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Jornalistas se amontoam na “zona mista” — no caso, do Beira-Rio — para ouvir Messi. Mas para ouvir o que, mesmo? (Foto: Leandro Behs/Agência RBS)

O Miguel Icassati, ótimo jornalista, atualmente editor-chefe da revista Men’s Health, da Editora Abril — empresa onde faz brilhante carreira, já tendo trabalhado em várias revistas –, também adora futebol.

Fez parte da equipe que publicou, durante quase um ano, o encarte Brasil na Copa, com cerca de 2 milhões de exemplares, que circulou com diferentes revistas da Abril no período anterior ao Mundial.

Agora, além de suas funções na Men’s Health, ele está integrando a equipe de VEJA e Placar que cobre a Copa 2014.

É dele o curto e bem humorado relato abaixo, em que o personagem principal não é Messi, mas a tal Zona Mista — o humilhante “cercadinho” a que os jornalistas que cobrem Copas e grandes competições ficam confinados para tentar extrair alguma informação ou comentário dos jogadores após as partidas quando eles, entediados, muitos já ouvindo música por seus áudio-fones, se dirigem aos ônibus de suas equipes que os levarão do estádio.

O episódio ocorreu após a partida Argentina 1 x Suíça 0, anteontem, dia 1º, na Arena Corinthians, em São Paulo.

UMA PERGUNTA PARA MESSI

Por Miguel Icassati, para o site da revista Placar

Basta que um jogador tenha a bondade de parar e atender à pergunta de um jornalista, para que se comece a entender por que a Zona Mista de uma partida de Copa do Mundo é chamada de… Zona Mista.

Com celulares e gravadores estrangeiros indo em direção à boca do boleiro e tirando fina do seu queixo, você, que fez a pergunta, tem de ser tão ligeiro quanto um Neymar para se desviar de cotoveladas argentinas, suíças, alemãs e do fogo amigo brasileiro.

É um cada-um-por-si dos diabos, mas chega a valer a pena quando você consegue esticar o braço para um Messi apressado, ziguezagueando o cercadinho que separa a malta jornalística do caminho que o levaria ao ônibus da delegação argentina.

Cres que vá a avanzar a una final Brasil y Argentina? – perguntei a Messi em bom portunhol.

– No – respondeu-me Messi meio de lado, caminhando, depois de ter visto quem lhe fez a pergunta.

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Nenhum comentário

Gerson (PR) em 04 de julho de 2014

"¡No, por supuesto que no, porque cayeremos ante los de Bélgica!"

Antoninho em 03 de julho de 2014

Na realidade isso nao serve para nada só se escuta murmurios geralmente abafados, pelo menos é minha impressao...

José Roberto em 03 de julho de 2014

E o "capitão do time" de Lula, hein? Só mesmo em um país-meretrício (matriz incontornável deste virtuoso paraíso) como o Brasil um presidiário sai para 'trabalhar' com motorista particular, em veículo com ar condicionado e vidros fumé com película visibilidade zero, trajando camisa social e blazer, como se fosse bater um papo com chaps em um golf club. Bandido deve portar, necessariamente, o uniforme da prisão onde está recolhido. É lícito que a sociedade saiba, a todo momento - até para se proteger -, que está diante de um marginal que cumpre pena por crimes altamente lesivos à sociedade brasileira. O caso é mais relevante quando se trata de mensaleiro petralha, que assaltou o Estado brasileiro. Mas Ba.rro.so, com aquele sedutor e irresistível olhar pidão, é tão querido, tão compreensivo, tão sensível, tão gente, tão humano...ufa! Pronto, falei!

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