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Jogadores da Alemanha comemoram gol marcado pelo zagueirão Hummels (camisa 5) contra a França no Maracanã. (Foto: Franck Fife/AFP)

O técnico Didier Deschamps, ex-volante e ex-capitão da seleção campeã mundial de 1998, fez um ótimo trabalho de renovação no time da França — há jogadores de grande futuro e já experientes, mas ainda na faixa dos 21 anos, como o meia Pogba e o zagueiro Varane, e meia dúzia de excelentes nomes com pouco mais do que isto — após sucessivos vexames internacionais, mesmo com a passagem curta do também ex-campeão Laurent Blanc pelo banco.

Mas o time da França que entrou em campo hoje no Maracanã não enfrentou apenas 11 bons jogadores da Alemanha — na verdade 14 ao todo, contando as substituições. Enfrentou a sombra de um colosso: a seleção que mais chegou às finais na história (sete vezes) e que mais semifinais disputou até hoje (inacreditáveis 13, em 20 Copas do Mundo) — números que nem o pentacampeão Brasil amealhou.

A Alemanha construiu uma muralha na defesa, onde se destacou como melhor homem em campo o zagueirão Hummels, 26 anos, 1,92 metro de bom futebol — autor do gol alemão, aos 13 minutos de jogo, sempre perigoso nas bolas paradas sobre a área do bom goleiro Lloris e responsável por salvar três gols certos da França.

A muralha, que tinha como forte pilar também o goleiraço Neuer — 28 anos, 1,93 metro –porém, não impediu o time de atacar ou contra-atacar o tempo todo, numa atuação que mostrou o dedo tático o técnico Joachim Löw: em vez de atuar com quatro zagueiros, como vinha fazendo, ele retirou o gigante Mertesacker, 1,99 metro, para colocar ali Boateng, que vinha jogando de lateral.

Para a posição, a equipe passou a ter o capitão e eclético Lahm, que deixou o meio-campo e propiciou mais saídas de bola com qualidade da defesa alemã, suprindo a surpreendente irregularidade do meia Özil.

Felizmente para a Alemanha, o também meia Schweinsteiger, mesmo ainda em recuperação de contusões e tendo jogado a prorrogação do jogo contra a Argélia na segunda-feira, parecia estar em todo lugar do campo, com um empenho que lhe valeu o segundo cartão amarelo na Copa.

Além da mexida na zaga, Löw escalou desde o início como centroavante de verdade o veterano artilheiro Klose, sempre perigoso e oportunista, obrigando parte da defesa francesa a ficar presa em seu território.

Mesmo com 36 anos bem vividos e sob o tórrido calor do meio do dia no Rio, Klose jogou até passada a metade do segundo tempo e voltava para ajudar a defesa.

O esquema de Löw deu certo e, apesar da atuação meritória da França, que criou várias oportunidades de gol, os alemães fazem jus à presença na semifinal.

Contra o Brasil? Aguardemos — e torçamos.

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Joao Paulo da Costa em 05 de julho de 2014

Tomara que sejam os campeoes, torcerei muito por isso. Essa geracao alema merece ser coroada com o titulo. Uma final Alemanha x Argentina ou Alemanha x Holanda seria demais!

carlos nascimento em 04 de julho de 2014

Ricardo, Anote aí: 1)- o zagueiro alemão - Hummels - é fantástico, fazia tempo que eu não apreciava futebol de um zagueiro tão competente, é o melhor da Copa. 2)- Brasil 2x1 Colômbia, o futebol da era Scolari, medíocre, onde está o verdadeiro futebol brasileiro,me diga RS, um time onde os zagueiros é que fazem gol, ei Scolari...................

Antoninho em 04 de julho de 2014

Achei o Brasil um pouco afoito nesse 1 tempo, mas deve ganhar com tranquilidade a Colombia nao oferece nenhum tipo de risco. E o Casao tb ve outro jogo, disse q o Oscar esta muito bem no jogo. Achei completamente preso na marcacao, apesar de mais centrado e sem liberdade de flutuar nas pontas. As substuicoes, achei positiva a entrada do Maicon, Paulinho e o Fernandinho. O ataque que esta batendo cabeca, o Hulk é um verdadeiro floclore.

Marco Antonio - Curitiba (PR) em 04 de julho de 2014

O futebol alemão é tão chato e pragmático que acaba dando má fama à justiça. Um kama sutra tático previsível, exasperante. Melhor que o futebol acabe do que todos perseguirem essa eficiência sem alma. Prefiro ver duas tartarugas apostando corrida.

Antoninho em 04 de julho de 2014

Nos ultimo jogos com a Franca o Brasil venceu 2, empatou 1 e perdeu 5. Contra a Alemanha, foram 20 jogos e apenas 3 derrotas. Achava a Franca bem mais perigosa. Mas tu tem razao, nao ganha jogo...

Antoninho em 04 de julho de 2014

Olha, nao é possível, eu vi outro jogo junto com as estatisticas q a Globo. Finalizacoes da Franca 13 x 8 ,finalizacoes a gol, franca 9 x 6, posse de bola igual 50 %. Escanteios 5 x 3, defesas da franca 5 x 8, faltas 15 contra 18 da Alemanha e ainda tomou 2 cartao amarelos. A Super Selecao ganhou em uma bola parada. Nao é possivel q nao estou vendo o mesmo jogo. Oh Globo... Estatística não ganha jogo.

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