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Robben em permanente duelo com o capitão mexicano Rafa Márquez: no final, pênalti do zagueiro sobre “o Cara” deste Mundial decretou o fim da Copa para a excelente seleção azteca (Foto: Wong Maye-E/AP)

O México apresentou, na Copa do Mundo do Brasil, provavelmente sua melhor seleção em Mundiais — um time sem complexos, sem medo, que se defendia bem, tocava bem a bola e atacava com perigo.

Sua eliminação nos segundos finais dos decontos da partida de hoje, contra a Holanda, é uma tristeza para quem acompanha, mesmo de longe, a boa e constante evolução do futebol mexicano e de sua seleção.

Ainda mais por ter sido consequência de um pênalti cometido por um grande nome, o zagueiro e capitão Rafa Márquez que, embora aos 35 anos não seja mais o mesmo que reinou absoluto na zaga do F. C. Barcelona por sete anos, merece respeito por sua qualidade de jogo, por sua lealdade ao longo da carreira e pelos 124 jogos com a camisa do México.

Para quem do México e dos mexicanos, mas também gosta de futebol, porém, ver continuar a Holanda três vezes vice-campeã do mundo não é má notícia, pelo contrário. Sobretudo porque o espetacular atacante Arjen Robben seguirá enchendo os olhos da torcida e dos telespectadores por pelo menos mais uma partida — pelas quartas de final, em Salvador, no sábado, contra Grécia ou Costa Rica (saberemos qual dos dois agora, às 17 horas).

Continuam na Copa o grande Messi, continua Neymar, já se foram, entre outros, Cristiano Ronaldo — mas “o Cara” deste Mundial, até agora, é Robben. Inteligente, veloz, driblador, com chute potente, visão de jogo e força física para suportar a pancadaria que recebe, o careca de 1,80 metro e 30 anos artilheiro do Bayern de Munique foi o craque que mais brilhou até agora.

Robben ressuscitou no Bayern de Munique após um período difícil no Real Madrid entre 2007 e 2009. Contratado ao Chelsea como estrela por 40 milhões de euros (mais de 120 milhões de reais), até hoje não se sabe o que ocorreu com Robben no maior time do século XX, segundo a FIFA: começou bem, mas aos poucos foi sendo substituído, ficando no banco de reservas, contundia-se com uma frequência espantosa e ganhou fama de pipoqueiro.

No Bayern, tornouse jogador vital para a montanha de títulos arrecadados pelo clube desde que chegou: duas Champions League (o maior torneio de clubes do planeta), uma Supercopa da UEFA, três campeonatos na Bundesliga, três Copas da Alemanha, duas Supercopas da Alemanha…

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Com a mulher, Bernardien, recebendo um prêmio da revista “GQ”: o empresário Robben tem interesse até em perfumes e lanchonetes (Foto: ligastars.com)

É ídolo absoluto da torcida alemã — e da holandesa, claro — e um sujeito realizado: casado com a namorada dos tempos de colégio, Bernardien, pai de dois garotos e uma menina, Robben amealhou uma fortuna de quase 200 milhões de dólares e, fora do futebol, é um empresário de sucesso.

Seus interesses incluem, como sempre ocorre com craques, publicidade até no setor de moda, e vão além das diversas linhas de produtos a que empresta seu nome — como o perfume With Love from Arjen ou o vodca Pure Wonderobben –, incluindo a propriedade de uma rede de lanchonetes em Amsterdã, a Fat Robben Burger.

Sossegado quanto ao futuro pós-futebol, Robben se dá ao luxo de jogá-lo também por prazer, como já disse em várias entrevistas.

É o que se tem visto, em campo, nesta Copa.

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6 Comentários

angela matos santos em 01 de julho de 2014

tenho nojo da holanda,prefiro o méxico o méxico sou brasileira e mexicana com muito orgulho com muito amor.....mexico mexico mexico...

Luiz C. em 30 de junho de 2014

Um Craque dentro e fora do campo...

carlos nascimento em 29 de junho de 2014

Ricardo, Trata-se de um fora-de-série, jogador fantástico, mortal nos contra ataques, força física incrível - sinal que se cuida muito, apesar de milionário - além de uma canhotinha de ouro. Não tenho dúvidas, se conseguir levar a Seleção Holandesa às finais, ganhará o título, irá desbancar o grande Johan Cruyff do top one , pois a Holanda é a eterna vice-campeã, (2) vezes. No jogo de hoje, o técnico mexicano cometeu um pecado mortal, renunciou muito cedo ao ataque, tirou o camisa 10 - Giovani dos Santos - e colocou um meia para fechar o meio de campo, acabou tirando a pressão em cima da zaga holandesa, que assim pode partir com tudo, é a mania dos técnicos sul americanos, "o medo de perder, tira a vontade de ganhar" (Luxemburgo).

Leonardo Saade em 29 de junho de 2014

Robben é realmente um grande craque, e está arrebentando nessa Copa! Está liderando a boa seleção da Holanda! Tirando os gastos excessivos com os estádios, e as confusões da organização do Mundial, dentro de campo está sendo uma da melhores Copas dos últimos tempos. Muitos jogos bons, várias partidas com viradas espetaculares, gols belíssimos. Reforço o fator dentro de campo, pois já vi comentários de petistas nas redes sociais atribuindo o nível dos jogos do Mundial como "mérito" do PT...

Meia verdade em 29 de junho de 2014

Sao tantos os adjetivos que eu poderia dar ao Robben, que seria uma injustiça eu falar um so.

Antoninho em 29 de junho de 2014

É da mesma turma do Rep e Nesskens. So perde ate o momento para o Cruyff. Agora se ganhar a Copa... Aí meu amigo...

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