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Trompetista Clark Terry: lenda viva do jazz completa 91 anos (Foto: clarkterry.com/)

Há diferentes maneiras impressionantes de se apresentar o trompetista Clark Terry, que amanhã completa 91 idade.

Participou de mais de 900 gravações em sete décadas de carreira; tocou para oito presidentes americanos e diante de plateias dos sete continentes; quebrou um enorme tabu racial ao ser, em 1960, o primeiro músico negro contratado pela rede de TV NBC; ganhou cerca de 250 prêmios, sendo o mais recente um Grammy pelo conjunto de sua obra, no ano passado (apenas outros três trompetistas receberam a mesma homenagem: Louis Armstrong, Dizzy Gillespie e Miles Davis).

Inventou o mumble, um jeito de cantar de forma ininteligível e divertida, inspirada nos míticos cantores de blues, e introduziu o flugelhorn, espécie de “primo do trompete”, no jazz; foi o herói musical de outras lendas de seu instrumento, como Miles Davis e Quincy Jones; colaborou com praticamente todas as figuras mais importantes da história do jazz, de Duke Ellington a Count Basie, passando por Billie Holiday, Oscar Peterson, Thelonious Monk, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Ray Charles e dezenas de imortais; deu aulas para músicos de diversos países a partir dos anos 1960.

Amputações

Com tal currículo insuperável, porém, este nativo de Saint Louis, no estado americano de Missouri passou na última quarta-feira por seu desafio mais duro. Em decorrência de uma série de problemas de saúde que o mantém internado em um hospital do estado de Arkansas desde o início de outubro, teve a perna direita amputada. A cirurgia, segundo relata sua esposa Gwen no blog do músico, foi bem-sucedida e Terry está otimista. “Não se preocupe. Só porque você perde sua perna não significa que você perde a sua vida”, disse o nonagenário, que em 2009 escapou por muito pouco de outra amputação, a de um dedo da e uma das mãos.

Enquanto Terry se recupera, recebendo a visita de dezenas de amigos e alunos– muitos deles chegam com instrumentos a tiracolo, realizando animados recitais privados ao mestre –, dois de seus maiores admiradores, os cineastas Adam Hart e Alan Hicks, realizam campanha na internet para obter financiamento de um documentário sobre o trompetista (assista ao trailer e saiba detalhes). Ao mesmo tempo, saiu nos EUA o livro “The Autobiography of Clark Terry”, escrito com a ajuda de Gwen.

Abaixo, Clark Terry brilha com seu trompete e seu mumble em edição do programa Legends of Jazz, exibido em 2006 pela WTTV, de Chicago.

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3 Comentários

Markito-Pi em 16 de dezembro de 2011

Maravilha, Setti.O bom e velho Terry é um dos mais criativos musicos da história do jazz.Sou fã.O que quero corrigir de teu texto( com licenbça, amigos) é o fato de ter tocado para presidentes americanos.Isto nunca foi currículum para ninguém, pelo contrario.Que me lembre, musica para presidentes americanos, a única remarkable foi Marilyn cantando ( mal, mas quem se importa..)para JFK.Noi mauis´, ha uma sucessão de enganos lamenáveis.O mais recente é de um pagodeiro de quinta categoria que assassinou Garota de Ipanema para Walker Bush. Oh, horror.

Teresinha em 13 de dezembro de 2011

Lindo! uma vida inteira dedicada a música, conservando aquele jeito de garoto maroto e aceitando com naturalidade as mazelas da vida longa.

Marco em 13 de dezembro de 2011

Amigo Setti: Não o conhecia e gostei, mas tu me desculpa desviar do assunto, espero q o nosso amigo C. Nascimento apareça por aqui, pq quero saber antes do fato, apesar d ter dúvida ainda sobre qual é o 1 ou 2 time dele, q me esclareça o q pensa sobre a zaga " Pecherão" do Santos. Um, uma ferrovia o outro um transatlantico. Para jogar contra o Barça, ou seja Messi contra Durval... Parece q o Barça vai sobrar fácil, mas como gosto do Muricy , acho q ele está certo em jogar com 3 zagueiros, até pq não muda o jeito de jogar do time em razão da rídicula campanha no brasileirão, e já to com saco cheio das reportagens sobre a comparação do Neymar com Messi, o Neymar tem tendência a ser, mas ainda não é, para isso tem q colocar faixa no clube e na Seleção, as reportagens são Neymar dormindo, Neymar indo ao banheiro e Etc... Para se ter uma idéia aí no Barça o idolo não é só O Messi, mas o Puyol. E o Ganso para mim é a grande incógnita do ano. Carlos Nascimento, quero te dizer q esse time do Barça é muito melhor q enfrentou o Inter 06, o Inter teve sorte q o Etto não jogou, esse time do Barça tem muito mais engrenagem. O Muricy está correto em jogar com 3 zagueiros. E para dizer q não ataquei o Setti, por favor meu amigo como tu pode gostar do Futebol Inglês, assiti alguns jogos q coisinha, como esse futebol pode ser o mais caro do mundo. Abs.

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