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O aeroporto de Tenzing-Hillary, em Lukla, no Nepal: pensou em um problema, ele tem (Foto: K. S. Ngon)

É de arrepiar esse material, que mistura vídeos reais com animação e imagens de simuladores de voo. Os pilotos internacionais podem divergir em um ou outro caso, mas veja quais são os aeroportos geralmente considerados mais perigosos do mundo, e por quê.

O vídeo é em inglês, mas resumo aqui os problemas de cada um, pela ordem de aparição — os mais perigosos ficam para o fim:

Lindbergh Field, San Diego, Califórnia, EUA: a cidade cresceu em volta do aeroporto original, obrigando os pilotos a manobrarem em meio a um paliteiro de prédios, sem contar o enorme edifício-estacionamento do próprio aeroporto.

Aeroporto de Funchal, Ilha da Madeira, Portugal: um espanto — o terreno é tão escasso que foi preciso esticar a pista do aeroporto, sobre pilotis, mar adentro. Não bastasse isso, as montanhas produzem um vento encanado fortíssimo que atrapalha pousos e decolagens.

Eagle County Airport, Vail, Colorado, EUA: é cercado por montanhas, parte das Rochosas, e sua altitude torna menos denso o ar e obriga a um acionamento específico de turbinas tanto na decolagem como na aterrissagem.

Courchevel, França: a pista dessa estação de esqui parece uma montanha russa, que fará o avião saltar antes da hora. A previsão do tempo muitas vezes não é precisa.

Kai Tak, Hong Kong, China: espremido em meio a um maciço de prédios, pista curta — de tal forma que, para deixar bem claro quando ela acaba, havia uma parede pintada em xadrez branco e vermelho. Acabou sendo desativado.

Gibraltar, território britânico encravado na Espanha, na entrada do Mediterrâneo: além de ficar justo ao lado do imenso rochedo de Gibraltar, sofre o efeito de ventos fortíssimos, é cercado de prédios altos e a pista, por falta de espaço, atravessa uma rodovia, com semáforo para os automóveis e tudo.

Princess Juliana Airport, Saint Marteen, Antilhas Holandesas: em 1943, a deliciosa ilha, que a Holanda compartilha com a França — com soberania sobre St. Martin, metade do território –, tinha apenas um hotel. Hoje, com a mesma pista de aeroporto, são cerca de 3 mil. Os aviões, para descer, passam a dezenas de metros das cabeças dos frequentadores de uma das praias mais populares.

Saint Barthélemy, Caribe francês: um dos destinos mais caros e exclusivos do mundo continua tendo um aeroporto de pista minúscula, no qual os aviões fazem proezas para não acabar na areia da praia.

Aeropuerto de Toncontin, Tegucigalpa, Honduras: outro de pista curta demais que, além do mais, termina num pedaço de montanha.

Tenzing-Hillary Airport, Lukla, Nepal: encravado na cadeia dos Himalaias, concentra várias dificuldades que fazem o pesadelo de pilotos — do ar rarefeito à quantidade de montanhas ao redor, da propensão a turbulências até problemas de visibilidade e ventos fortes, além de uma pista tão curta que, tomada a decisão de aterrissar, não há retorno possível, pois não há como arremeter o aparelho novamente.

NÃO PERCAM O VÍDEO, VEJAM SÓ:

 

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