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É sórdida e racista a campanha a que o bilionário e especulador Donald Trump acaba de associar, e na qual vem insistindo em espalhafatosas entrevistas, segundo a qual o presidente Barack Obama não nasceu no país e, não sendo norte-americano nato, ocupa a Presidência de forma contrária à Constituição. Não pode estar na Casa Branca nem ser comandante supremo das Forças Armadas mais poderosas do mundo.

Essa maluca teoria conspiratória vinha sendo tocada por militantes de extrema direita chamados birthers — referência a birth certificate, certidão de nascimento –, que exigem de Obama a apresentação pública de sua certidão para ter certeza de que ele realmente nasceu em Honolulu, no Havaí, em 1961.

Esses lunáticos começaram a se organizar a partir de boatos que circularam na internet durante 2008, ano em que Obama estava em campanha para a Presidência, e seus supostos fundamentos nem sempre são os mesmos.

Obama, alegam os malucos, seria queniano, ou indonésio, ou cidadão britânico…

Há quem diga que Obama tem uma falsa certidão americana, porque teria mesmo é nascido no Quênia, terra de seu pai, Barack Hussein Obama Senior.

Outros já alegaram que o presidente nasceu na Indonésia, onde na verdade morou dos 6 aos 10 anos acompanhando sua mãe, Ann Dunhan, e seu segundo marido, o geólogo indonésio Lolo Soetoro. Não falta quem ache que ele é cidadão britânico.

A campanha andava um tanto em banho-maria quando Trump, que tem ele próprio antigas pretensões de concorrer à Presidência pelo Partido Republicano, entrou na história.

O bilionário, figura ultra-controvertida, que já quebrou e ressuscitou financeiramente mais de uma vez, sempre usando de forma esperta a legislação de falências para empurrar dívidas com a barriga e levantar dinheiro em bancos, além de ser dono de um império imobiliário e de negócios na área de entretenimento que incluem hotéis e cassinos, é figura conhecidíssima do público por causa do sucesso que faz seu programa de TV O Aprendiz, da rede NBC, com o célebre bordão “Você está demitido!”

Campanha atropela os fatos

A corneta de Trump revigorou a loucura dos birthers, a despeito de — e atropelando — todos os fatos da vida real. Obama nasceu no dia 4 de agosto de 1961, no hospital que hoje se chama Centro Médico Kapiolani para Mulheres e Crianças, em Honolulu, no Estado norte-americano do Havaí, onde moravam seus avós maternos e sua mãe cursava Antropologia. Os registros médicos estão arquivados na maternidade.

Cresceu em Honolulu, estudou lá, conheceu e era conhecido, como também os pais, por centenas de pessoas. O próprio atual governador do Havaí, o democrata Neil Abercrombie, de 72 anos, já veio a público para dizer que era amigo dos pais de Obama, já falecidos, e conheceu o presidente quando bebê recém-nascido.

Obama vem estoicamente ignorando tudo isso, nunca se referiu ao assunto e obviamente não vê cabimento em exibir certificado de nascimento em público. (Como ele teria podido concorrer à Presidência se fosse estrangeiro?)

Racismo e vale-tudo eleitoral

O fato de entre os birthers haver ultranacionalistas e militantes da chamada “supremacia branca” tinge a campanha de cores obviamente racistas: como é que pode, afinal, um camarada negro (a circunstância da mãe do presidente ter sido branca, nascida no Kansas e descendente de ingleses, alemãs e irlandeses não conta), com nome esquisito, filho de um pai muçulmano nascido na África e que ainda por cima morou na Indonésia se atrever a ser presidente dos Estados Unidos?

Trump, que ao que se sabe nunca foi racista, embarcou feliz nessa canoa, que já faz parte do vale-tudo eleitoral para a campanha presidencial de 2012.

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40 Comentários

Maurício Dumêt em 03 de junho de 2012

O que é que tem haver racismo com a exigência de apresentar a certidão de nascimento original? Nada. Ricardo, você mesmo afirma que "Trump, ao que se sabe, nunca foi racista". Condição de elegibilidade é para todos. Pare com essa babaquice de acusar de racismo qualquer coisa que pressione legalmente um negro a fazer ou deixar de fazer algo. Isso é ridículo.

Adriano em 12 de abril de 2012

Ora, quanta besteira, quer dizer que, so porque obama é negro(ou quase), eu não posso criticar sua figura, ser contra suas atitudes, etc? Que absurdo, ser contra obama é ser racista, não importa o que ele faça? Não tem importancia sua certidão ser falsa? Não tem importancia ele minar gradativamente os direitos individuais garantidos na constituição americana? Ele ja fez tanta coisa digna de impeachment, que ja perderam a conta. Mas, coitadinho, ele é negro, nao pode falar mal dele. Ah vão se catar, seus trochas, tanto americanos como brasileiros.

Aruan Freitas em 02 de junho de 2011

Meus Deus, o autor desse artigo deveria ser preso por fraude intelectual "das grossa". VEJA, POR FAVOR, DEMITA ESSE ANALISTA INCOMPETENTE!

Victor em 19 de maio de 2011

Setti, Sendo o senhor tão seguro das informações que passa nesse site, por qual motivo não responde às perguntas dos Birthers? Será que o senhor saberia dar respostas claras - citando fontes primárias - às perguntas? Acho que o senhor está repassando notícias do NYT e da MSNBC, mas não está confirmando o que lê.

Jerry em 04 de maio de 2011

Olha, eu estou entre aqueles que não concordam nem com um lado nem com o outro. Se todo o passado do Obama é um mistério, é porque aí tem coisa. Só não sei o que. Vou esperar sentado para saber, sem teorias conspiratórias. Eu, por exemplo, nunca duvidei que ele fosse norte-americano, mas no meio de todos esses documentos deve ter alguma coisa -por menor e mais irrelevante que seja. Espero que a pressão continue nos EUA. Ele demorou 3 anos (acho) para divulgar algo tão simples que mereceu toda a repercussão. . Só uma coisa: eu esperava mais dos leitores da VEJA do que ficar xingando o colunista. Bobeira pura. Quanto xilique nervoso. Deixa o xilique nervoso para o Lula quando for criticar "as elites" (tipo aquelas que financiaram ele). Até mais, 7.

PQAP em 02 de maio de 2011

Pelo Amor!! Que texto mais inutil, racista e ceguista!!! se Obama fosse norte americano, era só mostrar a certidão de nascimento logo depois ou antes de cumprir o mandato!!! e pq ele gastou muita grana com isso e demorou 3 anos por causa de uma **** de um papel?!?!?! Cara.....que mundo mais cego e ingênuo!!! E você sabe tudo, não? Impressionante. Está lá, viu o dinheiro todo sendo gasto pelo Obama, foi ao Quênia e checou tudo a respeito do presidente -- aliás, do farsante que se diz presidente --, não é mesmo? Parabéns por sua esperteza e genialidade.

Ivan Roberto em 02 de maio de 2011

Parabéns, Gabriel Moura!!!

Gabriel Moura em 01 de maio de 2011

Não publico comentários grosseiros e cafajestes como o seu, e gentilmente convido-o não exatamente ao lugar para onde gostaria de mandá-lo -- porque, diferentementede você, sou uma pessoa educada --, mas sim a não mais aparecer no blog.

Ricardo Dionisio em 14 de abril de 2011

Se Obama fosse branco, a acusação (aliás, fato) de que ele esconde seus documentos seria também racista? Você foge do ponto. Os Birthers querem ver a certidão de nascimento de Obama. Obama gastou milhões em advogados e sua força política para ocultar o papel, se é que ele existe. Parabéns pelo texto: tendencioso, parcial e grosseiro. Obama deve ser seu ídolo.

Carlos Pimenta em 12 de abril de 2011

Como todo bilionário que se preza, Trump não passa de um babaca...Pra se eleger Senador não precisa mostrar a certidão de nascimento...já pra se eleger Presidente....Ainda bem que a fronteira americana é bem longe. Vai que um AEDES picasse um idiota desses e viesse nos infectar....

Rodrigo em 11 de abril de 2011

Que a campanha é canalha e xenófoba, é mesmo, mas daí a dizer que é racista é meio forçação de barra. É claro que tem um monte de racista pegando carona, mas me parece que o principal motivador é mesmo a xenofobia, tanto por hostilidade a estrangeiros quanto pela suspeita idiota de que Obama seria secretamente muçulmano. Além, é claro, da briga política.

Fabiano em 10 de abril de 2011

Que é isso, Ricardo Setti ? Que matéria mais tendenciosa. A certidão de nascimento do Obama é igual cabeça de bacalhau, ninguém viu. O John McCain mostrou a dele na disputa à Presidência. E por que o Obama não pode mostrar a dele ? Ai, estão exigindo dele por ser negro e isso é racismo. Ah! Pára com esta papagaiada maniqueísta de que negro é bom e branco é ruim. Ele poderia ser branco, negro, amarelo, azul, que mesmo assim teria que mostrar a bendita certidão. Além do mais, ele está fazendo um péssimo governo para os EUA e é isto que está deixando o Donald Trump p. da vida. Outra coisa: é só aparecer uma organização de direita para a mídia a alcunhar de extrema-direita, direita radical e o que dizer dos abortistas vermelhos que infestam o nosso Governo. Ninguém os chama de esquerda radical, né ? Engraçado.

Tonho em 09 de abril de 2011

Sem dúvida vivemos tempos de trevas.Nunca a humanidade,padeceu de tanta ignorãncia fantasiada de sabedoria,politicamente correta. Nem nas décadas de 30 e 40 houve tanta sordidez.Havia o socialismo nazista,o socialismo facista e o socialismo comunista que tentaram cobrir o mundo com seus mantos pútridos querendo amortalhar a Sensibilidade e transformar o ser humano em zumbis.Mas havia um outro lado lado que lutou bravamente pra isso não acontecesse. Hoje não,até jornalistas com toda a informação necessária vem à publico,podia nada escrever,defender que um presidente não exiba os seus documentos(mesmo que fosse para ser presidente de um clube de quarta divisão).E que apesar de não mostrar, gastar uma fortuna pra não mostrá-los.E além disso chamar de idiotas e racistas os que querem vê-los. Quando vejo o Jábabou na tv globo dizer sandices,e ainda ganhar muito bem,fico com a certeza de que parecer imbecil vale a pena. Pobres tempos! Caro Tonho, leia o que escrevi hoje sobre o tema.

Roberto em 09 de abril de 2011

"Não sei se Barack Hussein Obama nasceu no Quênia, no Havaí, no Rio de Janeiro ou em Serra Leoa. Não sei se Barack Hussein Obama é filho de Barack Obama Senior, de Malcom X ou de Mickey Mouse (...) O que sei com certeza, e desafio qualquer um a provar que estou errado, é o seguinte: - A certidão de nascimento que ele publicou no seu site de campanha não é uma certidão de nascimento, mas um simples atestado emitido anos depois. Só com esse atestado, sem uma cópia da certidão original, ninguém nos EUA poderia tirar uma carteira de motorista ou um passaporte. (...) - Por duas vezes a avó de Obama afirmou que ele nasceu no Quênia. Depois disso a família Obama cancelou toda entrevista dela à imprensa, alegadamente para não cansar a venerável anciã. - Continua bloqueado, por ordem de Obama, o acesso não só à certidão de nascimento, mas a todos os documentos do novo presidente: seu histórico escolar, seus registros médicos, seu passaporte, sua lista de contribuintes de campanha, sua agenda de audiência no Senado, o rol de clientes do seu escritório de advocacia e até sua tese de doutoramento, alegada – gozação sinistra – como prova de seus dons intelectuais superiores. Nenhum candidato à presidência dos EUA ou de qualquer outra nação democrática jamais sonegou à imprensa essas informações básicas sobre sua pessoa. Lênin, Stálin, Hitler, Mao e Pol-Pot jamais esconderam seus históricos escolares. - A grande mídia americana continua ocultando ao público o capítulo mais importante da carreira política de Obama antes da candidatura: sua intensa participação (com comícios de palanque e tudo o mais) na campanha eleitoral do genocida Raila Odinga à presidência do Quênia. O governo atual do Quênia colabora na operação-abafa montada para proteger Obama, proibindo qualquer investigação a respeito dele no território queniano. Concluam daí o que quiserem. Contestar hipóteses não impugna os fatos que elas pretendem explicar." Olavo de Carvalho

Tuco em 09 de abril de 2011

. Em quaisquer circunstâncias nós, leitores assíduos de teu trabalho, entendemos o quão dignificante é podermos contar com mãos lúcidas e imparciais. Desta feita, concordando, ou não, com a tua opinião - que creio balisada em fatos! - quero crer que o debate sirva, sempre, para nos aprimorarmos. Esse prólogo se faz necessário para, com a tua licensa, manifestar-me neste valoroso espaço. É que tenho uma visão que vai de encontro não só às tuas convicçãos - mas também de outros que se manifestaram. A mim parece que esse imbróglio é de interesse não só aos birthers, mas também a Obama - e sei lá mais a quem! Ora, a discussão não vai versar sobre o que regra a Lei. Soberana, resta ser cumprida. Não percamos tempo nesse assunto. É constitucional: cumpra-se. De outra banda - e é aí que a interrogação se me apodera -, onde está o problema, o indecoro, ou o "acinte" em Obama apresentar tal documento probatório? Ora, se o próprio governador do local de nascimento manifestou-se, por qual motivo não documentar o fato? Não sei como funciona a sociedade norteamericana, talvez a refração a essa questão seja uma forma de caracterizar estar o mandatário acima do Bem e do Mal... Se for isso, vejo razão para Obama se recusar a prestar essa satisfação mundana. Caso contrário... Setti, estou ainda mais convicto que essa questão traga mais lucro do que prejuízo - a todas as partes! .

chorei antes de nascer em 09 de abril de 2011

Por quê, escandinavos, anglo-saxões e germânicos são mais desenvolvidos?

Roberto em 09 de abril de 2011

“... Se você diz, por exemplo, que a certidão original de nascimento de Barack Obama e todos os seus demais documentos importantes continuam inacessíveis a exame, o que é um fato incontestável, imediatamente multidões de tagarelas, confundindo por estupidez ou astúcia esse fato com as dúvidas quanto à nacionalidade de Obama, respondem que é tudo uma lenda urbana já desmascarada. Espremido entre a exigência artificiosa de provar que Obama nasceu no Quênia ou aceitar sem provas a nacionalidade americana do personagem e todas as suas demais alegações de campanha, o público acaba preferindo esta última alternativa e, por automatismo, acaba engolindo junto com ela a imposição cínica de dispensar o presidente eleito da mais elementar obrigação de transparência, cumprida fielmente por todos os seus antecessores. Fundidos numa névoa pastosa os deveres civis do homem público e as prerrogativas do réu num processo penal, o ônus da prova é magicamente invertido e o direito do eleitor informar-se sobre seus candidatos torna-se virtualmente um crime de calúnia. Essa farsa monstruosa jamais teria sido possível sem a colaboração uniforme de praticamente toda a mídia mundial.” Olavo de Carvalho

Troy em 09 de abril de 2011

Acho que nessa aqui você está errado e meio, Setti. Nunca houve dúvida sobre o local de nascimento do Eisenhower, o sobrenome dele foi anglicizado, os pais eram ambos nascidos nos EUA e ele não foi criado no exterior. Obama tem um pai estrangeiro, cresceu um tempo no exterior, tem um nome completamente estrangeiro e ainda tem essa história da certidão. Se a legitimidade e a eligibilidade de Obama são questionadas agora por ele ser negro, a legitimidade da primeira eleição do Bush era questionada porque ele era branco, texano? Eu acho que você caiu na arapuca politicamente correta. "Não critique as burrices do Lula, ele é só um operário sem estudos!" "Não critique o Obama, ele é negro!" Na do Lula você não caiu, e por isso fico surpreso que tenha caído na do Obama. Eu acho que Obama não mostra a certidão justamente para deixar os lunáticos ouriçados e a turma do Obama poder dizer: - Olha o tipo de gente que se opõe ao Obama! Bando de lunáticos, racistas, membros da KKK!

ixe em 09 de abril de 2011

Prezado Setti, O que se constata é que este assunto esquenta as coisas até aqui no Brasil. Na primeira campanha de Obama, foi um dos temas que mais elevou a temperatura. Não conheço detalhes e acompanhei de longe essa discussão, mas o que sei é que não é apenas o espetaculoso Donald Trump quem faz a alegação. Estive algumas vezes nos EUA no ano passado e conheci muita gente com a questão. Inclusive pessoas que votaram nele mas reconheciam que não havia ficado claro, e não eram pessoas ligadas ao Tea Party. Um dos problemas de se assuntar com clareza é que o extremismo radical republicano; a grosseria de alguns comentaristas, especialmente os da Fox, tende a causar rejeição para uma avaliação mais serena. Mas, mesmo desconhecendo em profundidade a discussão, tendo a achar que há algum fundamento real para a acusação, pelo seguinte. Por que o presidente não eliminou cabalmente todas as dúvidas mesmo depois de eleito ? Ou isso - o fato de não ser americano nato - seria irrelevante diante do charme, simpatia e simbolismo do senhor presidente. Por que já não o fez e liquidou de uma vez por todas quaisquer dúvidas ? Por ser uma questão menor ? Por razões de marketing ? Por estar acima e dispensado desses assuntos burocráticos e não precisar responder claramente a esse quesito que seria irrelevante diante do símbolo ? Ter, como você diz, cursado uma faculdade importante, tido um emprego em um tribunal ou mesmo ter sido senador, me parece que não elimina automaticamente o cumprimento do requisito constitucional. Os americanos não são nada formais do ponto de vista da formalidade cartorial, de papéis e certidões. Ao contrário, são superinformais nesse aspecto. Não pedem cópias "autenticadas" e aceitam simples declarações para muita coisa. Não tem nosso apego cartorial. Tanto que é comum, quase um ritual de passagem para todos os jovens, adolescentes falsificarem a ID para "ter" 18 anos e entrar em bares ou comprar bebidas. O leão-de-chácara sabe que o rapazinho ou a mocinha é dimenor, mas... deixa. É uma espécie de costume generalizado. Não sou mesmo racista e tenho sangue negro de avós que amo nas veias. Torci muito pelo Obama, por tudo o que representa, embora hoje tenda a concordar, de novo, com o professor Walter Williams, mas acho que, no caso, o presidente ainda deve uma explicação aos americanos. Até para colocar uma pedra sobre o assunto.

Esron Vieira em 09 de abril de 2011

Amigos, sei que cada um tem direito à sua opinião particular. Respeitando a opinião dos outros, poderemos até mudar a nossa e evoluir, não sendo cabeça-dura. No caso deste post, me rendo totalmente à opinião e informação exposta pelo Setti. Quem conheçe a cultura Americana, sabe que o racismo ainda é de grande relevancia na vida das pessoas. Um Americano com 25% de sangue latino ainda é visto como mestiço. Tanto é; que no senso americano ainda se separam brancos de brancos latinos. Imagina um branco com uma gota de sangue negro? No tocante a certidão de nascimento do Obama acho ridícula a discussão sobre mostrar ou não. Em um país que dispõe da CIA e FBI, as pessoas quererem duvidar do local de nascimento do presidente da republica, é piada. É só balela política e o Obama lucrará mais em não mostrar o que todos sabem. Infelizmente o seu enorme bom senso não é compartilhado por muita gente, caro Esron -- e, como estamos vendo, inclusive por alguns leitores da coluna. Abraço

Fernando José em 09 de abril de 2011

Triste país em que o jornalista de uma revista como a VEJA tem que ficar levando pito dos leitores mais exigentes. Converse com seu amigo blogueiro Reinaldo Azevedo que ele pode lhe dar alguns toques sobre a personalidade errática e farsesca do seu ídolo Obama. Pesquise, Ricardo Setti, quem é o Barack Obama, suas ligações com Saul Alinski, com George Soros, com Bill Ayers. Mas não pode ser só em veículos chapa-branca como a CNN, o TNYT, a CBS. Sintonize a Fox de vez em quando, veja o Glenn Beck. Ouça o Rush Limbaugh, sem preconceitos, só com senso crítico. Evite o vício do jornalista preguiçoso de rotular tudo como "teoria da conspiração". Não fique com medo de ser mal visto nas rodinhas bem informadas por ser crítico ao Obama. Leia os artigos de um intelectual negro verdadeiro como Thomas Sowell. Faça a lição de casa, jogue fora seus preconceitos ideológicos e você verá como será levado bem mais a sério pelos leitores da VEJA, que apesar dos pesadores, ainda é a melhor revista de informação brasileira, o último reduto jornalístico que ainda tem algum ranço de cultura conservadora.

Geraldo Cotrim em 09 de abril de 2011

Campanha racista, feita justamente por pessoas como voce.E sabido que a maioria dos americanos foram enganados por aquele que foi formado pra destruturar essa Nacao, e esta conseguindo. Só dois tipos de pessoa podem me chamar de racista: quem não tem a menor ideia de quem eu sou, e quem é maluco. Pelo jeito você acredita nas teorias conspiratórias sobre o presidente Obama, não?

pedro curiango em 09 de abril de 2011

Realmente, partindo de brasileiros, estes são alguns dos comentários mais estapafúrdios que já li em minha vida. Obama apresentou certidão de nascimento ao inscrever-se como candidato, o governo do Havaí já declarou possuir seu registro original (a partir do qual são feitas as certidões), os jornais havaianos já mostraram que o nascimento do menino foi noticiado na época em suas páginas sociais. Que documento ainda querem? Nenhum politico sério dos EUA [REPUBLICANO ou democrata] põe em dúvida a nacionalidade e naturalidade do presidente, só este grupo de sujeitos que vêem conspirações por todo lado e que, na verdade, não passam de racistas, sim!

Rodrigo em 09 de abril de 2011

Ricardo, neste espaço há dois Rodrigos postando comentários. Vou prestar atenção aos emails, embora a gente receba uma enorme quantidade de comentários. Talvez você pudesse acrescentar algo a seu nome para diferenciar-se do outro. Essas coisas ocorrem muito na web. Abraços

Andre Couto em 09 de abril de 2011

Ricardo, E sobre esta frase: "O homem [Obama] tem um currículo universitário invejável." É mesmo? Desafio vc a conseguir informações sobre tal currículo! Se vc conseguir, parabéns! Certamente será um fato inédito na imprensa mundial. []s André

Andre Couto em 09 de abril de 2011

Ricardo, Sobre esta sua resposta: "Se ele não fosse filho de um queniano de religião muçulmana não aconteceria nada disso." Ah, é? E no caso do McCain??? Tentaram sacaneá-lo por ele ter nascido fora dos EUA. Só que ele mostrou a certidão. Se a história do Obama é tão maluca, como vc afirma, pq afinal de contas o Obama ainda não mostrou essa certidão e acaba logo de vez com isso tudo? Seria muito simples, não? E outra, há algo MUITO mais escandaloso do que a certidão de nascimento: a certidão do serviço militar! Totalmente falsificada! Qto à Harvard, Columbia, pq todos os trabalhos e teses do Obama foram bloqueadas e trancadas a 7 chaves? E, por último, se seu amado Obama (nas alturas) é assim tão inteligente, pq ele sequer foi capaz de escrever a própria biografia, precisando contratar um ghost writer? Obama é uma farsa tão grande, que sem teleprompter não é nada! []s André OK, amigo André. Agora já sabemos direitinho o que você pensa do presidente dos Estados Unidos. Abração

Carlo Germani em 09 de abril de 2011

Caro Setti, Por que Obama impede qualquer pesquisa sobre o seu passado e sua certidão de nascimento original nunca foi divulgada? Obama é uma fraude do governo oculto mundial,para destruir os EUA e implantar o projeto satânico da Nova Ordem Mundial.O resto é pura desinformação. Ufff.... Calma, Carlo. Até do lado de Satanás você acha que o homem está?

Rodrigo em 08 de abril de 2011

Não me peça fineza e não venha com desconversa: diga que o que escrevi é mentira, diga que Obama mostrou, do mesmo modo que McCain, sua certidão de nascimento, diga que não há reformas políticas nos estados de Oklahoma e Arizona para evitar que a mesma brecha usada por Obama, ao não mostrar sua certidão de nascimento, seja usada novamente e diga também que não há qualquer dúvida quanto ao período cursado por Obama em Columbia - o qual ele alega ser de 09/81 a 05/83, mas que, segundo documentos da universidade obtidos pela advogada Orly Taitz, na verdade seria de 09/82 a 05/83.

Rodrigo em 08 de abril de 2011

Exigir a certidão de nascimento de alguém que gastou uma fortuna para impedir o acesso do público aos seus registro de nascimento, diploma universitário e dissertação de mestrado é racismo? Você puxava carroça antes deste empreguinho de desinformante? Bah, como você é fino, não Rodrigo? Se for para dialogar dessa maneira com o blogueiro, pode se mandar. O homem tem um currículo universitário invejável. Além de Columbia, estudou em Harvard e sua situação era tão misteriosa que ele foi durante bom tempo editor da revista da Harvard Law Review, constando do expediente de uma publicação que circula nos EUA e mundo afora. Parece que você é da turma dos "birthers", hein?

Fernando José em 08 de abril de 2011

Ricardo Setti, você está absolutamente desinformado sobre a questão da certidão de nascimento do Obama. Recomendo que você passe a acompanhar o site World Net Daily, que acompanha os processos movidos para que Obama apresente a certidão de nascimento original. Não tem nada de racismo, é só uma questão de cumprir a Constituição do país. Obama é o primeiro presidente a ser eleito sem apresentar a certidão original. Se ele é tão "estóico", porque já não apresentou o tal documento e provou que os "extremistas" de direita são um bando de paranóicos?? Jornalista brasileiro é fogo, é viciado só em ler o TNYT e ver a CNN e a CBS, só sabe prestar atenção no que o Partido Democrata e o establishment globalista determinam! Se liga Ricardo, a Internet está desmascarando os jornalistas que realmente se dedicam a colher as melhores informações para o público. Eu realmente não sei nada de nada, Fernando José. Como é que você descobriu? Se você me tem em tão alta consideração, porque vem aqui e lê o que escrevo? Mesmo não sabendo nada de nada, estou comentando amanhã essa questão.

marcia costa em 08 de abril de 2011

Querido Ricardo, por que questionar a nacionalidade do Obama é ser racista? Aonde está a conexão? Por que ele é negro? Acho que não. As campanhas americanas para presidencia são mesmo muito acirradas e acusações mútuas são frequentes. É sabido que eles exploram detalhes até menos importantes do que esse (ao menos para nós brasileiros). Ainda mais em uma questão tão nevrálgica quanto a constitucionalidade. Mesmo negro e com nome árabe venceu a disputa, mas se há pessoas descontentes com isso faz parte do jogo. E se há algum tipo de dúvida quanta a sua nacionalidade e isso serve de combustível para atacá-lo por que ele não mostra essa certidão logo?

pedro simon bolivar em 08 de abril de 2011

nao acho que seja uma questao de racismo. eh um apego (muito ferrenho) a lei e recalmacao tardia. um prato cheio para os apoiadores do mahdi denunciarem golpismo. depois do helicopter ben inundar o globo de dollars a economia americana soh poderia reagir no curto prazo, alavancando a popularidade do obscuro (OBSCURO). pessoalmente nao tenho opiniao sobre o obama. e nem imagino o lugar que ele nasceu. mas nao gosto de como lidou com a crise, com socorros monstruosos. na minha modesta opiniao, se houvesse quebradeira em 2007/08 a economia mundial poderia estar momentanemente mais deprimida, mas muito mais saudavel. mandei fazer pra mim uma camiseta negra com letras (garrafais) brancas, igual a do Adnet: "17% NEGRO".

Rodrigo em 08 de abril de 2011

Ricardo, Trump não é levado a sério, mas você se lembra como Bush era tratado apenas por ser cristão? Eu me lembro muito bem! Obama é apenas um democrata a mais. Bush, que não está no meu album de família, deixo isso claro, foi culpado de absolutamente tudo. O coitadinho do Obama acaba de ordenar o bombardeio da Líbia, e onde está a indignação? E a dívida, que ele só fez aumentar? Não havia uma edição do Jornal Nacional ou da Folha de S. Paulo que não fizesse de Bush um quase Adolf Hitler. Caro Rodrigo, sem discutir suas opiniões sobre Obama ou Bush, e ficando só no Trump, ele não é levado a sério por gente séria: mas milhões de americanos o conhecem devido à TV, ele se comunica bem e tem audiência. Um abração

Paulo Bento Bandarra em 08 de abril de 2011

Mas no Brasil não precisa ser brasileiro nato para ser presidente também? Sim, tanto lá, nos EUA, como aqui. O problema não é esse, caro amigo Paulo Bento -- e obrigado pela presença constante --, já que se trata de uma exigência legítima de grande número de Constituições. Pessoalmente, não vejo problema nessa exigência. Ela não tem muito sentido hoje em dia, porque um naturalizado pode ser tão correto e patriota, ou mais, do que outros que são nativos da terra. A questão é que inventaram essa história maluca de que Obama não é americano nato -- uma mentira absurda -- e, portanto, não pode ser presidente nem comandante das Forças Armadas. Se ele não fosse filho de um queniano de religião muçulmana não aconteceria nada disso.

Carlos Santos em 08 de abril de 2011

Obama poderia calá-los facilmente: basta mostrar a bendita certidão e pronto! Espero que agora ele seja finalmente encostado contra a parede e mostre enfim seus documentos. Pedir para que um negro mostre os documentos não é racismo, a resistência a esse pedido é um claro indício de que realmente houve uma fraude.

Andre Couto em 08 de abril de 2011

Ricardo, Gostaria que você explicasse melhor aonde está o racismo em pedir a certidão de nascimento ORIGINAL de Barack Obama. É uma obrigação dele mostrar! É um homem público, que concorreu a um cargo público! Se a constituição americana diz que só um americano nato pode ser presidente (a brasileira diz a mesma coisa), então ele deve mostrar sim a certidão ORIGINAL (e não uma cópia vagabunda, que vc consegue com alguns dólares). Talvez você se esqueça (ou não saiba) de um fato muito importante: John McCain não nasceu nos Estados Unidos. Nasceu numa base militar (o que é considerado pela lei como solo americano). Pois é, John McCain foi muito perturbado por causa disso. Mas ele MOSTROU a certidão ORIGINAL. Não só ele, todos os presidentes americanos! Agora pergunto: e porque Obama é tão sagrado que não se pode exigir isso dele??? E o pior, aonde está o racismo nisso??? É evidente que não há racismo nenhum! Se esta certidão existe mesmo, porque então ele não faz como todos os presidentes e mostra então? O que, afinal há de tão privado numa certidão de nascimento para ser escondido? Espera-se que numa certidão se encontre: Nome do Pai, Nome da Mãe, data e hora de nascimento! Há algo de privado nisso??? Para um homem público??? E essa de dizer que há extremistas racistas no meio dos birthers? Da onde vc tirou isso? Ora, é capaz de ter mesmo, assim como no meio dos frequentadores de uma igreja há ladrões e assassinos eventualmente. Assim como o Unabomber era um professor de Universidade! Mas daí a falar uma bobagem como se os "birthers" fossem organizados por grupos racistas... Afinal, vc baseou isso em que? É um absurdo! É um direito de qualquer cidadão americano exigir isso de seu presidente. Não há racismo algum nisso. []s André

Lis em 08 de abril de 2011

Ricardo,"(a circunstância da mãe do presidente ter sido branca, nascida no Kansas e descendente de ingleses, alemãs e irlandeses não conta)", nunca foi levada em conta, nrm pela imprensa americana quanto de todo o mundo, que sempre destacou o fato dele ser"negro"! Essa questão é complicada. Nos Estados Unidos, os negros mais militantes, e eu diria até que a grande maioria dos cidadãos negros -- e os outros setores acabaram aceitando -- considera que é negro quem tem "uma gota" de sangue negro. Pessoalmente, sem querer criar qualquer polêmica, eu acho que isso é racismo. Ué, o Obama, por exemplo, é também branco, não é mesmo? Nos Estados Unidos não existem definições intermediárias entre negro e branco. E você tem razão: todo mundo sabe e lembra, lá, que a mãe do presidente era branca, mas o classificam de negro. Curioso que ele próprio, que tinha profundo amor pela família materna -- mal conheceu a paterna --, memórias ternas da mãe prematuramente falecida, dos avós maternos etc, se considera "negro". Abraços

Troy em 08 de abril de 2011

PS.: Não quis ser agressivo no meu comentário. Só dizer que as pessoas podem ter dúvidas e questionamentos sobre pessoas de todas as raças e que criminalizar a diferença de opinião como racismo é uma forma de racismo.

Troy em 08 de abril de 2011

Setti, acho que o racista da história é você. Se um cara chamado Heinrich Schröeder fosse presidente dos EUA e ninguém tivesse visto a certidão de nascimento dele você realmente acha que isso não seria questionado só por ele ser branco? É bom lembrar que também foi questionada a elegibilidade de John McCain pelo mesmíssimo motivo: local de nascimento. E McCain é branco. Troy, não faça isso comigo. Meu Deus do céu, a última coisa do mundo que sou é racista. Acho, sim, que ninguém questionaria a nacionalidade de políticos brancos com sobrenomes não britânicos. Ninguém questionou nada, por exemplo, quando o herói nacional, general Dwight D. Eisenhower, descendente de alemães, virou comandante supremo dos Aliados durante a II Guerra Mundial e depois presidente, por duas vezes, dos Estados Unidos. O sobrenome dele foi americanizado do original Eisenhauer, família vinda para os Estados Unidos da região de Renânia-Palatinado, na Alemanha.

anonimo em 08 de abril de 2011

Vale tudo eleitoral é um nojo - haja vista o que nós passamos nos dois anos passados. Leva-se até um país outrora estável à bancarrota, como vemos hoje tudo ruindo. Inflação de volta. Socorro!

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