As 512 páginas de Decision Points, o livro de memórias altamente seletivas que o ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009) acaba de publicar, contém 4 referências ao coronel-presidente venezuelano Hugo Chávez, três aos irmãos-ditadores Castro, de Cuba, duas ao ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, sólido aliado dos Estados Unidos na América Latin — e nenhuma ao presidente Lula.

O fato dá a dimensão exata da falta de conteúdo da relação festiva, mas, como se vê até pelo livro de Bush, vazia de significado ou de realizões que Brasil e EUA mativeram nos seis anos em que conviveram no poder o ultraconservador americano e o “progressista” brasileiro.

Curiosamente, Lula se dizia “grande amigo” de Bush, mas, com o republicano Bush fora da Casa Branca,  a política externa brasileira tem como espécie de alvo preferencial assestar sucessivas caneladas no governo mais aberto para o mundo e mais tolerante do presidente democrata Barack Obama.

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Jaime Balbino em 08 de dezembro de 2012

Vá passear, Jaime. Quem audita "isso" é o Instituto Verificador de Circulação, o órgão sério e independente responsável pelos números corretos da revista. Se você não gosta da revista e do blog, não precisa voltar mais.

Geraldo Tato em 16 de novembro de 2010

Ao invés de comentar o livro, tem que arrumar picuinha com o Lula. aff Por isso a Veja é irrelevante nos dias de hoje. Não noticia o fato, cria uma picuinha. Você acha a revista irrelevante? Mais de um milhão de assinantes parece discordara de você. Quanto ao blog, não faço picuinha, noticio fatos e os comento.

carlos nascimento em 15 de novembro de 2010

A história costuma ser cruel com biografias de "barro", bush, sarney, collor, já sabem como serão lembrados, mesmo antes de morrerem, o molusco ainda delira, quando passar a febre e cair na real, tomará consciência do quanto foi inútil, saberá que Estadistas fazem HISTÓRIA, farsantes fazem apenas estórias que servirão de piadas nas mesas dos bares e restaurantes. O cara será conhecido como o "cara" de pau embusteiro

André Costa em 13 de novembro de 2010

Olha Setti, G.W. Bush não tem nada a ver com Lula, não existe nenhuma afinidade e nenhuma animosidade. São pessoas completamente diferentes e que se ignoram mutuamente. Além disso, o Brasil não apoiou os EUA num dos momentos mais traumáticos para o povo americano. Não houve nenhum acordo ou avanço nas relações comerciais, culturais, militares, etc, quando ambos eram presidentes. Não tem motivo para Bush citar Lula, e também não teria motivo para Lula, se soubesse escrever, citar Bush.

luiz antonio - rj em 13 de novembro de 2010

O PNDH3 entrou em vigor na sua moderação.Censurando "macaco" e "cachaça. Estou fora!

luiz antonio - rj em 13 de novembro de 2010

Lula era apenas uma figura exótica, dotipo "**** que fala e anda bem vestido". Morrerá esmagado por sua insignificância quando cair em sí. O **** da coret vai é acabar nos botecos de SBC, pagando a ***** prus cumpanhero de copo.

Lilian Sun em 13 de novembro de 2010

Humor: Bush Seeks Lula's Advice http://www.youtube.com/watch?v=EenlzG6QYWc

caioblinder em 12 de novembro de 2010

Grande Setti, lá pelas tantas no livro, o Bush saúda as democracias multiétnicas (sic) da India, Indonésia, Brasil e Chile. Decifre, abração, Caio É... Obrigado, amigo Caio, pelo prestígio da leitura. Estou com problemas de conexão em Brasília, onde me encontro, com vários posts na fila de espera... Abração

Wilson Alves em 12 de novembro de 2010

Ricardo Setti... A verdade só tem valor se for contada na íntegra, portanto, vamos aos fatos. Jorge W. Bush ex-presidente republicano e conservador, nas 512 páginas de sua autobiografia, não cita o progressista de esquerda Lula da Silva, muito embora este o tenha chamado até de amigo. Na realidade isso é muito natural haja vista que o presidente Lula jamais se alinhou à política de Washington, muito pelo contrário assumiu liderança regional fortalecendo o Unasul. Outra coisa importante é mencionar que Lula pratica a política de boa convivência com todos os povos, que foi tão amigo de Jorge Bush quanto de Mahmoud Ahmadinejad. Por outro lado, o democrata Bill Clinton em 952 páginas do seu também autobiográfico livro jamais cita o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, muito embora o tucano sempre se jactasse de sua amizade com o norte americano e fizesse um governo submisso aos interesses Estadunidense.

Frederico Hochreiter/BH em 12 de novembro de 2010

Prometi que não comentaria mais coisas ligadas à politica. Mas essa merece. Não chega a ser uma "schadenfreude" (imagino que você conheça a expressão). Mas chega muito perto disso, quando se constata que o "companheiro Bush" era tudo menos companheiro.

Olívio em 12 de novembro de 2010

Bush não foi um bom presidente, isso é óbvio...

jefferson em 12 de novembro de 2010

Sorte do Lula!

Adivaldo em 12 de novembro de 2010

Como não poderia deixar de ser, a figura que Lula representa aqui no Brasil, amparada por indices turbinados de aprovação questionáveis, lá fora não passa de fanfarronice, uma perda de tempo, e não de um líder de uma nação emergente, alguém que nos representasse com respeito. No entanto, se um aliado internacional que aparentemente lhe dava ouvidos, mostra hoje que não mereceu uma linha em suas lembranças, de bom ou de ruim. Essa é a grande vitória dos 44 milhões, ver Lula cair no esquecimento.

Reynaldo-BH em 12 de novembro de 2010

1 - Lula já iniciou o caminho HISTÓRICO que tem como destino: o esquecimento internacional. (Lech Walesa, operário como Lula, "novidade" a ser exibida nos círculos intelectuais do mundo, como Lula, já só nota de roda-pé da História). 2 - Alguém, como Bush (que para o bem ou para o mal) que faz parte da história do mundo, só poderia ser minorizado caso se auto-intitulasse "amigo de Lula". 3 - Obviamente Lula JAMAIS será chamado a opinar sobre crises mundiais por dirigentes de outros países, após ir morar em São Bernardo. Mais um motivo de aumento da inveja patológica que sente de FHC. 4 - Nos livros de memória de Chavez, Armadinejah e de Fidel, certamente haverá um capítulo dedicado a Lula. Sem bem que não sei se existirão estas biografias, e se houverem, se terão leitores. 5 - E me parece coerente esta pretendida (por Lula e agora desmascarada!) amizade com Bush, ao invés de com Obama. Ninguém pode negar que Bush é mais próximo da "ideologia" autoritária que Lula tanto admira. Mesmo em outro "campo". Pouco importa. Afinal Lula apoia ditadores de esquerda (os Castro!), populistas de hospício (Chavez!), índios enlouquecidos (Evo) e loucos teocráticos (Armadinejah). Além de Kadafi, etc. São, ideologicamente, tão distantes quanto Lula de João Paulo II, em termos éticos. Por que não apoiaria um Bush? O inverso é que mostrou-se falso. Afinal Bush é um pouco mais inteligente e culto que Lula. O que não quer dizer muita coisa...

bruxa velha em 12 de novembro de 2010

Apenas mais uma das inumeras quebras narcisicas que o presidente sofrera. Bem colocado:"_falta de conteúdo da relação festiva, mas, como se vê até pelo livro de Bush, vazia de significado ou de realizões que Brasil e EUA mativeram nos seis anos em que conviveram ". Ele vai comecar a compreender que nao passava do bobo da corte para os paises mais evoluidos.

bereta em 12 de novembro de 2010

É bíblico. Quando fores a uma festa, não ocupa os primeiros lugares. Cuida de ficar nas últimas fileiras. Se fores importante, o dono da casa há de te chamar e aí sim, com grande honra serás exaltado perante os demais. Para que não ocorra que ao te dares valor excessivo usando os primeiros lugares, chegue alguém mais importante que tu, e o dono da festa te convide a ceder teu lugar ao que veio após ti. Pena que o lula não leia. Leitura lhe dá azia. Outras "importâncias" tomaram o lugar que ele imaginou ser seu. Bíblia não é só religião. É também cultura e educação.

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