“Para o estilo de vida fastfood“, lembra o leitor do blog Jean Tosetto, “surgiu um movimento de contracultura denominado Slowfood, que prega um ritmo diário mais suave, que evite o estresse da correria, preparando com calma as refeições, retomando hábitos saudáveis de alimentação e o convívio social que isto implica”.

Tosetto resolveu aplicar alguns dos princípios do Slowfood ao futebol, e daí surgiu o que ele chama Slowfoot. “É a partir do Slowfood que estamos criando uma variação denominada Slowfoot, com “t” no final, mesmo”, diz ele. “O Movimento Slowfoot surge para ser um contraponto ao futebol ‘overdosado’. O objetivo do Slowfoot é retomar os primórdios do futebol, cuja magia foi diluída por doses cavalares de promoção mercantilista.”

Leia a divertida ata de Fundação e Estatuto Precário do Movimento Slowfoot aqui.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito − seis =

10 Comentários

Jean Tosetto em 11 de setembro de 2019

Caro Ricardo Setti, é uma satisfação ver este post do seu antigo blog na Veja resgatado no seu site. Obrigado por dar espaço para um sujeito desconhecido que gosta de escrever. Parece que minha insistência começou a dar resultados. Escrevi o Guia Suno Dividendos em pareceria com o Tiago Reis e, no começo de setembro de 2019, finalmente figuramos entre os mais vendidos, conforme o ranking da própria Veja. Grande abraço!

JT em 11 de dezembro de 2010

"A melhor bola para a prática de Futebol Amador na modalidade Slowfoot nem é a de capotão, é a de plástico mesmo. Quando alguém acaba de ganhar uma bola de plástico (que pode ser encontrada em qualquer quitanda, empório de roça ou armazém de periferia, mas dificilmente em um shopping center) ela é branquinha, com pentágonos negros imitando uma bola de couro. Porém, logo nos primeiros chutes, a bola já começa a ganhar sua compleição definitiva, quicando no asfalto da rua ou no cimento áspero do quintal. Isso produz micro crateras em sua superfície, deixando a menina mais rígida e resistente, a ponto de não mais murchar, mesmo com um eventual furo. Quando a bola se parecer uma grande laranja encardida, significa que o Slowfoot estará sendo praticado em seu ápice, especialmente se o jogador souber conduzir a mesma de forma rasteira, pois o som que a esfera faz, quando arrastada pelo chão, é uma sinfonia de saudades." - Setti: tirei o sábado para dar andamento na idéia do blog! Ainda não vou dar o endereço, pois não quero que ele nasça prematuro. Mas quando sentir que o embrião vai vingar, você será o primeiro a saber. Por enquanto, além do trecho que está entre aspas, posso apenas adiantar o título da página: Estatuto Precário do Movimento Slowfoot (Revisado, Ampliado e Comentado). - Elvio: o nome Slowfoot é só um gancho. Foi um insight que desencadeou memórias de um tempo nem tão distante assim. Estou tão empolgado com isso que pareço um moleque sonhador, como há muito tempo não parecia. Beleza, Jean! Siga em frente. Abração

Rene Sarli em 11 de dezembro de 2010

Muitos valores sociais foram perdidos com o tempo, consequência dos tempos modernos. Não só o futebol cedeu seus valores ao dinheiro mas muitas outras situações no mundo através do tempo. Infelizmente o tempo não volta, e por isso, talvez, para alguns poucos a história é realmente importante para lembrarmos de alguns valores perdidos.

Elvio em 09 de dezembro de 2010

Jean,com a permissão do Setti e sua. Sai fora do termo "Slowfoot". Seu texto fala de "pé vermelho" chutar com a sola. Chuteira, nem pensar, quando tinha, cravos plásticos e pregos cutucando. Um Kichute era um "must" Você falou de coisas que me levaram de volta ao jogar bola, a trave eram tijolos. Bola de borracha, no frio, o pé chegava a inchar. Batia e fazia "peiiiinn". Permita a sugestão, se for o caso delete. Grato Setti e Jean. abs Elvio

JT - Jean Tosetto em 08 de dezembro de 2010

- Thales: também fiquei magoado com a torcida do Palmeiras no jogo contra o Fluminense - o Palestra é meu time de infância, e assim como a infância, meu Verdão não volta mais a ser o que era, como os demais times também jamais serão. Lembro que em 1988 o Palmeiras ganhou do favorito São Paulo e colocou o Corínthians na final do Campeonato Paulista contra o Guarani: isso é passado. - Medina: ainda bem que o Estatuto do Movimento Slowfoot é precário, então dá para desenvolver melhor os aspectos que ele menciona. Entusiasmo não falta, idéias também não. O que falta é tempo... - Elvio: sempre tive cara de menino. Quando me formei e fui pagar meu primeiro protocolo de projeto no banco, o caixa achou que eu era office-boy do escritório. Tenho 34 anos, e pelo menos até os 14, joguei bola quase diariamente. Cresci numa chácara que tinha uma campinho de futebol na frente do pomar - mais ou menos como desenhei na ilustração do texto. Já joguei muitas vezes descalço e vivia com os joelhos esfolados, pois era goleiro. Obrigado pelas palavras gentis e tenha certeza de que meus pais me ensinaram muitas coisas boas, que carrego até hoje. - Setti: penso que já estou abusando de sua boa vontade, mas vou pensar com carinho no que você me sugeriu: desenvolver o tema por segmentos. Mas não farei isso no site de arquitetura. Talvez seja melhor criar um blog (já está viajando hein Jean!) e dedicar um tempo semanal nele, pois o trabalho vem antes. Caro Jean, A idéia do blog é ótima. E você pode baixar trechos de vídeos, fotos, áudio etc para ele. Vá em frente -- e me conte quando estiver no ar. Abração

Elvio em 08 de dezembro de 2010

Setti, Sei que não é chat, sua elagância é exemplar. Mas o Jean, que eu saiba é mais novo que minha filha. Falou de coisas que são memórias do que não sei se viveu, mas descreveu muito bem. Jogos de rua, descalço 12 vira e 24 acaba. Jean, um bom arquiteto,um filho bem criado. Setti, grato. Elvio Sou eu quem agradece, caro Elvio. Abração

Medina em 08 de dezembro de 2010

Caro Ricardo Setti. Sou de BH e fiquei conheçendo o Jean Tosetto recentemente. Já percebi que temos paixão por coisas belas, puras e simples como o futebol clássico. Aquele futebol, jogado com a "segunda pele" onde o respeito pelas cores do uniforme, determinavam o "carater do jogador". Hoje, se beija todo e qualquer "escudo" de uniforme, desde que haja uma grana alta na jogada. Palhaçada! Pediria ao Jean, para começar a pensar na possibilidade de se fazer o Primeiro Torneio de Futebol "SLowfoot" entre amadores, com equipes representadas pela turma do escritório, colegas de trabalho do serviço público, trabalhadores das fábricas, dos transportes coletivos, dos serviços de limpeza urbana, estivadores, associações de reciclagem do lixo enfim, grandes "futebolistas". Seria importante algumas modificações nas regras. Como a permissão de várias substituições, tempo para instruções ao longo do jogo, retornos ou não ao campo dos jogadores substituídos,após descanso e desde que não esteja contundido ou tenha tido conduta agressiva. Também, como forma de democratizar ainda mais o futebol, implementar a obrigatoriedade da participação de todos os jogadores na "peleja", que estiverem inscritos na súmula, como forma de garantir responsabilidade e a colaboração de todos na empreitada. E outras regras poderiam ser melhoradas, como no caso da arbitragem compartilhada, etc. Li todo o texto do Jean e o achei bem interessante. Um forte abraço, Ronaldo Diniz Medina

H. Thales em 08 de dezembro de 2010

Faz sentido “entregar” um jogo, só para prejudicar um arqui-rival? E o pior, com a torcida apoiando? Que exemplo estão dando às crianças e jovens? Que a “sacanagem” de entregar um jogo não é imoral? Que nessas situações de final de campeonato, valores esportivos e éticos podem ser ser jogados no lixo? Faz sentido um país como a África do Sul e Brasil investirem bilhões para sediar uma Copa de Futebol não dará retorno à Educação, Saúde, Segurança e Geração de Empregos? (na realidade, uma geraçao efêmera de empregos e grau de segurança aceitável, poucos anos antes e durante uma Copa?) Da mesma forma que o futebol, é o que se passa com a Fórmula 1", onde os brasileiros Barrichelo, Nelsinho Piquet e Massa foram usados e abusados; portanto, que tal também criarmos o SlowSpeed? hehe... Você tem toda razão, caro Thales. Ainda hoje vou escrever sobre o que se passou com as torcidas do Palmeiras, do São Paulo e do Guarani.

JT em 08 de dezembro de 2010

Caro Setti, Quero agradecer aqui, em sua coluna, a generosidade em abrir espaço para o leitor também expor suas idéias. Graças à sua recomendação, e também ao pessoal do Twitter, meu site recebeu cinco vezes mais visitas que o habitual em um único dia. Infelizmente, ao consultar meu programa de estatísticas, verifiquei que muitas pessoas não leram o texto todo. Meus amigos alegaram que ele é muito comprido - confesso que não percebi isso ao escrever, tamanho o entusiasmo. Talvez eu tenha feito uma introdução muito longa, mas o fato é que sequer conseguir cobrir todos os aspectos do futebol moderno: faltaram as torcidas organizadas, as apresentações de jogadores com venda de ingressos, as transferências nebulosas e sazonais dos jogadores entre grandes clubes (com valores sempre inflacionados). O Slowfoot acabaria com vários desses "problemas". Até os cambistas perderiam a vez. Onde não há dinheiro correndo, não há corrupção. Pensando bem, poderíamos escrever um livro sobre isso. Mas antes precisaríamos de outro movimento: o dos "slowreaders". Hoje em dia pouca gente se anima para ler algo com mais de 140 toques. Eu pelo menos, como slowfooter e slowreader declarado, não vou desistir tão cedo. Abraços, Jean Tosetto Não tem de que agradecer, caro Jean. Contribuições interessantes de leitores continuarão a "subir" para o blog. Quanto à extensão do texto, por que você não aborda tudo o que gostaria de abordar em pequenos segmentos? Abração

Elvio em 07 de dezembro de 2010

Sr Ricardo, Fui ler a matéria do Jean valeu. Não sei se o Sr é paulista (não importa), mas pela "neve no teto", devemos ser da mesma época. Lembrei do tempo em que o Muricy era craque no Dente de Leite, com transmissão ao vivo em P&B. O Jean lembrou do futebol de varzea, existia o "Desafio ao Galo", jogos de varzea com status. Valeu a dica. Elvio Caro Elvio, Não vamos nos chamar de senhor, tá? Sou paulista, sim, embora criado no Paraná e depois vivendo uns temos em Brasília. Lembro do Muricy no começo do São Paulo, e muito bem do Desafio ao Galo. Fora os campeonatos promovidos pela A Gazeta Esportiva. Obrigado pela leitura e um abração.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI