“Informe JB”: Esquerdistas de Zélia

Com grande discrição, mas igualmente com grande disposição, a futura ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello desencadeou desde a semana passada uma série de convites e sondagens junto a economistas considerados de esquerda para que integrem postos importantes do segundo escalão do governo.

Até agora, Zélia convidou pessoalmente nomes como Frederico Mazzuchelli, secretário estadual do Planejamento de São Paulo, para a presidência de nada menos que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Márcio Percival de Souza, presidente da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) do governo paulista, para a presidência da Fundação IBGE, e Paulo Renato Souza, reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para a Secretaria do Planejamento.

Até agora, a futura ministra não obteve nenhum “sim” entre esses nomes, mas Aloísio Teixeira, ex-titular da Secretaria Especial de abastecimento e Preços (Seap) durante a gestão do ex-ministro Bresser Pereira, foi convidado para voltar a ocupar o cargo e está pensando no assunto.

Alguns economistas vinculados a candidatos que se opuseram ao presidente Fernando Collor durante a campanha eleitoral já aceitaram prestar colaboração indireta à futura equipe econômica, como Marcos Fonseca, ex-presidente da Caixa Econômica Estadual de São Paulo durante o governo Franco Montoro (1983-1987), Winston Fristack, coordenador de política industrial do programa de governo do senador Mário Covas (PSDB) à Presidência, e Gustavo Franco, da PUC carioca e também ligado ao PSDB.

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