Só consegui falar com Zico na Gávea, sede do Flamengo no Rio, após o fim do treino daquela terça-feira, dia 9 de março de 1982 — o que incluiu esperar o craque deixar lentamente o gramado rumo aos vestiários, atendendo a dezenas de fás atrás de autógrafos, de apertos de mão, de uma palavra (ainda estávamos longe da era época dos selfies), tomar banho, vestir-se e, uma vez mais, ir aos poucos atravessando a maré de admiradores rumo ao estacionamento.

Como se vê, já era noite quando Rodolpho Machado clicou esta foto.

Eu era responsável por uma reportagem de capa que seria publicada na edição de VEJA que circularia no domingo, 14 (leia aqui). O então diretor da sucursal do Rio, Flávio Pinheiro, marcou uma conversa na casa de Zico, na Barra da Tijuca, mas o craque, que nos recebeu no portão, estava num dia complicado e pediu que nos falássemos na Gávea.

A conversa do estacionamento continuaria já em São Paulo, num hotel cercado de verde na região do Embu, onde o craque se concentraria junto com a Seleção Brasileira que se preparava para um amistoso com a Alemanha Ocidental, no Maracanã (venceria por 1 a 0, gol de Júnior).

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