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José Sarney: tratar o ser humano com os mesmos critérios do político pode nos fazer incursionar pelo terreno da barbárie (Foto: Moreira Mariz / Agência Senado)

Criticar, atacar politicamente, vergastar o homem público — tudo isso faz parte da convivência democrática.

Ao longo de minha trajetória como jornalista critiquei inúmeras vezes o político José Sarney, hoje senador (PMDB-AP), ex-presidente da República.

Assim como fiz, durante sua Presidência, com todas as letras, com todos os esses e erres, quando trabalhava e escrevia no falecido Jornal do Brasil. Tudo está devidamente registrado na coleção do jornal, disponível inclusive on-line. Há, da mesma forma, artigos no acervo do jornal O Estado de S. Paulo e da revista Exame.

Neste espaço, basta dar uma busca no mecanismo existente para tal parte superior da home page, escrevendo-se ali o nome do senador, e se verá quantos posts críticos, e com críticas pesadas, foram publicados.

Mas quero declarar, alto e bom som, que é obscena e repugnante a atitude de muitos que, agora, com o ex-presidente internado numa UTI de hospital, em estado delicado, expressam abertamente que lhe desejam o pior — o sofrimento, a morte –, inclusive em blogs internet afora.

Aqui mesmo neste espaço venho deletando comentários de péssimo gosto de alguns leitores — felizmente uma minoria.

Não gostar do comportamento político e da trajetória política do senador é absolutamente legítimo. Detestar a figura pública de Sarney, também.

Já desejar mal e manifestar alegria pelo sofrimento pessoal do ex-presidente é uma manifestação de barbárie, da qual me dissocio inteiramente.

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