Como editor-chefe do Estadão, cumprimentando Fernando Collor de Mello na casa em Brasília do jornalista Carlos Chagas, que ofereceu um jantar para que o então presidente da República pudesse conversar informalmente com vários colunistas e diretores de grandes veículos da mídia. Com isso, o sempre pretendendo ser marqueteiro Collor dizia estar inaugurado uma “fase light”, após longo período de relações distantes e ásperas com a imprensa.

O jantar transcorreu em uma grande e agradável varanda onde foram dispostas várias mesas. Por alguma razão, o lugar indicado para mim era à mesa do presidente, ao redor da qual se sentaram, entre outros, o colunista Carlos Castello Branco, a apresentadora Marília Gabriela e o diretor de Jornalismo da Globo, Alberico Souza Cruz.

Collor não apresentava o costumeiro aspecto tenso, chegou a fazer brincadeiras – como imitar a voz do à época governador do Rio, Leonel Brizola -, contou conselhos que recebeu de outros chefes de Estado ou de governo, declarou-se parlamentarista e elogiou o profissionalismo dos servidores da área econômica do governo, do Itamaraty e das Forças Armadas.

Na foto, à esquerda, aparece o então diretor da sucursal do Estadão em Brasília e, à direita, quase saindo da foto, o diretor do Jornal do Brasil na capital, Etevaldo Dias. A 4 de julho de 1991.

A foto é do acervo da Presidência da República.

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