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Assange: o governo britânico não quer lhe conceder salvo-conduto para deixar o país porque não se tratar de um perseguido político, mas de alguém suspeito de ter cometido quatro crimes de natureza sexual(Foto: Miguel Medina / AFP)

Tem muita gente batendo palmas para o presidente autoritário e bolivariano do Equador, Rafael Correa, por seu governo haver concedido asilo a Julian Assange, do WikiLeaks, refugiado na embaixada equatoriana em Londres.

O governo britânico já declarou que em hipótese alguma concederá salvo-conduto a Assange, uma vez que ele não é objeto de perseguição política, mas, sim, procurado pela polícia da Suécia sob a acusação de haver cometido quatro diferentes crimes sexuais.

Correa vem sendo saudado como um bastião das liberdades públicas — justamente ele, que já fechou, à margem da lei, emissoras de rádio e TV independentes, e invariavelmente tem tentado calar a boca da oposição e da imprensa livre em seu país,

Pois vou emitir aqui minha modesta opinião sobre os dois reais motivos de Correa:

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Rafael Correa, que não é nenhum militante dos direitos humanos, quer mostrar a “valentia bolivariana” diante dos “imperialismos” (Foto: Guillermo Granja / Reuters)

1. Ele fez esse gesto para Assange porque a divulgação de documentos pelo WikiLeaks, até agora, em 90% dos casos afetou os interesses dos Estados Unidos, o “monstro imperialista” de sempre, o alvo principal do “bolivarianismo” chavista.

2. Ele quer dar uma mostra da “valentia” bolivariana ao enfrentar o “imperialismo britânico”, tão venenoso, insidioso e cruel como o “imperialismo americano”. E, com isso, pura e simplesmente aparecer e, uma vez mais, como faz desde sempre, ganhar as manchetes e as atenções da imprensa e da opinião pública — neste caso, não apenas do Equador mas também do exterior, como um David que enfrenta o Golias do “imperialismo”.

Considerar, como fez o governo do Equador, que o militante australiano pode ser vítima de “perseguição política” em território europeu — como se a Europa fosse o Sudão, a Coreia do Norte ou a própria Venezuela, que o presidente Correa tanto venera — é uma piada de péssimo gosto.

Insinuar e mesmo declarar que ele corre risco extra-legal numa democracia impecável, quase inigualável como a Suécia é um acinte.

O chanceler britânico William Hague, a esse respeito, ressaltou que os direitos de Assange estão “totalmente garantidos pela legislação europeia em matéria de extradição”, e que sua transferência para a Suécia para ser interrogado pela polícia se dará “em condições de absoluta segurança”.

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Celina em 16 de outubro de 2012

Seu comentário cretino, ofensivo e mentiroso foi deletado. Tenha modos, que publicarei sua opinião no futuro.

revren em 24 de agosto de 2012

Que vergonha esse artigo ambiguo!!! A verdade...Vc vão dizer verdade ou não?!!!!!!!!!!!! Ningué se pergunta a verdade do porquê Assange escolheu o Equador e porque Garzó?! Un artigo completo por favor! Coragem de colocar assagne entre aspas quando citam “perseguição política”; “imperialismo britânico”! Estados Unidos, o “monstro imperialista” ?? E não é?? Rafael Correa, que não é nenhum militante dos direitos humanos, quer mostrar a "valentia bolivariana" diante dos "imperialismos" ????????? A verdade, se voces não sabem, mudem de profissão! Não vão falar do Debito Imoral, submetido à elite Mundial contra o Equador? e que o Equador venceu essa batalha depois de contar com o apoio do Braisl e outros países vizinhos, porque a ELITE decidiu isolar o Equador? Que o grupo de Advogados pagos em parte pelo governo brasileiro, venceu a favor do Equador a batalha e que a /elite teve q cancelar o IMORAL débito do Equador?!! Batalha que o CORREA VENCEU porque não aceitou ficar de joelhos! Assange deu sim 90% do material, inclusive dioretas televisvas de tal evento, q não se falou em quase nehum pais, pois A MIDIA E A TELEVISAO, CINEMA, PRINCIPAIS CANAIS, PERTENCE À P´ROPRIA ELITE Q DECIDE NA MESA A DIREÇÃO QUE O MUNDO VAI TOMAR. QUEM CANCELAR: CON SUAS ATENAS H.A.A.R.P, COLOCANDO DE JOELHOS PAISES COMO ITALIA (TERREMOTOS PROVOCADOS PELO HOMEM E A DESCULPA DOS MAYAS Q CAIRAM COMO PEIXINHO NA CABEÇA DO POVO ZEZÃO!!) Jornmalista que se preza, dedica sua vida à VERDADE, E NÃO AOS IMPRADORES DO CAPITALISMO, QUE DECIDEM NOSSAS VIDAS DESDE QUE SOMOS GENTE!! VIVA AOS JORNALISTAS INDEPENDENTES!!!!!!!!!!! Sou independente a ponto de não aplaudir bovinamente tudo o que Assange faz -- como age a maioria politicamente correta. Vou gostar mais do WikiLeaks quando o corajoso Assange dirigir seus objetivos também a tiranos fascistas como Putin, da Rússia, ou a ditadura comunista da China. Quanto a tudo que você despejou, concluo que os comentaristas que se dirigem ao blog deveriam, além de ter educação, saber pelo menos os fundamentos do idioma português.

Pedro Luiz Moreira Lima em 21 de agosto de 2012

nviado por Joaquim Falcão - 21.8.2012 | 9h03m Política O verdadeiro ataque de Assange aos Estados Unidos Estamos ainda no primeiro ato: os Estados Unidos trazerem Assange a pulso para seu território. O segundo ato é processá-lo, e colocá-lo na cadeia. Os argumentos para processar não sabemos ainda. A Suprema Corte só coloca limites à liberdade de informação no caso extremo de necessidade de segurança nacional. Lá inexiste decisão judicial preventiva contra a liberdade de informação. A divulgação dos documentos diplomáticos incomodou o governo. Mas não afetou a segurança nacional americana. A saída, todos conhecem: aliança – USA, Inglaterra e Suécia – para silenciar Assange sob pretexto de controverso crime sexual. Elegeram outro ringue para debater os limites da liberdade de informação. Elegeram as alianças políticas entre países soberanos. Esqueceram de combinar com Assange. Inglaterra e Suécia usam de suas respectivas soberanias para processar Assange por crime sexual. E assim apoiar os Estados Unidos. O Equador usa de sua soberania para lhe dar asilo político. E assim combater e se opor aos Estados Unidos. Nada mais. E tudo isto. Neste cenário, perdem sentido ataques retóricos tipo achar estranho que Assange, que se pretende defensor da liberdade de comunicação, busque refúgio num governo contrário à liberdade de imprensa. De fato, o presidente Rafael Correa ameaça e ataca a liberdade da imprensa equatariona. Mas, estranho é também o país que mais defende a liberdade de imprensa tentar limitá-la internacionalmente. Amor com amor se paga. Perdem também sentido ataques pessoais a Assange do tipo: ele é filho de “padastro violento e mãe hippie, contestadora e nômade” (Álvaro Pereira) sugerindo patologia desviante. Contraria a melhor tradição jornalística brasileira que sempre procura evitar ataques à vida íntima de pessoas públicas. Está certo o Ministro Antônio Patriota quando defende o Equador contra as ameaças britânicas de invadir sua Embaixada em Londres. Como qualquer país, o Equador tem o direito de usar sua soberania nos limites dos acordos internacionais. Conceder asilo político é um desses direitos. Melhor seria se Londres desse logo salvo conduto a Assange. O governo de Obama tem o direito de lutar para limitar a liberdade de informação nas cortes judiciais, sem dissimulações. Mas se o fizer, corre o risco de explicitar ao mundo uma contradição entre seus ideais e sua prática. O verdadeiro ataque de Assange aos Estados Unidos é este. Não é contra sua segurança nacional. É fazer uma pergunta tão incômoda quanto a que os americanos fizeram a si mesmos quando do debate sobre a publicação ou não dos documentos do Pentágono em 1971. Quais os limites da liberdade de informação para o governo americano? Joaquim Falcão escreve quinzenalmente para este Blog Siga o Blog do Noblat no twitter

Pedro Luiz Moreira Lima em 20 de agosto de 2012

Amigo Seeti: Rafael Correa nunca bombardeou nenhum povo,expulsou a maior base naval americana na América do Sul do seu território.Não existe contra a Governo do Equador nenhuma acusação de Direitos Humanos,lembrar que a Ministra da Defesa do Equador pricipal figura contra a base naval, seu helicóptero foi abatido e ela morta,num atentado ainda investigado - não! a CIA inocente rsrsrs - o caso com o jornal do Equador - foi a total distorção dos fatos e da verdade do jornal - houve uma tentativa de golpe contra Correa, ele estando num hospital recem operado.O hospital foi alvejado pelos golpistas com o Presidente Correa dentro. A manchete do jornal dava como manchete - "Presidente Rafael Correa manda tropas atirar contra um hospital"Mentira Absoluta! Direito de resposta negado só sobrou a Justiça,mesmo com a Justiça dando direito de resposta foi novamente negado.No Supremo o Governo ganhou e o jornal que nitidamente cometeu um crime de informação foi punido - jornalista e o dono do jornal. Não perseguiu quem perseguiu,mentiu foi o jornalsita e o jornal - e pela forma da lei foram punidos. O caso Assange colocou na imprensa todas as mazelas,crimes cometidos pelas grandes potencias,médias até emergentes na internet. A acusação de estupro contra Assange(não usar camisinha!!) nada diz que as moças (não juntas,nada de grupal)foram forçadas. Os EUA colocam um militar que divulgou os segredos em condições sub humanas,confirmado por grupos de direitos humanos americanos,submetido a condições carcenária dignos de tortura e nesses sucessivos governos americanos eivados de ilegalidades internas e externas exigem a extradição de Assange como espião!!!terrorismo!!! Quem garante o Direito de não ser enviado para a pena de morte ou perpétua é hoje o Governo do Equador e governos componentes a UNASUL e brevemente a OEA e com o Brasil APOIANDO com orgulho digo. O Governo Sueco faz uma acusação genérica,condena numa acusação genérica - quem garante num quadro de ilegalidade criminosa que a Suécia não o envie para os EUA - "A legislação da Suécia impede a extradição para países que têm a pena de morte!!!" As leis das grandes potencias valem Zero após sucessivas quebras das Leis Internacionais. Aceito Setti, seu posicionamento em relação ao Governo do Equador e discordo ao acusar o Governo do Equador em dar asilo,de Assange não ser um perseguido político, responder um crime de estupro arranjado e muito mal arranjado. O Direito de Asilo dado pelo Equador a Assange para não ser preso,torturado e morto nos EUA iguala a grandes movimentos humanitarios pelo mundo como Sacco e Vanzzetti,a vida de Olga Preste e salvação de sua filha num campo de exterminio da Alemanha Nazista,o casal Rosemberg, os catalões condenados a morte por Frando com Paulo VI na frente do protesto,da mulher condenada a ser apedrejada no Irã...TODOS! Há muito não tenho sido tão enfático como agora e devemos ser todos - a vida de um homem inocente, um homem de coragem,um homem que defende a Liberdade e não crimes como muitos órgãos de imprensa defendem por medo ou mesmo vergonhosamente apenas atrás de uma fatia de Poder. Abraços a você Setti e me orgulho de estar açodado e bom senso Carlos Nascimento peça aos EUA,Inglaterra e Suécia - eles apresentam apenas a forca,cadeira elétrica,fuzilamento sem contar com alguns anos de prisão sub humana. "O julgamento na Suécia irá fazer com que Julian tenha tempo de meditar sobre os excessos cometidos em nome da liberdade de expressão." que Liberdade da Imprensa? da Verdade ou da Mentira? Pedro Luiz

carlos nascimento em 20 de agosto de 2012

Ricardo, Tirando os açodamentos que me causam alergia - haja excessos.... - vamos focar no cerne do imbróglio: a)- O asilo concedido pelo Equador, apesar de Correa, é um direito Constitucional.(ponto) b)- Penso que Julian teria buscado asilo em outras Embaixadas de Países com maior expressividade, não logrou êxito em razão do peso da confusão que é brigar com a Inglaterra e com os Estados Unidos. c)- Vai ocorrer negociação, Julian será extraditado à Suécia com garantia de que não irão extraditá-lo para os Estados Unidos, esse documento terá acompanhamento por parte de diversos organismos, assim a crise será superada. d)- O julgamento na Suécia irá fazer com que Julian tenha tempo de meditar sobre os excessos cometidos em nome da liberdade de expressão. Neste episódio torço para que todos tenham bom senso, seja o acusado, bem como, os acusadores. Vou abordar o caso de novo, amigo Carlos. O pedido de Assange de que Obama termine uma suposta "caça às bruxas" poderia com mais propriedade ser dirigido ao Correa, que processa jornalistas a três por dois, por qualquer assunto, que já tomou veículos de informação da iniciativa privada e por aí vai. A legislação da Suécia impede a extradição para países que têm a pena de morte!!! Então, não tem desculpa para ele não ir para a Suécia como prelúdio de uma suposta extradição para os EStados Unidos -- onde revelações de segredos de Estado estão sujeitas à pena de morte. Abraços

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Meu Deus - que loucura,que insanidade e que mostruosidade estão sendo cometidas contra Assange e os verdadeiros combatentes pela Verdadeira Liberdade de Imprensa. Serão derrotados - ninguém quer as trevas de governos violentos como USA,Inglaterra e outros do genero. Querem impor ao mundo medo e terror, serão derrotados por seus próprios povos. Países tidos como selvagens e habitados por mestiços - ensinam civilidade e respeito aos direitos humanos e entre eles com orgulho MEU BRASIL. Pedro Luiz

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Discurso de Assange na embaixada do Ecuador em Londres (em Português) Escrito por Redação Falo daqui, porque não posso estar mais perto de vocês. Obrigado por estarem aí. Obrigado pela coragem de vocês e pela generosidade de espírito. Na noite de 4ª-feira, depois de essa embaixada ter recebido uma ameaça, e de a polícia ter cercado o prédio, vocês vieram para cá, no meio da noite, e trouxeram, com vocês, os olhos do mundo. Dentro da embaixada, durante a noite, eu ouvia os policiais andando pelas entradas de incêndio do prédio. Mas sabia que, pelo menos, havia testemunhas. Isso, graças a vocês. Se o Reino Unido não pisoteou as convenções de Viena e outras, foi porque o mundo estava atento e vigilante. E o mundo estava vigilante, porque vocês estavam aqui. Por isso, da próxima vez que alguém lhes disser que não vale a pena defender esses direitos tão importantes para nós, lembrem a eles dessa noite de vigília, tarde da noite, na escuridão, à frente da Embaixada do Equador. Façam-nos lembrar como, pela manhã, o sol raiou sobre um mundo diferente, quando uma valente nação latino-americana levantou-se em defesa da justiça. Agradeço ao bravo povo do Equador e ao presidente Correa, pela coragem que manifestaram, ao considerar o meu pedido e ao conceder-me asilo político. Equador: CorreaAgradeço também ao governo e ao ministro do Exterior do Equador Ricardo Patiño, que fizeram valer a Constituição do Equador e sua noção de cidadania universal, na consideração que deram ao meu caso. E ao povo do Equador, por apoiar e defender sua Constituição. Tenho uma dívida de gratidão também com o pessoal dessa embaixada, cujas famílias vivem em Londres e que me manifestaram gentileza e hospitalidade, apesar das ameaças que todos eles receberam. Na próxima 6ª-feira, haverá reunião de emergência dos ministros de Relações Exteriores da América Latina em Washington, DC, para discutir essa nossa situação. Sou extremamente grato ao povo e aos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e a todos os demais países da América Latina que defenderam o direito de asilo. Inglaterra - AssngeAo povo dos EUA, Reino Unido, Suécia e Austrália, que me deram apoio e força, mesmo quando seus governos me negavam qualquer direito. E às cabeças mais arejadas de todos os governos, que ainda lutam por justiça: o dia de vocês raiará. À equipe, apoiadores e fontes de Wikileaks, cuja coragem, compromisso e lealdade foram sem iguais. Minha família e meus filhos, que vivem sem pai, perdoem-me. Logo estaremos novamente reunidos. Enquanto Wikileaks estiver sob ameaça, ameaçadas estarão também a liberdade de expressão e a saúde de nossas sociedade. Temos de usar esse momento para articular a decisão diante da qual está hoje o governo dos EUA. Voltará o governo dos EUA a reafirmar os valores sobre os quais aquela nação foi fundada? Ou o governo dos EUA despencará do precipício, arrastando com ele todos nós, para um mundo perigoso e repressivo, no qual os jornalistas serão para sempre silenciados, pelo medo das perseguições, e os cidadãos serão condenados a sussurrar na escuridão? Digo que isso não pode continuar. Peço ao presidente Obama que faça a coisa certa. Os EUA têm de desistir dessa caça às bruxas contra Wikileaks. Os EUA têm de cancelar a investigação pelo FBI, contra Wilileaks. Os EUA têm de se comprometer a não perseguir nem processar nosso pessoal, nossa equipe e nossos apoiadores. Os EUA têm de prometer, ante o mundo, que nunca mais perseguirão jornalistas exclusivamente porque jornalistas lancem luz sobre crimes cometidos pelos poderosos. Têm de ter fim todos os discursos insanos sobre processar empresas de jornalismo, seja Wikileaks ou o New York Times. A guerra do governo dos EUA contra os que apitam e lançam sinais de alarme justificado e legítimo tem de acabar. Thomas Drake e William Binney e John Kiriakou e tantos outros heroicos guardas avançados, que alertaram para os piores perigos que eles, antes de outros, viram chegar, têm de ser ? eles têm de ser! ? perdoados e indenizados pelos riscos a que se expuseram e pelos sofrimentos que padeceram, para bem cumprir seu dever, como bons servidores do interesse público. E o soldado que permanece em prisão militar em Fort Levenworth, Kansas, que a ONU constatou que viveu sob as mais monstruosas condições de prisão em Quantico, Virginia, e que ainda não foi julgado, mesmo depois de dois anos de prisão, tem de ser posto em liberdade. Bradley Manning tem de ser libertado. Se Bradley Manning realmente fez o que é acusado de ter feito, então é herói e exemplo para todos nós, e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo, hoje. Bradley Manning tem de ser libertado. Na 4ª-feira, Bradley Manning completou 815 dias de prisão sem julgamento. A lei estipula o prazo máximo de 120 dias. Na 3ª-feira, meu amigo Nabeel Rajab, presidente do Centro de Direitos Humanos do Bharain foi condenado a três anos de prisão, por um tweet. Na 6ª-feira, uma banda russa foi condenada a dois anos de cadeia, por uma performance de conteúdo político. Há unidade na opressão. Tem de haver absoluta unidade e absoluta determinação na resposta. Obrigado. Cf: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51827-vivo-discurso-julian-assange-e... http://www.youtube.com/watch?v=QEgoWFrBLU4&feature=player_embedded#!

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

por Vladimir Safatle O governo do Equador deu asilo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O Reino Unido, com seu conhecido respeito seletivo pela legislação internacional, desenterrou uma lei bisonha para afirmar que poderia invadir a embaixada do país latino-americano, a fim de capturar seu inimigo público. Até onde consigo lembrar, esta será a primeira vez que uma embaixada é invadida pela polícia do país no qual ela está situada. Nem mesmo em ditaduras algo parecido ocorreu. Há de se perguntar se todo esse zelo do Reino Unido pelo cumprimento de um pedido de extradição feito pela Suécia vem realmente do amor à lei. Ou será que devemos dizer que Assange é o protótipo claro de um perseguido político pela democracia liberal?Alguns tendem a defender a posição dos governos britânico e sueco com o argumento de que, enfim, ninguém está acima da lei. Independentemente do que Assange represente, isso não lhe daria direito de “estuprar” duas garotas. É verdade que a definição de estupro pela legislação sueca é mais flexível do que a habitual. Ela engloba imagens como: um homem e uma mulher que estão na cama de comum acordo, sem nenhum tipo de coerção, mas que, em um dado momento, veem a situação modificada pelo fato de a garota dizer “não” e mesmo assim ser, de alguma forma, forçada. Vale a pena lembrar que tal definição é juridicamente tão complicada que, quando a acusação contra Assange foi apresentada pela primeira vez à Justiça sueca, ela foi recusada por uma magistrada que entendeu ser muito difícil provar a veracidade da descrição. A acusação só foi aceita quando reapresentada uma segunda vez, não por acaso logo depois de o WikiLeaks começar a divulgar telegramas comprometedores da diplomacia internacional. Mas não faltaram aqueles de bom coração que perguntaram: se a acusação é tão difícil de ser provada, então por que Assange não vai à Suécia e se defende? Porque a Suécia pode aceitar um pedido de extradição para os EUA, onde ele seria julgado por crime de espionagem e divulgação de segredos de Estado, o que lhe poderia valer até a pena de morte. Não seria a primeira vez que alguém enfrentaria a cadeira elétrica por “crimes” dessa natureza. Nesse sentido, é possível montar um quebra-cabeça no qual descobrimos a imagem de uma verdadeira perseguição política. Persegue-se atualmente não de uma maneira explícita, mas utilizando algum tipo de acusação que visa desqualificar moralmente o perseguido. Assange não estaria sendo caçado por ter inaugurado um mundo onde nenhum segredo de Estado está seguramente distante da esfera da opinião pública. Um mundo de transparência radical, no qual os interesses inconfessáveis do poder são sistematicamente abertos. Ele estaria sendo caçado por ser um maníaco sexual. Seu problema não seria político, mas moral. Desde há muito é assim que a democracia liberal tenta esconder seu totalitarismo. Ela procura desmoralizar seus perseguidos, isso em vez de simplesmente dar conta das questões que tais pessoas colocam. No caso de Assange, ele apenas colocou em prática dois princípios que todo político liberal diz respeitar: transparência e honestidade. Mostrar tudo o que se faz. Sua perseguição evidencia como vivemos em um mundo em que todos sabem que os governos não fazem, na política internacional, aquilo que dizem. Há um acordo tácito a respeito desse cinismo. Mas, quando essa contradição é exposta de maneira absoluta, então ela torna-se insuportável. Lembrem, por exemplo, das razões aventadas pelos governos dos países centrais para a não publicação dos telegramas: eles colocariam em risco a vida de funcionários e diplomatas. Na verdade, eles só colocaram em risco o emprego de analistas desastrados, ditadores como o tunisiano Ben-Ali (que teve seus casos de corrupção divulgados) e negociadores de paz mal-intencionados. Por isso, a boa questão é: o mundo seria melhor ou pior com pessoas dispostas a fazer o que Julian Assange fez? Por fim, vale dizer que aqueles que realmente se interessam por uma mídia livre precisam saudar a decisão do governo equatoriano. A mídia mundial não tem direito à ambiguidade neste caso. Nunca a liberdade de imprensa esteve tão ameaçada quanto agora, diante do problema do WikiLeaks. Pois o site de Assange é o modelo de um novo regime de divulgação de informações e de pressão contra os Estados. Ele é a aplicação da cultura hacker na revitalização do papel da mídia como quarto poder.

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Unasul se solidariza com Equador e rechaça ameaças de invasão da embaixada para prender Assange publicado em 19 de agosto de 2012 às 20:13 Foto: TeleSur da AFP, via UOL A Unasul pediu neste domingo (19) um diálogo para se chegar a uma solução para a crise entre Equador e Reino Unido, e apoiou Quito ante a eventualidade de uma invasão a sua embaixada em Londres para prender o fundador do site Wikileaks, Julian Assange. Os chanceleres da União de Nações Sul-Americanas, reunidos em Guayaquil, manifestaram solidariedade ao Equador e pediram às partes que continuem “o diálogo em busca de uma solução aceitável para os dois países”, diz a declaração conjunta, lida por seu secretário-geral, o venezuelano Alí Rodríguez. No texto, os ministros declaram “solidariedade e apoio ao governo do Equador ante a ameaça de violação da sede de sua missão diplomática”, e reiteram “o direito soberano dos Estados de conceder asilo”. Também condenam a “ameaça de uso da força entre os Estados”, e reafirmam “o princípio do direito internacional de que não se pode invocar o direito doméstico para deixar de cumprir uma obrigação do direito internacional” Os chanceleres da Unasul reuniram-se um dia depois dos da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), convocados pelo Equador, que afirma que o governo britânico ameaçou invadir sua embaixada para prender Assange. Participaram do encontro os chanceleres de Equador, Ricardo Patiño; Venezuela, Nicolás Maduro; Colômbia, María Angela Holguín; Uruguai, Luis Almagro; Peru, Rafael Rocagliolo; e Argentina, Héctor Timmerman. Londres insiste em extraditar Assange para a Suécia, onde ele é procurado por acusações de agressão sexual, que nega. O fundador do WikiLeaks teme que a Suécia o extradite para os Estados Unidos, onde ele poderia ser julgado por espionagem devido à publicação de centenas de milhares de documentos secretos do Departamento de Estado. O número 2 do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, indicou neste domingo (19) à AFP que um compromisso da Suécia de não extraditar Assange poderia ajudar a resolver o impasse: “Seria uma boa base para negociar, uma maneira de encerrar este assunto, se as autoridades suecas declarassem, sem nenhuma reserva, que Julian nunca será extraditado da Suécia para os Estados Unidos.” LEIA O TEXTO DA DECLARAÇÃO Veja abaixo a declaração os sete pontos da declaração aprovada pelos chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), divulgada neste domingo (19) em Guayaquil. Os países do bloco se comprometem a: - “Manifestar sua solidariedade e apoiar o governo da república do Equador ante a ameaça de violação da sede de sua missão diplomática.” - “Reiterar o direito soberano dos Estados de conceder asilo.” - “Condenar a ameaça de uso da força entre os Estados, bem como reiterar a plena vigência dos princípios consagrados no direito internacional, o respeito à soberania e o fiel cumprimento dos tratados internacionais.” - “Reafirmar o princípio fundamental de inviolabilidade das sedes das missões diplomáticas e consulares, e a obrigação dos Estados receptores em relação ao estabelecido na Convenção de Viena.” - “Reafirmar o princípio do direito internacional em virtude do qual não se pode invocar o direito doméstico para deixar de cumprir uma obrigação de caráter internacional.” - “Reiterar a vigência das instituições de asilo e refúgio, para proteger os direitos humanos das pessoas que consideram sua vida ou integridade física ameaçada.” - “Exortar as partes a continuar o diálogo e a negociação direta, em busca de uma solução mutuamente aceitável e que respeite o direito internacional.”

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Discurso de Assange na embaixada do Ecuador em Londres Escrito por Redação Yo estoy aquí hoy porque no puedo estar allí afuera con ustedes. Pero gracias por venir, gracias por su determinación y por su generosidad de espíritu. El miércoles por la noche, luego de que enviaran una amenaza a esta embajada y de que la Policía invadiera este edificio, ustedes vinieron para vigilar y trajeron consigo los ojos del mundo. Dentro de esta embajada, después del ocaso, yo podía oír a los equipos de Policía entrando al edificio por las escaleras internas de emergencia. Pero yo sabía que habría testigos. Y esto es gracias a ustedes. Si el Reino Unido no contravino la Convención de Viena la otra noche fue porque el mundo estaba pendiente. La próxima vez que alguien les diga que es inútil defender aquellos derechos que nos son tan preciados, recuérdenles su vigilia en la oscuridad ante la embajada de Ecuador y cómo en la mañana el sol salió en un mundo distinto, y una valiente nación latinoamericana se impuso por la justicia. Así que, para estas valientes personas: Equador: CorreaLe doy las gracias al presidente Correa, por el coraje que ha demostrado al considerar y otorgarme el asilo político. Y le doy las gracias al Gobierno y al ministro de Asuntos Exteriores, Ricardo Patiño, quien defendió la Constitución ecuatoriana y su noción de los derechos universales en la consideración de mi caso. Y al pueblo de Ecuador, por apoyar y defender su Constitución. Y tengo una deuda de gratitud con los funcionarios de la embajada, cuyas familias viven en Londres y me han demostrado hospitalidad y amabilidad, a pesar de las amenazas que recibieron. El próximo viernes tendrá lugar una reunión extraordinaria de los cancilleres latinoamericanos en Washington DC para discutir esta situación. Y por ello estoy agradecido a las personas de los gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, El Salvador, Honduras, México, Nicaragua, Brasil, Perú, Venezuela y de todos los demás países de América Latina que han salido a defender el derecho a asilo. A la gente de los EE.UU., del Reino Unido, de Suecia y de Australia que me han apoyado, a pesar de que sus gobiernos no lo han hecho. Y a aquellas mentes brillantes en el Gobierno que todavía luchan por la justicia, su día llegará. Para los trabajadores, los que apoyan y las fuentes de WikiLeaks, cuyo coraje, dedicación y lealtad no tienen igual. A mi familia y a mis hijos a los que se les ha negado su padre, perdonadme, nos vamos a reunir pronto. Y mientras WikiLeaks siga bajo amenaza, también lo estará la libertad de expresión y la salud de nuestras sociedades. Debemos usar este momento para articular la oportunidad que tiene delante el Gobierno de Estados Unidos. ¿Volverá esta y reafirmará los valores en los que fue este país fundado? ¿O caerá en un precipicio, arrastrándonos a un mundo peligroso y de represión, en el cual los periodistas callan por temor a la persecución y sus ciudadanos tienen que susurrar en la oscuridad? Yo digo que esto tiene que cambiar. Le pido al presidente Obama que haga lo correcto. EE.UU. debe renunciar a esta cacería de brujas contra WikiLeaks. Estados Unidos debe archivar su investigación del FBI. EE.UU. debe prometer que no perseguirá más a la gente de WikiLeaks y a los que nos apoyan. EE.UU. se debe comprometer ante el mundo a que no se perseguirá a los periodistas por sacar a la luz los crímenes secretos de los poderosos. Debe detenerse esta persecución a los medios de comunicación, ya sea WikiLeaks o el New York Times. La Administracion de los EE.UU. debe terminar su guerra contra los informantes. Thomas Drake, William Binney, y John Kirakou y otros heroicos informantes de los EE.UU. tienen que ser absueltos y compensados por el duro trabajo que realizaron como servidores del bien público. Y el soldado que todavía sigue en una prisión militar en el Fuerte Leavenworth en Kansas, que fue encontrado por la ONU tras haber soportado meses de tortuosa detención en Quantico (Virginia) y que todavía tras haber estado 2 años en prisión tiene que ir a juicio, tiene que ser liberado. Y si Bradley Manning realmente hizo aquello de lo que se le acusa, entonces es un héroe, un ejemplo para todos nosotros y uno de los prisioneros políticos más famosos del mundo. Bradley Manning tiene que ser liberado. El miércoles, Bradley Manning cumplió el día 815 de detención sin un juicio. El máximo legal permitido son 120 días. El jueves, mi amigo Nabeel Rajab fue sentenciado a 3 años de cárcel por un tuit. El viernes, una banda rusa [Pussy Riot] fue sentenciada a dos años por una 'performance' política. Hay unidad en la opresión. Tiene que haber una absoluta unidad y determinación como respuesta. LEER MAS: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51827-vivo-discurso-julian-assange-e... http://www.youtube.com/watch?v=QEgoWFrBLU4&feature=player_embedded#!

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Abraços Setti: Não sabia e nem sei o nome dele - se um dia enviar outra vez - enviei pelo artigo e não a pessoa - pode retirar e compreendo. Meu abraço de amigo Pedro Luiz

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Meu amigo Pedro, esta pessoa cujo texto você enviou é um dos únicos desafetos pessoais que tenho. Não publico, naturalmente, nada dele. Abração

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Assange recusou oferta de assistência consular da Austrália Assange recusou oferta de assistência consular da Austrália Diplomacia australiana já se diz preparada para agir caso Estados Unidos peçam extradição do jornalista De Fillipe Mauro, da Redação do Opera Mundi O Governo da Austrália revelou neste sábado (18/08) que procurou Julian Assange em oito ocasiões desde que o jornalista se refugiou na Embaixada do Equador em Londres. De acordo com o ministro das Relações Exteriores australiano, Bob Carr, o último contato ocorreu nesta terça-feira (14/08), apenas dois dias antes de o Equador ceder a seu pedido de asilo diplomático. Na ocasião, Assange teria recusado uma oferta de auxílio consular australiano. A diplomacia de Canberra alegou, em nota, que já está preparada para uma eventual extradição de Assange para os Estados Unidos, onde responderia criminalmente pela revelação de documentos sigilosos de estado. O grupo australiano Fairfax Media também publicou nas últimas horas documentos oficiais da embaixada da Austrália em Washington que comprovam que o país estava ciente de uma investigação de 18 meses feita pelos Estados Unidos contra Assange. Daí a razão pela qual “leva a sério” a possibilidade de extradição do jornalista para território norte-americano. Esse dossiê também revela que o governo de Camberra ainda não se posicionou sobre uma possível extradição e que pediu apenas para ser notificado com antecedência caso a medida seja adotada. O ministro do comércio, Craig Emerson, confirmou as informações à emissora pública ABC e alegou que “a embaixada está fazendo seu trabalho e se preparando para a possibilidade de extradição”. Repercussão na Austrália Depois do anúncio feito pelo governo equatoriano, o Partido Verde da Austrália afirmou que a decisão de Quito de conceder asilo diplomático a Assange supunha oferecer-lhe a proteção que o governo de seu país não lhe deu. O senador Scott Ludlam, porta-voz do Partido Verde na Câmara Alta da Austrália, avaliou que a decisão do Equador foi de forma "inequívoca e detalhada condenatória para a Austrália". Ludlam indicou que, após a concessão do Equador, o governo britânico deveria retirar a polícia dos arredores da embaixada equatoriana e garantir a livre passagem de Assange em um veículo diplomático até o aeroporto de Heathrow. Horas antes do anúncio feito pelo Equador, o ministro das Relações Exteriores da Austrália, Bob Carr, falou que seu país não interviria na disputa entre Equador e Reino Unido. "A Austrália certamente não é uma das partes da decisão. Trata-se de um assunto entre o senhor Assange e os governos de Equador e Reino Unido", limitou-se a dizer Carr. O caso Assange, que lançou o Wikileaks em 2010, é procurado pela Justiça da Suécia para responder por um suposto crime sexual. Ele ainda não foi acusado ou indiciado. No Reino Unido, ele travou uma longa batalha jurídica contra sua extradição para o país escandinavo, que se recusava a interrogá-lo em solo britânico. No entanto, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que ele deveria ser extraditado. Há sete semanas, o jornalista buscou asilo na Embaixada do Equador em Londres, em uma jogada classificada como “tenaz” pela imprensa local. Assange teme que, após ser preso na Suécia, os Estados Unidos peçam sua extradição, onde poderá ser julgado por crimes como espionagem e roubo de arquivos secretos. O Wikileaks obteve acesso e divulgou centenas de milhares de arquivos diplomáticos norte-americanos, muitos deles confidenciais. (*) Com informações da Agência Efe

Pedro Luiz Moreira Lima em 19 de agosto de 2012

Assange pede a Obama que acabe com “caça às bruxas” contra WikiLeaks Fundador do site que revelou documentos secretos dos EUA fez primeiro pronunciamento após se refugiar, há dois meses, na embaixada do Equador em Londres Assange faz pronunciamento da sacada da embaixada do Equador em Londres Assange faz pronunciamento da sacada da embaixada do Equador em Londres (Carl Court/France-Presse) Em pronunciamento neste domingo, feito da sacada da embaixada do Equador em Londres, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, atacou os Estado Unidos e classificou os processos movidos pelo país contra o site como “caça às bruxas”. Essa foi a primeira vez que ele falou desde que precisou se refugiar na embaixada, há dois meses, para evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Assange apareceu por volta das 14h30 (10h30 no horário de Brasília) vestindo uma camisa azul-clara, gravata vermelha e com os característicos cabelos brancos bem curtos. Ele leu um discurso, de aproximadamente cinco minutos, sendo constantemente ovacionado pelas pessoas que o acompanhavam do lado de fora da embaixada – e atentamente observado pela polícia britânica. Caso coloque os pés fora do prédio, Assange pode ser preso. No início de sua fala, ele agradeceu aos países da América do Sul, entre eles o Brasil, por "defenderem o direito ao asilo" e aproveitou para agradecer ao presidente equatoriano, Rafael Correa, "pela valentia que demonstrou por levar em consideração e me conceder asilo político". O fundador de WikiLeaks acusou a polícia de tentar entrar na embaixada do Equador na última quarta-feira, afirmando que só não o fizeram porque havia pessoas concentradas em frente ao prédio. Também atacou os Estados Unidos e pediu ao presidente Barack Obama que acabe com a “caça às bruxas”, referindo-se aos processos contra WikiLeaks. "Peço ao presidente Obama que faça o certo: os EUA devem renunciar à caça às bruxas contra WikiLeaks", disse Assange. “Não deve haver mais essa conversa sobre processar qualquer organização de mídia, seja WikiLeaks ou o The New York Times”, acrescentou. O jornal americano é um dos veículos que publicou o conteúdo de documentos secretos dos Estados Unidos, revelados pelo WikiLeaks. Assange também pediu a libertação de Brandley Manning, soldado americano acusado de vazar informações para WikiLeaks. Minutos antes do pronunciamento de Assange, seu advogado de defesa, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, havia dito que o fundador de WikiLeaks estava com espírito "combativo" e havia lhe pedido "que recorra à Justiça para proteger os direitos do WikiLeaks, os seus próprios e os de todas as pessoas que são alvo de uma investigação". O tom das declarações de Assange indicam que ele não tem intenção de se entregar à polícia. Assange pediu asilo no Equador porque teme que, uma vez na Suécia, seja enviado aos Estados Unidos e julgado por traição. O país garantiu o asilo, mas o australiano não tem salvo-conduto para deixar a embaixada e circular pelas ruas de Londre até o aeroporto. Garzón especificou que entrará com uma ação judicial sobre "diferentes pontos, em diferentes países, tanto sobre a situação financeira do WikiLeaks, os bloqueios injustificados que foram feitos, assim como para reivindicar a concessão de um salvo-conduto". Também neste domingo, o número 2 do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, assegurou que seria possível negociar a extradição de Assange para a Suécia se o país se comprometesse a não extraditá-lo aos Estados Unidos. "Seria uma boa base para negociar, uma maneira de encerrar este assunto, se as autoridades suecas declarassem sem nenhuma reserva que Julian nunca será extraditado da Suécia aos Estados Unidos", indicou o porta-voz. "Posso garantir que ele quer responder às perguntas do promotor sueco há muito tempo, há quase dois anos", acrescentou Hrafnsson. A Suécia reagiu rapidamente: "O suspeito não tem o privilégio de ditar suas condições", disse um porta-voz do ministério das Relações Exteriores. "Se o WikiLeaks quer dar uma mensagem deste tipo, deve fazê-lo conosco diretamente, de maneira convencional". O porta-voz disse que, na situação atual, a Suécia não pode dizer o que pretende fazer, embora tenha assegurado que "não extraditamos ninguém que corre o risco de pena de morte".

Natal Santana em 19 de agosto de 2012

O imbecil não passa de um fofoqueiro irresponsável a divulgar mundo afora os bastidores dos poderes (inlusive o do Brsil). Correa ao conceder um "asilo" apenas quis tumultuar as coias e chamar a atenção do mundo par seu país. Se Inglaterra, EUA... condenarem o capeta, os esquerditas o acaolherão, só para serem "diferente"! Bas o Reino Unido f=dizer "entao fica com ele e perde tudo que investimos lá"... pra ver o que ocorre,. Eu queria mesmo era ver a aviação e oexército inglês às portas de Quito... esses mijões entregaria Assange ou quem mais solicitado em tempo record!

Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" em 18 de agosto de 2012

A Suécia então é um país de merda e todos OS OUTROS da escandinava e do mundo livre, mundo democrático, invejados, superdesenvolvidos e melhores em todos os tipos de índices de qualidades referencias para país de imundos vermes. . VIVA O PAÍS DOS PETRALHAS E SEUS CÚMPLICES ODORADORES DE TODA ESPECIE DE CRIME VIL!!! . O-Chefe-Cumpenhêro-Kamarada-Macunaíma-Piorado-Imperador-Intiliquitual-Ahmadinejad-Chaveszuela-Luiz-Ignorácio-Presidente-Câncer-do-Mentiroso- -GuguDadáHaddad-Evo-do-Crak-Sabe-De-Nada-BiLullalate-Da-Silva-51-A-Próxima-Vai-Saber-Roubando-ComoNuncad’AntesnaHistóriadaViaLácteaDestepaíz-de-BandidosQuadrilheiros-Putas-e-Covardes agradece a manada de mensaleiros da coluna do Setti. . Abraço a Todos Osvaldo Aires

Pedro Luiz Moreira Lima em 18 de agosto de 2012

helio: Absoluta concordância com você também. Abraços Pedro Luiz

wilson em 18 de agosto de 2012

Estranha a ótica "progressista" , ter acusação de estupro em duas cidadãs suecas é besteirinha. Suecas? tudo "dadivosas" who cares? Fico imaginando as Mulheres de Branco de Cuba" Que são tratadas a puntapés pelos "humanistas". Mas não precisa ser muito exigente para ver que é só o Bocó Anti-Americanismos Atrasado. Cadê as feministas!!!

Mariazinha em 18 de agosto de 2012

Quero ver o Assange publicar segredos da Rússia. Quero ver se ele tem a mesma coragem daquelas roqueiras russas que foram presas por criticar o Putin. Não deixa de ser irônico o cara pedir asilo para o Equador de Rafael Correa, o estafeta do Hugo Chavez. Alguém já desenhou para o Assange o que acontece para os jornalistas no Equador?

Catia em 18 de agosto de 2012

Sr. Setti para mim a grande piada são pessoas donas de inteligência mediana, acreditarem em coisas que Ingleses e americanos falam! São tantas as imundicies realizadas por esse dois povos que passariamos séculos enumerando os males e as nojentas descaradas mentiras que eles pregam e o mundo parece estar cego, talvez gostam de venerar essas nações que tem como intuito dominar, aterrorizar os que não concordam com eles!!! Depois tem a cara de pau de falar em democracia e liberdade de expressão kkkkk isso sim é coisa pra " Inglês" VER e claro não pra CRER!!!! Nos poupe!!!!!!!!

Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" em 18 de agosto de 2012

Setti, você realmente foi grande nessa reportagem. Por que esse Julian Assange ladrão, imbecil e pilantra não pública as bandalheiras dos tradicionais país de merda que o Brasil quadrilheiro incite em ser o suposto otário ou a puta deles - financia a bandidagem deles com nosso dinheiro. Evidente que quem se faz de inocente para achar que bandidos é um bandido bom porque estaria supostamente defende oprimidos são tudo farinha do mesmo saco. Abraço a Todos Osvaldo Aires

ALBERTO SANTO ANDRE em 17 de agosto de 2012

SERA QUE A AMERICA LATINA, ESTARA FADADA A SER PARAISO E REFUGIO DE CONDENADOS E FUGITVOS DA JUSTICA, DE PAISES COM MUITO MAIS TRADICAO DE DEMOCRACIA E SEM INTERFERENCIA DE GOVERNOS EM SUA JUSTICAASSIM COMO O E O BRASIL???...

Hélio em 17 de agosto de 2012

Caro Setti, a história da "agressão sexual" é , na melhor das hipóteses, muito estranha. O Assange dormiu com as 2 suecas, ninguém reclamou, daí bastou ele começar a escancarar os segredos de Estado dos EUA e de outros países, que daí as "pobres vitímas" foram denunciá-lo. Muito conveniente, não acha? Outro dia li um artigo em um jornal americano, que falava sobre uma suposta ligação de uma destas mulheres com grupos de dissidentes cubanos e o governo americano. Ou seja, tudo muito esquisito. Acho que este caso ainda vai render muitos desdobramentos, mas, assim como o comentarista Luis Carlos, também acho que a Inglaterra não faria tantas ameaças caso o outro país envolvido fosse um país forte, tipo, China, Rússia, Japão, Alemanha, etc. Abs!

Pedro Luiz Moreira Lima em 17 de agosto de 2012

Luiz Carlos: Apesar dos adjetivos duros,concordo plenamente com vc. Abraços Pedro Luiz

miriam em 17 de agosto de 2012

Vai entender esses esquerdistas!! Não respeitam as liberdades do seu povo, mas fazem questão de jogar para a plateia... É faz parte.

Luiz Carlos em 17 de agosto de 2012

Meu caro, você confia no que diz um inglês ou um yankee? eles são piratas e ladrões desde sempre....roubam nossos navios ( e de todo mundo ) desde 1450....a hipocrisia de um foi herdada pelo outro....nada do que falam é digno de confiança ou crença...quero ver o que a UNASUL vai dizer disso...pergunta simples: Fariam estas ameaças,os valentes bretões, caso se tratasse da Embaixada da Rússia ou da China? Seriam? não passam de covardes decadentes e prostitutas dos EUA...michês de araque....

Pedro Luiz Moreira Lima em 17 de agosto de 2012

Caro Setti: Estamos em discordância - poderia colocar aqui o artigo do Paulo Moreira Leite?representa bem o que penso do assunto. Grande abraço Pedro Luiz Caro Pedro, você já colocou -- e eu já publiquei! Abraços

Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" em 17 de agosto de 2012

Setti, amigo vim aqui somente para lhe homenagear. . 'Meu pai incomodaria até em um regime de esquerda': http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2012/08/meu-pai-incomodaria-ate-em-um-regime-de_17.html . Se foi mesmo a ditadura provavelmente a família não deveria ficar orgulhosa. Abração Osvaldo Aires

Ramon em 17 de agosto de 2012

O problema todo foi que a Suécia se recusou a dar garantias de que Assange não seria extraditado pros EUA. Assange e a embaixada se prontificaram também a receber enviados da justiça sueca dentro da embaixada, como os suecos já fizeram com um suspeito de assassinato na Sérvia, mas eles se recusaram. É óbvio que o presidente do Equador aproveitou para desafiar os EUA. E o Assange também pode muito bem ser um canalha e, se tal, deve ser processado. Mas todos temos que resguardar o fato de que uma pessoa não pode ser presa ou morta por fazer jornalismo baseado em fatos como faz o Wikileaks, doa a quem doer. O mundo inteiro deveria lutar para que isso não aconteça.

Marco em 17 de agosto de 2012

Dom Setti: Tirei a mesma conclusão! Abs. Então, uma vez mais, concordamos, caro Marco. Abração!

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