As lágrimas de crocodilo dos dois jornalões argentinos pela morte de Kirchner

As lágrimas de crocodilo que La Nación e Clarín estão derramando em seus editoriais sobre a morte do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) podem ser explicadas como agrado à viúva, a presidente Cristina Fernández de Kirchner, que tem feito de tudo para calar a boca dos dois jornalões, críticos a seu governo.

De verdadeiro, sem dúvida, nos editoriais está a afirmação do Clarín segundo a qual o maior desafio de Cristina, agora — além de superar a perda pessoal –, será aprender a governar sem a sombra do marido. Apesar de política experiente, como ex-deputada e ex-senadora pela província natal do marido, Santa Cruz, na Patagônia, e de ex-senadora pela província de Buenos Aires, Cristina não dava um passo sem a chancela do marido.

Leia mais sobre as lágrimas de crocodilo e as tentativas de Cristina de calar os dois grupos de mídia aqui. E se quiser ver post anterior meu, sobre o projeto autoritário do casal, confira aqui.

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13 Comentários

  • José Geraldo Coelho

    Desdemona deve estar vibrando com a ocasião. A única que deve estar chorando de verdade é a presidenTA. Como é que vai ser agora. Quem vai governar os milongueros prá ela.

  • jefferson

    Toda mulher na politica ou é tachada como “a sombra do marido” ou “marionete” do lider.
    A culpa?
    Das proprias mulheres que ecoam essas besteiras!

  • Celina

    Eu nao chamaria de lágrimas de crocodilo, mas demanda dos leitores. Todas as ediços de hoje estao esgotadas. Recomendo leitura hoje das colunas de Jorge Lanata e Joaquín Morales Solá em La Nación, que sao bastante críticas.

  • jefferson

    A Vania é o exemplo acabado das mulheres que ecoam essas ideias infames. Como que uma senhora de sessenta anos vai descuidar da tinta no cabelo? Uma ideia tosca que não é cobrada dos homens.
    Terminar com um “over” é o jeito meigo de se dizer “antenada” e “moderna”.

  • João

    Segundo a jornalista Syvlina Walger, os Kirchner eram apenas cúmplices. A fortuna deles aumentou em 710% depois que chegaram ao poder: 19 casas, 14 apartamentos. E tem o caso dos 500 milhões de dólares que ‘ desapareceu” da Provincia de Santa Fé. Alguma semelhança com o que ocorre no Brasil?

  • jefferson

    È impressionante como as pessoas não suportam conviver com criticas democráticas vomitam amor e fé na liberdade de imprensa. Conversam entre si apenas com pessoas que tem exatamente as mesmas ideias e acham isso o supra sumo do dialogo.
    Não preciso de ajuda de ninguem para responder a outra pessoa…tenho opiniões e vejo contradições nas suas e vida é assim.
    Quem acredita em livre mercado ou socialismo não difere em nada de alguns cristãos que descobrem uma coisa que a seu ver é maravilhosa e tentam converter os infieis.
    O tatica é a mesma…os argumentos então!
    Como voce não pode acreditar nisso?
    Veja os beneficios disso?
    Fora disso não há salvação!
    Depois eu que sou fanático! Me poupe!

  • BETHS

    E o pior é que não vai adiantar nada a ‘puxação’ de saco, porque Cristina, rancorosa como é, não vai dar a menor bola.

    Sr.Jefferson (28/10/2010 às 15:49),
    Não é verdade que “Toda mulher na politica ou é tachada como “a sombra do marido” ou “marionete” do lider”, ninguém nunca disse isso de Margareth Tatcher, de Michelle Bachelet, de Angela Merkel, de Indira Gandhi, de Golda Meir. Não é o fato de ser mulher que permite colocar todas essas pessoas juntas na mesma categoria de Cristinas e Dilmas, há muito mais diferenças entre elas do que semelhanças. Tenha a santa paciência!

  • jefferson

    Como não sou uma pessoa acabada (sic) resolvi procurar no dicionario o significado da palavra caudilho. Entendi como esse termo é mal empregado aqui, poderia ser empregado a Chavez não a Cristina.
    Acredito que os leitores desse blog e o Setti não leram meu 1º post. Se tivessem lido não encontraria uma virgula de apoio a gestão ao casal de “caudilhos” da argentina.
    Fiz uma critica a um preconceito arraigado na sociedade e que infelizmente as mulheres ecoam como um bumerangue.

  • jefferson

    Setti voce deve saber que a OMC deu o direito do governo brasileiro de retaliar os Estados Unidos por praticas comerciais que ferem nossos interesses (algodão e suco de laranja).
    Devo por isso abominar o governo dos estados unidos? O Brasil deve partir para o conflito?
    Ou o nacionalismo só serve para os vizinhos?

    Caro Jefferson, não se trata de nacionalismo. Se trata de defender interesses do país. E retaliações no âmbito da OMC fazem perfeitamente parte do jogo democrático. Não há problema algum nisso, já ocorreu antes.

    Um abração

  • jefferson

    Beth em relação a “ninguem” contestar a liderança dessa mulheres é uma afirmação sem base real.
    Golda Meir e Margareth Thacher contruiram uma liderança com caracteristicas quase masculinas para que não passassem uma imagem de sexo fragil. Denis Thacher que o diga. Isso em plena decada de 70. Ja li a biografia de Indira Gandhi (recomendo)e sei que ela foi contestada por diversos fatores e sofreu muito para se impor. Indira foi taxada apenas a filha de Jawaral Neruh, chamada de feia, gorda e outras caricias que vc disse não existir. Michele e Angela foram criticadas também por adversarios que julgam a forma e não o conteudo.
    Pena que mulheres, homossexuais e negros façam criticas bumerangue. A paciencia é o que faz com que eu pense e pesquise antes de responder.

  • maria mello

    Ele é um debochado!

  • JT

    A única coisa realmente democrática é a morte – ela vem para todo mundo.
    Algumas lágrimas de crocodilo também caíram por aqui, com o passamento do Senador Romeu Tuma, que ironicamente perdeu em destaque na mídia popular para a morte do polvo adivinho da Alemanha, ocorrida no mesmo dia.
    Sem fazer juízo de valor sobre sua carreira política, penso que Nestor Kirchner morreu jovem: ele nasceu em 1950! Meu pai é de 1947 e não passa pela minha cabeça ficar sem seus conselhos tão cedo.
    Lembro de ter visitado a Argentina de carro. Éramos crianças e meu pai foi dirigindo. Rodamos mais de 1500km para atravessar a fronteira.
    Só visitando o país para sentir a alma dos argentinos. Parece que eles carregam um “karma” que os fazem chorar por seus grandes líderes, no tango e na política, fazendo deles eternos nostálgicos, feito os portugueses esperando a volta de São Sebastião.

  • Luiz Pereira

    Ricardo, boa noite,

    Dilma disse que, caso eleita, jamais se afastará de Lula.
    Vc acha que Lula e Dilma poderão ser o nosso casal K?
    Particularmente acho muito improvável. Se ela pegou mesmo em armas, qdo pegar a caneta presidencial vai ver que se trata de uma bazuca que nào se divide com ninguém.

    Sds.,
    Luiz Pereira

    Caro Luiz,
    Acho que, neste particular, Dilma vai surpreender.

    Abraços