Converso com Zico no dia seguinte à surpreendente derrota frente à Itália, que eliminou o Brasil da Copa de 1982, na concentração de Mas Badó, resort a 40 km de Barcelona.

Muito abatido, ele me disse duas coisas importantes: 1) o segundo gol de Paolo Rossi “foi o que matou a gente”, pelo esforço feito para chegar ao empate, depois do qual, como se sabe, a Itália acabou marcando um terceiro e decisivo gol; um empate levaria o Brasil às semifinais; e 2) depois do segundo empate, com golaço de Falcão, faltou aos jogadores da Seleção “gritar mais” com os demais para segurar o empate salvador.

O zagueiro Luisinho, um dos outros jogadores com quem também conversei, respondia somente que não sabia explicar o resultado. A mesma coisa disse Paulo Isidoro.

Telê repetiu o que tinha afirmado na véspera: os italianos souberam aproveitar os poucos erros defensivos do Brasil.

Sócrates comentou a derrota como sendo uma fatalidade. Gentil, o Doutor, um dos jogadores com quem estabeleci um relacionamento muito bom ao longo do trabalho, me presenteou com uma camisa número 8 de titular. A camisa está há vários anos com meu filho, Daniel.

A 6 de junho de 1982. (Foto: J. B. Scalco)

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