O Tesouro Nacional prevê que a dívida pública federal crescerá entre 6% e 14% em 2011 — a  alta é  um esforço do governo “para enxugar a liquidez bancária”, segundo informação do secretário do Tesouro, Arno Augustin.

“Na medida em que nós avançarmos lançando mais títulos aqui [no Tesouro], nós temos uma liquidez menor, e portanto, menos trabalho para a política monetária.”

Em português menos impenetrável, o governo emitirá mais títulos para ter menos moeda em circulação. Com menos moeda em circulação, há menos demanda por produtos e serviços. Havendo menos demanda, ocorre menos pressão sobre a inflação. Ocorrendo menos pressão sobre a inflação, diminui a necessidade de aumentar os juros — outra forma de ter “liquidez menor”, ou seja, menos dinheiro na economia, já que, com juros mais altos, menos gente solicita empréstimos.

Tudo isso, naturalmente, custa alguma coisa. No caso, um bocado de alguma coisa: a dívida pública interna, que era de 1,69 trilhão de reais no final de dezembro — uma alta considerável, de 13%, ou mais que o dobro da inflação, sobre 2009 –, deverá pular até o final do ano para algo como 1,8 ou mesmo assustadores 1,93 trilhão, já pertinho, pertinho de bater nos 2 trilhões.

Ufff…

Leia reportagem sobre o tema.

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Marco em 03 de fevereiro de 2011

Caro R. Setti: Esse é outro q nem Marcos Maia, com exigências tiranicas, para dedicarem suas forças para paralisar,abalar e dissolver uma economia dinâmica e poderosa. Não sei como essas semelhantes futilidades podem ter cargos sérios, em função de seus hábitos.É muita infelicidade, essa turma vai apresentar exigências prejudicias a saúde financeira e aos custos. Abs.

carlos nascimento em 03 de fevereiro de 2011

Eis a resultante dos 8(oito) anos de total irresponsabilidade do crustaceo, os sinais já estão VERMELHO, espero que os "bajuladores" do animador de palanques, caiam na real e façam reflexões de quem na realidade tem capacidade de GESTÃO SÉRIA para administrar o BRASIL. Todo o trabalho de restauração do equilibrio fiscal e moral do País está depreciado, vamos ter que começar tudo de novo. TOME ARROCHO.

Antonio Skoldharougs em 03 de fevereiro de 2011

Como disse um analista: "Não existe almoço gratis em economia, alguém termina pagando por ele, se não você, será outro".

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