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Zagallo consola Ronaldo depois da final da Copa de 1998, na França: técnico que se preze usa agasalho esportivo

Amigos, como todo brasileiro, tenho direito a minhas preferências e também a minhas implicâncias.

Hoje é dia de implicância: não suporto essa cretinice de técnico de futebol instruir suas equipes, em campo, vestindo terno e gravata.

É uma ridícula imitação dos técnicos de basquete dos Estados Unidos, onde essa moda começou nos anos 80.

Técnico que é técnico precisa usar agasalho esportivo — como fizeram quase todos os treinadores da Seleção Brasileira nas últimas seis décadas — ou roupa comum, esportiva, própria para o banco e o terreno de jogo.

Na Seleção, até o gordíssimo e sonolento Vicente Feola, técnico campeão na Suécia, em 1958, usava o uniforme da então CBD. Em 1962, no Chile, Aimoré Moreira fez o mesmo. Zagalo, o irritante e chato Zagalo, nesse aspecto era impecável, não inventava nada, começando por 1970, no tri do México, e continuando no desastre que foi a Copa de 1974, na Alemanha. Carlos Alberto Parreira seguiu a escrita quando o Brasil venceu o tetra dos Estados Unidos, em 1994, tal como Felipão com o penta no Japão/Coreia do Sul, em 2002.

OK, roupa de técnico não ganha nem perde campeonato. Mas insisto: abaixo os ternos em campo de futebol! Ainda mais quando a elegância postiça do terno não combina com a falta de elegância pessoal de quem o veste.

Os exemplos são muitos, não é mesmo?

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14 Comentários

Pedro em 11 de agosto de 2011

Uma pesquisa realizada na Inglaterra concluiu que técnicos que adotam o visual terno e gravata passam mais credibilidade que técnicos adepetos ao agasalho esportivo. Meu amigo, associar a vestimenta de um profissional a sua competencia é uma tolisse infundamentada. Se o agasalho esportivo influenciasse em alguma coisa dentro das quatro linhas, técnicos como Wanderley Luxemburgo, e os internacionais Alex Ferguson e José Mourinho não seriam vencedores. Além do mais meu amigo, o uso do terno por parte da comissão técnica e até mesmo dos jogadores, é também uma jogada de marketting dos clubes europeus, uma vez que são patrocinados por grifes de renome. Penso que essa pratica poderia também ser adotoda no brasil.

Silvio em 22 de julho de 2011

Setti, desculpe o equívoco. Você está correto quanto à confusão misturando os dois treinadores.

José Geraldo Coelho em 22 de julho de 2011

Concordo plenamente. Terno e gravata não combinam com derrotas vergonhosas. Cabelo de cracatôa também não ganha jogo. É ridículo.

João Máximo em 21 de julho de 2011

Concordo plenamente, terno não combina nada com o ambiente esportivo do campo de futebol.

Rodrigo em 21 de julho de 2011

No alvo, prezado Ricardo.

Silvio em 21 de julho de 2011

Dirigir-se ao ex-técnico Lula como gordo e sonolento é sobre valorizar demasiadamente seu aspecto físico e seu perfil moderado, esquecendo-se da imensa contribuição que ele deu ao futebol.Além de dirigir nossa primeira seleção campeã do mundo, durante a mesma Copa, modificou inteiramente o time base, dando oportunidade a um garoto de 17 anos de fazer sua estréia na Copa, o qual brilhou intensamente,vindo, poucos anos depois, a ser considerado o atleta do século.Mas fez mais,substituiu Joel por um certo Mané Garrincha, o qual viria a virar uma lenda no fuebol.Mesmo vencendo as partidas fazia intervenções na equipe visando aumentar seu desempenho, tirando Dida e colocando Vavá, um dos nossos artilheiros de 1958.Foi campeão invicto com uma seleção que deixou o país desacreditada.Lula ainda viria a fazer mais.Montou um time em Santos, que muitos como eu, elegem ainda hoje como o melhor conjunto de se jogar bola de todos os tempos.Lula era sim gordo e de movimentos lentos,características que nada invalidam reconhecê-lo como uns dos melhores treinadores que já tivemos. Pergunto ao articulista,qual treinador ganhou uma Copa do Mundo de Seleções e dois Mundiais de Clubes? Pergunto ainda, de todos os treinadores brasileiros quem conquistou tanto? Nem Zagalo poderia competir com o saudoso Lula. Tudo bem, caro Silvio, mas você está confundindo Lula, técnico do Santos, com o Vicente Feola, técnico da Seleção campeã do mundo em 1958.

Newman em 21 de julho de 2011

Discordo do texto apenas sobre os técnicos do basquete americano. Acredito que a referência para nossos jecas foi a elegância de Franz Beckenbauer na Copa de 90 na Alemanha.

Marcelo Meireles em 21 de julho de 2011

Concordo 100 %. Esses bocós de terno na beira do campo, é pura "pose de conteúdo". Vestir terno em cerimonias de premiação, ou em lançamento oficial de evento esportivo; é importante. Mas no calor do jogo, na beira do campo, nada é mais inadequado que um terno. Até o Luxemburgo (que lançou a moda por aqui) não tem ido de terno. - Mas pior ainda do que vestir terno, são os sujeitos broncos e toscos que ao virarem técnicos, cismam de querer "falar bonito". Vc já "botou reparo" nas coletivas do Tite ? Quando o time está mal, perdendo, é aí que ele lapida mais seu belo disurso. Celso Roth segue a mesma linha. - Em homenagem a esses bocós eu faço aqui um "Top 5" particular, com mas idiotices ditas na Seleção, do alto da sabedoria de técnicos deslumbrados. * "Boa, garoto. 3 a 1 tá de tom tamanho. A Argentina não fará 4 a 0 no Peru" - Cláudio Coutinho, em 78 - * "Somos os campeões morais" - Cláudio Coutinho também em 78. - * "Precisamos galgar parâmetros" - Lazaroni, em 89 numa fase de seguidos empates - * "Tivemos problemas com o pé de apoio" - Mano Menezes, 2011; explicando 4 penaltis perdidos bisonhamente num jogo só. - E agora, o campeão de todos, que explica em pouquíssimas palavras toda a estupidez dos técnicos de terno, e dos que "falam bonito" : - * " O GOL É APENAS UM DETALHE " - Parreira, em 93

Marco em 21 de julho de 2011

Amigo Setti: Assistindo agora na TV o lance do Kleber no jogo do Palmeiras, começo a me questionar se deve existir ou não o Fair Play. já q tem provocado muita confusão, principalmente quando um time está num contra ataque ou no ataque e cai um jogador adversário no outro lado. Me lembro contra a França se não me engano em 98, quando o Rivaldo teve q desperdiçar um contra ataque por esse motivo. È uma coisa a se pensar. Apesar o q Kleber fez foi uma tentativa de atropelar isso. Te confesso q não sei... Abs. Amigo Marco, o fairplay é indispensável não apenas no futebol, mas também na vida. Sempre, sempre, esteja o jogo como estiver, sempre pelo fairplay e pelo cavalheirismo. É uma das coisas que nos fazem humanos. Abração

Marco em 21 de julho de 2011

Amigo Setti: Só por medida de esclarecimento, acho q a Seleção de 1974 era muito boa e não rendeu. Abs.

Marco em 21 de julho de 2011

Amigo Setti: Fécho em tudo e acrescento q não há originalidade no traje. E quanto ao Zagalo gosto muito dele como pessoa. Mas profissionalmente acho q estragou a Seleção de 1974. Q tinha Rivelino, Carpegiane, Jairzinho, Zé Maria e etc.. Abs.

Jotavê em 21 de julho de 2011

Concordo plenamente. É uma questão de elegância - de capacidade de ELEGER a atitude mais correta numa dada circunstância. É tão deselegante ir a um campo gramado de terno quanto seria ir a um baile de calção.

Reynaldo-BH em 21 de julho de 2011

OH Setti, temos a mesma birra! Que estranha mania destes caras (começou com o Vanderley Luxemburgo!) de acreditarem no terno como vestimenta que impõe respeito! Tele Santana nunca vestiu um terno em campo. E foi melhor que todos eles! É como ir de bermuda a um casamento ou de pijama a uma reunião de negócios: nada mais inadequado. Felipão em terno só para receber prêmios. E mesmo assim, o terno grita: "me tira logo que tá maus!!" A macaquice - no sentido da imitação - é cruel. Além do que, não consigo entender AS GRAVATAS! Ou é falta de espelho ou nunca sabem escolher/comprar umas que não sejam da padronagem "fundo de caixão" ou "qualquer uma serve"! Será que estes caras pensam que os jogadores os respeitam mais do que se estivessem vestidos com agasalhos esportivos? Ou será inveja de cartolas? OK, concordo. Roupa não ganha jogo! Mas, do mesmo modo, TERNO IGUALMENTE NÃO!

roberto em 21 de julho de 2011

Concordo, mas a vantagem do terno é justamnente essa, não parece um banner, cheio de patrocinio.

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