O HMS Clyde, barco de guerra britânico que o governo brasileiro impediu de fazer escala no Rio de Janeiro, não é apenas “um navio britânico a caminho das Ilhas Malvinas”, conforme noticiaram jornais e emissoras de TV.

O HMS Clyde, barco-patrulha e, portanto, de dimensões modestas – 1.847 toneladas e apenas 38 tripulantes – carrega um helicóptero de combate, é oficialmente “o vaso de guerra de proteção das Falklands” (denominação britânica para as ilhas, chamadas de Malvinas pelos argentinos) e fica permanentemente fundeado no arquipélago. Confira neste link do site da Royal Navy.

O Brasil impediu a escala por apoiar a reivindicação argentina sobre as Malvinas.

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, “as forças britânicas de dissuasão [na região] compreendem um amplo espectro de instalações e equipamentos em terra, ar e mar que coletivamente mantêm nossa postura defensiva. Temos uma presença permanente no Atlântico Sul, incluindo uma fragata ou destróier, um barco de patrulha, um navio de pesquisas e de logística e um navio-tanque. Também temos 1.076 militares em terra”.

Integram ainda o sistema quatro jatos de combate Eurofighter Typhoon permanentemente estacionados na base aérea de Mount Pleasant, construída após a Guerra das Malvinas (1982), um avião-tanque, um Hércules de transporte de tropas e dois helicópteros de grande porte.

Existe nas ilhas também uma força de voluntários treinados e armados, de número não divulgado.

Recentemente, a Argentina protestou contra a presença, nas águas em torno das ilhas, do destróier HMS York.

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14 Comentários

romulofauaz em 26 de julho de 2014

os estados unidos era colonia da inglaterra

frigidaire parts em 02 de fevereiro de 2011

I THINK i was one of the test subjects, and boy did i like the probing!!!

hoyts cinemas em 31 de janeiro de 2011

I agree, I am living in Canada, and I looove your show and would love to see what you could do for us !!!

queen we will rock you em 27 de janeiro de 2011

Nice one, might come in handy in the near future

Eduardo Velasco em 20 de janeiro de 2011

As Ilhas Falklands pertencem à Inglaterra e ponto final.

Ricardo em 20 de janeiro de 2011

Só completando... O petróleo da malvinas é de baixa qualidade, baixo valor comercial, e portanto não é o motivo da dominação das ilhas pelo "maquiavélico mefistofélico" império britânico... Por favor, vamos ser mais informados sobre o mundo, para não incorrer em besteiras deste calibre... E outra, a Argentina não pode manter nem seu próprio país, que condições tem de agregar mais território?? O Brasil que se cuide, porque se continuar abaixando as calças para seus "hermanos" esquerdistas, daqui a pouco a Bolívia invade o Acre, a Venezuela anexa a Roraima, tudo sob o entusiamado aplauso de Lulla, Dilma, PT e companhia...

Ricardo em 20 de janeiro de 2011

Mais uma atitude tipicamente petista (na verdade, de uma ideologia comunistazinha tacanha)... Não estamos em atrito com a Inglaterra. Mas esse governo, tomado de mágoa por não terem conseguido tomar o Brasil à força na década de 70, continua surpreendendo o mundo... Já não basta os casos da Bolívia (entregar a Petrobrás para o cocaleiro protetor do narcotráfico), Honduras (levar o chapéu do Chavez e apoiar um golpista), Irã (defender um país financiador do terrorismo) e Cuba (sem comentários...), agora mais essa brilhante posição!

Francisco em 19 de janeiro de 2011

Interessantes o post e os comentários. A referência à Trindade, que é também uma ilha longínqua que nunca foi efetivamente ocupada ou explorada pelo Brasil, suscita maiores considerações. Se os inglese renunciaram a ela diante do berreiro de brasileiros e portugueses, por que não fizeram o mesmo com as Malvinas? Há uma diferença pontual que pode explicar o tratamento diferenciado: ao contrário dos portugueses, que são até considerados os mais firmes aliados dos britânicos na história, os espanhóis tiveram muitas pendências com os ingleses. Por outro lado, que eu saiba, os ingleses nunca implicaram com as Galápagos, que além de serem um arquipélago perdido no Pacífico, estão associados à Darwin, um dos maiores cientistas da história. Com as Malvinas deu nesse imbróglio, que virou até questão de honra nacional para ambas as partes envolvidas. Acho que, por proximidade e respeito ao orgulho nacional argentino, o Brasil está certo em apoiar a pretensão de nosso vizinho platino. Mas apenas nos foros internacionais apropriados. Deveria abster-se de gestos de confronto ou que insinuem uma aliança inclusive militar. Se há uma certeza nesse imbróglio é a de que nenhuma gota de sangue brasileiro merece ser derramado por causa dele.

Diocleciano em 19 de janeiro de 2011

Acho que o Brasil agiu corretamente. Já se foi o tempo em que pequenos países, a exemplo da Inglaterra, constituiam grandes impérios. O imperialismo do século 21 em diante será exercido pelos grandes países ( EUA, China, Rússia, India,Brasil...). Por isso espero que o Brasil saiba tornar-se não só uma potência econômica mas também militar.

SergioD em 19 de janeiro de 2011

Ricardo, para um país com tradições navais a Inglaterra, a posse de ilhas ao longo do mundo sempre foi importante para a manutenção de bases para a sua outrora poderosa Marinha (falo outrora poderosa não por não reconhece-la como poderosa atualmente, que o diga a própria Argentina, mas por não ser páreo para a Marinha dos EUA). No século XIX a Inglaterra tentou tomar (com ocupação militar) a Ilha de Trindade, a 1200 Km do litoral do Espírito Santo, causando um imbróglio diplomático resolvido com a mediação portuguesa e o consequente retorno da ilha a soberania brasileira. O que ocorre com as Falklands/Malvinas é parecido, com um sucessão de ocupações e disputas que envolveram França e Espanha, de um lado, e Inglaterra do outro. Houve tempo em que a Malvina ocidental era controlada pelos ingleses e a oriental pelos espanhois. Com o colapso do império colonial espanhol, a Argentina se sentiu no direito à parte espanhola, sendo impedida de tomar posse do território por uma força armada inglesa (uma fragata) ainda após treze anos de soberania sobre a ilha. A posição brasileira sempre foi de apoio velado a posição argentina, mesmo que tenha se tornado oficial somente no ano passado. Acho esdrúxula a pretensão inglesa às ilhas, assim como era a sua pretensão quanto a Ilha de Trindade. Querer dizer que meia dúzia de gatos pingados que criam ovelhas naquela ilhas geladas preferem a soberania inglesa é conversa para o aprofundar o sono de bovinos. O Atual interessa é o petróleo que começou a ser explorado em 2009. Quanto ao nome, acho que o mais adequado seja Falklands, por antiguidade, uma vez que esse nome foi dado às ilhas ainda em 1690, em um ato de puro puxasaquismo de um capitão inglês para com seu protetor, um Visconde de Falkland. Entendo a posição do Governo brasileiro. Apoiando a pretensão argentina, nosso vizinho e sócio do Mercosul, além de parceiro na construção da UNASUL, o país não poderia tomar outra atitude. Um abraço PS: Estou no final do Grandes Decisões Estratégicas. Livro Sensacional. Obrigado pela dica. Indico DIA D, de Antony Beevor, lançado recentemente pela Record, que relata a batalha pela Normandia. Caro amigo SergioD, obrigado por seu comentário, bem fundamentado e interessante como sempre. Não vou entrar no mérito sobre quem tem direito às ilhas, mas é compreensível, claro, a posição brasileira. E fico feliz que você esteja gostando do livro que indiquei. "O Dia D", do Beevor, está aqui ao meu lado, na estante do escritório (onde estou no momento), junto a vários outros livros sobre a II Guerra Mundial que ainda não pude ler. Sobre o Dia D, indico o sensacional "O Mais Longo dos Dias", do Cornelius Ryan, que deu origem ao filme do mesmo nome. É da editora L&PM, livro de bolso, desses baratíssimos, apesar de volumoso. Abração

Rodrigo em 19 de janeiro de 2011

As Malvinas são da Argentina, mas as instalações da Petrobras na Bolívia são da Bolívia!

Jota em 19 de janeiro de 2011

Não sei o que o Brasil ganha por simplesmente não deixar um navio aportar aqui. Talvez a escala seria apenas para reabastecer a nau e a tripulação com mantimentos e suprimentos. Negar ao navio a autorização para aportar é um gesto inútil e eu diria até infantil. Pra que? Pra se solidarizar com a Argentina? Se as ilhas pertencem ao Reino Unido de fato e de direito. Essa parece ter o dedo do Marco Aurélio "top" "top".

carlos ribeiro em 19 de janeiro de 2011

pq vc chama as ilhas de malvinas? se ela nunca teve esse nome para as pessoas que vivem lá? Isso sem contar q malvinas é uma corruptela de "malouines" q é o nome q os franceses deram ao arquipélago qdo começaram a explorá-lo. Os ingleses chegaram e tomaram mesmo na mão grande depois as mantiveram, ao contrário dos argentinos q só abrem o berreiro; realmente patético - como é patético chamar falklands de malvinas ("denominação patético-argentina para as ilhas"sic) O mais correto talvez fosse chamá-las de Falklands/Malvinas. A imprensa brasileira em geral denomina o arquipélago como Malvinas. Obrigado pelo toque, vou pensar no assunto.

Carlos Vendramini em 19 de janeiro de 2011

Essa posição brasileira chega a ser patética.

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