Argentina: enquanto estatiza dois terços da televisão, governo de Cristina Kirchner mente sobre a economia

Mal acabava de aplicar um duríssimo golpe na liberdade de imprensa e na democracia ao virtualmente estatizar dois terços das emissoras de TV na Argentina e o governo da presidente Cristina Kirchner divulgou dados francamente fantasiosos — alguns deles, pura e simples mentira — sobre a economia do país.

O projeto do orçamento para 2013 prevê uma inflação de 10,8% — quando até o Obelisco do centro de Buenos Aires sabe que a inflação real, medida por empresas de consultoria, associações de defesa do consumidor, institutos de economia independentes e até por organismos ligados aos sindicatos, tradicionais aliados do peronismo de Cristina sabem que o índice atual JÁ É de 25%, caminhando para explodir.

Tanto é verdade que, em julho passado, a revista britânica The Economist, uma das bíblias do capitalismo e baluarte de credibilidade em matéria de informações, informou que não mais publicaria os dados oficiais de inflação da Argentina por não serem confiáveis. Organismos internacionais igualmente relutam em utilizar os dados oficiais do governo Kirchner para suas projeções.

Outros delírios manifestados pelo Ministério da Economia do governo argentino incluem uma previsão da cotação do dólar em 5,10 pesos — quando qualquer turista que dê um pulo no país para compras sabe que, no mercado paralelo, a moeda americana vale no mínimo 6,30 pesos, AGORA.

Pouca gente acredita que o PIB do país cresça os 4,4% projetados — diante de uma situação de incerteza jurídica, fuga de capitais, explosão de gastos públicos, aumento brutal das importações e outros sinais de alarme.

Na verdade, talvez toda a barulheira contra o grupo de mídia Clarín e outros atos demagógicos do governo da presidente certamente, como a recolocação na mesa da questão das Ilhas Malvinas/Falklands — cuja soberania a Argentina reivindica ao Reino Unido — têm como evidente objetivo distrair a opinião pública da cada vez mais preocupante realidade da ecomia, que, diga-se de passagem, nada ilustra melhor do que o fato de que o grande país vizinho acaba de perder o posto de terceiro maior Produto Interno Bruto da América Latina — após Brasil e México –, que mantinha há décadas, para a Colômbia: 362 bilhões de dólares para a Colômbia, 347 bilhões para a Argentina.

LEIAM TAMBÉM:

Na Argentina de Cristina Kircher, a catástrofe econômica já se esboça no horizonte

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

7 + dois =

Nenhum comentário

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    Entre o liberalismo do corrupto costeleta argentino e a política econômica dos Kischnes fico com a Cristina.
    Abraços
    Pedro Luiz

    Ôoooo Pedro, é preciso escolher entre o Demônio e Belzebu?
    Abraço

  • Tuco

    .

    Todo povo-bunda tem a
    presidente que merece.
    Nós temos a nossa.


    .

  • lula, O Verdadeiro Chefe do MENSALÃO

    … Cristina é amiga da dilma, do lula e do Chaves. Deve estar seguindo o conselho dos amigos.

  • bereta

    Não sei explicar minha paixão pelo Tango. Não sou argentino, não tenho sangue argentino, jamais fui a Argentina, embora tenha vontade de fazê-lo. Desde menino sinto-me atraído pelo tango. Tanto que um pouco espanhol que aprendi, foi por ter ouvido tanto. Talvez seja a razão de ter tanta pena desse povo nobre e trabalhador. O tango é paixão, é passional, é inexplicável. Há tango para todos os gostos. Meu preferido, no quesito crítica política é Cambalache. Mano a mano, por una cabeza, mi buenos aires querido, la cumparsita, me encantam até hoje. Talves esteja aí a causa de meu profundo pesar por nossos irmãos argentinos. Tenho pena do que passam. Alcançaram índices incríveis de desenvolvimento, de riqueza e competência. Não sei que desgraça se lhes abateu, que chegaram ao que hoje são: um país governado por uma demente. Talvez a explicação esteja em terem acreditado em demagogos. A paixão cega, no sentido de obscurecer a visão. Mas a paixão cega não os deixa ver que entraram num labirinto e não conseguem sair. Perderam o fio que os levaria de volta ao portão de saída, o mesmo que os permitiu entrar. Só a compreensão de atos demagógicos, de governos demagógicos poderia livrá-los de tantas penas. Lamento, irmãos. Lamento muito pela rica Argentina. Lembro-me de uma resposta dada por um argentino, quando disse que na Argentina eles não tinham miséria. Tinham pobres, sim, mas não tinham miseráveis. Não tardará que a miséria lhes bata a porta. Governos insanos levam insanidade ao país. Um cego não pode ser guia de outro cego, pois ambos cairão no precipício.

  • francisco

    Precisam,também, medir a inflação real no Brasil…

  • Adilio Belmonte

    Essa mulher está para a Argentina assim como Hugo Chaves está para a Venezuela , ambos são ditadores eleitos, perigosos para o destino da América do Sul.

  • Jonas

    Seu comentário inclui ofensa e não será publicado.

  • ademar filho

    Primeiro comentário = Tenho a mesma opinião do Tuco.

    Segundo comentário = a Argentina pelos idos dos anos 40 e 50 foi a maior nação industrializada da América Latina. Tenho amigos argentinos que dizem que após Juan Peron, e as garantias trabalhistas em escala absurda, a Argentina traçõu uma rota descendente.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    Meu apoio ao governo de Cristina Kischner é pela democracia contra a defesa da Ditadura do Clarin.
    O Clarin nunca e jamais representará a Liberdade de Imprensa.
    Vamos debater a Lei dos Meios da Argentina e nunca demonizar o que ainda não foi debatido pela nossa imprensa desconhecemos.
    Abração
    Pedro Luiz

  • veiaco

    A Galtieri de Saias, quase Chaves promove democraticamente essas pérolas:
    “Arrepentimiento público de un miembro de la clase media
    Por Ricardo Talesnik DRAMATURGO
    Tener una propiedad, priorizar la familia o sentir inseguridad son “equivocaciones”: la “correcta interpretación política” nos liberará de ellas.
    fonte; Clarin
    A Argentina corre apressada para o Chavismo, grandes empresas estão abandonando a Argentina.

  • Alex Mamed

    Pedro Luiz Moreira Lima – 26/09/2012 às 23:32
    .
    O Pedro deve andar fumando alguma coisa vencida. Leis dos Meios? Tá… por aqui isso tem outro nome: CENSURA, que nossa Constituição veda expressamente.
    .
    Vocês nunca conseguirão passar isso. Podem espernear, mas o preço da democracia é a liberdade com a eterna vigilância. Jamais permitiremos que vocês usem nossa democracia, para minar a democracia, que alguns verdadeiramente sucumbiram para que posssamos fruí-la.
    .
    Quem defende a tal de Lei de meios são exatamente os mentirosos que pegaram em armas para tentar implantar o socialismo (hoje bolivarianismo, seja lá o que isso signifique) e mentem abertamente que lutaram pela democracia.
    .
    Se na marra não vão conseguir a tal Lei dos Meios, democraticamente é que não conseguirão.
    .
    Podem vir: por aqui não passarão.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigos:
    Não se deve responder com o fígado – peço ao Setti retirar minha resposta anterior.
    Setti: quando tipos como Alex entram,passam a dominar pelas grossuras e acusações gratuitas.
    Respeito aos contrários sempre foi norma do deu blogue.
    Pedro Luiz