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O rei Albert II dando o braço a Fabíola, com a rainha Paola à direta. Em segundo plano, o príncipe Felipe e a mulher, Matilde (Foto: neurope.eu)

A linhagem do rei Alberto II, da Bélgica, que anunciou sua abdicação para o próximo dia 21, data nacional do país, é negra: seu bisavô, o rei Leopoldo II (que reinou de 1865 a 1909), foi responsável por uma colonização espantosamente predatória, cruel e genocida do Congo (atual República Popular do Congo), que deixou um saldo de milhões de mortos — o número exato jamais se saberá.

Com o desenvolvimento da monarquia parlamentar na Bélgica, porém, os poderes dos monarcas foram reduzidos a pouco mais do que simbólicos, sendo sua principal função não escrita a de constituírem “um exemplo para a sociedade”. Ainda assim, e apesar de todo o palavrório oficial elogioso ao rei e a seus 20 anos de “serviços prestados ao país”, Alberto II e seu entorno pouco podem oferecer como exemplo às famílias belgas tradicionais.

O rei, que ascendeu ao trono com a morte de seu austero e popular irmão mais velho Balduíno, havia se casado com uma belíssima nobre italiana, que se tornou a princesa Paola de Liége, badalada nos circuitos internacionais dos ricos e bem-postos e, depois, rainha Paola. Mesmo assim, Alberto II divertiu-se a valer fora do leito conjugal, chegando a manter um romance ao longo de 18 anos com uma baronesa, da qual teve uma filha.

Da mesma forma, a bela Paola levou uma movimentada vida amorosa paralela ao casamento.

E justo agora, quando o rei resolveu abdicar em favor de seu filho, o quietarrão e meio esquisito príncipe Felipe, de 53 anos, sua filha bastarda, Delphine Boël, resolveu vir a público exigindo um teste de DNA para comprovar a descendência de sangue azul e habilitar-se a uma parte da futura gorda herança real.

Também vieram à tona outros fatos pouco edificantes de outros setores da família real. Descobriu-se, por exemplo, que a viúva de Balduíno, a venerada rainha (manteve o título) Fabíola, criou uma fundação que não apenas apoia valores tidos como de extrema direita em sua Espanha natal — algo impensável para a neutralidade da família real — como, do ponto de vista jurídico, permitiria que seus sobrinhos e herdeiros recebessem uma vasta lista de bens e dinheiro sem pagar impostos.

Já Lorenzo, o caçula dos três filhos do casal real (dois homens e uma mulher), integrante de uma ONG pró-meio ambiente, deu sua contribuição às encrencas dos últimos dias quando se descobriu que uma viagem a Israel com o generoso objetivo de reflorestar áreas desérticas havia incluído território palestino.

O caso de Fabíola e sua tentativa de passar a perna no fisco, porém, foi o que bateu mais fundo entre os belgas, divididos perigosamente do ponto de vista cultural, político e econômico entre valões, de fala francesa, e os flamengos, de língua holandesa, e que têm como raro terreno comum o respeito à monarquia. A rainha, querida e respeitada aos 84 anos, dedicada a causas sociais, catolicíssima e ligada à organização Opus Dei, até então era vista como um baluarte de virtudes.

De todo modo, se não anda fornecendo bons exemplos aos belgas, justo às vésperas de se trocar um rei por outro, a monarquia em crise levou a mudanças importantes. O primeiro-ministro social-democrata Elio di Rupo conseguiu um raro acordo entre forças políticas de todas as tendências no Parlamento e aprovou uma legislação que corta drasticamente as mordomias financeiras da realeza, além de obrigar todos, com exceção do rei, a pagar impostos como os demais cidadãos.

A rainha Fabíola, que renunciou à direção da tal fundação, foi a primeira a ser atingida, com o corte da real mesada de 1,1 milhão de euros anuais (algo como 3 milhões de reais) para 460 mil (pouco mais de 1,35 milhão). Os príncipes Lorenzo e Astrid, irmãos do futuro rei, continuarão a receber do Estado belga 300 mil euros anuais (em torno de 900 mil reais), mas os futuros príncipes não herdeiros serão obrigados a trabalhar para viver.

Há, portanto, escândalos que vêm para o bem.

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24 Comentários

volney amorim sena em 25 de janeiro de 2014

Monarquia nunca foi sinônimo de atraso, anacronismo e privilégio. É sabido que a monarquia, não só é muito menos onerosa, mais eficiente, como também é menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a república. Quanto ao privilégio é preferível manter um família real do que famílias de ex-presidentes e presidentes da república. O papel da família real hoje é, antes de tudo, diferenciar Estado de governo. Nos sistemas presidencialistas da América, as duas instituições são representadas na mesma figura do presidente, o que muitas vezes é até conflituoso. Porque o Estado não deve ter partido político e ideologia. Mas, sim, representar a identidade, a cultura, a união territorial de um país. É para isso que servem hoje as monarquias em parlamentarismo democrático.Existem hoje monarquias mais republicanas do que as repúblicas na América Latina.Já viu maiores democracias que as monarquias parlamentaristas? São monarquias com princípios republicanos: igualdade e altos índices de desenvolvimento humano. Essas democracias não gastam dinheiro à toa. Não investiriam em algo que não achassem útil. Enquanto a monarquia for necessária para o equilíbrio político, eles vão usar. E não tenha dúvida de que quando este modelo não for mais eficiente, acabarão com ele. E de forma pacífica.

volney amorim sena em 25 de janeiro de 2014

Por que que a cada escândalo que acontece em uma monarquia,ela,a monarquia,é questionada,e na república não acontece o mesmo?

ary prado em 12 de julho de 2013

Monarqui sinônimo de atraso, anacronismo e privilé gios. No futuro só restará o rei ingles e os reis das cartas do baralho os outros serão conhecidos como oportunistas e bom vivant. Pobre Europa que re cheada de cabeças coroadas. Muito mal.

Ricardo em 10 de julho de 2013

Os valores de salários reais citados na reportagem são tão modestos ao lado do que nossos políticos nos custam, que vivem vida de rei...

Jorge Luiz em 09 de julho de 2013

Caro Setti, a nossa compententíssima Republiqueta, instaurada por militares incompetentes e hipócritas só produziu, com raras exceções (Getúlio Vargas, Itamar Franco e Fernando Henrique), presidentes inexperientes, incompetentes, despreparados, mau caracter,ditadores, analfabeto - não preciso nem exemplificar, rsrsrs. Enquanto nos mantivemos como monarquia produzimos em quase 60 anos de regime dois chefes de Estado preocupados de fato com a coisa publica e respeito pela nação que dirigiam. Não fosse a monarquia seríamos um leque de republiquetas falidas umas vizinhas das outras. Se bem que seria ótimo não termos o estorvo no Norte e Nordeste como entes federados, tendo em vista que esses estados só trazem prejuízo ao resto da Nação. Ainda sonho um dia vê tremulando no Rio de Janeiro (sede do Império do Brasil) tremular a brasão dos Orleans e Bragança, e ter orgulho de ser representado por um Imperador que foi preparado a vida inteira para representar a nação, sem passar o constragimento de ser representando ante as demais nações por um presidente despreparado e simi-analfabeto, só por que foi eleito pelo voto da população, igualmente semi-analfabeta.

In Hoc Signo Vinces - Viva PII em 08 de julho de 2013

Monarcas são pessoas. E como pessoas devem responder por seus atos. Na condição de Chefes de Estado têm de seguir regras constitucionais. Foi-se a época em que eram coroados por desígnios divinos, como se acreditava. Ser Monarquista ou simpatizante deste sistema de governo não impede o bom senso e olhar crítico. O que importa mesmo, seja República ou Monarquia, é o bem estar de cidadãos e governos honestos. O resto é gosto pessoal...

Schumy em 07 de julho de 2013

Por que que a cada escândalo que acontece em uma monarquia,ela,a monarquia,é questionada,e na república não acontece o mesmo?Oportunismo?

Roberto Guimaraes em 06 de julho de 2013

Paulão, alguns(umas) canalhas, às vezes conseguem chegar à velhice.

Renato em 06 de julho de 2013

E a república seria o sistema ideal de governo certo? hahahahhahaha Parece até piada.

Marcio em 06 de julho de 2013

Setti, faço das palavras do Monarquista (2.11) as minhas. Moro em um país onde a qualidade de vida é excelente, hospitais, escolas e faculdades são as melhores do mundo e temos um sistema parlamentar sóbrio e eficiente.Aqui um operário pode ter carro do ano e casa de $300.000 dólares e muitos costumam tirar férias de uma semana em Cuba em hotel 5 estrelas. Meu filho caçula há alguns anos atrás passou um ano aqui trabalhando como ajudante de pedreiro ganhando $30.00 dólares a hora. Nossa Rainha é a mesma da Inglaterra, Austrália e mais 16 paises. Gostaria muito de ver o Brasil seja republicano, parlamentarista ou monarquista sendo administrado com a competência daqui, Canada.

Romeu em 06 de julho de 2013

Pois é, isso esta acontecendo no centro da avançada civilização europeia.

Monarquista em 06 de julho de 2013

Vejo que tem muita figurinha por aqui que considera a monarquia anacrônica. Eu também pensava assim. Mas só que, conforme o tempo foi passando, eu fui pesquisando, vendo a estabilidade política do tempo do império do Brasil, o qual teve aliás a constituição mais longa da história do Brasil,(67 anos),liberdade de imprensa, a monarquia manteve a unidade territorial brasileira(comparem com as outras repúblicas latina, que a República com a qual elas nasceram, os partiram), era um país visto e respeitado nas américas, tinha um líder admirado por outros governantes e era fiador da estabilidade, tinha conhecimento que a educação era um fator de desenvolvimento(coisa que só nos anos 50 foi se descobrir no Brasil, com Vargas no poder, e mesmo assim de forma meio que tímida), tinha respeito pela coisa pública. É claro que havia uma mancha(a escravidão) e por várias vezes ao longo de seu reinado tentou abolir, mas era impedido pelos grandes fazendeiros, que compunham a maioria da Assembleia legislativa(o equivalente ao congresso atual), e mesmo assim continuaram tentando até que a Princesa Izabel aproveitou um descuido das elites agrárias, articulou e passou a caneta(ops, o bico da pena) no papel e sancionou a libertação dos escravos. Se a monarquia não tivesse sido deposta pelo exército, hoje a coisa poderia ser bem melhor para todos nós. Comparem com os regimes que destruíram abruptamente suas respectivas monarquias: Itália, Alemanha, Rússia, Brasil, Espanha, Portugal. Todas caíram no totalitarismo e comunismo, resultando em grande banho de sangue. Vale lembrar que aquela época, esses países já eram monarquias constitucionais democráticas(com uma leve exceção a Rússia, que àquela época, pouco antes do golpe, era constitucional, mas ainda havia traços do antigo regime absolutista, mas mesmo assim o que veio depois não se compara). Alemanha=hitler, Itália=Mussolini, Portugal=Salazar, Espanha=Franco, Rússia=Bolcheviques+Comunismo... Agora comparem com os que preservaram seus regimes monárquicos- Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica... Todos, sem exceção, atravessaram todo o século XX preservando o regime democrático, poupando seus territórios de banhos de sangue com glopes militares, regimes totalitários, rVejo que tem muita figurinha por aqui que considera a monarquia anacrônica. Eu também pensava assim. Mas só que, conforme o tempo foi passando, eu fui pesquisando, vendo a estabilidade política do tempo do império do Brasil, o qual teve aliás a constituição mais longa da história do Brasil,(67 anos),liberdade de imprensa, a monarquia manteve a unidade territorial brasileira(comparem com as outras repúblicas latina, que a República com a qual elas nasceram, os partiram), era um país visto e respeitado nas américas, tinha um líder admirado por outros governantes e era fiador da estabilidade, tinha conhecimento que a educação era um fator de desenvolvimento(coisa que só nos anos 50 foi se descobrir no Brasil, com Vargas no poder, e mesmo assim de forma meio que tímida), tinha respeito pela coisa pública. É claro que havia uma mancha(a escravidão) e por várias vezes ao longo de seu reinado tentou abolir, mas era impedido pelos grandes fazendeiros, que compunham a maioria da Assembleia legislativa(o equivalente ao congresso atual), e mesmo assim continuaram tentando até que a Princesa Izabel aproveitou um descuido das elites agrárias, articulou e passou a caneta(ops, o bico da pena) no papel e sancionou a libertação dos escravos. Se a monarquia não tivesse sido deposta pelo exército, hoje a coisa poderia ser bem melhor para todos nós. Comparem com os regimes que destruíram abruptamente suas respectivas monarquias: Itália, Alemanha, Rússia, Brasil, Espanha, Portugal. Todas caíram no totalitarismo e comunismo, resultando em grande banho de sangue. Vale lembrar que aquela época, esses países já eram monarquias constitucionais democráticas(com uma leve exceção a Rússia, que àquela época, pouco antes do golpe, era constitucional, mas ainda havia traços do antigo regime absolutista, mas mesmo assim o que veio depois não se compara). Alemanha=hitler, Itália=Mussolini, Portugal=Salazar, Espanha=Franco, Rússia=Bolcheviques+Comunismo... Agora comparem com os que preservaram seus regimes monárquicos- Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica... Todos, sem exceção, atravessaram todo o século XX preservando o regime democrático, poupando seus territórios de banhos de sangue como golpes militares, regimes totalitários, revoluções, disputas pelo poder, etc. O que aconteceu na Bélgica não desqualifica a Monarquia. Para isso existem leis,e se houve erro, cabe ás instituições e ao povo belga decidir como proceder, e se couber, punições. Agora eu lhes pergunto meus amigos:O que essa República trouxe de bom para vocês? Golpes militares? Revoluções que não levaram a lugar nenhum? Regimes totalitários? Crises institucionais devido a afastamentos por problemas de saúde de presidentes? Nepotismo? Voto de cabresto?Feudos oligárquicos que mantinham em regime de servidão Brasil afora pessoas, devido à natureza do regime republicano federativo? Corrupção?Um Estado paralisado frente às demandas da sociedade? Pois foi tudo isso o que vimos durante todo esse tempo até hoje. O exército, ao dar um golpe que depôs o regime imperial, igualou o Brasil às outras republiquetas sul americanas, nações aquelas que nunca conseguiram se desenvolver, e o Brasil se tornou apenas mais um aos olhos da comunidade internacional de nações. Os republicanos tiveram mais de 100 anos para provar que estavam certos(122 para ser mais exato) ao afirmar insistentemente que seu regime era mais justo. Falharam redondamente. Vamos lá, me digam o que essa República trouxe de bom para vocês? Precisam de mais 122 anos para chegar se chegar à conclusão de que esse regime Republicano presidencialista faliu?...

ACID BLACK NERD em 05 de julho de 2013

Esse rei não tem sangue azul, tem sangue vermelho, do PT.

Lecen em 05 de julho de 2013

Caro Ricardo, o atual rei da Bélgica descende do irmão mais novo de Leopoldo II.

Felipe Goltz em 05 de julho de 2013

Ao ler sobre as desventuras da família real belga, percebe-se que são poucos aqueles a não possuir telhado de vidro. Para piorar o vexame, a família real belga, ao contrário das demais congêneres europeias, tem de suportar um fardo extra, pesadíssimo para qualquer família, real ou plebeia: o passado criminoso do rei Leopoldo II, a rondar os jardins da casa real de Bruxelas. Como foi dito no texto, Leopoldo II foi um dos maiores tiranos do século XX, fez do Congo belga sua propriedade particular ( rápido registro: o Congo não era uma colônia belga oficialmente, mas foi, digamos, "arrendado" por Leopoldo II ), praticando as mais odiosas misérias contra a população local. Por isso, não é nenhum exagero dizer que Leopoldo II rivaliza com os pesos pesados mais tradicionais dessa infeliz categoria da humanidade, como Adolf Hitler, Joseph Stalin, Vladimir Lenin, Pol Pot e por aí vai. O fato de o rei Alberto II ter um telhado do mais puro e quebradiço vidro, e a decaída Paola de Liége tanto quanto, apenas mostra o quão banais e repetitivas são as fragilidades do ser humano, independente do cargo ou posto que possuam, como o adultério por exemplo, tão antigo quanto caminhar para frente. Nesse quesito, são famosas, e mundialmente conhecidas, as escapadas do príncipe de Gales Charles de Windsor com a plebeia Camila Parker Bowles, enquanto casado com a princesa Diana. Também ficou famoso o estripitoso caso de Stephanie de Monaco com o guarda-costas e mais alguns outros malfadados affaires que, se desgostaram profundamente ao pai, Rainier de Mônaco, fizeram a alegria dos paparazzi europeus.

Victor em 05 de julho de 2013

Acho monarquia uma coisa tão absurda, não entendo como alguém pode ainda ser a favor desse circo anacrônico. "Sua Majestade"... Pfff, façam-me o favor! E pior que até aqui no Brasil tem uns lunáticos de uma tal círculo monárquico. Isso de dar exemplo para a ralé é fim da picada, cúmulo da arrogância e da esperteza.

ral em 05 de julho de 2013

Hipócrita ao retratar os escândalos como algo fora do contexto. A história da monarquia é uma história de escândalos, o sabor está aí. Mas as monarquias já não deveriam existir coisa antiga já não faz parte deste século. Na sua fala resumo é que achei hipócrita: Há escândalos que vêm para o bem. Há, portanto,sempre algo de podre no reino da Dinamarca.

João Renato em 05 de julho de 2013

Acredito que tanto na monarquia, quando na república, existem excessos por parte dos mandatários, mas o que agrava ainda mais neste caso é que uma das justificativas que defendem a monarquia como sistema ideal é o fato de que uma família real é um símbolo de unidade e modelo à ser seguido pelo país. Não sei se isto é verdade, só sei que a monarquia belga está tentando provar o contrário.

iara barros em 05 de julho de 2013

Ninguém mais fala em Cesare BAtisti. Este homem deve ser expulso do país! Fala, sim. Procure no mecanismo de busca do blog e verá que eu escrevi a respeito, coisa que voltarei a fazer.

ral em 05 de julho de 2013

Ricardo, todos estão sendo hipócritas, incluindo você: toda monarquia é fruto de algum tipo de escândalo. Mas isso é natural, afinal na conquista do poder e ouro tudo é válido. Afinal não é isso que move o mundo? Nada no mundo foi conquistado com flores. Eu sou hipócrita? E por que raios seria hipócrita ao escrever sobre escândalos... na Bélgica?

ari alves em 05 de julho de 2013

Meu "gaydar" não falha: um gay reconhece o outro na hora! Esse príncipe esquisitão não é esquisitão, nada: é gay! E viva os gays!

Alexandre Lima em 05 de julho de 2013

Pode ser ignorância de minha parte, mas não consigo entender como Estados altamente desenvolvidos do ponto de vista social ainda mantêm monarquias! Por que uma família, apenas pelos laços de sangue, deve ser sustentada pelo Estado, respeitada, receber títulos honoríficos, etc, em detrimento dos demais cidadãos? Antigamente ainda havia a crença de terem sido "eleitos" por Deus, mas nos dias de hoje, para mim, a monarquia é uma instituição falida.

Rafael Kafka em 05 de julho de 2013

Sua cristofobia atacando de novo, Setti? Busque ajuda, caríssimo, porque a OBRA nunca deixará de ser mais e mais poderosa. De onde será que você tirou essa doideira? "Cristofobia"? Não me faça rir. E o que é que tem Cristo a ver com as bandalheiras da família real belga? Você tem certeza de que está bem, de que não precisa de algum tratamento?

Paulão em 05 de julho de 2013

Prezado Setti, Não é que eu duvide das informações desse posto, mas é duro de acreditar que aquela velhinha, tão frágil e tão simpática na fotografia, seja capaz de atitudes que vão de encontro aos valores morais e políticos dos belgas. Ela até se parece com a nossa vovozinha, né?

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