COPA 2014: Alguns craques contundidos ou não convocados que fazem muita falta nos estádios

(Fotos: Reprodução/Listal.com :: Yorick Jansens/AFP :: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images South America :: Getty Images)

Ribéry, Falcao, Montolivo e Navas: quatro entre muitos desfalques por confusão que empobrecerão a Copa (Fotos: Listal.com :: Yorick Jansens/AFP :: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images South America :: Getty Images)

Baixou uma nuvem negra sobre uma série de craques que, sofrendo contusões semanas ou mesmo dias antes da Copa do Mundo, não vieram ao Brasil para a grande disputa.

A Copa 2014, dentro dos gramados — vamos esquecer os outros problemas– fica sem dúvida alguma mais pobre sem eles.

Até hoje, foram nada menos do que 35 os jogadores convocados por diferentes seleções entre as 32 participantes do Mundial excluídos por lesões, vários deles de grande categoria.

Alguém tem dúvida de que a França perde grande parte de sua força sem o grande Franck Ribéry, infernal atacante do Bayern de Munique, considerado o melhor jogador da Europa e o terceiro melhor do mundo na temporada passada?

E a Colômbia, então? O time francês dispõe de outros jogadores mais próximos da categoria de Ribéry do que os colombianos de seu superartilheiro Falcao (que, por algum mistério, só é chamado de “Falcao Garcia” no Brasil — na Espanha, onde se tornou internacionalmente conhecido atuando pelo Atlético de Madrid, no Mônaco, cujas cores defende agora, e em seu país, ele é “Falcao” ou “Radamel Falcao”). Na temporada passada, pelo Atlético, ele marcou 28 gols em 34 partidas.

Sem Falcao, que rompeu o ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo no dia 22 passado, por partida válida pela Copa da França, e foi operado, a Colômbia perde força de ataque e perde também como atração nos estádios.

Também a Squadra Azzurra viu-se privada de um de seus pilares ao perder, por fratura na tíbia dias atrás em amistoso contra a Irlanda, o meia Montolivo, 29 anos, capitão do Milan, 39 partidas pelas seleções de base da Itália e 51 pela principal. Um portento à frente dos zagueiros, um meio-campo que passa bem a bola e sabe atacar, além de ser jogador de grande fibra, Montolivo ainda vive com a incerteza sobre se estará em uma próxima Copa.

Desfalque, sem dúvida, é o veloz e driblador ponta-direita à moda antiga, do tempo em que existiam pontas-direitas, Jesús Navas para La Roja, a seleção da Espanha campeã do mundo em 2010. Magrinho e veloz, driblador, especialista em abrir defesas e em lançar bolas perigosas para a área, Navas sofreu contusão no tornozelo, recuperou-se mas não pareceu suficientemente em ordem para ser confirmado na seleção pelo treinador campeão do mundo, Vicente del Bosque. Uma pena.

A outra relação de ausentes, que poderia se estender além dos três que vou mencionar, também empobrece a Copa, mas não por contusão — eles estão fora porque os respectivos treinadores resolveram não os chamar.

(Fotos: AFP :: Getty Images :: Jasper Juinen/Getty Images Europe)

A fera Tevez, o zagueirão Ferdinand e o gigante Llorente: eles também farão falta (Fotos: AFP :: Getty Images :: Jasper Juinen/Getty Images Europe)

O mais injustiçado de todos, no meu modesto entender de torcedor, foi a fera Carlitos Tevez, o argentino lutador e incansável que vem brilhando na Juventus da Itália, pelo qual marcou este ano 21 gols.

Dizem, e acredito, que el jugador del pueblo, como é conhecido na Argentina por ter nascido e crescido numa favela na periferia de Buenos Aires, foi vetado por Messi. Acredito, porque a má vontade do superstar argentino no seu F. C. Barcelona em relação a vários jogadores foi responsável pela saída deles, inclusive do fabuloso Ibrahimovic.

Tevez, mesmo com 30 anos, guarda muito daquele leão que conquistou a torcida do Corinthians e elegeu-se o melhor jogador do Brasileirão de 2005: jamais desiste da jogada, briga por um mero lateral como se dele dependesse a sorte da partida, ajuda a defesa, faz golaços, tem um chute mortífero, é dono de excelente pontaria e ainda providencia assistência aos companheiros.

Um deles é outro da lista que o torcedor  titular deste blog gostaria de ver no mundial: o espanhol Llorente, centroavante da mesma Vecchia Signora e companheiro de ataque de Tevez no clube italiano.

Mesmo sendo um gigante de 1m96, Llorente, 29 anos, é hábil, cabeceador mortífero e executa com primazia aquele papel de pivô jogando de costas para a defesa adversária, recebendo a bola dos meias e girando para servir alguém que venha detrás ou para fuzilar no gol.

Del Bosque, por alguma razão, preferiu levar, além do brasileiro revelação Diego Souza, outros dois jogadores “de referência” na área.

Um deles foi extraordinário, David Villa, do Atlético de Madri — o maior artilheiro da seleção espanhola em todos os tempos, com 58 marcados em 96 partidas –, mas já não é mais o mesmo: está a caminho dos 33 anos e demorou para se recuperar de uma grave fratura da tíbia numa partida contra o Al Saad, do Qatar, pelo Mundial de Clubes, em dezembro de 2011, no Japão.

O outro, Fernando Torres, do Chelsea, aos 30 anos, de há muito deixou de ser o El Niño que infernizava defesas adversárias com rapidez, força e precisão. Vem seguidamente falhando na entrega de bola, perdendo gols feitos, deixando de prestar assistência aos companheiros. Como jogador de referência, Llorente amedronta muito mais.

Lamentarei também não ver nos gramados o zagueiraço Rio Ferdinand, 35 anos, 1m89 de músculos, ex-capitão do Manchester United, a quem defendeu por 12 anos até deixar o futebol no mês passado para tornar-se agente de outros profissionais. Um dos jogadores mais dedicados e raçudos que já vi atuar, defensor difícil de bater, salvador de incontáveis situações de gol, Ferdinand constituiu, com Campbell, a melhor dupla de zagueiros da Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão, da qual a Inglaterra foi precoce e injustamente eliminada.

De todo modo, os jogadores que estão nos 12 estádios brasileiros hoje têm futebol de sobra para encher os olhos de centenas de milhares de compatriotas e de bilhões de torcedores mundo afora.

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4 Comentários

  • José

    A ‘Copa das Copas’, ou a Copa do PT, vai expor nossas vergonhas para o mundo.

  • Meia Verdade

    Vai ser sim a COPA DAS COPAS, não de políticos, mas nossa de BRASILEIROS

  • Antoninho

    Acho a falta ou ausencia mais dificil a do Ribery e a do Falcao.

  • Maurilio

    Isso sem falar no Marco Reus, melhor jogador do último campeonato alemão.