Amigos, nunca tive o menor entusiasmo pelo governador Sérgio Cabral Filho — político, como já classifiquei, incolor, insípido e inodoro –, mas a verdade é que, ao abordar em entrevista o combate aos traficantes, no Rio ele teve a coragem de furar o tumor e abordar um tabu até agora intransponível no Brasil: a legalização da posse e consumo das chamadas “drogas leves”, especialmente a maconha.

Em entrevista à Rede TV! que terminou na madrugada de hoje, com um resumo antecipado ontem pela Folha de S. Paulo, Cabral afirmou que vai levar à presidente eleita, Dilma rousseff, a ideia de defender “uma discussão” sobre a legalização das drogas leves em todo o mundo. “A repressão pura e simples não tem sido inteligente”, disse ele, segundo a qual essa postura “leva a mais prejuízo do que uma ação inteligente do poder público”.

O governador, com carradas de razão, lembrou que a legalização não poderia ser adotada por um único país, mas por um conjunto de nações. “Isso tem de ser discutido na ONU e no G-20. É um tema que merece a atenção dos chefes de Estado”.

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Sérgio Cabral afirmou que vai levar à presidente eleita a discussão sobre a legalização das drogas leves

A LONGO PRAZO, A ÚNICA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA É LEGALIZAR TUDO — E FISCALIZAR

Indo muito mais adiante, o jornalista Gilberto Dimenstein, hoje um estudioso de questões sociais, especialmente ligadas à educação e à juventude, escreveu, também na Folha, o seguinte PS a seu artigo de ontem:

“A longo prazo, a única solução sustentável [para a criminalidade e os graves problemas sociais e humanos causado pelo tráfico de drogas] é legalizar as drogas, fiscalizar a sua fabricação para reduzir seus efeitos deletérios e gastar com prevenção e tratamento as verbas arrecadadas com as vendas.

Qualquer medida hoje, agora, seria uma insanidade e, de resto, não encontraria respaldo na opinião pública.

É algo para ser realizado aos poucos, em meio a um entendimento entre vários países. Especialistas lembram que as medidas liberalizantes poderiam inicialmente contemplar a maconha, que, segundo todos os estudos científicos, é menos perigosa do que o álcool e o cigarro”.

Sem tirar nem por, concordo totalmente com a opinião de Dimenstein, sobretudo com o último parágrafo.

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Dimenstein: a única solução sustentável ao longo prazo é legalizar, fiscalizar a fabricação e gastar com prevenção e tratamento

POR QUE O NOBEL MARIO VARGAS LLOSA É A FAVOR

O Prêmio Nobel de Literatura deste ano e arguto analista de temas contemporâneos, o escritor peruano Mário Vargas Llosa, é um dos muitos pensadores favoráveis à liberalização da maconha, como deixou claro neste artigo, sob o título “A resposta da Califórnia”, publicado no Estadão do dia 7 de novembro passado.

Vale a pena ler. Os intertítulos para facilitar a leitura não constam do original. Vamos lá:

“Os eleitores do Estado da Califórnia rejeitaram na terça-feira [2 de novembro] a legalização do cultivo e do consumo da maconha por 53% dos votos a 47%, uma decisão que considero muito equivocada. A legalização teria sido um passo importante na busca de uma solução eficaz para o problema da delinquência vinculada ao narcotráfico que, segundo o que acaba de ser anunciado oficialmente, já causou este ano o impressionante total de 10.035 mortes no México.

A CRIMINALIDADE DESAFORADA QUE É CRIADA PELA PROIBIÇÃO

Esta solução passa pela descriminalização das drogas, ideia que há pouco tempo era inaceitável para a maior parte de uma opinião pública convencida de que a repressão policial aos produtores, vendedores e usuários de entorpecentes seria o único meio legítimo de pôr fim a semelhante praga.

A realidade revelou o quanto esta ideia é ilusória, à medida que todos os estudos indicavam que, apesar das astronômicas somas investidas e da gigantesca mobilização de efetivos para combatê-las, o mercado das drogas continuou a crescer. Ele se estendeu por todo o mundo, criando cartéis mafiosos de imenso poder econômico e militar que — como vemos no México desde que o presidente Felipe Calderón decidiu enfrentar os chefes traficantes e suas gangues de mercenários — pode combater em pé de igualdade, graças ao seu poderio, com os Estados nos quais conseguiram se infiltrar por meio da corrupção e do terror.

Os milhões de eleitores californianos que votaram a favor da legalização da maconha são um indício auspicioso de que cada vez é maior o número daqueles que pensam que chegou a hora de uma mudança na política para lidar com as drogas e de uma reorientação dos esforços — de repressão e prevenção, de cura e informação — no sentido de acabar com a criminalidade desaforada que é criada pela proibição e com os estragos que os cartéis estão infligindo às instituições democráticas, principalmente nos países do terceiro mundo.

OS CARTÉIS CORROMPEM POLÍTICOS, POLICIAIS, MINISTROS…

Os cartéis podem pagar salários melhores que o Estado e assim neutralizar ou pôr a seu serviço parlamentares, policiais, ministros e funcionários, financiando campanhas políticas e adquirindo meios de comunicação para defender seus interesses.

Desta forma, eles proporcionam trabalho e sustento a inúmeros profissionais nas indústrias, no comércio e nas empresas legais dentro das quais imensas quantias são lavadas. O fato de tantas pessoas dependerem da indústria das drogas cria um estado de tolerância ou indiferença diante das implicações deste mercado, ou seja, da degradação e da derrocada da legalidade. É um caminho que, mais cedo ou mais tarde, conduz ao suicídio da democracia.

A legalização das drogas não será fácil, é claro, e num primeiro momento, como assinalam seus detratores, trará sem dúvida um aumento no seu consumo. Por isso, a descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica, semelhantes às que foram promovidas com sucesso para reduzir o consumo do tabaco em quase todo o mundo, e aos esforços paralelos para desintoxicar e curar as vítimas do vício.

A LEI SECA LEVOU A GÂNGSTERES, SANGUE E CADÁVERES NAS RUAS

Mas seu efeito mais positivo e imediato será a eliminação da criminalidade que prospera exclusivamente graças à proibição. Como ocorreu com as organizações de gângsteres que se tornaram todo-poderosas e encheram de sangue e cadáveres as ruas de Chicago, Nova York e outras cidades americanas nos anos da Lei Seca, um mercado legal acabará com os grandes cartéis, privando-os de seu lucrativo negócio e levando-os à ruína. Como o problema da droga é fundamentalmente econômico, sua solução também precisa passar pela chave econômica.

Sob a forma de tributos, a legalização trará aos Estados grandes recursos que, se forem empregados na educação dos jovens e na informação do público em geral a respeito dos efeitos nocivos que o consumo dos entorpecentes causa na saúde, podem trazer um resultado infinitamente mais benéfico e de alcance mais amplo do que uma política repressiva que, além de provocar uma violência vertiginosa e encher de insegurança a vida cotidiana, não fez retroceder o vício nas drogas em nenhuma sociedade.

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Vargas Llosa: “A descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica”

A LEGALIZAÇÃO GERARIA RECURSOS PARA EDUCAR OS JOVENS SOBRE AS DROGAS

Em artigo publicado no New York Times no dia 28, o colunista Nicholas D. Kristof cita um estudo presidido pelo professor Jeffrey A. Miron, de Harvard, no qual se calcula que a simples legalização da maconha em todo o território americano representaria uma arrecadação anual de US$ 8 bilhões em impostos para o Estado, ao mesmo tempo poupando a este uma quantia proporcional habitualmente investida na repressão.

Com esta gigantesca injeção de recursos voltados para a educação, principalmente nos colégios dos bairros pobres e marginalizados de onde sai a imensa maioria dos viciados, em poucos anos o tráfico de drogas seria reduzido neste setor social que é responsável pelo maior número dos casos de assassinato, delinquência juvenil e decomposição da família.

Kristof cita também um estudo realizado por ex-policiais, juízes e promotores dos Estados Unidos, no qual se afirma que a proibição da maconha é a principal responsável pela multiplicação das gangues violentas e dos cartéis que controlam a distribuição e a venda da droga no mercado negro, obtendo com isso “imenso proveito”.

Para muitos jovens que moram nos guetos negros e latinos, já muito atingidos pelo desemprego provocado pela crise financeira, essa possibilidade de ganhar dinheiro rápido com o crime se mostra irresistivelmente atraente.

A estes argumentos “pragmáticos” em defesa da descriminalização das drogas, seus adversários respondem com um argumento moral. “Será que devemos nos render ao delito em todos os casos nos quais a polícia se mostre incapaz de deter o delinquente, optando, assim, por legitimá-lo? Será que deveria ser esta a resposta para a pedofilia, por exemplo, para a violência doméstica, os crimes contra as mulheres e outros fenômenos que, em vez de recuar, aumentam por toda parte? Devemos abaixar a guarda e nos render, autorizando tais práticas diante da impossibilidade de eliminá-las?”

POR QUE NÃO TER COM AS DROGAS A MESMA POLÍTICA PARA COM O FUMO E O ÁLCOOL?

Não se deve confundir as coisas. Um Estado de direito não pode legitimar os crimes e os delitos sem negar a si mesmo e converter-se num Estado bárbaro. E um Estado tem a obrigação de informar seus cidadãos a respeito dos riscos que estes correm ao fumar, beber álcool e usar drogas, é claro. E também de impor sanções e penas severas àqueles que, por fumar, se embriagar ou usar drogas, causem danos aos demais.

Mas não me parece muito lógico nem coerente que, sendo esta a política seguida por todos os governos em relação ao tabaco e ao álcool, não seja esta a política seguida também para o caso das drogas, incluindo as drogas leves, como a maconha e o haxixe, apesar de já ter sido provado que seu efeito não é mais nocivo do que o produzido pelo consumo excessivo de tabaco e álcool, podendo até ser menos maléficas do que estas duas substâncias legalizadas.

Não tenho a menor simpatia pelas drogas, sejam elas leves ou pesadas, e a figura do drogado, assim como a do bêbado, me parece bastante desagradável, na verdade, além de incômoda e inspiradora de desgosto.

Mas também me desagradam profundamente as pessoas que assoam o nariz na minha frente usando os dedos, que palitam os dentes ou comem frutas com sementes, caroços e cascas, e nunca me ocorreu defender uma lei que as proíba de fazê-lo e as castigue com a prisão caso a desrespeitem.

A QUESTÃO DA LIBERDADE TAMBÉM ESTÁ ENVOLVIDA

Liberdade. Por isso, não vejo por que o Estado teria de proibir uma pessoa adulta e dona do próprio juízo de causar mal a si mesma ao fumar maconha, cheirar cocaína ou encher-se de pastilhas de ecstasy se isto lhe agrada, alivia sua frustração ou sua apatia. A liberdade do indivíduo não pode significar o direito de fazer apenas coisas boas e saudáveis, mas também outras que não o sejam, respeitando a condição, é claro, de que estas não prejudiquem nem causem dano aos demais.

Esta política, que se aplica ao consumo do tabaco e do álcool, deveria também reger o consumo das drogas. É perigosíssimo que o Estado comece a definir aquilo que é bom e saudável e aquilo que é ruim e prejudicial, pois tais decisões representam uma intromissão na liberdade individual, princípio fundamental de uma sociedade democrática.

Por este rumo podemos chegar sem perceber ao desaparecimento da soberania individual e a uma forma disfarçada de ditadura. E as ditaduras, como sabemos, são para os cidadãos infinitamente mais mortíferas do que os piores entorpecentes.”

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62 Comentários

Guilherme em 16 de junho de 2014

Texto perfeito. Infelizmente mais de três anos se passaram e esse tipo de informação e reflexão ainda não foram assimilados por grande parte da população. Porém é só uma questão de tempo até que todos se deem conta do absurdo que é essa Guerra às Drogas e sejamos finalmente capazes de dar um fim nessa loucura. Com certeza as gerações do futuro irão olhar para os dias de hoje com incredulidade diante de tamanha estupidez, assim como nós olhamos para situações do passado como a escravidão, a exclusão social das mulheres e até mesmo a Lei Seca dos Estados Unidos, todas realidades inconcebíveis para nós nos dias de hoje.

julio césar castro em 09 de setembro de 2012

Não sou a favor da legalização, sou a favor de medidas sérias de informação para nosso povo que é tão carente de informação e cuidados básicos, necessitamos de responsabilidade por parte dos governantes. Não quero ver ninguem ser preso por usar drogas, mas gostaria muito que tudo isso tivesse um fim e que o homem concluisse que o que alguns estão tentando fazer é almentar a capacidade de manipular a massa para que se tire proveito disso. Quanto mais drogados, pobres, desenformados, desamparados ou doentes tivermos, mais facil de serem manipulados e enganados. Chega de Bob Marley, de FHC, de Angelica, de Luciano Huck, de Sandy,(cantora), de Sérgio Cabral e outros que se apresentão com todo tipo de apelação na tentativa de legalizar uma droga, quando o que o Brasil necessita é de responsabilidade, qualidade de vida, empregos dignos com salários dignos, preços de alimentos mais baratos, gasolina barata, ferrovias interligando este país, gerando empregos e tornando o transporte muito mais barato, tanto de cargas quanto de passageiros, refiro-me a trans de primeira linha, confortaveis. Precisamos de saúde publica de excelencia, de escolas públicas de excelência para todos. Necessitamos de segurança para a população, de politicos honestos e comprometidos com o país e com seu povo. O Brasil tem que proteger efetivamente suas froteiras de forma a estagnar a entrada de drogas nesse país, as reservas indigenas devem ser fiscalizadas. Vejam um dos comentários que enviei no site "fale com a presidenta", ai vai para vocês, pena que só cabem 3500 caracteres e não se pode escrever mais. Veja a seguir o que foi a presidenta enviado. " Ex.ma Presidenta, Tenho poucas linhas para falar-lhe, ontem a noite a enviei um comentário sobre este mesmo assunto e peço, por favor que leia juntamente com este, na sequência. Abordo o assunto sobre o movimento que esta sendo feito no Brasil sobre a tentativa da legalização da maconha,droga como outra qualque, todos sabemos disso. É ilicita, provoca mortes e desgraças de toda a sorte e motivações. Triste é ver pessoas ditas "famosas", tais como: Fernando Gabeira, FHC,Angelica, Luciano Huck, e até politicos como é o caso do Deputado Paulo Texeira, e até a "santinha" da Sandy,(cantora). Como um homem com o Sr FHC, que já conseguiu ser presidente por duas vezes consecutivas no Brasil, hoje com 80 anos de idade, um intelectual formado em sociologia e professor, entra na defesa de de uma causa tão infeliz como essa? Sei que a democracia permite esse tipo de comportamento, e não estou solicitando que estes homens sejam torturados ou penalizados por não terem escruplo e moral, o que estou querendo é sugerir que num país sem guerras como o Brasil, as forças armadas fosem utilizadas de forma efetiva e organizada a blindar nossas fronteiras, que é por onde as drogas entram no Brasil, Os aeroportos clandestinos feitos nas clareiras das florestas, que muitas dessas são de propriedade indigena, e que sabemos recebem dinheiro do trafeco para permitirem o acesso das drogas no Brasil. Quando refiro-me a acesso, não falo somente desta vir de fora para dentro do nosso país, mas também de ser produzida aqui dentro, sabemos disso! As forças armadas tem e deve fazer a blindagem de forma a estaguinar a possibilidade das drogas prevalecerem no Brasil. Esssa operação poderia ser feita com a Marinha, Exercito, Aeronautica e a DPF, em foma de rodizio, revezamento. Também não estou sugerindo que pais de famílias vão definitivamente para as fronteiras, contrasuas vontades e permaneção lá eternamente. Mas tudo isso é possivel se for bem elaborado, afinal uma guerra serias mil vezes pior, não é mesmo? Chegar de militares acharem que são elite, eles são servidores da pátria amada, e devem cumprir com missões como esta. Isso sendo efetivado urgentemente, eu dou um prazo de 3 anos e as drogas reduziriam em 47% no Brasil, mais 3 anos e chegariamos aos 98%, e depois isso teria fim, seria definitivamente erradicada. Claro que temos mais problemas; paralelo a essa operação teriamos que injetar verba na educação publica,(educação publica de excelencia), fazer uma reforma no sistema penitenciário, reformas do executivo e judiciário, reforma tributária, reforma agrária. Em fim fazer o Brasil ser a maior ou estar entre as maiores nações do planeta, e isso só é possivel ser feito sem guerras aqui, no Brasil. V.Exa sabe disso, não podemos mais administrar pondo a s culpas nos que passaram e não fizeram, temos que sentar com os banqueiros, os grandes empresários, os sindicatos, lideres religiosos etc, e convence-los de que se eles ficam milionários no Brasil, é aqui que eles tem que investir, devem parar de madar seus filhos estudarem no exterior, tendo neve, que não é nossa, caindo por sobre suas cabeças e pensando que são europeus. Nós todos devemos olhar para o Brasi, em quanto ainda há tempo, e acreditar nessse país. Isso não é utopia, tão pouco patrotismo inocente. Isso é uma urgência necessária. Chega de descaso, chega de programas passageiros, de ignorancia. Façamos uma nação prospera,saudavelmente gratuita e de qualidade, para crianças e velhos brasileiros".

Katia em 22 de maio de 2011

"A descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica" Oh, quanta ingenuidade do senhor Vargas Llosa! Quer dizer que precisamos primeiro legalizar para depois conscientizar as pessoas dos males sobre os quais TODOS estão cansados de saber... Esses senhores idosos defendendo a legalização de drogas chegam a me causar profundo sentimento de piedade de tão ingênuos que se mostram.

Capitão Nascimento em 22 de maio de 2011

Sérgio Cabral não passa mesmo de um FANFARRÃO!

Flavia em 22 de maio de 2011

"Especialistas lembram que as medidas liberalizantes poderiam inicialmente contemplar a maconha, que, segundo todos os estudos científicos, é menos perigosa do que o álcool e o cigarro." Essa afirmação é sofismática. Nenhum especialista sério e que não esteja a serviço de alguma ideologia endossaria uma mentira como essa. O que se pode ter falado e que a mídia distorceu para promover o lobby em prol da legalização de drogas é que ocorrem mais acidentes de carro e problemas de saúde relacionados ao uso do álcool e tabaco que à maconha. E, se isso de fato ocorre, é pelo simples motivo de que, sendo o álcool e o tabaco legalizados e, logo amplamente disseminados, é natural que as estatísticas apontem para um maior número de doenças ou acidentes relacionados ao uso de tais substâncias. O mesmo tipo de sofisma é utilizado para tentar induzir à crença de que drogas lícitas, que tratam problemas de saúde, são muito mais prejudiciais que drogas ilícitas. Alega-se que grande parte das mortes causadas por drogas envolve drogas lícitas, quando isso se dá justamente porque, sendo lícitas, são drogas de grande alcance e de uso amplamente disseminado. Importante ressaltar, por fim, que o problema das drogas ilícitas vai muito além dos meros danos causados à saúde física do próprio usuário, uma vez que se trata de drogas com efeitos e consequências psíquicas.

Flavia em 22 de maio de 2011

Será que os "geniais" defensores da venda de drogas ilícitas em farmácias e que, portanto, confundem drogas utilizadas para TRATAR doenças de substâncias que "dão barato" já pensaram em propor a venda de cachaça não mais em bares, mas em drogarias? Essa gente, tomada por ideologia, é capaz de propor bobagens que seriam até engraçadas se não fossem negativamente influentes e, portanto, trágicas (especialmente, no caso de países pobres, tomados pela violência e mal governados como o brasileiro).

Katia em 22 de maio de 2011

Obrigado por sua gentileza e delicadez, prezada Kátia. Vou deletar seu comentário, conforme seu pedido. Um abraço

Katia em 22 de maio de 2011

“Os cigarros são legais e o consumo cada vez diminui mais.” Diminui de forma insignificante quando levada em conta 1) a proporção do consumo de drogas legais (disseminado por todos os segmentos da sociedade) e ilegais; 2) as proporções de consumo anteriores à industrialização de tabaco. Por mais que o consumo de tabaco se reduza, dificilmente irá regredir aos níveis anteriores à sua industrialização. Contudo, tabaco é de fato droga leva, uma vez que só atinge o próprio usuário e sua saúde, não tendo impacto sobre a psique nem consequências sociais maiores. MUITO DIFERENTE DA MACONHA!

Katia em 22 de maio de 2011

"Os cigarros são legais e o consumo cada vez diminui mais." Diminui de forma insignificante quando levada em conta 1) a proporção do consumo de drogas legais (disseminado por todos os segmentos da sociedade) e ilegais; 2) as proporções de consumo anteriores à industrialização de tabaco. Por mais que o consumo de tabaco se reduza, dificilmente irá regredir aos níveis anteriores à sua industrialização. Contudo, tabaco é de fato droga leva, uma vez que só atinge o próprio usuário e sua saúde, não tendo impacto sobre a psique nem consequências sociais maiores.

Katia em 22 de maio de 2011

"a maconha só é porta de entrada para outras drogas mais pesadas" Maconha não é tabaco, que pode ser categorizado como droga "leve", uma vez que só causa prejuízos ao próprio usuário. Maconha é droga pesada, alucinógena, deforma a percepção, provoca efeitos como "nóia" e é usada sob o pretexto de ficar "doidão" (sem falar nos problemas de ordem psíquica relacionados a seu consumo). Logo, esse papo de "porta de entrada" é completamente furado, pois a maconha não é uma droga em nada inocente, como esse tipo de pensamento assume, subestimando o caráter nefasto e pernicioso da maconha.

Katia em 22 de maio de 2011

"Chegou a hora de discutir a sério a legalização da maconha" Ao contrário, já passou da hora de parar de alimentar essa falsa polêmica criada pela mídia sensacionalista e "pseudo" progressista, que só serviu, desde os anos 90, para estimular o consumo de drogas e, consequentemente, agravar ainda mais todo esse flagelo!

Katia em 22 de maio de 2011

A propósito, antes de falar no custo da proibição, será que o senhor já parou para pensar no custo da legalização?

Youri van der Weide em 10 de janeiro de 2011

Essa história de "legalize a maconha e acabará com o crime organizado" é um mito. Sou holandês e convivo com usuários/viciados. Realmente deve ter muitos cientistas e políticos a favor da legalização, mas julgando o dia-a-dia aqui nos Países Baixos vejo mais pontos negativos do que pontos positivos. Vejo as carreiras prestigiosas de muitos jovens são jogadas fora, os turistas aqui em Amsterdã (muitos deles usuários) sujam a centro e faz da cidade um completo caos. E grande parte dos usuários ainda começam a usar drogas bem mais pesadas como ecstasy e cocaína. Sim, cadê o prometido fim do tráfico de drogas? O governo holandês está querendo proibir o uso de maconha aos poucos, pois muitos holandeses reclamam da "juventude perdida" que só faz queimar o dinheiro e gastar nossos impostos. Outra coisa que muita gente parece ter esquecido: Cocaína, ópio e muitas outras drogas ilícitas já foram legais. Por que acham que elas são proíbidas atualmente? Por quê estão fazendo todas essas campanhas contra cigarro e bebidas alcoólicas?

Marcos Paiva em 15 de dezembro de 2010

Supor o fim do trafico de drogas é uma ingenuidade. Armas tem o seu uso controlado e fiscalizado, o que não empede, contudo, o trafico!

Roberto Fontes em 10 de dezembro de 2010

Prezado, devo declarar que acho os argumentos do Reinaldo Azevedo sobre a questão são muito mais pertinentes: “Imaginar que se possa combater o grande tráfico de drogas sem combater o consumo e os pequenos traficantes é dessas bobagens que vão se tornando influentes apenas porque ganham uma roupagem de “progressismo”. A tese prospera não porque comprovadamente eficiente, mas porque parece apelar a um senso de Justiça superior, que as pessoas comuns não alcançariam. Imaginar que se pode descriminar a maconha, por exemplo, mas manter na ilegalidade as demais drogas, é outra dessas vigarices influentes que adquirem ares de fina sapiência. Considerar que a política de redução danos — que levaria a um consumo mais “responsável” das drogas, com um manual de instrução — substitui a política de repressão é outra dessas mentiras que tentam ser convincentes. Lembro-me do embate aqui com um grupo que dizia defender tal procedimento no consumo de ecstasy. Raramente li tanta bobagem. Naqueles dias, o professor Laranjeira foi um dos que se colocaram ao lado deste blogueiro na censura a certas considerações que eram nada menos do que apologia das drogas — sob o pretexto de combatê-las.” “A tolerância com o estado paralelo da droga e os flertes com a sua “cultura alternativa” não poderiam dar em outra coisa. Diante do crime, há duas alternativas: combatê-lo ou fazer com ele o pacto que o demônio costuma fazer com seus eternos subordinados. O Brasil tem escolhido reiteradamente o rabudo.” “A proposta de legalizar o consumo — e teria de ser de todas as drogas — no momento em que o crack se espalha como um flagelo é de uma irresponsabilidade assustadora. NÃO É PORQUE AS POLÍTICAS DE COMBATE AO TRÁFICO NÃO CONSEGUEM ACABAR COM AS DROGAS QUE A SOLUÇÃO ESTÁ NA LEGALIZAÇÃO. Não é porque uma determinada coisa não tem eficácia absoluta que se deve tentar, então, o seu contrário.”

Isabel em 09 de dezembro de 2010

Sou radicalmente contra. O mal se corta pela raíz. Os consumidores filhinhos de papai, os artistas formadores de opinião, os pobres coitados ídolos com pés de barro, os apologistas das drogas & Cia da Perdição estão todos com as mãos sujas de sangue. Consumidores e traficantes são igualmente culpados. Crianças aliciadas já são as vítimas da irresponsabilidade dos adultos. Se ninguém comesse feijão, ninguém plantaria nem venderia. Um mundo kasher se faz urgente! Qdo tudo estiver destruido, será muito tarde para se lembrar das leis de Deus. Eu não conheço nenhum filho que obedeça pai e mãe que seja drogado. Os pais são 'amigos' dos filhos. A inversão de valores deu no que deu.

Joao em 09 de dezembro de 2010

Sou a favor da legalização, a maconha só é porta de entrada para outras drogas mais pesadas, porque o usuario é obrigado a comprar a maconha na mão de um traficante e esse traficante tem outras drogas mais pesada para vender e ofercer a esse usuario, com a legalização poderia se lucrar com impostos, diferente de hoje que não se lucra nada, apenas só se gasta tentando combater a maconha, e essa ideia da maconha ser industrializada é uma mentira, pois não vão querer a erva com produtos quimicos, e querem ela fresquinha e não embolada em uma caixa, e outra coisa, se a preocupação é com a saúde, ela proibida vem cheia de produtos para almentar sue volume, ela vem suja, e antiga muito das vezes estragada, com ela legalizada é mais facil ter um controle de sua qualidade Obrigado por sua visita e seu comentário, caro Joãol. Abração

Daniella em 09 de dezembro de 2010

Sou formalmente CONTRA a legalização da maconha por inúmeras razões. Se a ideia é legalizar sob um falsa capa de humanidade, visando tratar os dependentes e diminuir a exposição de nossos jovens à criminalidade, aí está mais um motivo para que seja proibida. Quanto menor quantidade da droga estiver disponível, quanto mais difícil o acesso, maiores as chances de livrar nossa juventude desta praga. Isto não exime o governo de tratar os dependentes e mesmo os jovens que ainda não tiveram acesso ao vício, para que sejam instruídos a respeito e saibam evitar o primeiro contato com a droga. Muitos usuários se tornam viciados. Os demais formam a corja de supostos homens-de-bem, hipócritas pois financiam a violência. Mal sabem eles que também são viciados. E só perceberão isto quando por uma razão ou por outra tentarem parar. A maconha é o divisor de águas entre o homem honesto e trabalhador e o viciado. Não me convence a ideia de usuário. Me desculpem, mas não aceito apologia sobre o seu uso social, nem aqui, nem na Jamaica. QUE SE MANTENHA A REPREENSÃO LEGAL SOBRE A MACONHA E OUTRAS DROGAS. QUE SEJAM TOMADAS ATITUDES DE CONSCIENTIZAÇÃO DA ELITE USUÁRIA DE DROGAS E FINANCIADORA DO SISTEMA. QUE SE TRATEM OS DEPENDENTES!!!!!!!!!!!!!!

costamcs em 09 de dezembro de 2010

Por todas as razões acima tendo a ser favorável a legalização da maconha. Não concordo com o argumento, de quem é absolutamente contrário, de que as organizações crimonosas se beneficiariam. Penso que se daria o inverso. Quanto ao consumo, acho que nada muda, só fuma quem quer. Os cigarros são legais e o consumo cada vez diminui mais. Existem outros mecanismos que ajudam a contrabalançar o consumo das drogas, inclusive o do álcóol, que é uma substância bem mais devastadora que a maconha. De qualquer forma, este fórum já é um grande avanço para a discussão.

Jayme Portugal em 09 de dezembro de 2010

Complemento. O comentário correto vai a seguir: Recomendo a leitura do excelente artigo da ex juiza MARIA LÚCIA CARAM, publicado na Revista de Psicologia em nov/10, em que a autora aborda de forma extremamenta lúcida e clara o problema em questão.

Jayme Portugal em 09 de dezembro de 2010

Recomendo o artigo publicado pela ex juiza MARIA LÚCIA CARAM, publicado na Revista Psicologia em nov/10, em qua a autora aborda de forma clara o problema em questão. Obrigado pela dica, caro Jayme. Abração

Sizenando Silveira Alves em 09 de dezembro de 2010

Sr. Setti: Nota-se sua postura favorável à descriminalização do consumo e comercialização de entorpecentes. Já deixei dois links em comentários ao seu artigo de chamada para a enquete sobre liberação de drogas leves, que fundamentam suficientemente minha posição contrária. Mas sinto-me na obrigação de protestar contra seu repetido uso da tática do "bandwagon" (que também pode ser descrita como sendo a técnica do "una-se a nós, os donos da razão" ou do "quem está conosco é inteligente e vice-versa"). Isso é típico de quem quer atirar os adversários na espiral do silêncio e, como já apontei anteriormente, forte indício de desonestidade intelectual. Nós, os conservadores, exigimos respeito. Não me considero nem de longe, nem longínquamente, dono da verdade ou da razão, e melhor do que ninguém, caro Sizenando. Em muitos aspectos, também sou conservador. Como conservadores, muito mais ainda, são o Nobel de Economia Milton Friedman e a revista britânica The Economist que, com base em argumentos pragmáticos, defenderam já há mais de 10 anos a descriminalização total das drogas, sob uma série de condições, como forma de acabar com a maior fonte de criminalidade existente no mundo. Se você continuar me dando a honra de acompanhar o blog, verá que não me considero dono da verdade, não. Ter opiniões, às vezes manifestadas com veemência, não significa isso, não é mesmo? Um abraço

Brasilino Brasa em 09 de dezembro de 2010

A desisão inteligente para "estes" é que o estado capitalize recursos com o vício de seus concidadãos e jogue a culpa dos prejuízos nas empresas que vendem, assim como fazem com o cigarro? Com meio neurônio (no lado errado) entende-se isso. Ao inves de gastar contra a droga e receber "por fora" para não acabar com ela, se resolve da forma "mais inteligente". Libera, vamos receber os votos do malucos e ainda vamos cobrar quase 100% de imposto na venda do bagulho. Grande legado do PT. Vamos comprar com a estrelinha do PT enfeitando a trouchinha ou já enrolado. Direto dos amigos das FARCs.

Maria em 09 de dezembro de 2010

Ricardo, poderia me explicar a parte onde coloca que comer sementes em público, nas frutas, é errado? Uma questão de saúde pública. Obrigada. Não entendi, cara Maria.

Anonima em 09 de dezembro de 2010

Depois de muitos comentarios feitos por pessoas que tem medo de dormir no escuro... Parabéns Ricardo Setti! adorei sua matéria. Mas agora quero comentar sobre os comentários que lí feito por pessoas que pelo jeito não saem de casa e nem leem jornais. Como assim o cara que fuma maconha surta?Ví esse comntário lá embaixo, e esse cara que fez esse comentário ou nunca viu um maconheiro na vida ou vive em outro mundo, certo? Como assim a maconha legalizada é vitoria para o crime organizado? bebeu? como eles ganhariam o dinheiro deles se o dinheiro estaria indo para o governo? E Como assim aumenta o consumo? eu não bebo, e não uso nada e a bebida e o cigarro estão em nossas caras todos os dias. Como dar opiniões sem ler muito sobre o assunto antes? oq tem q acabar é esse droga de bala perdida, esse "medir forças", quem ganha nessa guerra não tem o poder de devolver a vida da Rosângela, garotinha de 14 anos que morreu baleada dentro de sua casa nesse ultimo confronto. O Certo é colacar tudo na balança, sem preconceito nenhum e olhar a política de outros países , como Portugal que é o nosso descobridor,e seguir um caminho sem tantos danos. Como? 34 toneladas de maconha é maconha pra caramba, muita , muita gente fuma maconha hoje em dia, pessoas que estudam, trabalham, pessoas que pagam suas contas e uma parte delas não bebem alcool e não fumam cigarro. Sem preconceito, eu não faço uso de nada, mas já esperimentei, esabe de uma coisa? eu não suretei e nem ví bicho nenhum. E não sou uma qualquer não, uma doida varrida, trabalhei muito, limpei muito banheiro de "playboy" e com muito trabalho e muita luta tive minha propria chopperia e o que notei em algumas pessoas, é que o alcool, em estado de conciencia, ele é o pior de todas as drogas que rolam na noite, então para que tantas balas perdidas? ví muitos caras chegarem na balada com suas poses de bons garotos, e quando começa a cerveja.... um sai arrastado, o outro indo em direção ao carro cambaleando sem chances nenhuma d história acabar bem. Nunca ví um cara que fez uso de maconha, só maconha, chegar na balada arrastado ou cambaleando. Para que tantas balas perdidas se em outros países ela é remédio? Sou a Favor sim da legalização! Se vc pode beber e cambalear, ele pode fumar e caminhar. Obrigado Ricardo pelo espaço. Sou eu quem agradece seu interessantíssimo comentário. Um abração

Sou contra a legalização da maconha! em 09 de dezembro de 2010

Duvido que algum defensor da legalização do uso de maconha continuasse defendendo tal absurdo se, como eu, tivesse sido atropelado por um motorista maconhado (maconheiro conhecido no bairro em que eu morava) e tivesse precisado ficar hospitalizado, sofrendo dores atrozes, durante 45 dias.

A L Pegorer em 09 de dezembro de 2010

Não uso drogas e já fui fumante, uso bebidas alcoolicas socialmente e ás vezes até exagero mas, isso não tem nada a ver com o que vou dizer. Todos os problemas relativos às drogas são provenientes da criminalização, da comercialização e do consumo. O ser humano sempre vai exigir liberdade para usar o que gosta ou necessita, além da liberdade política. Se se proibir o consumo de chocolate, por exemplo, vamos ter problemas terríveis com o chocotráfico. E o crime organizado, com os valores astronômicos de dinheiro que aufere, corrompe políticos e autoridades, se arma e etc. Ah, nem preciso dizer, todo mundo sabe, ora. Todo mundo sabe, mas muita gente -- e aqui no blog, nos comentários, temos prova disso -- é radicalmente contra até tocar no assunto, meu caro Pegorer. E acho que não podemos ter tabus, precisamos discutir aberta e livremente os temas, não é mesmo? Abração

Vanessa em 08 de dezembro de 2010

A legalização da maconha assim como a não legalização tem seus prós e contras. Se houver a legalização da maconha haverá o precedente para liberação de outras drogas que são proibidas pelo Estado. O pró seria que o problema, antes tido como questão de segurança, se tornará questão de saúde pública. Não haveria mais traficantes e o Estado passaria a regulamentar a produção da droga, dessa forma, os usuários saberiam a qualidade da droga que estariam consumindo. Acho que se houvesse a liberação das drogas leves, como a maconha, o importante seria que o Estado apresentasse a restrição das localidades onde o usuário poderia consumir a droga, como o que ocorre na Holanda, por exemplo, com os cafés para evitar que fosse disseminado o consumo para as pessoas como uma coisa bacana, aumentando consideravelmente o número de viciados.

palestino em 08 de dezembro de 2010

Depois de ver diversos comentarios preconceituosos ,conservadores, radicais e até facistas...vejo que o Brasil com certeza não tem maturidade para discutir um assunto de tamanha importancia. mais tbm o que esperar de um povo que vota em palhaço e terrorista...que paga uma bola pra não levar multa, que estaciona nas vagas de deficientes e idosos, que dão mais audiência ao BBB do que a eleição em seu PAIS, que votam em cafajestes em troca de carguinhos ou ajudas...MAIS para recriminar quem fuma um baseado e não faz mal a ninguem NO MAXIMO deixa o olho vermelho, dá fome e sono, que em 10.000 anos de uso nunca ninguem morreu...mais ai eles querem julgar moral dos outros... o nome disso é PRECONCEITO OBS: PORCOS FARDADOS!!! seus estão contados!

Augusto em 08 de dezembro de 2010

É o tipo de assunto que nunca vai chegar a lugar algum. É como andar em círculo. Mais importante é educar o povo, criar as oportunidades para ele ser desenvolvido. E antes de falar em drogas...o assunto armas é muito mais prioritário. Armas sómente para uso nas Forças Armadas e seu fabrico "totalmente" controlado pelo Estado. O resto é blá bla blá

Seu Creissu em 08 de dezembro de 2010

Discordo no geral. No caso específico de liberdade do indivíduo de "se prejudicar" se quiser, desde que não aos demais, aboliriamos a obrigação do capacete e do cinto de segurança. Embora somente a própria pessoa seja prejudicada, o excessivo número de paraplégicos e os gastos com saúde pública justificaram a obrigação de uso.

Fábio - SC em 07 de dezembro de 2010

Olá. Os argumentos são poderosos. Servem também para defender a liberação da heroína, cocaína e todas as outras drogas. Se o raciocínio serve para maconha, cigarro e àlcool, serve para as outras também. Isso significa que tem algumas coisas que o pensador não analisou e essas questões são as mais pertinentes. Quem sou eu para discordar de Ilustre escritor, mas nem sei se ele tem filhos ou netos e se preocupa com eles. Prefiro dificultar o acesso a tudo isso, fumo, álcool e drogas aos meus filhos e não concordo com nenhuma iniciativa que venha a facilitar. A liberação é a comprovação de nossa incapacidade como sociedade organizada para enfrentar o problema. Abraço

rodrigo.j.s. em 07 de dezembro de 2010

eu sou totalmente a favor da legalização da maconha . a proibição não deu certo . causa tantas mortes , a maconha em sí nunca causou nenhuma morte , compare com o alcool e o cigarro agora ? que são drogas legalizadas ...se eu quiser fumar um baseado , é só eu ir em uma favela e comprar.a proibição nunca vai acabar com o consumo.a unica coisa que a proibição faz é causar mortes de inocentes e dar dinheiro pro trafico,dinheiro que poderia servir de impostos que ajudariam a economia.o governo não liga pra saude publica,se não estariam falando em proibição do cigarro e do alcool....

Antonio Carlos em 07 de dezembro de 2010

Meu caro, com a liberação, deixa rolar. Quem vai pagar a troca para a pessoa, qualquer que seja, usar: o pai, o estado, você? De onde vai se tirar recursos: vai se criar um bolsa troca fornecida pelo governo? Quem vai vender: em farmácias, em drogôdomos, em lojas especializadas? O que se fará com uma pessoa em surto: deixa ficar na casa dos pais, amigos, sozinho? Afinal, uma pessoa drogada este em perfeito estado mental, sendo responsável e consciente de seus atos. Ou facilita a eliminação do drogado por overdose. E de onde vai vir a droga: vai se aumentar a plantação no Peru, com controle de qualidade, com o estado fundando uma estatal: Drogabrás. Quem vai ter acesso: maiores de 18 anos, ou pode começar com balas para crianças de 5 anos? Meu caro, isto é simplesmente a cultura do Mal.. Acabe com a sociedade e voltaremos a viver nas cavernas depois de termos destruído grande parte da humanidade.... E talvez não haja saída.... Drogas são a expressão do Mal, e diferente de cigarro, não bebida, porque altera a percepçâo da pessoa....

Nelson Luiz Pedra em 07 de dezembro de 2010

O debate é procedente,a situação preocupa.Não existe solução mágica,mas a princípio sou contra.Porém o importante mesmo é que tratemos nossos filhos com muito carinho e senso de responsabilidade.E zelar pelas boas amizades até que estejam prontos para voar sozinhos.

nedinho em 07 de dezembro de 2010

Probleminha: quando leio que "os milhões que votaram a favor", tenho que honestamente admitir que houve no caso MAIS milhões que votaram contra, ou li errado que os percentuais, contra = 53% e a favor da descriminação = 47%, que dá um saldo contra de 6% em números. E então, como é que fica esta história?????

Roberto Xavier em 07 de dezembro de 2010

Eu tenho amigos que recentemente tiveram suas vidas devastadas por um tormenta infernal. A filha mais velha do casal, hoje com 36 anos, aos dezoito envolveu-se com drogas até se firmar como viciada em cocaína. Durante doze anos a família se desdobrou em enfrentamentos aos problemas causados pelo vicio, que não foram poucos nem fáceis. Foram vendidos carros, um apartamento e uma chácara para tratar o problema da dependência da garota que volta e meia entrava naquelas clinicas caríssimas para tratamento de dependentes químicos. Sou testemunha do drama vivido pela família e amigos do casal. Drama que não acabou, pois as recaídas são imprevisíveis. Hoje a família vive modestamente, migrando de um lugar a outro para tentar lutar com as influencias que possam arrastar a garota de volta ao abismo do vicio. Eu gostaria de perguntar aos especialistas e estudiosos sobre o assunto o seguinte: Se a cocaína fosse legalizada, a desgraça que se abateu sobre a família dos meus amigos teria sido menor? Não teria havido nenhuma desgraça? Esta tragédia teria sido mais bem assimilada tendo em vista que se tratava de uma causa legalizada e justa? Há um pensamento filosófico que serviria muito que justamente para este tema e para todos aqueles que defendem o uso e legalização das drogas: “UM INDIVIDUO SÓ TERÁ NOÇÃO DA EXTENSÃO E DO PESO DE UMA TRAGÉDIA, QUANDO ESTA SE ARROJAR SOBRE SUA PROPRIA CABEÇA”. O ator Fabio Assunção que diga o que Claudia Lessin Rodrigues não teve tempo para dizer!

Esron Vieira em 07 de dezembro de 2010

É um assunto bem polemico e controverso, porém uma realidade que não conseguiremos fugir. Legalisar ajudará por um lado e piorará por outro. Um assunto que deveria ser bem estudado, pra poder escolher em que situação a sociedade perderia menos. Continuar com a hipocrisia é que não dá. Uma idéia boa pra começar, seria a que ví na Argentina. O poder público faz uma vista até grossa aos consumidores que plantam sua maconha de uso. Um atalho rápido no sentido de enfraquecer o comércio criminoso. Ou seja: quem planta sua cannabis não financia o tráfico e a violencia. Seria uma contribuição que o viciado conciente poderia dar pra sociedade, rsrs.

Roberto Xavier em 07 de dezembro de 2010

Só para lembrar um problema antigo com um exemplo bem recente: Semana passada, na Itália, um jovem que estava entupido de drogas atropelou e matou oito ciclistas que treinavam em uma estrada. Em relação ao álcool, é importante lembrar o seguinte: No International Opium Convention, am 1925, estavam na pauta para a proibição internacional duas outras drogas muito conhecidas: o álcool e a nicotina. Devido ao enorme poder das indústrias tabagistas e de bebidas alcoólicas, estas duas drogas não foram banidas. A classificação de lícita e ilícita, portanto, é meramente baseada em argumentos econômico-políticos. Onde estão os “ESTUDIOSOS” que não costumam observar todos os aspectos dos problemas? Onde estão os especialistas que não encontraram em seus estudos elementos esclarecedores como estes? Será por ignorância, falta de tempo ou má vontade? Que grande problema seria se o álcool fosse enquadrado como uma droga, o que na realidade o é, para a sociedade consumista, para a classe política, para os acadêmicos, para a classe artística, para a classe clerical, etc, que vivem de copo na mão a festejar nascimentos e celebrar mortes. É a “ERA da HIPOCRISIA”. O álcool é uma droga responsável pela maioria dos flagelos sociais no mundo todo. As dissensões familiares, os homicídios, as mortes no trânsito, a violência domestica contra crianças e mulheres são fatos que fazem do álcool uma das substancias entorpecentes mais perigosas do mundo, porém há uma coexistência hipocritamente pacifica e tolerante com esta droga. Praticamente metade dos atendimentos da rede publica de saúde são em decorrências do consumo de álcool. Mas, pensem nas conseqüências em atribuir ao álcool seu verdadeiro status de droga pesada que causa dependência química alem de arruinar a vida de quem o consome e, de quebra, da vida de quem está ao redor de quem o consome. Procuremos então descobrir o que pensam a este respeito o Sr. Presidente da Republica Federativa do Brasil e o seu vice-presidente José Alencar. O primeiro como um entusiasta consumidor da droga e o segundo, um produtor da mesma. A maioria dirá: Tu estás louco meu rapaz?

Roberto Xavier em 07 de dezembro de 2010

Para o tal Dimenstein, a única solução para erradicar os problemas causados pelo trafico seria a legalização das drogas. Que tipo de gente dá alguma importância para o que esse sujeito diz? Dizem ainda que ele é um estudioso do assunto. Pelo visto ele deve estar ainda no jardim de infância neste assunto. Quando eu era garoto, lá pelos idos de 1975, portar ou consumir drogas era crime. Depois que os intelequituais das USPs da vida introduziram no pensamento sócio-politico-cultural do país a idéia de que consumir drogas não é crime o trafico teve um “boom” assustador. A partir dessa idéia estúpida vender droga era crime, mas comprar droga não era. Só mesmo sendo um “Dimenstein” para entender esse processo macabro e estúpido. Segundo esse tal Dimenstein, o Brasil deve combater um grave problema oferecendo como única alternativa um problema grave. Esse sujeito defende que o Brasil se transforme em uma clinica de tratamento de viciados com dimensões continentais e para melhorar ainda mais seu raciocínio simiesco, tudo financiado pelo estado com dinheiro publico. O Sr. Dimenstein começou seus estudos sobre o assunto das drogas a partir do ponto em que o narcotráfico já havia se estabelecido como poder paralelo ao Estado. Ele jamais sonhou que antes disso, havia a possibilidade de algo ter dado a esse ramo de atividade o poder que ele ostenta hoje. Dimenstein jamais esboçou um lampejo de raciocínio sobre o fato de que sem o viciado não existiria o traficante, mas isso é tema muito extenso e merece mais espaço e tempo para o debate. Defender a legalização das drogas é capitular ante um inimigo como fez a França na segunda guerra, da maneira mais desonrosa e vergonhosa que existe. O Sr. Dimenstein e todos que defendem a legalização partem do suposto que esgotaram-se todos os esforços e iniciativas no combate ao problema, quando na verdade nada foi feito da maneira como deveria ter sido feito. Legalizar significa punir os bons cidadãos, significa escarnecer das vitimas e das famílias das vitimas do trafico e das drogas que somam aos milhões. Significa entregar o país ao controle de civis e governantes viciados sob um convívio nefasto e perigoso. Significa entregar as futuras gerações a um programa danoso de comportamento destrutivo legalizado. Só defende a legalização quem é e sempre foi conivente com o trafico e com o uso e quem não tem o mais mínimo traço de moral. Dimenstein é um daqueles sujeitos boa praça que nenhum mal vê no fato de um professor do ensino fundamental entrar em sala de aula totalmente entorpecido por cocaína e dar aula à crianças vangloriando-se de seu estado miseravelmente deplorável. Este é o futuro que se está desenhando para o Brasil.

Marcelo em 07 de dezembro de 2010

Defendo a legalização geral das drogas - e não é de hoje. Além de realmente acreditar que é o mal menor, acho que há uma questão de liberdade individual envolvida, na qual o governo não deveria se envolver. Consequências advindas do uso de drogas devem ser reguladas por lei. Só uma lembrança: é totalmente falsa a idéia do fim da criminalidade galopante por conta da legalização das drogas. Ela vai simplesmente se transferir para um outro "setor não-regulado". Comércio de órgãos humanos pode dar muito dinheiro? Pode???? Então vamos nos preparando, porque pode ser o próximo passo...

Dawran Numida em 07 de dezembro de 2010

A cocaína já foi livre no Brasil, nos anos 20 e depois foi proibida. Há até marchinhas de Carnaval da época falando do uso de cocaína. Atualmente, não seria boa medida a descriminação de drogas. Fala-se em drogas leves, quantidade, taxação etc. Mas o que seriam drogas leves? Como controlar quantidades e como executar a taxação? Até ser tratada como problema de saúde pública, dá para concordar. Porém, qual o esforço a ser realizado para modernizar, equipar e universalizar o atendimento no País todo? Isso já foi calculado? Hoje não há atendimento satisfatório nem para ao atendimento de problemas corriqueiros de saúde na rede pública. Como atender uma nova demanda com tal grau de complexidade? A repressão falhou? Sem dúvida alguma. Mas, a descriminação eliminará o custo da ilicitude e tenderá a elevar a demanda. Ou seja, quem consumia escondido, poderá fazê-lo sem medo e será um mercado para quem proponha-se a fornecer além, digamos, da cota descriminada. Surgem apenas aspectos negativos. Exceto o debate, que é sempre bom. Perfeito, Dawran. Não se pode tolher o debate com argumentos policialescos ou com ofensas, como ocorreu com um ou outro leitor aqui. Obrigado por seu comentário.

Ismael em 07 de dezembro de 2010

Queridos, pensem sobre isso: o maior efeito das drogas serem ilegais é no seu alto preço, que inibe o consumo. Não importa, do ponto de vista da saúde pública, se o traficante ganha fábulas, ou se é o estado que deixa de arrecadar fábulas de dinheiro, o que importa é que menos pessoas sejam viciadas. Para isso, o fator preço é inequivocamente essencial, tanto que é esta a política mais usada no mundo para inibir o consumo de cigarros. Basta isso? não. É essencial a educação sobre os males das drogas e me refiro essencialmente ao tabagismo e ao alcoolismo (que é o abuso do alcool. Penso que se todos refletirmos, concluiremos pela não legalização e pela aplicação de políticas de educação para inibir o consumo. Se não teremos o agravamento do problema do vício, embora eu acredito sim que haverá queda da criminlaidade.

noelia em 07 de dezembro de 2010

Concordo totalmente.Deveria SER LEGALIZADA E TAXADA SEM PIEDADE! Mas e o "mercado"? este, disfarçado de moralista, vai continuar defendendo a criminalização, para não passar para a população em geral, em forma de impostos, os seus populdos lucros. Vai demorar para cair a ficha da "sociedade"!

Ronaldo em 07 de dezembro de 2010

Muito bom o artigo. O que não podemos mais tolerar é a hipocrisia de uma sociedade que não gosta de se olhar no espelho. Legalize já!!!

Mauro Moreira em 07 de dezembro de 2010

Caro Setti, É realmente um tema ingrato. Os calidornianos decidiram democraticamente contrários à legalização. Temos que respeitar. Absurdo o argumento de que os tributos incidentes sobre a droga poderão ser aplicados para educar e esclarecendo a população a não consumir maconha. Que contrasenso! Então todo o dinheiro arrecadado será gasto para prevenir contra aquilo que é permitido. Ora, se não é probido, é legal. Então por que tentar demover o usuário de se drogar? O governo proibe a venda de remédios, agora antibióticos, independentemente de sua dosagem, só pode ser vendido com receita médica. Argumentar que a maconha é menos prejudicial do que o álcool e o cigarro é um argumento absurdo, ainda que seja menos prejudicial, é deletério. Se já temos pessoas irresponsáveis que, apesar de toda a rigidez da lei de trânsito em relação ao álcool, dirige embriagada, teremos também aqueles que dirigirão sobre o efeito da maconha. De que maneira será feito o teste para saber se o indivíduo está dirigindo chapado? Mas, a sociedade é que deve decidir e, descriminalizado, aquele que optar pelo consumo deve arcar com as consequêencias de seu ato, isentando a sociedade de pagar pelo altíssimo custo de seu tratamento de saúde. Trabalhamos 12 meses do ano e deixamos 4 para o governo só em imposto de renda, fora IPI, ICMS, IPVA,taxas, contribuiçoões e nada recebemos em troca pois ainda temos que pagar plano de saúde, tratamento odontológico, para termos uma assistência quase decente, pois ainda assim somos humilhados pelos convênios. Fui fumante, comecei aos 14 anos por ver outros fumarem e achar que era bonito. Parei há 25 anos. Fumávamos eu e minha mulher. Paramos porque achamos que era prejudicial e queríamos melhor qualidade vida e saúde. Simplesmente jogamos nossos maços de cigarros no lixo e nunca mais fumamos. Perdi meu pai com câncer nos pulmões, meu padrinho e também com câncer nos pulmões, e no momento tenho um querido irmão entubado em um hospital pelos mesmos motivos. Então, quero dizer que esse negócio de achar que algo muito ruim pode ser liberado e e combatido com educação é uma falácia. Não consigo entender essa lógica: se estou doente, se me sinto doente, ou sou um hipocondríaco, não posso comprar remédios, que tecnicamente são drogas, mas comprar um outro tipo de droga pode, só porque é maconha e as pessoas acham gostoso, dá um barato? Algo que aqueles que defendem se esquecem é que o drogado é capaz de qualquer ato para conseguir a droga porque é uma necessidade fisiológica, ele rouba, ele mata e está provado que a maconha é o primeiro passo para a desgraça total. Como muitos argumentaram, como proteger nossas crianças que, com a liberação do uso, estarão muito mais expostas? Até parece que nossas autoridades conseguirão fiscalizar quantidades e locais para o consumo ou tamanho legal de um canteirinho de cannabis. Isso não passará de mais um meio do governo arrecadar bilhões de reais em impostos e desviar o dinheiro para a corrupção, a exemplo da famigerada CPMF, que durante anos foi arrecadada para a saúde e foi desviada para outros fins.

Connect em 07 de dezembro de 2010

A repressão pura e simples, para usar a expressão do governador, não é feita. As favelas do Rio e a Colômbia não chegaram ao ponto que chegaram porque a repressão não funcionou, foi porque ela não foi feita. Os EUA reprimem e isso funciona muito bem lá dentro do país. O problema é que os outros países não reprimem e a droga é exportada pra lá.

observador em 07 de dezembro de 2010

Abolir o crime pelo fato de não se poder, ou não se querer, reprimí-lo é uma saída pusilânime de quem não quer arcar com as responsabilidades que tem como governante.. Hipocrisia é dizer que a legalização acaba com o problema. Será mesmo? E as milhões de vítimas do tabaco e do alcool,drogas lícitas, todos os anos, muitas delas inocentes, fumantes passivos e pessoas que são assassinadas por motoristas, maridos e desafetos embriagados. A maconha é droga e a ciência acusa seus malefícios. Dizer que os recursos advindos da legalização serão investidos na educação e prevenção é uma falácia no pais da CPMF e no qual os recursos advindos dos impostos sobre cigarrro e alcool são inferiores aos prejuizos (em vidas e recursos) por eles causados. Hipocrisia é querer ser moderno e liberal as custas da sociedade cuja imensa maioria não usa drogas e merece ver respeitada a lei que a todos deve obrigar. Fato é que os usuários são em grande parte filhos da elite que não quer ver seus rebentos fichados na policia. O problema é que os bandidos, sem o tráfico, buscarão outra forma de lucro e continuarão violentos, e a batata quente, o custo social e econômico da liberação da maconha será arcado por pessoas como eu, que são a maioria, que nunca sequer tiveram contato com esta porcaria. Cada dia mais me convenço que nosso pais não é sério. Errados devem ser o Japão, os EUA, a Alemanha, entre outros, que não embarcam nessa canoa furada.

Rosa Maria Pacini em 07 de dezembro de 2010

Setti, este tema é bastante complexo mesmo e raramente é discutido com a isenção necessária, até porque há muita gente que tem familiares, amigos e conhecidos que são usuários de drogas. Eu nem sei se o que eu penso é possível, mas eu sou favorável à descriminalização desde que a venda seja controlada, tal como os medicamentos de tarja preta. O fato é que as pessoas, em sua grande maioria, tendem a enveredar por este caminho muito cedo, quando não teem maturidade suficiente para discernir as consequências de seus atos. Simplesmente "vão no embalo". Há os que experimentam, chegam a usar por uns tempos, mas não se tornam dependentes, porém há os que são predispostos à dependência química, o que inclui não só o álcool e o tabaco, mas também as drogas legalizadas, como os medicamentos, por exemplo; estes são os infelizes que se tornam reféns do vício, portanto dos traficantes. Eu nunca fumei e nunca fui usuária de drogas, portanto não estou "advogando em causa própria", mas não ignoro os estragos que elas causam, sobretudo quando os consumidores acabam se tornando traficantes, caso não contem com recursos para adquiri-las.

Fernando Galvão Jr. em 07 de dezembro de 2010

As pessoas olham para a situação do álcool e do tabaco e inacreditavelmente devem achar que a situação dessas drogas está melhor do que a das drogas ilícitas. Mas não é o contrário? Tabaco e álcool geram mais danos à sociedade, isso é fato. Por que? Porque são legalizadas. Querer fazer o mesmo com maconha ou qualquer droga ilícita é facilitar o acesso de mais drogas. Será que já não estão satisfeitos com os danos causados por tabaco e álcool? Vamos legalizar a maconha para depois ver a burrada que fizemos e começar a fazer leis secas e leis antifumo? Que violência a proibição gera nos países de primeiro mundo? Será que é a proibição mesmo que causa violência? Perguntas que não querem calar...

Augusto em 06 de dezembro de 2010

Parabéns, inicialmente, à Veja pela diversidade de opiniões; no caso, a sua e a do Reinaldo, também excelente articulista, mas de quem acabei de discordar (e deixei meu comentário por lá...). Não sei se procede esse argumento de droga mais ou menos leve, até porque há peculiaridades pessoais. Maconha pode ser social para uns, mas é a porta de entrada de drogas mais pesadas para outros. A droga é mesmo algo nocivo, mas a questão não pode partir dessa abordagem, mesmo porque defender que não seja mais crime não significa defender que seu uso seja estimulado! Mas o que penso a respeito, no fundo, é que com crime ou sem crime os usuários vão encontrar quem lhes forneça a droga e esse é o argumento que me parece principal. Você conhece alguém que, com vontade de dar uma pitadinha, desistiu de fazê-lo porque é crime? Acho que isso não existe e demonstra a completa ineficácia de manter um crime como esse na lei, que, além de não impedir o uso, provoca uma gama de outras atividades criminosas paralelas especialmente, a pior delas, porque acaba com as instituições, a corrupção. Não tenho dados, nem estatísticas, mas desconfio que todos os potenciais usuários da droga já se encontram bem servidos. Quem não a usa, hoje (eu, por exemplo), é porque não quer esta porcaria por opção pessoal, não por pressão legal. Arriscaria dizer, intuitivamente, que, por isso, o número de usuários não aumentaria se deixasse de ser crime. E não dá para comparar as drogas com pedofilia ou outras práticas criminosas difíceis de combater, porque nesses casos há vítimas claras. É complicado combater crime sem vítimas (o usuário comprador não é propriamente uma...), como é o caso do uso e venda de drogas, porque isso gera também muita cumplicidade e tolerância da população. Isso quando ela não é simplesmente refém do tráfico e da polícia corrupta que se associou a ele... E, claro, há o aspecto filosófico da questão: se uma pessoa adulta resolve plantar maconha em casa e dar suas fumadinhas, o que eu, você ou o Estado temos a ver com isso? E o aspecto econômico: quanto o Estado gasta (polícia, justiça, prisões, etc.) para tentar (e não conseguir...) evitar que alguns usem drogas? Não seria mais eficiente direcionar isso para combater as drogas em outras frentes (educação e saúde, p.ex.)?

Oiram em 06 de dezembro de 2010

Tenho amigos e parentes que são dependentes de drogas todos eles, todos, sem nenhuma exceção começaram fumando maconha. Dizer que a maconha não faz mal é uma mentira deslavada, hoje há pesquisas que comprovam que a maconha possui muitos compostos nocivos a saúde. Como vai ser identificado alguém que causou um acidente de transito por estar chapado? Tenta bater um papo com algum maconheiro que já tenha uns 20 anos de uso contínuo e uns 50 anos de idade, não tem como, são uns pré adolescentes em corpos de índias velhas.

Lilian em 06 de dezembro de 2010

Setti, Eu aproveito o título do post, "Chegou a hora de discutir a sério a legalização da maconha" Para perguntar: O Brasil é um país sério para discutir a legalização da maconha? Justificando a minha pergunta: tenho apreensão em relação a corrupção e a morosidade da Justiça brasileira. Se a pessoa vai usar ou não a maconha depende da consciência e da educação do usuário (mas, criança é o alvo preferido dos traficantes). Na Holanda que é liberado existe uma quantidade fixada por pessoa para venda e eu pensava que era "a vontade" do consumidor, e se o proprietário do estabelecimento tentar burlar a Lei é descredenciado. Pessoalmente eu sou contra a legalização da maconha. Argumento? "sair" da realidade para resolver um problema, é adquirir mais um! O assunto é polêmico, é dificil ser sucinta. Abraços!

wilson em 06 de dezembro de 2010

Este é um autentico acalanto para bovinos adormecerem.A lei seca acabou e por acaso a Máfia, A Cosa Nostra acabaram? Para os sonhadores a palavra assassino vem do persa Haxixin (usuarios de haxixe a maconha condenssada). Podemos liberar os costumes e assim crimes sexuais vão acabar, os assasinatos vão acabar. Isto não passa de mais uma idéia "lindinha".

gaúcha indignada em 06 de dezembro de 2010

Estou com os californianos! TOLERÂNCIA ZERO. TANTO PARA O TRAFICANTE, COMO PARA O CONSUMIDOR!!!!

Jornalista M.F.Machado em 06 de dezembro de 2010

Minha filha, minha filha linda e adorada, tinha apenas quinze anos de idade, quando um namoradinho dela, filho de um deputado federal em nossa cidade, Brasilia, deu a ela um cigarro de maconha para fumar! Minha filha teve uma parada respiratoria! Morreu! Foi ressucitada porque, na hora, alguem ali havia feito um curso de primeiros socorros, e fez nela respiracao boca a boca, e massagem cardiaca! Em seguida levaram minha menina para o hospital onde ela foi cuidada! Mas depois disso, nunca mais ela foi a mesma! E terminou mandando me sequestrar, junto com um outro namorado dela, ja adulta, tambem maconheiro como ela, em um pais estrangeiro! Maes do Brasil! Salvem suas filhas! Matem os maconheiros que tentaram matar suas filhas!

joselitus_maximus em 06 de dezembro de 2010

Lembrem que que qualquer mané consegue plantar maconha em casa. Meio difícil lucrar vendendo ilegalmente um produto que qualquer um faz em casa legalmente.

Jornalista M.F.Machado em 06 de dezembro de 2010

Cala a boca, maconheiro! Que beleza, Machado! Você se intitula "jornalista" e este é seu modo de agir, o modo dos fascistas, dos boçais, dos troglolditas -- xingar e desqualificar o interlocutor, e não discutir argumentos que ele apresenta. Se você é jornalista, então eu sou de outra profissão.

Licínio Miranda em 06 de dezembro de 2010

Nossa, que brilhante idéia. Consigo até imaginar os outdoors, as peças de publicidade na televisão, ou mulheres lindíssimas com roupinhas curtas distribuindo amostras grátis em festas para jovens. Realmente, nunca imaginei como ninguém conseguiu imaginar uma idéia melhor do que descriminalizar as drogas e fiscalizá-las. Ainda mais em um país como o Brasil, tão ordeiro e onde a justiça e as polícias são exemplos de competência. Me poupem.

maisvalia em 06 de dezembro de 2010

Como ninguém e nenhum país conseguiu também acabar com os furtos, roubos, pedofilia, homicídios e a corrupção que tal DESCRIMINALIZAR O CRIME. ASSIM NÃO SERIA SOMENTE LEGALIZAR O USO DE MACONHA MAS SIM LEGALIZAR O CRIME EM GERAL.Ora, já que não conseguimos exterminar as baratas, vamos também legalizá-las, né. Tem razão um blog que criou a ONG Demência sem fronteiras, hehehehe

Jornalista M.F.Machado em 06 de dezembro de 2010

Vai pregar maconha na tua casa e dar maconha para teus filhos e netos se matarem debaixo das tuas barbas! Safado! Foi debaixo de maconha que Suzanne von Richthoffen & amantes maconheiros mataram o pai e a mae dela as pauladas! **** Eu sei que o tema é polêmico, mas nada justifica sua agressividade e o xingamento que substituí por asteriscos. Leia o que está no post e argumente, e não ofenda. Este pretende ser um blog civilizado. Se você não é, está convidado a se retirar.

agamenon em 06 de dezembro de 2010

Xiii, Sr. Setti, vai chover comentários indignados por aqui. Em princípio também sou a favor da legalização. Nos meus tempos de faculdade já consumi um pouco, nunca fui um consumidor habitual e pesado, apenas em festas e como meio de socialização. E nunca comprei, sempre tive amigos que ofereciam em festas, etc e tal. O tempo passou, nunca consumi muito e nunca desenvolvi qualquer vício. Tenho amigos e conhecidos que consomem com frequencia e não são por isso bandidos ou delinquentes, embora financiem o tráfico e nenhum deles partiu para outras drogas mais pesadas. Há muito mito em toda essa história sobre as drogas e, em particular, a maconha. Há alguns anos, eu diria: legalize já. Hoje tenho cá lá minhas dúvidas. Conheço bem Amsterdã e seus cafés. Muita gente fuma naqueles lugares, "hordas" de turistas vão no verão em caravanas para as terras baixas para divertir-se com as inúmeras variedades da erva. E nunca vi nada de extraordinários: ou seja, um monte de gente chapada e nada ocorria, nenhuma briga, nem violência de qualquer tipo. Um país maduro, culturalmente maduro e muito responsável, conhecedor das regras explícitas e implícitas da sociedade. Situação muito diferente temos aqui na nossa terra. Aqui o brasileiro médio é infantilizado, é imaturo, é irresponsável, é impulsivo. Vemos isso no cotidiano: gente irresponsável dirigindo bêbada, gente que confunde novela com a vida real e até procurador que ameaça prender um piloto de formula 1 com dois dias de antecedência à realização da corrida (prova absoluta de impulsividade e imaturidade). Realmente, isso me deixa com muitas dúvidas. Talvez em 20 ou 30 anos, quem sabe, amadureçamos o suficiente para tratar deste tema. Mas 20 ou 30 anos é tempo demais!!! E até lá? O tráfico vai deitar e rolar? Realmente, não sei qual a melhor solução!

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