Bom exemplo, no Brasil, não pega. Mas vejam o que acaba de fazer o novo Rei da Espanha: até seus gastos serão tornados públicos

O novo rei com o chefe de governo da Espanha, Mariano Rajoy: a Casa Real busca transparência para recuperar o prestígio (Foto: EFE)

O novo rei com o chefe de governo da Espanha, Mariano Rajoy: a Casa Real busca transparência para recuperar o prestígio (Foto: EFE)

Preocupado com a sucessão de escândalos que vinha afetando a família real da Espanha de uns anos para cá, o novo Rei Felipe VI, que assumiu a chefia de Estado no dia 18 de junho, após a abdicação do pai, Juan Carlos I, está tomando várias medidas para assegurar mais transparência à Casa Real e tentar recuperar o prestígio que a monarquia já teve entre os espanhóis desde a redemocratização, a partir de 1975-1976.

Juan Carlos, o pai, teve constante e importante papel na abertura de mercados para a Espanha, especialmente nos países árabes ricos em petróleo, mas suspeitas de críticos da monarquia de que de alguma forma ele haja se beneficiado pessoalmente, ao longo dos anos, fizeram com que o novo Rei firmasse um convênio com a Secretaria de Estado de Comércio para regulamentar minuciosamente seu trabalho de apoio à promoção dos interesses econômicos do país.

Episódios que ganharam estridência na mídia acabaram erodindo o respeito que Juan Carlos, 76 anos, adquiriu por seu desempenho na instauração e consolidação da democracia na Espanha após os 36 anos da feroz ditadura fascista do generalíssimo Francisco Franco..

Um, gravíssimo, foi o envolvimento de um de seus dois genros, Iñaki Urdangarín, ex-ídolo do handebol e capitão da seleção nacional do esporte, muito popular na Espanha, num caso de desvio de dinheiro de uma fundação sem fins lucrativos da qual era presidente, e que recebia gordas contribuições de empresas. A mulher de Urdangarín, a infanta Cristina, mais nova das duas filhas de Juan Carlos, viu-se implicada por haver assinado documentos comprometedores.

A questão está na Justiça e pode acabar mal para o casal.

Urdangarín e a mulher, Cristina, irmã do novo Rei: envolvimento num caso que está na Justiça foi embaraço para Juan Carlos. O novo Rei, seu irmão, cortou sua mesada oficial (Foto: AFP)

Urdangarín e a mulher, Cristina, irmã do novo Rei: envolvimento do casal num caso que está na Justiça foi embaraço para Juan Carlos. O novo Rei cortou a mesada oficial da irmã (Foto: AFP)

Mas o escândalo que realmente abalaria os alicerces do Palácio de la Zarzuela, a residência real em Madri, seria sua sigilosa escapada para uma caçada de elefantes em Botsuana, na África, em 2012 — viagem na qual esteve acompanhado de uma bela mulher 30 anos mais jovem, a princesa alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein, com quem mantinha uma relação há tempos.

Não bastasse ir caçar um animal magnífico e cada vez mais raro, justo ele, presidente de honra de uma das maiores organizações de defesa do meio ambiente do mundo, o World Wildlife Fund, não bastasse partir para uma viagem de lazer num momento em que o país se encontrava imerso em uma brutal crise econômica, o Rei — sério e rigoroso em seu comportamento como homem publico ao longo de décadas — ainda levianamente se deixou flagrar pulando a cerca.

A partir daí, a abdicação, da qual se falava raramente em razão de problemas de saúde do soberano, passou a ser uma questão de tempo.

Pois bem, o novo Rei, 46 anos e com algumas semanas no posto, decidiu, além de regulamentar oficialmente suas próprias atividades como promotor de interesses econômicos da Espanha, também excluir das atividades oficiais da Casa Real suas duas irmãs, Elena e Cristina, além de cortar a mesada que ambas recebiam para “gastos de representação”.

Como medida simbólica, proibiu formalmente seus pais, os ex-reis Juan Carlos e Sofia, e suas filhas, Leonor, de 9 anos, e Sofia, de 7, de exercer qualquer função na iniciativa privada. A medida é simbólica, porque não se imagina o casal ex-real mantido pelo Estado indo pedir emprego, nem as duas crianças, mas significativa: tanto a irmã do Rei, Cristina, como o marido, Urdangarín, prestaram serviços ao gigante de comunicações Telefónica de España — ela, atuando na Fundação da empresa, ele como seu representante nos Estados Unidos.

Mais que isso, Felipe decidiu, em gesto inédito na história da monarquia espanhola, que remonta ao século XV, submeter todas as contas e gastos da Casa Real à Intervención General de la Administración del Estado, organismo oficial, estritamente técnico, “de controle financeiro do setor público estatal e o centro diretivo e gestor da contabilidade pública”.

Isso significa que o Parlamento espanhol pode tomar conhecimento e divulgar os gastos da família real.

Já no Brasil, os gastos com cartões de crédito corporativos da Presidência da República…

O problema é que, como já escrevi várias vezes, no Brasil bom exemplo não pega.

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24 Comentários

  • Hobben

    New tip
    Amigo Ricardo, interessante a volta, o arrodeio que os aviões estão fazendo para se esquivar da zona mortal onde os rebeldes derrubaram um jato da Malasya. Consegui ver pelo APP Flightradar24. Um exemplo que vi a pouco, um avião que saiu de Moscou para Simferopol, ele faz um desvio danado.

  • Jorge

    Em Botsuana os elefantes viraram praga desde a sua proibição de caça …no passado…destroem vilarejos matam humanos… Além de acabarem com a vegetação.
    O Rei pode ter feito muita coisa errada… Mas caçar elefantes em Botsuana é até incentivado naquele país…

  • Fernando Costa

    Myrciaria cauliflora

  • Paulo Henrique

    Setti,agente pode até mesmo questionar se tudo isso ocore apenas em função das denúncias contra a família real,mas esse fato não deixa de ser admirável para nós brasileiros e até m otivo de inveja.Pois,na pior das hipóteses,revela que as lideranças espanholass e preocupam em,pelo menos,em aparentar honestidade,coisa que os daqui perderam há tempos.
    Eu sou do interior e digo que aquela política clientelista da minha terraé modelo escandinavo perto do que ocorre no Rio de Janeiro de hoje Declarações cínicas e debochadas de autoridades,péssimo fuyncionamento de qualquer posto de saúde ou escola,pois tudo está entregue ao compadril,que age sem nenhum controle de quem o colocou,ois este se preocupa com os votos que pode perder.Parece que,pelo menos por lá,a coisa não chegou a esse ponto.Quem sabe,apesar da brutal crise que o sistema financeiro impôs ao país,a Espanha ainda tenha salvação?

  • LUIZ

    Na época da NOSSA MONARQUIA, a nossa Casa Imperial era assim…já na nossa república…

  • mairalur

    Não é preciso, Cidadão Quem, que a presidente lave suas roupas. Como chefe de estado, ela tem direito a uma série de vantagens que as demais mulheres (e homens) não têm. Seria suficiente, Cidadão Quem, que ela agisse com transparência e honestidade de propósitos.

  • Emanuel Nunes Silva

    Basta restaurar a Monarquia Parlamentar Imperial Representativa Brasileira. O Brasil precisa de um Monarca íntegro. Um Imperador que exerça seu Poder Moderador com sabedoria e autoridade, numa Monarquia Parlamentarista Moderna que respeite a sua Constituição, e ofereça a Democracia Plena para esta população escravizada com absurdos impostos, sem que haja o merecido retorno proporcional em serviços de qualidade. A República fez do povo brasileiro uma massa desorientada de manobras sem vontade própria, conduzida como rebanho de barganha; utilizada inescrupulosamente exclusivamente para alimentar a voracidade dos Abutres desta decadente inútil Classe Política, coligada & conivente com as Organizações Criminosas do Poder Constituído deste Suposto Estado Democrático de Direito. Este povo tem sido treinado desde tenra idade para exercer uma falsa cidadania nesta caricatura democrática, considerada pelos órgãos respeitáveis internacionais de Democracia Imperfeita. A República não cumpriu à que veio… Fracassou.

  • Tuco

    .
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    Grande RSetti, veja que maravilhoso
    exemplo: http://goo.gl/tk6N33
    Chegaremos um dia perto disso? Eu
    duvido!

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    .
    .

    Eu também, sem dúvida! Quem chegava mais próximo disso, entre os incontáveis políticos que conheci, era o falecido governador Mário Covas. Tinha dias em que parecia estar vestido com roupas de 20 anos atrás, não ligava a mínima para a vaidade, a ponto de, em certas circunstâncias, constituir um problema.

  • Rodrigo Cavalcanti

    No Brasil não daria certo? Por qual motivo, já que dava certo até o fatídico golpe militar de 15 de novembro de 1889?

    O que quis dizer, e acredito estar claríssimo no texto, é que bons exemplos, como os do Rei da Espanha, não pegam no Brasil. Não discuti prós e contras da monarquia. Isto está apenas na sua imaginação.

  • Emanuel Nunes Silva

    Não é que no Brasil Bom Exemplo não pegue Sr. Ricardo Setti. O problema está na Forma Ilegítima de Governo; nessa Farsa Republicana, bom exemplo nunca pegou. Tudo que principia pelos piores caminhos possíveis, nas sombras conspiratórias, por meio de intrigas, mentiras, sem honra ou grandeza, arbitrariamente sem uma consulta popular, na ilegalidade de um Golpe Militar de Traição e Lesa-Pátria, que para manter essa primeira Ditadura, massacrou impiedosamente 150.000 brasileiros, apenas nos seus 7 primeiros anos de violenta repressão (mulheres, crianças, anciões, ex-escravos e militares opositores à arbitrariedade do primeiro Estado de Exceção Republicano da História do Brasil), numa época em que a população brasileira era de apenas 17.000.000 (12 vezes menor que a atual), que representaria hoje ao genocídio de 1.800.000 pessoas. Obviamente que uma coisa dessa sempre estará fadada ao fracasso enquanto perdurar.

  • Gustavo Henrique Sales-Vilar

    Em 125 anos de desventura republicana, em 125 anos de ditaduras, golpes, estado de sítio, corrupção desmedida e gananciosos aventureiros em busca do poder pelo poder, o Brasil está sofrendo com uma eterna crise moral e institucional.
    A única, e diga-se de passagem verdadeira, saída é a restauração da NOSSA Monarquia Parlamentarista!
    Precisamos urgentemente da separação benéfica entre Chefe de Estado e Chefe de Governo. Precisamos, ainda mais, de um Chefe de Estado perene, treinado para isso, responsável e que não seja apenas um abutre político, ambicioso, em busca de poder e dinheiro.
    Apenas quando o Brasil tiver novamente a NOSSA Monarquia Parlamentarista, com o Imperador (ou Imperadora) velando pela ética, pela moral e pelos bons costumes na política nacional, fiscalizando o governo e o parlamento,protegendo a democracia e as liberdades gerais, é que vamos conseguir sair desse buraco republicano em que traidores da pátria nos puseram!

  • Alexandre

    Monarquia constitucional parlamentarista já! Abaixo a república e viva o Império do Brasil!

  • Henrique

    Gastos com governo em monarquias sao sempre menores que em republicas. Fato. Depois tem coitados que falam que eh loucura monarquia no Brasil, quando nem sabem a diferenca de chefe de estado e chefe de governo… viva a monarquia. Viva Dom Luis.

  • Emanuel Nunes Silva

    “Não vá à Espanha, não. Paisinho anacrônico. Vá à Dinamarca, à Suécia ou à Noruega colher bons exemplos. Lá, os mandatários usam transporte coletivo. Andam de ônibus. E, pasme, lavam a louça do jantar.”…
    Pois é CIDADÂO QUEM: todos os países que citou são Monarquias Parlamentaristas, tal qual o Brasil foi até 1889, e sem sombra de dúvidas são países mais democráticos, desenvolvidos e de maior IDH do planeta. E quanto a Espanha, está sim no caminho certo. Diferentemente do Brasil lá o povo espanhol acordou e restaurou sua Monarquia, se livrando da malfadada República que havia, tal ocorre por aqui, acabado com o seu país.

  • Beatriz Diniz

    Só a Monarquia voltando para acabar com a safadeza dessa república corrupta e imoral!

  • marcos indignado

    O Congresso Nacional brasileiro deveria acabar com os cartões corporativos. Aqueles que pagam as contas e despesas de autoridades, sem que as mesmas precisem prestar contas ao povo. É aí que o dinheiro público vai pelo ralo. E o povo é quem paga a conta. Eu queria ver essas autoridades viverem com o seu próprio salário. Isso sim é país sério.

  • Vitor

    Que delicia de monarquia cara.
    É uma boa opção para o nosso Brasil.

    Viva D. Luiz.

  • Paulo Henrique

    Eu sou professor de História e entendo que e esse debate entre monarquistas e republicanos pode ser muito fecundo. Primeiro,porque tive a oportunidade de ter um professor monarquista que era excelente,o professor Alexandre,que me fez desfazer preconceitos contra a monarquia(uma função que,por si só,faz o debate valer a pena).Depois, porque nos força compreender a realidade com olhares diversos.
    Porém,o que posso dizer aos amigos é que não adianta trocarmos a forma de governo,o seu sistema ou o regime se não mudarmos a perspectiva em relação ao país:combatermos a corrupção,valorizarmos o trabalho e a geração de riquezas(coisa bem diferentes de acumular milhões através de conchavos políticos,como foi a Copa do Mundo e serão as Olimpíadas)vermos no conhecimento intelectual um valor em si e não apenas um diferencial no mercado de trabalho(como vê quase toda a nossa classe média. Tanto é que essas mazelas estão presentes em nossa História desde os primeiros anos da nossa colonização,nos acompanhou durante a Monarquia,imperou por aqui tanto nas ditaduras quanto na democracia.
    Iremos encontrar países que deram certo na monarquia e outros que deram certo na República,no parlamentarismo ou no presidencialismo.As melhores opções dependem muito da nossa realidade cultural.Agora,com os vícios citados acima,estaremos condenados a “eterna condição de país do futuro ” em qualquer modelo político.

  • José

    Monarquia no Brasil, pra já

  • Suzanno Silva

    Paulo Henrique, ninguem defende que a troca apenas do sistema de governo ira resolver nostos problemas. Monarquia eh um meio, nao um fim. Uma forma de governo mais democratica e menos refem das politicagens. Voce diz que tanto monarquias quanto republicas deram certo e deram errado… Tem certeza disto? Olhe o sistema de governo dos paises mais democraticos e dos menos. E por mais que isto nao eh garantia de que monarquia funcionaria no Brasil, verifique entao a diferenca de cada um deles. A monarquia por si soh ja possui varias caracteristicas que a coloca em destaque. Pena que toda vez que se falaem monarquia, poucos realmente tentam entender, ficando numa discussao rasa se eh justo um poder hereditario.

  • Jorge

    Europa é Europa,Brazil é Brazil.

  • Emanuel Nunes Silva

    Professor Paulo Henrique, 124 anos de experiência Republicana, já é quase o Dobro do período Imperial. A grande diferença é que desde a fundação da Nação Brasileira Independente e Soberana como Império em 1822… Até 1889 (76 anos), em menos de 60 anos, este Império já tinha transformado um país atrasado na 4ª potência da terra, respeitada entre o universo das nações do seu tempo. A Armada Imperial junto com a Marinha Mercante foi a 2ª Potência Naval do planeta. Já fomos o País do Futuro. Perdemos este status em nome de uma irresponsável experiência republicana que inaugurou o primeiro genocídio de fato do povo brasileiro e estagnou a nação. Ao passo que a República de 1889 a 2013 (124 anos), reduziu um Brasil que hoje chamam primeiro mundo, num país fracassado de terceira categoria pertencente a um Terceiro Mundismo que inventaram, cada vez mais dependente das tecnologias dos outros. Ironicamente os golpistas de 1889 pregavam que a República havia chegado para melhorar o Brasil em todos os sentidos (uma espécie de Libertação das Trevas)… Hoje muitos idiotas republicanos culpam a Colonização Portuguesa e o período Imperial por todas as mazelas do Brasil. A República não cumpriu a que veio, e agora quer responsabilizar a História do Brasil até 1889, por suas incompetências e fracassos.

    O tortuoso caminho de fracassos percorrido pela República nestes 124 anos, já enfrentou 12 estados de sítio, 17 atos institucionais, 6 dissoluções do Congresso, 19 revoluções ou intervenções militares, 2 renúncias presidenciais, 3 presidentes impedidos de tomar posse, 4 presidentes depostos, 7 Constituições diferentes, 4 ditaduras, 9 governos autoritários… Culminando neste esgoto de inconstitucionalidades desta já trágica 6ª República. Não se consegue ver nada de sensato na curiosa sucessão de desastres ocorridos após o Golpe republicano que descaracterizou e mutilou este país. O Brasil perdeu seu status de nação respeitada e potência global; perdeu seu rumo, a autonomia e a auto-estima, fazendo com que a população adotasse um permanente sentimento de inferioridade, e uma postura submissa perante os outros povos, passando a admirar e imitar suas culturas… A República não cumpriu à que veio, se perdeu em si mesma nas suas mediocridades… Fez com que deixássemos de ser. O Brasil perdeu seu status de nação respeitada e potência global; perdeu seu rumo, a autonomia e a auto-estima, fazendo com que a população adotasse um permanente sentimento de inferioridade perante os outros povos.

  • Emanuel Nunes Silva

    Professor Paulo Henrique, o tortuoso caminho de fracassos percorrido pela República nestes 124 anos, já enfrentou 12 estados de sítio, 17 atos institucionais, 6 dissoluções do Congresso, 19 revoluções ou intervenções militares, 2 renúncias presidenciais, 3 presidentes impedidos de tomar posse, 4 presidentes depostos, 7 Constituições diferentes, 4 ditaduras, 9 governos autoritários… Culminando neste esgoto de inconstitucionalidades desta já trágica 6ª República. Não se consegue ver nada de sensato na curiosa sucessão de desastres ocorridos após o Golpe republicano que descaracterizou e mutilou este país. O Brasil perdeu seu status de nação respeitada e potência global; perdeu seu rumo, a autonomia e a auto-estima, fazendo com que a população adotasse um permanente sentimento de inferioridade, e uma postura submissa perante os outros povos, passando a admirar e imitar suas culturas… A República não cumpriu à que veio, se perdeu em si mesma nas suas mediocridades… Fez com que deixássemos de ser. O Brasil perdeu seu status de nação respeitada e potência global; perdeu seu rumo, a autonomia e a auto-estima, fazendo com que a população adotasse um permanente sentimento de inferioridade perante os outros povos.

  • Emanuel Nunes Silva

    Professor Paulo Henrique, 124 anos de experiência Republicana, já é quase o Dobro do período Imperial. A grande diferença é que desde a fundação da Nação Brasileira Independente e Soberana como Império em 1822… Até 1889 (76 anos), em menos de 60 anos, este Império já tinha transformado um país atrasado na 4ª potência da terra, respeitada entre o universo das nações do seu tempo. A Armada Imperial junto com a Marinha Mercante foi a 2ª Potência Naval do planeta. Já fomos o País do Futuro. Perdemos este status em nome de uma irresponsável experiência republicana que inaugurou o primeiro genocídio de fato do povo brasileiro e estagnou a nação. Ao passo que a República de 1889 a 2013 (124 anos), reduziu um Brasil que hoje chamam primeiro mundo, num país fracassado de terceira categoria pertencente a um Terceiro Mundismo que inventaram, cada vez mais dependente das tecnologias dos outros. Ironicamente os golpistas de 1889 pregavam que a República havia chegado para melhorar o Brasil em todos os sentidos (uma espécie de Libertação das Trevas)… Hoje muitos idiotas republicanos culpam a Colonização Portuguesa e o período Imperial por todas as mazelas do Brasil. A República não cumpriu a que veio, e agora quer responsabilizar a História do Brasil até 1889, por suas incompetências e fracassos…