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Locomotiva da brasileira ALL: contencioso das empresas do Brasil com o governo de Cristina Kirchner é grande (Foto: ALL)

Como se sabe, o governo da presidente Cristina Kirchner anunciou dias atrás a rescisão — sem nenhuma indenização — dos contratos de concessão de duas ferrovias operadas pela empresa brasileira América Latina Logística (ALL), alegando “falta grave de cumprimento” dos contratos firmados quando da privatização das vias férreas do país, nos anos 90.

Para quem ainda acredita na viabilidade do Mercosul mesmo com o seguido comportamento hostil adotado pelo principal parceiro do Brasil no bloco em relação aos interesses e aos investimentos brasileiros — seguidas caneladas, quase sempre sem resposta à altura –, é interessante ver o levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre alguns dos principais problemas causados pelo governo de Cristina a empresas brasileiras na Argentina.

Não é de estranhar que haja, no momento, um começo de debandada dos investimentos brasileiros no país vizinho.

Confira:

As empresas brasileiras acumulam uma longa lista de conflitos e problemas com o governo Kirchner e seus aliados nos últimos dez anos.

A Petrobras, que adquiriu a [holding do setor de petróleo] Pérez Companc em 2002, sofreu pressões da Casa Rosada e dos governos provinciais.

Com a intensificação dos problemas, iniciou há dois anos a venda de parte dos ativos no país.

Entre 2005 e 2008 a [indústria de cerveja e refrigerantes] Ambev teve problemas com o sindicato dos caminhoneiros, que, respaldado pelo governo Kirchner, fez piquetes nas fábricas da companhia.

No início deste ano, a [mineradora] Vale decidiu suspender seu investimento de quase 9 bilhões de dólares em Mendoza, para produção de potássio.

Outra empresa que teve de enfrentar a intervenção do governo Kirchner na economia foi o frigorífico JBS, que sofreu restrições para as exportações de carne bovina.

Casos semelhantes ocorreram com a Alpargatas [setor de calçados, incluindo as sandálias Havaianas, entre outras atividades] e a Deca [metais e equipamentos para banheiros].

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14 Comentários

Camilo Castro em 14 de junho de 2013

Luiz: Não sei se estas fugindo da realidade, pelo menos da verdade relativa que estou provendo-lhe, ou não consegues manter uma troca de ideias com sustento. Quando me refiro aos "abutres" me refiro a empresas usureiras do sistema financeiro. Eles pagam para jornalistas argentinos, fazer lobby contra os interesses da nação Argentina e em favor de interesses inaceitáveis até para a corte de justiça de Nova Iorque, aonde pleiteiam judicialmente o estado Argentino e os fundos abutres. Então fundos abutres são empresas que tem como único fim explorar financeiramente e de forma vil, as nações colonizadas pelo livre mercado. Não e o caso do Carlos Slim e a Chevron, mas se eles destratam os contratos vigentes com o estado Argentino a lei terá que ser aplicada. Assim como nos EEUU, Inglaterra, etc. também é aplicada a lei. Não todas as empresas que anunciam no Clarin, La Nación, pagina 12, etc. são abutres. Mas lhe garanto que muitos médios defendem estas empresas mediante remuneração. Não estas refutando minhas colocações, só estas fazendo perguntas é desacreditando minhas colocações sem argumentar. Enquanto ao livre arbítrio: Sua visão da ditadura argentina pode ser tão espúria para que voçe entenda por livre arbítrio de um povo, ser vitima de uma ditadura perpetrada por nações colonialistas e médios corruptos que assassinou 40.000 pessoas para saquear e endividar a nação????. Quer dizer que se alguem entra na sua casa e tortura sua família para voçe passar a casa no nome dos torturadores, voçe esta exercendo o livre arbítrio entregando sua propriedade?????. Depois um vizinho lhe diria: - Não reclame voçe exerceu o livre arbítrio, e este aceitaria os novos vizinhos torturadores numa boa. ABSURDO!!!!!! Abraço.

Luiz Pereira em 13 de junho de 2013

Camilo, Se as empresas que anunciam no Clarin e La Nacion, são abutres, não sei dizer. O Slim e a Chevron anunciam? São abutres? Sob que prisma? Por serem abutres, podem ter seus bens expropriados? Se anunciam, não é porque os abutres estão de acordo com as leis do país? Quanto ao arbítrio, durante a guerra havia uma ditadura - arbítrio. abs

Camilo Castrro em 13 de junho de 2013

Luiz: Concordo em parte, é uma boa colocação. Mas se analisamos a quem pertencem a maioria dos médios hoje na Argentina vamos nos deparar com que o 90% pertencem a privados e que todos respondem aos mesmos interesses econômicos corporativos. Não acho ruim que a imprensa se diversifique. So assim podemos escutar vários sinos. Pagina 12 , para mim e mais um jornal tão dependente como la nacion, clarin e outros. Não entendo porque clarin pode ser pago pelos fundos abutres, empresas caloteiras, por máfias de trata de pessoas, etc. e os outros jornais não podem ser pagos. Voçe acha que o governo argentino tem mais força que os médios de comunicação e as corporações? Na Alemanha, EEUU, e outros países também existe esta lei, e não é criticada. Não entendi aquilo de "estavam, todos, impedidos pelo arbítrio. Abraço

Luiz Pereira em 12 de junho de 2013

Camilo, Meu caro, hj os K, La Campora, etc., compram a maior parte da imprensa, e tudo continua como antes. Não é que o Clarin e outros não dissessem a verdade - eles estavam, todos, impedidos pelo arbítrio. Hoje, o Pagina 12 e outros, têm seu preço. Pago pelo governo. Concorda? abs

Camilo Castro em 12 de junho de 2013

Luiz: tu acabou de dar um exemplo extremamente claro de como atua a imprensa. Aquele "estamos ganando" ficou na historia argentina e quem mentia foram o governo golpista assassino junto com seus sócios Clarin e outros, que tomaram papel prensa pela força da tortura. Então a sociedade foi assim: O governo golpista dava papel prensa quase na faixa e o grupo clarin e outos sócios SIP mentiam em favor destes assassinos golpistas. O povo ignorante saia as ruas para festejar, pois leiam clarin todas as manhas e acreditavam cada virgula como tu acreditas hoje cada virgula que a imprensa monopolista lhe informa. Sua comparação pode servir perfeitamente para suas opiniões, ou seja: hoje uma boa parte do povo argentino não é tão fácil de enganar, não mais. Mas voçe repete como papagaio cada noticia mentirosa sem sequer duvidar ou analisar e acaba defendendo aos que destroem nossos países. Estas atuando irracionalmente igualzinho aos argentinos no ano 1982. É uma pena que voçe não comente nada do PBI, das reservas, do que lhe contei da empresa papel prensa, do vídeo que lhe recomendei da ALL. Para pelo menos ter uma conversa sem "ismos" e vazada na realidade nossa de cada dia e não na realidade da imprensa que defende empresas sucateiras incompetentes que maltratam nossos paises. Luiz lhe repito que tem verdades que não tem muitos nuances. O vídeo que lhe recomendei sobre ALL e uma verdade sem nuances. Tu achas que o vídeo falta com a verdade? Luiz como tu falou antes, fica com quem voçe escolheu para que lhe informe suas verdades. Com certeza tu es uma exelente pessoa e não tens a culpa de que lhe enganem tanto. abração, muita sorte.

Luiz Pereira em 11 de junho de 2013

Camilo Castro, buenas noches, Ainda bem que vc não me desapontou! Acho graça nos seus números, nas suas ponderações. Apenas isso. Amigos argentinos, de minha idade, e que foram convocados para lutar nas Falklands, me diziam que todo mundo por aí achava que estava ganhando a guerra. Todo dia iam apedrejar um relógio doado pelos ingleses há muito tempo atrás (não sei se isso é fato, me contavam isso). E tome de acharem que estavam ganhando. Até o dia em que - surpresa!, veio a rendição. É isso que acontece com vc e vários compatriotas. Contra toda a realidade, vcs veem outra coisa. Acham que podem dar calote nos títulos emitidos pelo governo argentino e que ficará tudo bem. Acham que podem mascarar a inflação e que ficará tudo bem. Acham que podem que podem tratar mal investidores externos e que ficará tudo bem (se o Slim investe mesmo por aí, coitado, no momento em que precisarem de um bode expiatório graúdo, a hora dele chega). Como diz o Setti, se informe melhor. abs

Camilo Castro em 11 de junho de 2013

Luiz Pereira: Se queres escutar boas milongas lhe recomendo um grupo oriundo da cidade de La Plata chamado LA GUARDIA HEREJE. Eles tocam exelentes milongas. Agora, se tu me chamou de milonguero utilizando o termo como pejorativo ao igual que a imprensa "livre" brasileira faz cada vez que se refere ao governo argentino, vou achar que no tens argumentos para responder minhas colocações e partes para as chacotas e pejorativos como o faz a maioria da imprensa que oculta as informações que postei. Abraço, tchan tchan.

Camilo Castro em 11 de junho de 2013

Vejam como ALL atua no Brasil e na Argentina. Procurem no youtube: (descaso da empresa ALL). Nenhum pais serio permite este tipo de acionar de empresas que tem concessão de recursos estratégicos. Imaginem uma empresa fazendo este desastre nos EEUU, França, Japão, Inglaterra, etc. Impossível!!!!. A gente, os latino-americanos, temos que ficar de cabeça baixa e deixar correr o sucateamento e o abandono dos nossos recursos estratégicos?. Petrobras, Ambev, Vale, JBS, Alpargatas, e qualquer empresa do mundo ,incluindo as argentinas, tem que honrar seus compromissos e cumprir com as leis vigentes de cada nação. Se no primeiro mundo é assim, porque aqui tem de ser diferente? A Argentina desde o ano 2003 aumentou seu PIB em 99.1% , aumentou 600% suas reservas e paga sua divida externa tomando medidas DEMOCRATICAS E CONSTITUCIONAIS como esta. Os investimentos estrangeiros aumentaram na argentina no ano 2012 um 27% com relação ao ano 2011. Estes dados são da ONU e consultorias privadas para quem quiser comprovar. Se a Argentina maltrataria tanto os investidores estrangeiros , Carlos Slim, Chevron, Itau Unibanco, (por nomear só alguns) não teriam investido no pais como investiram. O que o governo fez não é um ataque ao Brasil nem ao Mercosul, é um exemplo de DIGNIDADE para o bloco e é o que EEUU, Japão, Inglaterra, etc teriam feito e já fizeram. Paremos com esse complexo de vira-latas e cuidemos nossas nações. Querer criticar o Mercosul todo porque um pais sócio protege seus recursos estratégicos de empresas incompetentes, é o mesmo que criticar o Tafarel por ter defendido pênaltis na copa. Hahaha, desculpem pelo exemplo tão bobo. Na matéria falta informação explicando o porque estas empresas tiveram "problemas" na Argentina. Todos os membros do Mercosul vem crescendo desde sua criação, isto é fato e não da para negar. DIVIDE ET IMPERA, é uma boa frase para culminar meu comentário. Abraços, desculpem o portunhol.

paolo em 11 de junho de 2013

para mim o brasil é um país de bunda-moles,tnto os governantes como seu povo,pois qualquer paisinho faz do brasil e com o brasil aquilo que bem entender. É como diz o ditado:tamanho não é documento.

Indignado em 11 de junho de 2013

Ah, sim, mas o governo brasileiro "fala grosso" com os americanos...

Luiz Pereira em 10 de junho de 2013

Setti, boa noite, Esperemos o milongueiro Camilo Castro aparecer por aqui, fazendo das suas, hehehe. abs

Andre M. Andrade Jr em 10 de junho de 2013

Entendo sua irritação e sua indignação, caro Andre, mas não posso publicar ofensas. Criticar, sim. Ofender, não.

Paulo em 10 de junho de 2013

No caso da ALL, se ela prestava lá os serviços com a mesma "qualidade" que presta aqui, eu acho que a hermana está certa.

Bruno Sampaio em 10 de junho de 2013

Não é por ser mulher que Dilma não pode botar o p.. na mesa de vez em quando, não é mesmo? Até quando o governo brasileiro vai deixar esta louca de hospício fazer o que quer? Quem tem governos "amigos" assim não precisa de inimigos.

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