Um abatido Oscar, o zagueirão, fala com jornalistas ainda nos corredores do Estádio de Sarriá, em Barcelona, onde a bela equipe do Brasil acabará de ser eliminada do Mundial pela Itália.

Lembro-me — juro! — que, a despeito de acreditar que a Seleção chegaria à final, tive um mau pressentimento antes da partida, quando cheguei sozinho ao Sarriá, que pertencia ao Espanyol, clube de Barcelona. Vi os italianos desembarcarem de seu ônibus, todos de banho tomado, casbelos molhados e rindo e brincando com grande despreocupação. Não parecia de forma alguma que iriam encarar o melhor time da Copa até então.

Quinze anos depois desse dia 5 de julho de 1982, retornei de férias a Barcelona com minha mulher, Marcia, fui rever o estádio e, para minha surpresa, soube que fora vendido pelo Espanyol para, no terreno, ser erguido um conjunto de apartamentos.

Mais: por grande coincidência, o estádio acabara de ser implodido e no lugar ainda estavam os escombros. Peguei um pedaço e levei de lembrança para meu amigo Juca Kfouri: o cenário daquela triste derrota não existia mais.

(Foto: Ricardo Chaves)

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