Conheci ou revi várias figuras da vida pública do país num seminário de marketing político a que o Jornal do Brasil emprestou seu nome, junto a empresas da área. Um deles foi o indestrutível Gilberto Mestrinho, que me cumprimenta na foto, que então deixara há pouco mais de dois meses o segundo de seus três mandatos alternados de governador do Amazonas.

O diminuto e espertíssimo Mestrinho, como se sabe, era apelidado de “Boto Tucuxi” por suas proezas amorosas — diz lenda amazônica que o boto cor-de-rosa, em determinadas festas de comunidades, deixa os rios, assume as formas de um jovem boa pinta, conquista garotas e as leva para o fundo da água.

Era um sobrevivente: foi prefeito de Manaus nos anos 50, e o golpe de 1964 encontrou-o no Palácio Rio Negro, cassando-lhe o mandato de governador pelo velho PTB de Jango Goular, antes da ditadura, entre 1959 e 1963. Conseguiria voltar ao governo nas eleições de 1982, ja pelo PMDB, e ainda abiscoitaria um terceiro mandato em 1990 — não havia então reeleição.

Entre um governo e outro, foi prefeito de Manaus. Findos os governos, instalou-se, pelo voto, por oito anos no Senado.Atravessou o deserto da perda dos direitos políticos, porém, e voltaria duas outras vezes ao cargo, pelo PMDB, e ainda foi deputado e senador.

A foto, clicada a 27 de maio de 1987, é de Ariovaldo Santos. Nela, aparece também o publicitário Tom Eisenlohr, palestrante no seminário.

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