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O professor Anísio Teixeira nos anos 50 (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Anísio Teixeira foi um dos grandes educadores e pensadores da educação brasileiros, senão o maior. Morreu em 1971, aos 71 anos, no Rio, num estranho acidente que a família sempre suspeitou ter sido um atentado cometido pelos chamados “órgãos de segurança”, que consideravam o sereno, reflexivo mestre um perigoso esquerdista.

Tive a grande honra de conhecê-lo de perto. Um dos fundadores da Universidade de Brasília e seu reitor — cassado pelo regime militar — quando lá ingressei, em 1964, Anísio foi escolhido paraninfo da minha turma de formandos em Direito, em 1968. Como presidente da comissão de formatura, coube a mim as tratativas com o professor e as providências para trazê-lo do Rio a Brasília, alojá-lo em hotel e ser seu anfitrião.

Conheci um homem sábio, dedicado a seu mister, sem mágoas ou rancores com os que tentaram destruir sua carreira e sua reputação.

Tem, portanto, significado especial para mim republicar a reportagem abaixo.

Da Agência Brasil

O acordo de cooperação firmado nesta terça-feira, 6, entre a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão da Verdade da Universidade de Brasília (UnB), que viabilizará a troca de documentos e informações entre os dois organismos para investigar a morte do educador Anísio Teixeira, vai ajudar a resgatar um importante capítulo da história e da memória do país.

A avaliação foi feita pelo filho do educador, o historiador Carlos Teixeira, ao participar de audiência pública na UnB em que foi formalizado o acordo.

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Professor Carlos Teixeira: finalmente será investigada a morte do pai (Foto: Agência Brasil)

Segundo Teixeira, que encaminhou às duas comissões um dossiê sobre o assunto produzido pela família, há “evidências muito indicativas” de que a morte de Anísio Teixeira, em 1971, foi um crime político, e não acidental, como aponta a versão oficial.

O corpo do educador foi encontrado no poço do elevador do prédio em que residia o amigo Aurélio Buarque de Holanda, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro.

“Estamos extremamente entusiasmados porque, na época em que ele morreu, não víamos nenhum caminho para uma investigação de caráter político e agora temos caminhos viáveis para esclarecer as circunstâncias da morte e separar a suspeita de assassinato da versão de acidente”, disse o filho do ex-reitor da UnB.

Carlos Teixeira, que tinha 28 anos quando o pai morreu, informou que no dossiê há depoimentos de integrantes das Forças Armadas e de médicos que participaram da autópsia, entre outros, reforçando a hipótese de assassinato. Ele tinha dois tipos de trauma violentos incompatíveis com a tese de morte acidental, disse Carlos. “Além disso, era preciso que o corpo, ao cair do elevador, tivesse passado por um espaço de menos de um palmo e por duas vigas.”

De acordo com Carlos Teixeira, os dois elementos, somados ao “clima da época”, levam à “suspeita absoluta de que a morte não foi acidental”. “Cair de elevador é algo muito comum, mas não nas circunstâncias que foram descritas e com as lesões que ele teve. Isto é algo surrealista, que foge de qualquer consistência”, destacou.

Carlos Teixeira enfatizou que a família desconhecia a existência de ameaças concretas direcionadas ao Teixeira, mas admitiu que o pai chegou a comentar com amigos que recebia “insinuações” por telefone.

A Comissão da Verdade da Universidade de Brasília foi criada em agosto e, na solenidade em que foi instalada, veio a público a versão admitida pela família de Anísio Teixeira, segundo a qual o ex-reitor da UnB foi assassinado em março de 1971 por agentes do Estado. De acordo com esta versão, Teixeira sofreu tortura e foi encontrado com vários ossos quebrados e traumatismo na cabeça e no ombro, devido a pancadas com objeto de forma cilíndrica, possivelmente feito de madeira.

Considerado um dos maiores educadores brasileiros, Anísio Teixeira nasceu em Caetité, no sertão da Bahia. Na década de 1960, junto com Darcy Ribeiro, foi um dos mentores da UnB, fundada em 1961, e tornou-se seu reitor em 1963.

Em 1964, foi afastado do posto e teve os direitos políticos suspensos pelo regime militar, mudou-se para os Estados Unidos, onde deu aulas, e retornou ao Brasil anos depois, para cumprir mandato no Conselho Federal de Educação. Teixeira morreu em 1971.

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Pedro Luiz Moreira Lima em 10 de novembro de 2012

Amigo Setti: Pela importancia do assunto publica esta entrevista para conhecimento de todos e o seu. Biógrafo de Anísio Teixeira, João Augusto Rocha, participa de audiência pública da Comissão da Verdade sobre as ciscunstâncias da morte do educador oglobo.globo.com/pais/biografo-anisio-teixeira-foi-levado-aeronautica-antes-de-desaparecer-6678560#ixzz2Bpi9JL6Z

Luiz em 09 de novembro de 2012

"Como você disse, era um homem tranquilo, sereno, e que foi morto por suas idéias". Caro Caio: Na verdade eu apenas transcrevi (Ctrl C, Ctrl V) a sua afirmação: "FOI MORTO POR SUAS IDÉIAS". A não ser que você não responda por aquilo que diz ou escreve, acho que suas palavras não permitem conclusões distintas. Já pensou que a Comissão da Verdade pode chegar à conclusão que a morte do Professor foi mesmo acidente? À título de informação, Nunca tinha ouvido falar do Professor Anísio e não sei absolutamente nada a respeito de sua morte. Não devias "viajar" tanto para responder uma colocação pertinente...

Isayas em 09 de novembro de 2012

O problema será se a "Comissão da Verdade" for o que sempre enseja dentro da "NOVILINGUA DO PT" que significa: "Comissão do que o PT acha ser Verdade ou não". Eles condenam a ditadura, sim houve exageros, mas olham apenas sob a ótica marxista para julgarem todos os fatos, mas os que cometem em nome da causa marxista pouco importando qual sejam, são sob a ótica deles justificáveis e nunca os consideram crimes, os quais só acontecem quando atentam contra eles e seus ideias comunistas. Os eleitores também são os grandes responsáveis de elegerem o PT.

AlexRio em 09 de novembro de 2012

etienne - 08/11/2012 às 14:13 Creio que pessoas como vc não tem mais lugar no Brasil democratico atual e tendem à extinção.

AlexRio em 09 de novembro de 2012

SergioD - 08/11/2012 às 17:29 "O simples fato de que seus atos venham ao conhecimento público, abalando suas reputações, já é o suficiente." Mas segundo já li por aí em algum site da net, já tem nego apavorado até com isso, ser identificado e ter seus atos expostos publicamente.

AlexRio em 09 de novembro de 2012

Caio Frascino Cassaro - 08/11/2012 às 21:46 E pq ameaçariam vc?

Pedro Luiz Moreira Lima em 09 de novembro de 2012

Amigos Caio e ReynaldoBH: Horrível receber trotes ameaçadores obras de covardes e safados.A tecnologia nos dá meio de correr atrás e punir estes covardes e espero que consigam.Vão conseguir. O assunto é a morte do Grande Mestre Anisio Teixeira sua tortura e morte deve ser apurada como todas devem e serem Punidas. A Lei da Anistia da Ditadura foi para auto proteção é um escárnio ao Regime Democrático e um incentivo a Crimes Contra a Humanidade, não precisa ser revista mais sim extirpada da Constituição.Foi um ato de força e nunca do encontro do país - uma anistia verdadeira e sim uma Anistia para anistiar os crimes por ela cometida e seus criminosos. Não entendo amigo Setti e SergioD do que temem,uma revolta militar?Não! a juventude militar brasileira sabem e conhecem seu passado e jamais se solidarizariam ou se revoltariam por pessoas abjetas que torturaram,estupraram,mataram e desapareceram com pessoas, muito menos com bandidos que os apoiavam e muito menos menos com bandidos nacionais e internacionais que financiaram tais práticas. A Comissão da Verdade deveria estar instalada assim que a Ditadura Civil/Militar de 1964 caiu de podre, repudiada pelo Povo Brasileiro - instalada 30 anos depois e ainda temem? Precisamos conhecer todos os crimes cometidos pelo Estado Brasileiro,as vítimas com vozes contar as violências,os desaparecidos resgatados para suas famílias e os criminosos seus nomes,seus atos julgados e condenados com amplo direito de justiça. Chega de esconder barbáries!Chega de temer a verdade!Hora de nos encontrar com nossa história sem medo! Foi pelo medo e terror que nos dominaram em longos e trágicos 21 anos. Pedro Luiz

Caio Frascino Cassaro em 08 de novembro de 2012

Prezado SergioD: Recebi um telefonema me ameaçando. E foi profundamente desagradável. Me fez lembrar meus tempos de colegial, quando por escrever um jornalzinho de escola chamado "O Lixo", o qual trazia na capa uma poesia de Khalil Gibran sobre a liberdade e um artigo de minha lavra chamado "Processos de Politização", em que eu pedia eleições diretas para a presidência - não da República, mas do Grêmio da escola, que era feita por indicação da diretoria. Tinha ainda uma entrevista com Joelmir Betting e outra com Nei Gonçalves Dias, jornalistas que surgiam com muita força já naquela época (1975). Por conta desse conteúdo "subversivo", foram enviados dois gorilas do DOPS ao colégio, por denúncia do então professor de OSPB - Organização Social e Política Brasileira. Por sorte, antes de ser "entrevistado", consegui falar com meu pai, que, por conta de seus negócios (fornecia perecíveis a diversas repartições públicas, inclusive quartéis da aeronáutica) tratava diretamente com militares de alta patente, e entrou em contato com eles impedindo que eu levasse uma "prensa" de maiores proporções. Mas não preciso dizer que fiquei muito assustado. Passados 37 anos, os mesmos que à época tentavam implantar uma ditadura de esquerda no Brasil, derrubando a ditadura militar pela força das armas, colocam suas manguinhas de fora, usando os mesmos expedientes que a extrema direita usava para calar seus adversários - a intimidação através de ameaças anônimas, sempre na calada da noite, de forma covarde e pusilânime. E fica a sensação de que você está sendo monitorado por um grupo de desclassificados morais, que não teriam o menor prurido em fazer algo de mais grave contra mim ou minha família desde que isso me fizesse calar a boca. Mas não vão conseguir seu intento. Esses caras podem ficar tranquilos porque enquanto eu estiver por aqui não vou dar sossego para essa súcia, vagabundos que merecem uma "coça de rabo de tatu" como diria o bom e velho Assis Chateaubriant. Agradeço de coração sua solidariedade. Ela realmente conta muito, pois faz a gente saber que está muito bem acompanhado nessa luta. Podemos até divergir eventualmente, mas nossa trincheira certamente é a mesma. Agradeço também ao Carlos Eduardo (08/11/2012 às 19:32) pela preocupação. Já tomei minhas medidas, e se um energúmeno desses voltar ao ataque já tomamos as devidas providências. Um abraço a todos e mais uma vez muito obrigaqdo.

luciana fellows em 08 de novembro de 2012

Peço desculpas pelo modo um pouco emocional como narrei os fatos que presenciei. Eu era menina na epoca e foi a primeira vez que vi uma pessoa morta na minha vida, por isso a imagem ficou bem viva na minha memoria. tenho guardado alguns escritos do prof. Anisio Teixeira que foram de meu pai ( ja falecido)Fiquei muito impressionada quando soube quem era, nesta epoca meu pai vivia clandestino.Eu não participei politicamente deste periodo apenas mais tarde tomei conhecimento dos fatos.

carlos eduardo em 08 de novembro de 2012

Prezado Ricardo Descubro lendo os posts dos leitores que vc , Reinaldo-BH , e o leitor Caio estão recebendo "ameaças" telefônicas (trote é eufemismo). O Lulalato já percebeu que para o poder total só falta a imprensa e o judiciário. Em 1971 as pessoas eram ameaçadas e ficavam caladas , afinal , não havia a quem recorrer , mas , hoje em dia , não se justifica. Ricardo esses petralhas são essencialmente covardes e tem medo de policia , acionem a policia. Todos os blogueiros do site de VEJA que tratam de política já foram ameaçados. Não por telefone, por meio da área de comentários. A gente sabe até que ponto pode ir sem envolver as autoridades. Mas obrigado pela solidariedade. Um abração

SergioD em 08 de novembro de 2012

Ricardo, me permito agora comentar o post. Esse é o tipo de trabalho que sempre imaginei para a Comissão da Verdade: a apuração dos casos não explicados. Esse, o de Rubens Paiva, os dos corpos dos guerrilheiros do Araguaia, que embora não concordando com sua ação acho que suas famílias tem todo o direito de reclamar os seus corpos, além de ter conhecimento das circunstâncias de suas mortes. Digo e repito, apenas esclarecer. Mantenho minha opinião já publicada aqui. Apoio a Comissão da Verdade em seu propósito de esclarecer os fatos pretéritos. Só! Não vejo sentido de punir agora um monte de pessoas já entradas na terceira idade uma vez que seus chefes maiores jazem mortos e não sofreram qualquer tipo de punição. O simples fato de que seus atos venham ao conhecimento público, abalando suas reputações, já é o suficiente. No entanto, se algum dia o Ministério Público conseguir processar algum dos sabidos torturadores, paciência. Vão ter de conseguir a anuência do STF cuja posição já foi externada há pouco tempo. Ricardo, parabéns pelo post. Abraços Obrigado, caro SergioD. Minha posição é semelhante à sua. Sou contra mexer na Lei de Anistia, e já deixei isso claro aqui no blog. Abração

SergioD em 08 de novembro de 2012

Caio, não sabia que você e o Reynaldo_BH haviam sofrido "trotes". Vocês tem toda a minha solidariedade. Não seria o caso de denunciarem isso às autoridades policiais? Ricardo, você colocou algum post denunciando isso? Acho mais que necessário pois não podemos permitir que alguém seja ameaçado por suas idéias. Grande abraço a todos Não coloquei posts, mas é uma boa ideia. Vou procurar informações com eles a respeito do assunto. O problema é que o post pode atrair outros malucos a fazerem a mesma coisa. A radicalização no Brasil está passando dos limites. Você não faz ideia, nem de longe, do tipo de "comentários" que deleto, nesses casos sem nem dar explicação.

duduzinho das neves em 08 de novembro de 2012

Prezado Setti; Tudo bem meu caro, a família, a sociedade tem todo direito de esclarecimentos independente se foi um grande homem ou não, só não pode transformar em fobia como a esquerda quer, criar um assassinato no lugar de um acidente em que pode perfeitamente ser comprovado. Vimos o exemplo do Presidente Chileno Salvador Alende, inúmeras vezes a esquerda dizia que ele foi assassinado pelos militares, como ficou mais do que comprovado judicialmente ele realmente cometeu o suicídio, sentiu o tamanho da encrenca em que se meteu. sDs

etienne em 08 de novembro de 2012

SE NA DITADURA TINHA OS JORNALISTAS TIPO WLADIMIR HERZOGH, E PROFESSORES COMO ANISIO TEIXEIRA, QUE DESAFIAVAM OS PODERES DA ÉPOCA, HOJE TEMOS MARILENA CHAUI, RUIM FALCÃO, E MUITOS OUTROS, QUE DESAFIAM A MORALIDADE, A FAVOR DE LADRÕESDE DINHEIRO PÚBLICO, DE MENTIROSOS TAIS COMO LULLA, ZÉ DIRCEU, ZÉ JENUINO, DOLAR NAS CUÉCAS, E SÃO A FAVOR DO CONTROLE DA IMPRENSA, COISA QUE OBOMINAVÃO ANTES DE ESTAREM NO PODER, E HOJE SO SE FALAM NESSA PORCARI DE COMISSÃO DA VERDADE, E A COMISSÃO DAS MENTIRAS DESSE DESGOVERNO E DO PT NINGUEM FALA, A DITADURA PRA MIM E PARA MILHÕES QUE SÓ TRABALHAVAM E NÃO VIVIAM ATRAZ DE PIXAR MUROS, ASSALTAR, BANCOS, MATAR, SEQUESTRAR, ATERRORIZAR O CIDADÃO COMUM, CIDADÃO ESTES A QUAL ME INCLUO, NÃO TIVEMOS NENHUM PROBLEMA COM A DITADURA, ALIAS FOMOS BENEFICIADOS, TENHO SAUDADES DELA, POIS COM ELA NÃO TERIA-MOS PCC, PT, PMDB, TRAFICANTES, ASSALTANTES, NEM DE BANCOS NEM DE COFRES PÚBLICOS.

Caio Frascino Cassaro em 08 de novembro de 2012

Prezado Pedro: Não estou tentando politizar a morte do eminente Professor, o que seria uma falta de caráter da minha parte. Só quis deixar claro em meu comentário que aquilo que você qualificou como "trote" foi o expediente utilizado para ameaçar o professor e que acabou se consumando em uma tragédia. Não estou sendo injusto com você. Acho apenas que as palavras têm significado. Um trote é uma brincadeira sem graça. Uma ameaça explícita é algo que traz preocupação, ainda mais quando feita no anonimato, de forma covarde. Assim, acho que deve-se ter mais cuidado com as palavras sob o risco de gerar um mal-entendido. Há um outro comentário postado de um tal de Luíz, que ironiza o fato de eu haver dito que o Professor fôra assassinado pelo exercício livre de seu pensamento. Certamente ele sabe de algo a que ninguém teve acesso. Seria o Professor um perigoso agente estrangeiro, morto pelo Mossad, a CIA, a Stasi ou a KGB? Ou será que o Professor era um Don Juan, tendo encontrado seu algoz em um marido traído? Ou então devia dinheiro a agiotas, não pagou e foi por eles silenciado? Como até o presente momento parece que só o sr Luiz tem acesso ao "leitmotiv" da morte do Professor, prefiro ficar com a minha opinião, que também é a do Setti, do Pedro Luiz e de toda a torcida do Flamengo: o Professor foi morto por suas idéias. Um abraço

Luiz em 08 de novembro de 2012

Não há mais necessidade de investigação; segundo CAIO FRASCINO CASSARO (8:25), Ele "foi morto por suas idéias". Só não informou o autor do assassinato!!! Acho que ele sabe...

Pedro Luiz Moreira Lima em 08 de novembro de 2012

Ô Caio: Deixa de ser injusto comigo - prestei solidariedades aos dois,repugno covardia e só espero que não me acuse de tal ato covarde e safado. O Professor Anísio Teixeira foi perseguido tudo indica torturado e morto pela Ditadura Civil/Militar de 1964 durando 21/22 anos. A literatura de suas atrocidades é ampla,geral e irrestrita mas pode consultar sites como Teruma,Guararapes,Olavo de Carvalho que negarão tudo. Na época da morte deste Homem da Humanidade - Prof Anisio Teixeira - nem se imaginava um PT,PSDB e demais partidos de hoje - o sonho era apenas restabelecer a Democracia e Liberdade. Não politiza a investigação do Mestre Anisio Teixeira ele está acima disto,bem acima disto. Pedro Luiz

Tuco em 08 de novembro de 2012

. É de se aplaudir, ovacionar, de pé, tal decisão da CV. Primeiro em respeito à dor da Família, depois como resposta à Pátria que merece ter a História escrita com todas as letras - verdadeiras. Com esse Norte, que tal investigar TAMBÉM a morte de CDaniel, do Tdopt, do policial assassinado no cemitério, do... do... .

Sérgio Freitas de Aquino em 08 de novembro de 2012

Que se investigue e se apure a morte deste grande brasileiro. Sempre tive suspeita de que não foi um acidente. Fui aluno da UnB na época em que o professor Anísio era reitor e lamentei profundamente sua morte.

Carlos Alberto Agnapoulos em 08 de novembro de 2012

Homem digno, grande brasileiro, desses que hoje escasseiam, a memória do professor Anísio Teixeira merece que se faça essa investigação. Os brasileiros que o admiram também. E a sociedade brasileira, como um todo, idem.

Maria Carmen del Sol em 08 de novembro de 2012

Acho uma iniciativa tão boa que me faz mudar um pouco a visão que tinha da Comissão da Verdade. Qualquer educador brasileiro que se preze admira a obra de Anísio Teixeira e quererá ver esclarecida sua morte nebulosa.

Caio Frascino Cassaro em 08 de novembro de 2012

Prezado Setti: Não conhecia a história do Professor. É a face mais odiosa do fascismo - a intolerância ao contraditório, levando até à eliminação física daquele que atrapalha o projeto de poder dos tiranetes de plantão. Como você disse, era um homem tranquilo, sereno, e que foi morto por suas idéias. Nunca havia sido diretamente ameaçado, tendo recebido algumas vezes aquilo que o Pedro Luiz Moreira Lima define como "trote" telefônico. O Reynaldo-BH sofreu alguns "trotes" também e parece que resolveu ir embora para Portugal. Eu também recebi o meu, e estou pensando seriamente em me mudar daqui, pois, como já disse em um comentário que você gentilmente transformou em "Post do Leitor", nuvens negras pairam em nosso horizonte. A serpente fascista, que toma conta de corações e mentes no PT, está só esperando uma oportunidade para se apresentar e tomar conta de nossa sociedade. E aí pessoas como o Reynaldo-BH, você, eu e tantos outros serão obrigados a tirar o time de campo, sob o risco de ter o mesmo destino do Professor Anísio. Um abraço.

LC em 08 de novembro de 2012

Ricardo Parabéns pela defesa do grande mestre Anísio! Também sou radicalmente contra qualquer tipo de ditaduras ou "revoluções" que sempre terminam por destruir grandes pessoas. Desde a revolução francesa que decaptou pessoas como o físico Lavoisier, as ditaduras sejam de direita ou esquerda sempre cometem enormes injustiças em nome do "povo".

Vera Scheidemann em 08 de novembro de 2012

E que a verdade apareça enfim ! Vera

carlos eduardo em 08 de novembro de 2012

Prezado Ricardo Eu sugiro que a comissão da verdade fique funcionando eternamente , quando ela terminar de pagar o Bolsa-Ditadura para todos do período militar , comece a pagar para a família do PC Farias , do Toninho do PT , do Celso Daniel e daqui a pouco para a família do Valério. Todos os envolvidos no mensalão que morrerem em acidentes ou de forma estranha as famílias deverão recorrer a comissão. Do jeito que a politica é feita no Brasil a comissão não pode fechar , de 1982 até hoje já existem vários casos e de 2002 em diante a situação piora. Ricardo , o PT , Sarney e Collor , já merecem as suas comissões da verdade.

luciana fellows em 07 de novembro de 2012

em 1971 minha avó morava na praia de botafogo 58, vizinha ao predio 48 onde foi encontrado o Anisio |Teixeira, eu tinha 13 anos na epoca e brincava com algumas meninas que moravam no 48. fomos buscar as bicicletas que ficavam num quarto anexo a garagem do predio, este quarto ficava de frente para o elevador, quando chegamos ali demos com a porta do elevador aberta com umas pedra segurando a porta e um corpo de um homem caido ali ele estava de terno cinza ,ficamos apavoradas pois ele estava com o rosto cor de cera amarela, saimos correndo e fomos chamar o porteiro ,ele foi la ver e depois nos proibiu de voltar la, chamartam a policia e ainda vimos o corpo sendo colocado no rabecão , as mãos estavam para cima . na epoca nao entendemos o que era, disseram que um senhor tinha caido do elerador. Só muitos anos mais tarde, fui saber de quem se tratava. o sr. Anisio foi professor do meu pai. Incrível seu depoimento, Luciana. Obrigado por trazê-lo até os demais leitores. Um abraço

Pedro Luiz Moreira Lima em 07 de novembro de 2012

Ninguém contém a Verdade! Parabéns Setti transformar a notícia em POST. Abração Pedro Luiz

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