de medir o número de ambulâncias, medirem o número de atendimentos. Exatamente, o número de atendimentos, os resultados dos indicadores de saúde. Por exemplo, no SAMU, não adianta botar mais mil ambulâncias apenas. Tem que saber o que isso significa no atendimento de emergência. Reduziu, está mais resolutivo? É isso que interessa, tornar mais resolutivo, independente de qual insumo eu coloco. O PPA agora está estruturado a partir desses indicadores. Quando a gente vê os trabalhos do PAC, os Territórios da Cidadania, Minha Casa, Minha Vida, a gente percebe que avançou em todas as frentes; o país está aprendendo a conversar. É irreversível esse modelo, ou depende do governante de plantão? Eu acho que o governante de plantão é muito importante, é um catalisador desse processo. Agora, eu acredito também que chega uma hora que não dá mais para voltar para trás. Eu, quando conduzia numa prefeitura aqui de São Paulo o trabalho de modernização administrativa, quando a gente fez uma reunião geral, com todos os gerentes, até o terceiro escalão, para discutir o programa, como é que se desdobraria, fiz uma apresentação. Depois, [surgiram] várias perguntas, e uma delas era: quem garante que se vocês não continuarem [no governo] isso não vai voltar pra trás? Aí eu perguntei: você imagina deixar de usar máquina Xerox, e voltar a usar carbono? A resposta foi: não, não imagino. Então, muitas coisas não voltarão para trás. Eu acredito que o país andou, o país quer uma economia sem inflação, mas quer também um país se desenvolvendo; não basta só não ter inflação. Acredito que estamos num outro patamar, e que seria muito difícil voltar atrás num número grande de coisas. Mas tudo é possível, e eu espero que isso não aconteça.

Markito-Pi em 22 de setembro de 2011

Tua resposta, ponderadíssima ao colega Jeff,lotgo aí abaixo dá a dimensão de teu caráter.V. é o cara Setti. Quis acrescentar alguns poucos detalhes, como a presença de nosso amigo comum Luis Greenhalg e do então depuado Jamil( se não me engano)no exame do cadáver. Ambos, rapidinho, encaminharam para que se direcionasse a crime comum.Sem que houvesse qualquer evidencia neste sentido.Uma história pra la de inverossímil.Os irmãos de Celso, homens de caráter, com fisionomia e a tranquilidade dos justos, que jamais foram chegados a escandalos Diziam, repetiam, como dizem e repetem,que a história é outra. Não sou juiz, embora ex-advogado mas, em matéria de credibilidade, os irmãos Daniel, por sua postura merecem muito mais credibilidade que Miriam |Belchior e Gilbertinho, que continuam aprontando das suas. Sem qualquer limie ou dor de consciencia.

jose xavier em 22 de setembro de 2011

Ela é ex-mulher do prefeito assassiinado Celso Daniel? E, é ministra pra lhe taparem a boca?Ah é por aí q pululam incompetências ministeriais, como se não bastassem os: hadad, salvatti, gast~~ao, gleisi, bernardo, e ostros tantos desse tomaládácá.

EXTREMA DIREITA em 21 de setembro de 2011

Caro Setti, vc foi redundante ao dizer que Miriam Belchior disse asneiras. QUAL É O PETISTA QUE NÃO É UM ASNO? CITE UM, APENAS !!!

Markito-Pi em 21 de setembro de 2011

Esta senhora é um espanto, na arte de dizer asneiras monumentais.A maior delas, foi ter afirmado, urbi et orbi, que não sabia nada sobre o assassinato do ex-marido, Celso Daniel.Por estas razões, e por seu total despreparo, é petista e minisra. E baranga.

Jefff em 21 de setembro de 2011

Setti, Tem um reporter do ABC chamado Daniel Lima que tem um site chamado Capital Social. Ele tem muita informação a respeito do caso Celso Daniel. E por falar em Celso Daniel sempre achei a historia da morte estranha mas tem algo que não encaixa na historia de morte por encomenda. Na época da morte o presidente da republica era Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governador de São Paulo era Geraldo Alckmin (PSDB), o secretario de segurança publica era Marco Viniciu Petreluzzi (PSDB). DHPP orgão da policia civil de são paulo disse que o crime foi comum. Agora se o crime foi a mando do PT como muitos dizem e o orgão investigador concluiu que não. Chegariamos a estapafurdia conclusão que o PT matou um prefeito e foi acobertado pelo PSDB. Os anti-petistas precisam torcer para que o crime seja comum. Obrigado pela dica, Jefff. Na verdade, estabeleci bons contatos com os irmãos de Celso Daniel há alguns anos e, por meio deles, com várias pessoas ligadas ao caso ou às investigações. Quanto ao fato de a polícia de SP ter considerado crime comum, no mínimo diz em favor da isenção política do governo de então, não é mesmo? Os críticos severos dos tucanos normalmente esperariam que se fizesse uma exploração política do caso para prejudicar o PT. De todo modo, não estou convencido de forma alguma de que foi um crime comum. A história está muitíssimo mal contada.

duda bello em 21 de setembro de 2011

Sem mencionar que estamos falando da Ministra do Planejamento, né Ricardo? Meu Deus será que estamos destinados à mediocridade. Sem falar que ocupa o cargo que ocupa, por não ter dito tudo o que sabe...!

Jefff em 21 de setembro de 2011

Apesar de ter sido uma observação infeliz da ministra. O contexto da frase foi o seguinte. Perguntaram a ela se as obras de infraestrutura logistica terminariam no prazo. Ela disse que as obras nos estadios com certeza terminariam no prazo mas deu a entender que algumas obras de logistica de transporte publico podem não ser entregues completamente. Ai ela disse que os jogos aconteceriam independente da finalização da logistica de transporte. Isso é verdade porem quem quer jogos acontecendo com estadios "vazios"?

Julio em 21 de setembro de 2011

Antes de ser uma bobagem a afirmação, existe uma pergunta que não quer calar, esse é realmente o pensamento da Presidenta do Brasil? Se for, devemos começar a rezar pelo nosso pobre país, o povo é só um detalhe que atrapalha os interesses dos nossos governantes!!

geran em 21 de setembro de 2011

Alias, caros amigos, aponte-se um ou uma, somente um ou uma ministro/a que quando abre o zipper da boca e sai coisas sensatas. Parece ser uma maldição instituida pelo molusco e que, pelo andar da carruagem, continuará por um bom tempo, ate que os eleitores comecem a pensar e escolha melhor seus dirigentes.

Jefff em 21 de setembro de 2011

Setti, A Miriam Belchior não era viuva de Celso Daniel na época do assassinato. Eles já estavam separados a varios anos. Ela foi esposa dele durante a 1 gestão dele de 1989 a 1992. Celso Daniel estava namorando Ivone de Santana com quem tem uma filha chamada Liora (na epoca que ela nasceu ele ainda era casado com Mirian Belchior). Ivone de Santana foi casada com Mauricio Mindriz. Ambos Miriam Belchior e Mauricio Mindriz trabalharam nas administrações de Celso Daniel. Obrigado pelo toque, caro Jefff. Vou rechecar a informação, por tique profissional, mas estou seguro de que você tem razão. E é importante para um ou outro leitor que comentou de forma depreciativa a reação dela à morte do então prefeito de Santo André. Abraço

Tuco em 20 de setembro de 2011

. Depois de calar-se acerca do assassinato do marido, ela pode falar o que quiser... O aparelho petista deu a ela essa autonomia. http://lc4.in/jhD3 by celeraman+ .

selminha em 20 de setembro de 2011

Setti, isto é que é passar atestado de incompetência, não é mesmo? Que papel ridículo estamos fazendo perante a comunidade internacional, lá onde os países desenvolvidos sabem planejar e efetuar qualquer projeto a que se propõem! Estes nossos governantes não são administradores, são meros promotores de eventos, e ainda assim mal promovidos. Que vergonha!

RGZ-SP em 20 de setembro de 2011

A frase é arrogante porque a ministra É arrogante e grosseira,à exemplo de sua Chefe e demais colegas de ministério,infelizmente;Ou não?

Leon em 20 de setembro de 2011

Como os brasileiros permitiram que semelhante coisa chegasse ao poder? Se no Planejamento as coisas chegaram a esse nível, o que esperar do restante da (des)administração pública? Será que nesta quarta-feira passaremos mais vergonha na abertura da Assembleia Geral da ONU? (esta última é apena pergunta retórica...) Do jeito que a coisa vai, vamos passar a maior vergonha na Copa, como nunca antes na história destepaiz... O lulo-petismo e sua incompetência endêmica e contumaz expõe o País a uma série interminável de vexames, estupidez, cinismo e desfaçatez. Ou acordamos logo ou acabaremos todos em uma caverna de tacape em punho...

ROSANA em 20 de setembro de 2011

E saber que essa senhora se diz Engenheira,como pode? Um engenheiro pensa, planeja e ajuda a executar. Essa senhora não tem idéia de nada, de nada mesmo,coitada!

JCB/RJ em 20 de setembro de 2011

Como residente do RJ vejo alguns melhoramentos na cidade que sempre deveriam ocorrer porque...advinhem...é nosso direito por pagarmos impostos! Asfalto novo, melhorias em calçadas no bairro é bom, mas eu me dou o direito de perguntar: quanto custou? E se custou X, esse valor já não terá vindo com mais alguns Xs de acréscimo? O povo brasileiro deixou-se contagiar pelo evento em detrimento do bem estar rotineiro que deveria isto sim, atrair esses acontecimentos extraordinários como a copa e as olimpíadas. Ou seja, nós já deveríamos ter as condições ideais antes e não depois. A única coisa que me preocupa realmente é o tamanho da conta. Que nós iremos pagar, e claro.

Danilo em 20 de setembro de 2011

O que a Ministra disse, é o resumo do que os políticos brasileiros pensam. Ou seja, nada. O que importa é termos estádios bonitos, hotéis luxuosos, mas, não termos metrô, ônibus, enfim transporte público de qualidade. O BRASIL, vai entrar em colapso! Deus nos acuda!

Rofraro em 20 de setembro de 2011

O correto é: "para com as centenas de milhares de brasileiros...." CENTENA ainda é um substantivo feminino. Preferi a concordância ideológica, ou seja, com "brasileiros". Em todo caso, caro Rodrigo, obrigado pelo toque. Abração

sidney em 20 de setembro de 2011

Setti Parabens pelo - Post - ( agora copiando pois achei certeira a afirmacao ): e pela imprensa independente e pelo Brasil que le !!!! No Brasil estamos assitindo a algum tempo.... ; demissoes de ministros encastelados etc etc. Fazem declaracoes , falam o que querem e o respaldo fica por conta de quem mesmo ?? Tem mais gente na fila nao ??? Abracos

Valdir A. C. em 20 de setembro de 2011

Incompreensível é essa senhoura ter chegado ao cargo. Inacreditável, depois dessa asnice histórica, que ainda continue nele. Mas ministro de Dilma Faxineira Roussef só perde o cargo depois de denúncias e provas de corrupção publicadas na Veja, pois por incompetência ninguém é demitido desse (des)governo.

nena em 20 de setembro de 2011

"Não avance no doce; as visitas em primeiro lugar; seja educado e ceda o lugar a elas..." parece minha mãe nos ensinando sobre o trato social, e foi válido porque tinham uma base moral. Agora, com a copa é diferente: brasileiro gosta do futebol, muito, e ficou na expectativa de ver uma no país. Desde o início fui contra o país querer sediar o evento, por falta de estrutura básica mesmo, mas encheram a bola dos nativos, prometendo um evento surreal de lavar a alma. E agora tiram o doce da sua boca: 'vocês vão assistir os jogos pela tv mesmo', e ainda amargurando a vergonha de ver o estado calamitoso do país ser difundido para o mundo todo. Copa para turista? O governo brasileiro não tem nenhum traquejo social para isso, só o traquejo sociopata. O brasileiro será o excluído da Copa!

Kaos em 20 de setembro de 2011

Os analfabetos funcionais que estão desgovernando a nação, ainda vão acabar com o pouco que resta do Brasil. Esta ministra (alguém tem que inventar um teclado de computador com a letra "m" ainda menor) acha que é realmente poderosa. Em dizer asneiras, ela é, sem dúvida nenhuma.

JT em 20 de setembro de 2011

Sujestão de nomes para feriados durante a Copa: - Feriado da Vergonha Nacional. - Feriado do Fiasco Brasileiro. - Feriado da Calça Arriada. - Feriado da Incompetência Premiada. - Feriado da Independência do Bom Senso. Serão vários feriados... me ajudem aí! Alguns deles merecem ser incorporados no calendário oficial para os anos seguintes.

lavinia em 20 de setembro de 2011

EU POSSO! EU QUERO! EU MANDO! COMEÇANDO PELO LULA, TODOS DO PT PENSAM QUE O BRASIL É SÓ DELES. DESDENHAM DE TUDO QUE É SÉRIO OU AGRIDEM QUEM OS CONTRARIA. A MINISTRA FICOU IRRITADA NA ENTREVISTA E JÁ DEU O SEU RECADO: _EU POSSO!!!!INFELIZMENTE, O POVO BRASILEIRO NÃO CAIU NA REAL SITUAÇÃO PELA QUAL PASSAMOS.

Marcelo Pizani em 20 de setembro de 2011

Setti, a prioridade do governo é fazer essa Copa de qualquer jeito. O feriado não surpreende, tudo pela 'imagem do Brasil lá fora'. Acredito até que em SP algumas avenidas terão mãos invertidas para priorizar os horários dos jogos. Outras podem ser parcialmente interditadas, deixando uma faixa livre para a circulação somente de carros autorizados. Como se vê, é grande a malandragem para encobrir a inaptidão dos governos em garantir direitos básicos do cidadão. Em tempo, quem vai se dar bem é o setor de Taxi Aéreo. Em dias de corrida de Fórmula 1 São Paulo apresenta a maior frota de helicópteros do planeta fazendo o trajeto hotel-autódromo. É a iniciativa privada oferecendo opções para suprir o desserviço prestado pelas autoridades (in)competentes. Mesmo que custem uma fortuna, sempre haverá gente disposta a pagar para desfilar. Para a ministra Miriam Belchior o povo que assista pela TV.

jose antunes em 19 de setembro de 2011

Ela admite que a Copa é só um supercarnaval para gringo e pobre padrão bolsa família curtir. A conversa de infra-estrutura é só papo, essa parte da grana da Copa é aquela que vai "sumir".

Paulo Mendes em 19 de setembro de 2011

Com certaza a "ministra" sabe o que está falando. Ela deve imaginar que a Copa é feita para estrangeiro e estrangeiro tem mais condições que os brasileiros. Então, eles deverão vir com seus teletransportes assim não enfrentarão o trânsito caótico, com suas naves espaciais para irem direto ao ponto ou com qualquer outro tipo de transporte que não necessite de utilizar ruas esburacadas, transportes ineficientes (tais como o governo), metrôs lotados (como o governo de corrúptos) entre outras coisas desagradáveis. Mobilidade realmente não deve ser bom para o governo pois é na letargia que eles deixam a corrupção mamar o nosso dinheiro. Ainda assisto aos telejornais dizendo que produto pirata evita que os impostos sejam investidos em saúde, segurança e educação. Investido só se for nas escolas particulares dos filhos deles, planos de saúde e guarda-costas que eles têm, por que para a população mesmo a gente não vê. Já que essa senhora não faz nada mesmo, deveria aproveitar e evitar fazer comentários estúpidos também. Como se não bastasse o Molusco, tem mais essa no governo para sentar na cadeira da presi. Se a Dilma não tomar cuidado, tem muitas Ismas para sentarem na cadeira do Cuzco. Te cuida Dilma. Acorda Brasil!

Getulio- SP em 19 de setembro de 2011

Essa muié ~nao sabe nada de sua área. Deve saber bem sobrea morte de seu marido,o tar Cerso Danier.

Sergio em 19 de setembro de 2011

Tenho esperança (ainda que remota) de que esta gente toda do PT e fisiologistas da base aliada sejam vistas pela população como realmente são - corruptos, incompetentes e caras de pau - e sejam varridos da vida política deste país.

alessandra em 19 de setembro de 2011

Não consigo acreditar em tamanha bobagem! É uma pena que nós brasileiros sejamos tão bonzinhos ao ponto de 'esquecer' o desrespeito desses nossos funcionários de alto escalão... aliás, manda essa pessoa passar no departamento de pessoal para ter uma conversinha...

Divaldo em 19 de setembro de 2011

Com essa mente previlegiada, e por reelevantes serviços prestados ao Brasil, que assistimos tudo isso, essa Ministra garanto que foi escolhida pelo curriculo do PT.

jfaraujo em 19 de setembro de 2011

Aeroportos transbordando de gente, vôos que atrasam por dezenas de horas, cidades sem metrô, ruas esburacadas e imundas, favelas, ônibus lotados, flanelinhas, assaltantes, polícia corrupta e ineficiente… Caros turistas estrangeiros, venham ver a copa no Brasil e conheçam a emocionante vida do brasileiro!!!

ssrodrigues em 19 de setembro de 2011

Caro Setti Em 2002 o país cometeu um erro terrível e ainda custa, 9 anos passados, a se dar conta disso. Eis, em sua inteireza, o desrespeito pelas pessoas, pelo povo brasileiro, que os petistas cada vez menos sentem pejo de demonstrar. Um abraço

JT em 19 de setembro de 2011

Onde estão os representantes do CREA (o conselho profissional que ainda congrega os arquitetos e urbanistas) que não se manifestam sobre as sandices a respeito da mobilidade urbana proferidas pela ministra? Onde estarão os representantes do CAU, o conselho que passa a valer a partir de 2012, toda vez que algo semelhante ocorrer? Eu sei, estarãopagando o aluguel das sedes provisórias. Quando arquitetos e urbanistas não se manifestam sempre que são aviltados por terceiros - ainda mais no topo da pirâmide social - então é melhor jogar a toalha e se preocupar com as colunas sociais: é desse modo que alguns profissionais do ramo ainda aparecem na mídia...

marco em 19 de setembro de 2011

Para recordar: essa é aquela que "ficou bem no papel de viúva", segundo gravações da época da morte do Celso Daniel? Sim, a ministra é viúva do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel.

Raul em 19 de setembro de 2011

Feriados, Pistas seletivas e Rodizio de veículos. Esse é o PAC da mobilidade. Realmente investimentos não são necessários para a Copa. São necessários para os cidadãos que vivem nesse país desgovernado!!!

Roberto em 19 de setembro de 2011

Caro Setti, nunca antes na história deste país, houve governantes tão brilhantes,com idéias tão geniais. O mundo, aos poucos irá se curvar à nossa inigualável inteligência e exacerbada competência. Esses "paisinhos" que organizaram copas do mundo nas últimas décadas, por exemplo, Espanha, Itália, França, Alemanha, EUA, Japão, estão se convencendo que são mesmos uns burros, começam a cortar os pulsos de desespero por não terem pessoas tão inteligentes a governá-los. O Brasil está mostrando quão estúpidos eles foram com esse negócio de gastar dinheiro com essas bobagens como: ótimas estradas, trens de alta velocidade, metrôs eficientes, aeroportos modernos, e outras bobagens que chamam de infra-estrutura. Os nossos governantes acabaram de colocar o ovo em pé, é só decretar um punhado de feriados para manter as pessoas em casa. É óbvio, muito mais eficiente e extremamente mais barato. Ressalte-se ainda que, a genial idéia dos feriados também resolverá outros problemas sociais do país. Como as pessoas estarão em casa, o índice de assaltos cairá, roubos as residências também diminuirão, a violência no trânsito será reduzida em razão da maioria dos carros permanecerem nas garagens. Ainda como resultado adicional da fantástica decisão, o atendimento médico hospitalar ficará beirando a perfeição, afinal, quem ficará doente estando de folga, vendo jogos pela televisão de LCD e curtindo a família? Como esses americanos, japoneses e europeus são burros, ora pois! Caro Roberto, mais um comentário seu que é irretocável. Um abração

carlos nascimento em 19 de setembro de 2011

Ricardo, Está lembrado da frase abaixo: " os idiotas do governo perderam a modéstia " O Nelson Jobim foi muito preciso nessa avaliação, nessa ele acertou em cheio, estava coberto de razão. O neurônio da Ministra (com todo o respeito)está necessitando de internação, ela tem as piores soluções para os mais graves problemas, ela é igual o "lampadinha", resolve tudo e não resolve nada. Estamos ferrados com esse nível de gestores, ela será capaz de apresentar todo tipo de solução, se faltar comida, é bem capaz de mandar fazer redução de estomago em milhões de brasileiros, fácil, fácil, diminui a necessidade de aumentar a produção alimentar, se não tiver recursos para o saneamento, ela será capaz de criar os vasos sanitários comunitários, a galera vai sair batendo nas portas dos condomínios para usar o vaso coletivo, e dai por diante tudo estará resolvido, isso na ótica da Ministra. É uma Maravilha o País dos petralhas. É hora de INTERNAÇÃO, na coluna do AN ela vai direto para o sanatório geral. Carlos Nascimento. Amigo Carlos, O Augusto, como sempre, tem toda razão. Abração

Reynaldo-BH em 19 de setembro de 2011

Vamos aos itens essenciais. 1 - A BOLA. Será licitada entre quatro grandes empresas e terá que ser obrigatoriamente REDONDA! 2 - O GRAMADO. O edital exige que seja VERDE, podendo ser natural, de plástico, pintado na areia ou mesmo com alguma alternativa ecológica proposta por ONGS que impeçam o pisotear desvairados daueles 22 sujeitos no gramado. 3 - O JUIZ. Escolhido entre os membros do STF, por indicação da presidência. 4 - AS TRAVES. Podem variar de tamanho, dependendo do jogo e dos times na disputa... 5 - OS BANDEIRINHAS. Escolhidos pela CUT e UNE. São experts em enxergam o que convém. Somente o que convém! 6 - OS BILHETEIROS. O PMDB irá indicar os ocupantes... 7 - A TV. A Rede Brasil esta à postos! 8 - OS COMENTARISTAS. Recrutados entre os que não façam parte do PIG e que estejam na folha de pagamento do Planalto. 9 - OS CONVIDADOS. Chavez, irmãos Castro, Armajinejadh e, se der, Kadafi. 10 - PATROCINADORES. Favor dirigirem-se ao balcão de negócios na Esplanada do Ministério, terceiro andar do Ministério dos Esportes, segundo guichê à direita. ATENÇÃO: o primeiro guichê é para "contribuições voluntárias" que serão muito bem vindas! O resto (estas coisa de hotéis, aeroportos e mobilidade) serão fornecidas por donativos. Barracas de campanha, pistas de pouso que serão solicitadas por empréstimo a contrabandistas e traficantes e feriados nacionais onde todos serão incentivados a não sair de casa. Caso este pedido não seja atendido, poderão ser tomadas medidas coercitivas que não serão noticiadas pelo controle social da mídia!). Enfim, a Casa do Espanto (quero dizer CIVIL) continua a triste sina de ter uma caveira de burro lá enterrada: Dirceu, Dilma ( que de nada sabia), Erenice, Palocci e agora a Belchior. Creio que eles são inocentes. O culpado deve ser o sujeito que serve o cafezinho que permanece por lá! O CULPADO É ELE! Só isso explica as trocas de personagens. E a continuidade das sandices!

Dawran Numida em 19 de setembro de 2011

E é mais do que provável que ela continue com a imobilidade ministerial. Vai justificar que a "mídia" não entendeu o que ela disse. E se ela quis dizer que esse negócio de Copa não tem a menor importância?

Maria em 19 de setembro de 2011

Fazer a roda ficar quadrada deve ser mais facil que fazer o mundo ficar quadrado, bem que o ex tentou.

Vera Scheidemann em 19 de setembro de 2011

Eu fiquei perplexa quando ouvi essa declaração da ministra. Até comentei com amigos que era uma prova de como os governantes subestimam a inteligência do povo. Vejo que não estou sozinha na minha indignação ! Vera

Elizabeth the Best em 19 de setembro de 2011

Setti, Isso está ficando a cada dia mais sério. Eles nem disfarçam mais a profunda incompetencia. Mesmo por que eles não vieram para brilhar, mas para roubar. É o único objetivo. Esses estádios monstruosos, com puxadinhos removíveis, servem para alguns jogos e muitos lucros. Vão virar elefantes brancos como na África. As estradas, avenidas e tudo concernente à mobilidade urbana serviria para o povo. O dia a dia do povo. E agora eu me assusto. Que povo ? O que é que o governo Dilma quer dizer quando fala em erradicar a miséria? Será que quando conversam entre si, Miriam e Dilma se referem ao Celso Daniel, como erradicado? Está ficando a cada dia mais assustador.

Dexter em 19 de setembro de 2011

Ministra do quê mesmo? Ah, planejamento. Coisinha à toa, né não? Ela acha que pode decretar feriado quando quiser. Pode também, por decreto,acabar com o trânsito em SP, com a superlotação do metrô, com as enchentes, com a violência, etc,etc,etc. Afinal,ela manda. Foi condecorada com o 1°.lugar na escola do Lula molusco!! Vai ser tosca assim lá longe, sô!

Adriano em 19 de setembro de 2011

PETRALHAS MALDITOS, PETRALHAS MALDITOS ... VÃO O BRASIL ATOLAR... NÃO VAI SAIR DO LUGAR... LA,LA,LA,LA,LA...

Anonimo em 19 de setembro de 2011

Ricardo A ministra talvez não mas o projto preve sim: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/09/lei-geral-permite-decretar-feriado-em-dias-de-jogos-da-copa-de-2014.html Obrigado pelo importante esclarecimento, caro Anônimo. Vou alterar o post. De todo modo, "eu" -- ela, ministra -- não "posso", não, como está claro até pela leitura do projeto. Abraço

Marcelo Meireles em 19 de setembro de 2011

Relaxa... - A chefe dela viajou e ela se sentiu "a vontade" pra falar bobagem. Essa fala dela não se sustenta 1 semana.

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