Muito peculiar a definição de lealdade e compromisso formulada pelo vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (eleito pelo DEM e participando da fundação do novo partido, o PSD), que chegou à ante-sala do Palácio dos Bandeirantes única e exclusivamente por estar aliado ao candidato favorito eleito para o governo paulista, o ex- e agora de novo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele disse, em entrevista esta semana, que “existe o compromisso firmado nas urnas”, pelo qual ele é vice-governador e vai “cumprir a aliança até o fim”. Indagado sobre o significado de “cumprir a aliança até o fim”, Afif, cheio de ressalvas quanto a manter fidelidade aos aliados que o guindaram ao poder, diz tratar-se de “cumprir o mandato, como vice-governador. Cumprir as funções do governo”.

E declarou que seu novo partido, tendo à frente o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab – como ele trânsfuga do DEM –, deverá apoiar a reeleição de Alckmin, “caso ele esteja bem avaliado”.

Bela lealdade, hein? Bela aliança? Se o sujeito estiver bem, estamos com ele. Se não for bem assim, tchau e bênção – e vamos marchar com alguém mais, talvez até com a oposição — justo ele, opositor ferrenho durante todo o lulalato.

Com aliados firmes desse jeito, o governador de São Paulo daqui a pouco vai pode dispensar a oposição.

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gilson em 28 de março de 2011

ATITUDE DE COVARDE,,,SE É QUE COVARDE TEM ATITUDE.

Gerson em 26 de março de 2011

Bem, a escolha tanto pelo PT quanto pelo DEM ou PSD é ideológica. Taxar de esquizofrenia é ir contra as liberdades individuais.

marcia costa em 25 de março de 2011

Se é verdade a declaração da Kátia Abreu de que vai para o novo partido por preferir Dilma a Aécio, estou bastante decepcionada com ela. Preferir PT, em qualquer circunstãncia, é uma incoerencia com a sua conhecida posição política. Uma verdadeira esquizofrenia!

Gerson em 25 de março de 2011

Não se pode dizer que o Alckmin foi ingênuo ao aceitar o Afif. Covas - que lhe deixou o governo como herança - foi um dos que, já em 89, desmascararam esse senhor quando subia nas pesquisas para as eleições presidenciais. Aliás, o ex-governador do Estado deve estar se revirando no túmulo, por conta de mancharem sua herança. (E olha que nem de São Paulo eu sou...)

sergio em 25 de março de 2011

Tem gente que não perde uma oportunidade de se calar. O afif é um exemplo perfeito.Vamos ver qual o cargo que ele vai se candidatar. Assim como o kaçabe.Vaõ ter 10% dos votos das últimas eleições.

Markito-Pi em 25 de março de 2011

Não risco qualquer, Setti. De coisa alguma. Afif é tão insistente em disputar eleições, que levou aí a vice, que ninguém elege. Vice ou não vice, este senhor é tão irrelevante quanto seu novo mentor, o pobre diabo Kassab. Afif apoiar alguém, significa apenas que " talvez" vote nele. Belo apoio......

sandovalsader em 25 de março de 2011

Caro Jornalista, Sempre fui admirador da figura pública do Afif. Depois desta, estou repensando..Pensei que êle fosse uma pessoa coerente.....

Not funny... em 25 de março de 2011

“caso ele esteja bem avaliado” caso não esteja bem avaliado ao novo partido oportunista (uma versão de partido nanico do PMDB) não interessa, já que as chances das boquinhas mínguam. No paraíso das boquinhas o inferno é dos contribuintes. Todos já conhecem o ciclo dum país saqueado pelas gangues que se auto denominam partidos.

Jefff em 25 de março de 2011

Affif era do DEM na época era um maravilhoso representante do setor produtivo. Muda de partido e vira o diabo para imprensa. Soninha era uma petralha muda para o PPS e começa a lamber o Serra e vira uma mulher maravilhosa. Depois eu e que sou contaminado pela ideologia.

veiaco em 25 de março de 2011

Do Partido das Sobras da Dilma, esperar o que caro Setti?

alvaro em 25 de março de 2011

Guilherme Afif, quando presidente da ACSP, criou o impostômetro. Kassab dizia durante a campanha para a prefeitura que Marta Suplicy teria "inchado" a máquina administrativa durante sua gestão. Muito bem: uma vez no poder, Kassab criou 6 novas secretarias municipais e aumentou, nos últimos 3 anos, em mais de 70% o IPTU. Como esperar coerência e lealdade dessa gente?

Maurício Torres Amorim em 24 de março de 2011

Afif fiu a ufa; a ufa é do fofô!

Joe em 24 de março de 2011

Prezado Setti, a estratégia do PSDB-SP nas eleições passadas pareceu-me totalmente equivocada. Muito embora não se pudesse aquilatar sobre o avanço da doença do Quércia, acredito que deveria ter incentivado o Afif a se lançar ao senado. Seria um páreo duríssimo para a Marta, podendo ocorrer de finalmente SP ter uma representação melhor na Câmara Alta, com a possibilidade da eleição de Aloysio e Afif. Não que goste do Afif, muito pelo contrário, penso que foi um erro imenso do Gov. Alckmin trazê-lo para dentro dos Bandeirantes já que, sabidamente, Afif não é homem de equipe, trabalha sozinho, em busca de interesses próprios.

Cristaldo-SP em 24 de março de 2011

O PSD não será um partido governista nem oposicionista, então só poderá ser oportunista. Políticos oportunistas é que mais tem no país e do que menos precisa o eleitor. Político traidor não tem voto do eleitor.

Corinthians em 24 de março de 2011

Realmente isso é preocupante. Kassab e Afif deram passos muito arriscados - hoje não voto em nenhum deles, não por que criaram um novo partido, mas sim por que estão "mudando de lado" - somando a história da fusão ao PSB, mais o que foi dito no ato de criação do PSD, onde foi sinalizado uma aliança com os setores de esquerda que estão pilhando o dinheiro público, e agora essa desconversa sobre manter a aliança em São Paulo. Concordo que os princípios e diretrizes do partido, apoiando a propriedade privada, liberdade de imprensa, entre outros, são os princípios que me levam a votar em um partido ou candidato, porém sabemos que estamos no Brasil, e é uma coisa fácil escrever isso no papel, outra coisa (bem difícil ultimamente) é atuar em prol destes princípios. O tiro foi dado, resta saber como vão se comportar, pois isso decidirá o rumo da bala... ainda acho que foi um tiro no pé, mas o tempo dirá. Novamente, hoje não voto em nenhum dos dois, e em ninguém deste novo partido.

Rosa Maria Pacini em 24 de março de 2011

O Serra tem "dedo podre" para escolher seus vices. O Kassab e o Índio da Costa estão no Partido Sem Decoro, mas o pior é que fez escola, como o demonstra a adesão do vice do Alkmin a esse novo partido. Quem faz o que eles estão fazendo desconhecem o real significado do termo lealdade. Assim sendo, devem fugir como o diabo da cruz de qualquer pessoa que mencione o termo "ética".

ALBERTO SANTO ANDRE em 24 de março de 2011

LA NA MINHA RIBEIRAO PRETO HA UM DITADO QUE DIZ QUE A GALINHA APANHA MAS NAO PERDE O CHOCO,....ACREDITO QUE CABERIA MUITO BEM EM RELACAO A AFIF ,QUE E DE UMA RETIDAO POLITICA DE FAZER INVEJA A SANTO.

Blogueiro Censurado em 24 de março de 2011

Como é impressionante a fórmula de sucesso empreendida pelo Kassab para captar apoios. Me pergunto, amigo Ricardo, o que será de Alkimin agora? Com advento do PSD, Serra deve estar dando gargalhadas, pq inviabilizou o Gov Geraldo de ser candidato a Pres. da República, pois como deixaria o governo na mão de Afif? Pra mim tem cheiro de Serra nesse meio, sem dúvida

Paulo Bento Bandarra em 24 de março de 2011

Pode ser que eles, Afif e Kassab, sejam dispensados pelos eleitores também!

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