Fesunenko foi um dos palestrantes no ótimo III Encontro Internacional de Jornalismo, evento que era promovido pela IBM graças à permanente inquietação e à inventividade de seu então gerente de Comunicações, Fábio Steinberg.

Essa conversa com Fesunenko e o jornalista e escritor Zuenir Ventura, querido amigo desde nossos tempos na revista Visão (1974-1975), ocorreu num dos intervalos do Encontro. O colega russo falava português fluente, pois fora correspondente no Brasil.

Na ocasião, Zuenir e eu trabalhávamos, ambos, no Jornal do Brasil. Ele, como editor no Rio do prestigioso Caderno B e do caderno dominical que incluía não apenas cultura, artes e espetáculos, como o B, mas também política, economia e temas internacionais, o BEspecial. Eu, como editor regional do JB em São Paulo. Nós dois sob o sábio e genial comando de Marcos Sá Corrêa, o editor  do jornal — título à americana que o JB usava para o diretor de Redação.

Antes disso, havíamos estado em Veja — eu como editor assistente de Internacional, ele chefe da sucursal do Rio — e na IstoÉ: ele como chefe da sucursal do Rio, eu como redator-chefe da revista, em São Paulo. Depois disso, de novo: tanto no efêmero, mas ótimo, site NO.com, como no delicioso e infelizmente extinto www.nominimo.com.br, onde todo mundo era amigo, se queria bem e confiava um no outro.

Por alguma razão, a partir de certa altura de nossa amizade, ele inventou de me chamar de “Ricardino”. Lá pelas tantas, em 2005, ele me honrou com o pedido de que lesse e palpitasse nos originais do livro Minhas Histórias dos Outros (Planeta, 2005, 271 páginas), um delicioso passeio por suas memórias profissionais feito de forma leve, divertida e, sobretudo, sutil — ele estava lá, nos eventos que descreve, mas nunca é personagem.

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