Coluna “Galeria”, de Nirlando Beirão: Historinhas — nem para essa marca houve pressa

Já existe, para o mundo burocrático brasileiro, a marca que é hoje provavelmente a mais conhecida do Brasil.

A Revista de Propriedade Industrial, uma espécie de Diário Oficial do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), publica, em seu número 1.058, do dia 12 passado, página 59, o deferimento do pedido de registro da marca “Collor”.

O deferimento indica como interessada a empresa FCM (de Fernando Collor de Mello) Publicidade Ltda, de Alagoas, e veio acompanhado de uma reprodução da logomarca com que o hoje presidente Fernando Collor se apresentou ao eleitorado em 1989: as letras da palavra “Collor” são em branco, um dos “l” é amarelo, o outro é verde e o fundo, azul.

Se a velocidade de atendimento do pedido do presidente é indicativa de como trabalha o INPI, os interessados mortais comuns estão fritos.

Collor pediu o registro no dia 10 de agosto de 1989 – ou seja, há um ano, sete meses e 21 dias.

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