“Coluna do Estadão” (abertura): Governo Collor, 1 ano

Era voz corrente ontem em Brasília, durante as comemorações do primeiro ano do governo Collor, que ele tinha sido melhor nas intenções que nos resultados:

— As intenções foram modernizantes e liberalizantes, mas a realidade foi intervencionista — resumiu o deputado e economista Roberto Campos (PDS-RJ).

Para o também economista e deputado César Maia (PDT-RJ), que chegou a entrar em rota de colisão com Leonel Brizola por ter apoiado o Plano Collor 2, o governo se revelou “híbrido” : objetivos liberais e métodos conservadores, formula bem, mas executa mal.

Maia considera que as primeiras medidas econômicas, o Plano Collor I, foram corretas, mas o Ministério da Economia gerenciou-as de forma precária, levando à perda de controle dos instrumentos de política econômica e a um desgaste político crescente.

Conforme Maia, o governo estaria no limite do desgaste, que contornou com “audácia” com o Plano Collor 2:

— Com a mudança de estilo, provocada pela busca de diálogo, o governo criou uma nova oportunidade para alcançar seus objetivos.

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