Cartola que embolsa a medalha de ouro só contribui para reforçar a imagem de cafajestismo dos dirigentes do futebol

Tudo bem que o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, diz ter autorizado o cartola José Maria Marin, 79 anos, um dos vice-presidentes da CBF, a guardar para si uma das medalhas de ouro com as quais foram brindados, com justiça, os excelentes garotos do Corinthians que foram campeões invictos da Taça São Paulo de Futebol Júnior, a “Copinha”.

Segundo a Federação Paulista, seria “praxe” dar uma medalha “de lembrança” às “autoridades” que participam da premiação.

Pode até ser – e vai ver que é por isso que gente que nunca fez nada para o esporte ostenta em casa tantas medalhas.

Mas, se assim for, que a medalha fosse atribuída publicamente, às claras, colocada por alguém ao redor do pescoço do cartola, deixando claro o ato e o gesto.

Marin, porém, como você verá no vídeo abaixo, agiu como se surrupiasse a medalha, parecendo querer imitar a rapidez e o disfarce de batedores de carteira profissionais — tão rápido foi que deixou sem seu merecido galardão o goleiro Mateus, do Corinthians. É o fim da picada, não?

Em outras palavras, amigos: um gesto lamentável, que contribui fortemente para manter a imagem de cafajestismo que parece inerente aos cartolas.

Marin, para quem não se lembra, foi um veterano político sempre ligado ao regime militar, que, como vice-governador biônico de Paulo Maluf, assumiu por infelizes 10 meses o governo do Estado de São Paulo quando o titular se desincompatibilizou para candidatar-se a deputado – até entregar o posto a um homem de bem que o povo elegeu, pelo PMDB de então (não o de hoje), o falecido governador Franco Montoro.

Veja o vídeo em que a ESPN Brasil captou o feio gesto do velho cartola:

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17 Comentários

  • Irineu Beretta Junior

    Vergonhoso, para se dizer o mínimo… Ao ver uma cena assim, ficamos a imaginar o quanto mais pode já ter entrado em tantos bolsos por aí…

  • RobbinSoars

    Parabéns aos atletas de Corinthians e Fluminense, a safra é muita boa! Agora vergonhoso foi o ex-governador José Maria Marin furtando a medalha dos garotos.Tudo filmado pela televisão!Absurdo, furtando até medalhas!! (O goleiro Matheus ficou sem a sua merecida medalha)
    Sou a favor campanha :Marin devolve a medalha!!

  • GIBA

    O lobo perde o pelo, mas não perde o jeito. Já foi político, esta acostumado à escamotear.

  • Arthur Barbosa

    Não foge as origens. É corinthano mesmo. Se fosse no RJ, seria flamenguista. kkkk

    Caro Arthur, não ofenda as imensas comunidades corintiana e flamenguista. Isso que você escreve é preconceituoso.

    Ah, e também há um detalhe: José Maria Marin é notório torcedor do São Paulo.

    Abraço

  • Ciro Batelli

    PEGA LADRAO !
    Flagrante de furto. Onde esta’ a Policia e a VERGONHA ??????

  • Kitty

    Oi Ricardo!
    EU ACHO QUE ELE ESQUECEU QUE NUM ATO DESSES ERA MAIS DO QUE ÓBVIO QUE ESTARIA A IMPRENSA FILMANDO A ENTREGA DE MEDALHAS E NÃO PASSARIA DESAPERCEBIDO O MOMENTO EM QUE DOBROU A FITA, E DEPOIS, GUARDOU NO BOLSO JUNTO A MEDALHA. NA POSIÇÃO DELE FOI UM ATO, NO MINIMO, VERGONHOSO, DEU UM PÉSSIMO EXEMPLO.SE ELE TANTO ALMEJAVA ESSA MEDALHA,O MAIS ACERTADO TERIA SIDO PEDI-LA COMO UMA LEMBRANÇA, EM FIM,TERIA ESCOLHIDO QUALQUER RAZÃO.A IMAGEM QUE PASSOU FOI DE UMA PESSOA QUE PODIA SURRUPIAR, ALÉM DE UMA MEDALHA, MAS, TAMBÉM DINHEIRO PÚBLICO, QUANDO OCUPOU CARGO DE CHEFIA NO GOVERNO DE SÃO PAULO. NADA SIMPÁTICA A
    AÇÃO DESTE CARTOLA!UM ABRAÇO-kITTY

  • ze do matogrosso

    oi giba, o animal em questão é a raposa….fica velha, perde o pelo, mas não perde o vício…de qualquer forma tem tudo a ver….ou não?

  • Fábio

    Até quando seremos tratados como IDIOTAS nesse país?!! Um povo tão doído por causa de coisas fúteis, xingou meu time de futebol, olhou pra minha namorada… e é tratado como IDIOTA a todo momento, e acha lindo! Del Nero vá tratar como idiota sua vó!

  • Tuco

    .

    Esse advogadozinho frustrado,
    por incompetente ser, aninhou-se
    na FPF onde a competência é por
    demais desnecessária – e assim
    avoluma seu pé-de-meia, sempre
    por vias escusas.
    Deu, agora, para também validar
    pequenos furtos cometidos por um
    velho salafrário – esse não conseguiu
    nem na beira dos oitenta anos de
    idade tornar-se menos canalha. Eis,
    pois, sucinta análise dos dois pulhas.
    Mas não é só.
    Como expus na Coluna-Irmã do Grande
    ANUNES, não me causa surpresa tal ato
    reprovável de parte de um destacado
    velhaco (agora apoiado por outro!).
    O que causa-me espanto é perceber
    que os orbitantes dessa patifaria,
    aos berros, tentam nos fazer crer
    que esse furto é o que de pior
    acontece na administração do futebol,
    no Brasil!
    Bando de cínicos, vendidos e baratos.


    .

  • Esron Vieira

    O que poderemos dizer…? Costume feio.

  • Sergio

    Seria cômico se não fosse trágico. Só aqui no Brasil mesmo !!!

  • Markito-Pi

    Amleto Gino Meneghetti, Sete Dedos, Lucio Flavio Villar Liorio, Ronald Biggs, o pessoal do Banco Cdentral de Fortaleza, eram ou são pessoas que têem compostura.
    Pivetes que começaram a carreira aos 19, chegam perto dos 80, nunca tiveram, e nunca terão.

  • Marco

    Amigo Setti:Será q o Corinthians esse ano vai aproveitar alguém, gostei muito do Dener e do Matheus, e se possível gostaria de saber tua opinião nessa eleição. Este Blog do Centenário (em conjunto com o jornal O Estado de S. Paulo e em seu último post) convidou e os internautas elegeram os 11 melhores da história corintiana: Gilmar, Zé Maria, Domingos da Guia, Gamarra, Rincón, Wladimir, Oswaldo Brandão (técnico), Marcelinho Carioca, Sócrates, Ronaldo, Neto e Tevez.
    Outra coisa tem q dar razão ao Kajuru vão roubar todos os estádios na Copa. Ou no minimo 12 pelos valores cobrados. E o Fla q fez as pré temporadas nas boates, agora com o Wagner Love ás concentrações vão ser tudo na Barra.
    Abs.

    Minha opinião sobre a eleição dos melhores da história do Corinthians segundo o Blog do Centenário é que a lista é ótima, com a qual, em vários casos, concordo plenamente, como nos casos de Gilmar, Domingos da Guia, Gamarra e Tevez. Mas fico em dúvida se alguns grandes do passado — como dos anos 50 e começo dos 60 –, especialmente o extraordinário Luizinho, não deveriam estar na lista. Listas definitivas são um problema…
    E acho que o Tite vai, sim, aproveitar os garotos que se destacaram na Copinha.
    Abração

  • Denise

    Se esta imagem correr o mundo, na próxima copa a FIFA terá que trazer agentes da Interpol para fazer a segurança das medalhas, pq o que vai dar de políticos e figurões como este aí, querendo aparecer no pódio para fazer a entrega das mesmas…VERGONHA NACIONAL!

  • Marco

    Amigo Setti: Consultei meu amigo, q já te falei ex dirigente com sucesso nos Mandarins, no Inter de 70 e mandou um recado para o A. Nunes, os melhores jogadores q viu, foi o Valdívia e o Tiago Silva do Rondonópolis, já acertado com o Palmeiras, e o melhor Lateral direito do Brasil é Cicinho do Palmeiras.
    Abs.

    Valeu! Vou dizer a ele.
    Abração

  • Marco

    Amigo Setti: Para q não conhece os Mandarins da Dec. de 70 no Inter, aí vai:
    Nos anos 60, os Mandarins eram jovens e, como jovens, se reuniam nos bares da cidade, varavam as madrugadas lubrificando os neurônios com álcool, alimentando os olhos com a visão das pernas de louça das moças e tramando, que jovens tramam. Os esquemas de muitos de seus planos foram traçados em guardanapos de papel manchados da gordura dos bolinhos de bacalhau e da espuma dos chopes.

    Os Mandarins formavam um grupo de novos dirigentes do Inter. Graças a eles, o clube montaria o melhor time da sua história, nos anos 70. Certo. E o que os Mandarins fizeram de diferente?

    Nada.

    Os Mandarins aprenderam com os erros do passado, do seu passado, e com os acertos do passado do inimigo. No caso, o Grêmio. Havia década e meia que o Grêmio era hegemônico no Estado devido a um estilo implantado por Oswaldo Rolla, o Foguinho, nos anos 50.

    Foguinho instituiu o futebol de marcação, de preenchimento de espaços, o futebol de solidariedade, de valorização do coletivo. Foguinho foi o primeiro treinador a priorizar a preparação física no Rio Grande do Sul, o primeiro a pregar que um jogador tinha de ser útil para todos, não só para ele próprio.

    Os Mandarins se debruçaram sobre a experiência vitoriosa do Grêmio, examinaram-na às minúcias, teorizaram a respeito e estabeleceram uma fórmula: os jogadores do novo Inter teriam de possuir duas de três qualidades: técnica, força e velocidade. Assim, um jogador poderia ser técnico e forte, sem ser veloz; ou veloz e forte, sem ser técnico; ou veloz e técnico, sem ser forte; mas jamais poderia ser só técnico, só forte ou só veloz, por mais forte, técnico ou veloz que fosse.

    Naquele Inter, Pontes, Cláudio, Vacaria, Caçapava, Dario e Valdomiro eram velozes e fortes, sem ser exatamente técnicos; Figueroa era forte e técnico, sem ser veloz; Lula e Carpegiani eram velozes e técnicos, sem serem fortes; e Falcão era forte, técnico e veloz. Um extraclasse.

    Aquele Inter foi uma contundente reação ao Inter do passado, o Inter clássico de quem o símbolo era Bráulio, um jogador puramente técnico, mas pouco participativo. Bráulio transformou-se em cavalo de batalha: eram os “braulistas” contra os “antibraulistas”. Ibsen Pinheiro se alinhava ferozmente entre os últimos. Lembro de quando surgiram os gêmeos Diego e Diogo no Inter, tempos atrás. Eram jogadores pequenos, manhosos e não muito competitivos. Ibsen recomendou:

    – Vendam logo, antes que façam sucesso. Porque depois vai ser difícil de vender.

    Curiosamente, o Grêmio, que servira de modelo ao Inter, desaprendeu, nos anos 70, as razões de seu sucesso. Os jogadores-símbolo do Grêmio, naquela época, eram Caio e Gaspar, chamados por Lauro Quadros de “Os Amigos da Bola”. Eram amigos da bola, mas não do time. Jogavam para o espetáculo, não para a vitória.

    De lá para cá, nunca um time da Dupla Gre-Nal foi vitorioso sem que houvesse entrega dos jogadores, sem que todos jogassem para o coletivo. Paulo César Caju, Tita, Dener e Roger, quando jogaram no Grêmio, continuaram jogando com toda a habilidade que a Natureza lhes deu, mas corriam, marcavam, acossavam o adversário, como a história do clube exigia. Assim, foram amados pela torcida. Assim, se tornaram vencedores.

    Douglas, quando jogava no time de Renato, dizia só jogar com a bola no pé. Mentira. Douglas corria, combatia, até tomava a bola do adversário. Agora, sim, ele só joga com a bola no pé. Agora ele é um jogador do passado. E o Grêmio um time do passado. De um mau passado.

    A pior de todas as decisões

    Um comandante, seja lá o que comande, seja uma fruteira, seja um país, um comandante tem que tomar decisões. Se for a decisão correta, tanto melhor. Se for a errada, paciência. Mas há que se tomar decisões. O pior que pode fazer um comandante é não fazer. Não decidir.

    Os dirigentes do Inter decidiram não decidir quem será o técnico sucessor de Falcão. Decidiram… esperar… Estão, agora, dependendo do imponderável, do que se costuma chamar de “sorte”. No caso, o bom sucesso do torneio da Alemanha. Que pode ocorrer, já que os europeus estão em começo de temporada. Mas, se não ocorrer, a inércia cobrará caro seu preço. E a cobrança virá já no Aeroporto Salgado Filho.

    Honra à tradição

    O Uruguai campeão da América é um time sem moicanos. Um time em que seus principais jogadores, os atacante Forlán e Suárez, combatem, preenchem espaços, deslocam-se, incomodam os zagueiros adversários o tempo todo. O Uruguai honra as tradições da Celeste Olímpica. Parece um time do passado. É do futuro. ( David Coimbra )
    Abs.

  • Roberto

    Não ficarei surpreso se um dia assitir um vídeo no qual, algum político ou cartola do futebol apareça roubando picolé de uma criança carente.