O Palácio do Planalto acompanha com interesse a possibilidade de o senador Mário Covas, candidato do PSDB ao governo de São Paulo, não chegar ao segundo turno das eleições de quarta-feira.

Uma derrota de Covas aplainaria consideravelmente, segundo visão do Palácio, uma aproximação dos tucanos com o presidente Fernando Collor.

Covas é visto no governo como principal empecilho a um entendimento com o PSDB, que Collor continua querendo.

O círculo mais íntimo do palácio ainda tem entalado na garganta o episódio de 1987 em que Collor, então governador de Alagoas, defendeu o nome de Covas como o melhor candidato do PMDB de então à Presidência e, segundo conta o irmão do presidente, Leopoldo, não recebeu nem por cortesia um telefonema de agradecimento do senador.

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