As lágrimas de crocodilo que La Nación e Clarín estão derramando em seus editoriais sobre a morte do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) podem ser explicadas como agrado à viúva, a presidente Cristina Fernández de Kirchner, que tem feito de tudo para calar a boca dos dois jornalões, críticos a seu governo.

De verdadeiro, sem dúvida, nos editoriais está a afirmação do Clarín segundo a qual o maior desafio de Cristina, agora — além de superar a perda pessoal –, será aprender a governar sem a sombra do marido. Apesar de política experiente, como ex-deputada e ex-senadora pela província natal do marido, Santa Cruz, na Patagônia, e de ex-senadora pela província de Buenos Aires, Cristina não dava um passo sem a chancela do marido.

Leia mais sobre as lágrimas de crocodilo e as tentativas de Cristina de calar os dois grupos de mídia aqui. E se quiser ver post anterior meu, sobre o projeto autoritário do casal, confira aqui.

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13 Comentários

Luiz Pereira em 30 de outubro de 2010

Ricardo, boa noite, Dilma disse que, caso eleita, jamais se afastará de Lula. Vc acha que Lula e Dilma poderão ser o nosso casal K? Particularmente acho muito improvável. Se ela pegou mesmo em armas, qdo pegar a caneta presidencial vai ver que se trata de uma bazuca que nào se divide com ninguém. Sds., Luiz Pereira Caro Luiz, Acho que, neste particular, Dilma vai surpreender. Abraços

JT em 29 de outubro de 2010

A única coisa realmente democrática é a morte - ela vem para todo mundo. Algumas lágrimas de crocodilo também caíram por aqui, com o passamento do Senador Romeu Tuma, que ironicamente perdeu em destaque na mídia popular para a morte do polvo adivinho da Alemanha, ocorrida no mesmo dia. Sem fazer juízo de valor sobre sua carreira política, penso que Nestor Kirchner morreu jovem: ele nasceu em 1950! Meu pai é de 1947 e não passa pela minha cabeça ficar sem seus conselhos tão cedo. Lembro de ter visitado a Argentina de carro. Éramos crianças e meu pai foi dirigindo. Rodamos mais de 1500km para atravessar a fronteira. Só visitando o país para sentir a alma dos argentinos. Parece que eles carregam um "karma" que os fazem chorar por seus grandes líderes, no tango e na política, fazendo deles eternos nostálgicos, feito os portugueses esperando a volta de São Sebastião.

maria mello em 29 de outubro de 2010

Ele é um debochado!

jefferson em 29 de outubro de 2010

Beth em relação a "ninguem" contestar a liderança dessa mulheres é uma afirmação sem base real. Golda Meir e Margareth Thacher contruiram uma liderança com caracteristicas quase masculinas para que não passassem uma imagem de sexo fragil. Denis Thacher que o diga. Isso em plena decada de 70. Ja li a biografia de Indira Gandhi (recomendo)e sei que ela foi contestada por diversos fatores e sofreu muito para se impor. Indira foi taxada apenas a filha de Jawaral Neruh, chamada de feia, gorda e outras caricias que vc disse não existir. Michele e Angela foram criticadas também por adversarios que julgam a forma e não o conteudo. Pena que mulheres, homossexuais e negros façam criticas bumerangue. A paciencia é o que faz com que eu pense e pesquise antes de responder.

jefferson em 29 de outubro de 2010

Setti voce deve saber que a OMC deu o direito do governo brasileiro de retaliar os Estados Unidos por praticas comerciais que ferem nossos interesses (algodão e suco de laranja). Devo por isso abominar o governo dos estados unidos? O Brasil deve partir para o conflito? Ou o nacionalismo só serve para os vizinhos? Caro Jefferson, não se trata de nacionalismo. Se trata de defender interesses do país. E retaliações no âmbito da OMC fazem perfeitamente parte do jogo democrático. Não há problema algum nisso, já ocorreu antes. Um abração

jefferson em 29 de outubro de 2010

Como não sou uma pessoa acabada (sic) resolvi procurar no dicionario o significado da palavra caudilho. Entendi como esse termo é mal empregado aqui, poderia ser empregado a Chavez não a Cristina. Acredito que os leitores desse blog e o Setti não leram meu 1º post. Se tivessem lido não encontraria uma virgula de apoio a gestão ao casal de "caudilhos" da argentina. Fiz uma critica a um preconceito arraigado na sociedade e que infelizmente as mulheres ecoam como um bumerangue.

BETHS em 29 de outubro de 2010

E o pior é que não vai adiantar nada a 'puxação' de saco, porque Cristina, rancorosa como é, não vai dar a menor bola. Sr.Jefferson (28/10/2010 às 15:49), Não é verdade que "Toda mulher na politica ou é tachada como “a sombra do marido” ou “marionete” do lider", ninguém nunca disse isso de Margareth Tatcher, de Michelle Bachelet, de Angela Merkel, de Indira Gandhi, de Golda Meir. Não é o fato de ser mulher que permite colocar todas essas pessoas juntas na mesma categoria de Cristinas e Dilmas, há muito mais diferenças entre elas do que semelhanças. Tenha a santa paciência!

jefferson em 29 de outubro de 2010

È impressionante como as pessoas não suportam conviver com criticas democráticas vomitam amor e fé na liberdade de imprensa. Conversam entre si apenas com pessoas que tem exatamente as mesmas ideias e acham isso o supra sumo do dialogo. Não preciso de ajuda de ninguem para responder a outra pessoa...tenho opiniões e vejo contradições nas suas e vida é assim. Quem acredita em livre mercado ou socialismo não difere em nada de alguns cristãos que descobrem uma coisa que a seu ver é maravilhosa e tentam converter os infieis. O tatica é a mesma...os argumentos então! Como voce não pode acreditar nisso? Veja os beneficios disso? Fora disso não há salvação! Depois eu que sou fanático! Me poupe!

João em 28 de outubro de 2010

Segundo a jornalista Syvlina Walger, os Kirchner eram apenas cúmplices. A fortuna deles aumentou em 710% depois que chegaram ao poder: 19 casas, 14 apartamentos. E tem o caso dos 500 milhões de dólares que ' desapareceu'' da Provincia de Santa Fé. Alguma semelhança com o que ocorre no Brasil?

jefferson em 28 de outubro de 2010

A Vania é o exemplo acabado das mulheres que ecoam essas ideias infames. Como que uma senhora de sessenta anos vai descuidar da tinta no cabelo? Uma ideia tosca que não é cobrada dos homens. Terminar com um "over" é o jeito meigo de se dizer "antenada" e "moderna".

Celina em 28 de outubro de 2010

Eu nao chamaria de lágrimas de crocodilo, mas demanda dos leitores. Todas as ediços de hoje estao esgotadas. Recomendo leitura hoje das colunas de Jorge Lanata e Joaquín Morales Solá em La Nación, que sao bastante críticas.

jefferson em 28 de outubro de 2010

Toda mulher na politica ou é tachada como "a sombra do marido" ou "marionete" do lider. A culpa? Das proprias mulheres que ecoam essas besteiras!

José Geraldo Coelho em 28 de outubro de 2010

Desdemona deve estar vibrando com a ocasião. A única que deve estar chorando de verdade é a presidenTA. Como é que vai ser agora. Quem vai governar os milongueros prá ela.

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