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Schuerrle comemora o primeiro e decisivo gol da Alemanha no começo da prorrogação (Foto: Edgard Garrido/Reuters)

O forte, bem montado e muito motivado time da modesta Argélia deu um trabalho insano à Alemanha antes de finalmente render-se por 2 a 1 na prorrogação, na partida de hoje, pelas oitavas de final da Copa de 2014, em Porto Alegre.

A colossal diferença de posse de bola imposta pelos alemães, superior a 65% do tempo de jogo, não se refletiu em domínio. Durante a maior parte do tempo, o jogo andou lá e cá, embora os alemães, nos 90 minutos, mais descontos e mais a prorrogação, tenham chutado 28 vezes ao gol, com várias grandes defesas do goleiro M’Bolhi, contra 10 finalizações dos argelinos.

Fechada na defesa e contra-atacando com velocidade, a Argélia do técnico bósnio Vahid Halilhodzic criou várias chances de gol, obrigando o goleiro Neuer a se desdobrar e os defensores alemães, à frente Boateng jogando como zagueiro, a salvar a situação várias vezes, já que seu companheiro de zaga, o gigante Mertezacker, de 1,99 metro, não esteve tão bem como em partidas anteriores.

A Alemanha também se ressentiu da má atuação do fraco lateral direito Mustafi, substituído por Khedira ao contundir-se, indo o capitão Lahm do meio de campo para sua posição.

O meia Özil, craque reconhecido e principal encarregado de armar os ataques do time, esteve em péssima jornada, errando passes, perdendo bolas infantis e falhando em lances cruciais, embora tenha acabado por matar a Argélia com o segundo gol alemão, a segundos do final da prorrogação, em finalização de jogada que ele mesmo iniciara e que fora rebatida pela defesa.

Thomas Müller atuou bem, mas viu-se perseguido pelo azar, perdendo gols em penca. O meia Schweinsteiger, como sempre, mostrou sua qualidade técnica e sua capacidade de sacrifício, só deixando o campo, exaurido e com cãimbras, no segundo tempo da prorrogação — e contrariado.

Considerado por muitos o time mais forte da Copa, a grande dificuldade da Alemanha — que já tropeçara na fase de grupos ao empatar por 2 a 2 com a agora eliminada Gana — para sobrepujar a Argélia indica que, neste Mundial, não há mesmo favoritos óbvios.

É só lembrar o que houve com a escorraçada Espanha, com a Itália, que não chegou às quartas de final, com a péssima campanha da Inglaterra, com o Brasil, que vem enfrentando dificuldades de se acertar, e com a Argentina, que até agora obteve 100% de aproveitamente mas não convenceu.

Quanto à França, passou com certa facilidade hoje pela Nigéria, e sua hora da verdade chegará nesta sexta-feira, no Maracanã, quando terá diante de si, nas quartas de final, a Alemanha.

Alguém aí arrisca o vencedor?

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6 Comentários

Ivan em 02 de julho de 2014

Os jogos estão tão bons de assistir, que eu mudei de opinião: não quero mais hospitais, quero mais Copa!

Antoninho em 01 de julho de 2014

Sr. Setti, o meu time acabou jogando com 11 na linha. Corrigindo 4-3-3.

Hobben em 01 de julho de 2014

Assisti FRanca x Nigéria no Mané Garrincha. Estranhei da moleza dos jogadores franceses na hora do ataque e finalização. No segundo tempo, como vimos, mudou tudo. By the way: onde enfiaram 1.6 bi naquele estádio? Não vi nada que justificasse numa obra com um monte de coisa a terminar - se terminarem!

MILTON SIMON PIRES em 30 de junho de 2014

Cada torcedor enrolado na bandeira brasileira, cada criança constrangida por um repórter com o microfone na sua cara pedindo que cante o hino nacional com seus "errinhos de criança"..cada carro com bandeirinha na janela ou a página do Google Brasil com o símbolo da Copa de 2014 é o exemplo patético de um patriotismo de última hora..de um sentimento de Nação que não existe mais e que, às pressas, precisa ser inventada para os noticiários estrangeiros..Deus me livre de precisar de uma campeonato de futebol para saber que sou brasileiro...para revelar essa solidariedade de última hora que, de tempos em tempos precisa de uma Boate Kiss, de um Edifício Joelma ou de um avião da TAM para se manifestar..Longe de mim encontrar consciência política na manifestação de uma torcida que disse o que Dilma merecia ouvir e, com a mesma naturalidade, uiva como um animal na hora do hino dos outras nações pois é essa a prova maior de que essa torcida não sabe sequer o que é uma Nação..Disseram-nos que esse aqui não é um país "sério"..Digo que isso aqui já não é mais um país..Não há vitória alguma..nem taça..nem pileque ou fantasia que possa mudar isso...Todos nós já perdemos..Se ganharmos, a nossa derrota será maior ainda.. Milton Pires

Ronalde Segabinazzi em 30 de junho de 2014

Há evolução de seleções a cada campeonato mundial como seria o óbvio ocorrer com a globalização cada mais evidente do futebol. Porém, as favoritas, apesar das dificuldades inerentes ao fato, estão mais favoritas do que nunca. Não há comparação entre o que joga a seleção alemã e a holandesa com o que está jogando a brasileira. Em termos de técnicos essas seleções estão dando um baile no Felipão.

Antoninho em 30 de junho de 2014

Olha, gostei mais da Franca, o q achei mais interessante é q a maioria dos times estao jogando no velho 4-4-3. Inclusive o Brasil, Neymar,Fred e Hulk. A Franca tb Valbuena,Benzema e Giroud. A Alemanha, hoje como mencionaste jogou mal. E o q joga esse incrível Pgoba, chega a lembrar os bons tempos do Toninho Cerezo. O Roberio de Ogum o guru espiritual do Luxa diz q a fianl é Brasil e Argentina. Com vitoria brasileira e q o Messi vai se apagar a partir de agora. Quem milita nos bastidores do futebol, acham q ele tem credibilidade.

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