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Neymar desencanta e faz o primeiro gol da Seleção nos 3 x 0 contra o Japão

Como dezenas de milhões de brasileiros, não fui aos estádios em que se realiza a Copa das Confederações, mas assisti a tudo pela TV desde a cerimônia inaugura, ontem, sábado, em Brasília.

Compartilho com os leitores 10 comentários curtos:

1. A organização. Pelo menos vista pela TV, me surpreendeu favoravelmente. Tudo certinho, pontual, impecável. Então pergunto: por que nossos campeonatos, todos, continuam com a bagunça de jornalistas e penetras dentro do gramado, juízes atrasando o início da partida, times demorando para deixar o vestiário? Nada disso está ocorrendo na Copa, realizada no Brasil.

Não dá para ser assim também em nossos certames? Ou será que, como já escrevi, exemplo bom não pega mesmo no Brasil?

2. Os estádios. Embora com alguns problemas — canteiros de obras próximos em alguns casos, algum problema de acesso rápido em outros, necessidade de ajustes nas instalações para a mídia, evento para o qual a Copa do Mundo é feita –, todos parecem uma beleza.

Restrições para os gramados do Mané Garrincha, em Brasília, e do Maracanã, ambos com falhas e calombos visíveis até pela TV e longe dos tapetes verdejantes fantásticos das melhores arenas da Europa.

3. A Seleção. Aos poucos, a Seleção de Felipão, que pegou o bonde andando mas manteve algumas das descobertas do antecessor, Mano Menezes, vai tomando forma. Há ainda muitos acertos a fazer — melhorar a qualidade do passe, marcar de forma mais eficiente o adversário em seu campo, podar individualismos exagerados, trocar um ou outro jogador no time titular.

A estreia contra o Japão, em que Neymar desencantou depois de dez partidas sem marcar, não chegou a ser um teste importante, mas na Copa isto não vai faltar se o time avançar na tabela.

Ainda acho que Felipão, até a Copa de 2014, poderia experimentar Kaká e/ou Ronaldinho, pelo menos como opção de respeito no banco de reservas.

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Jogadores da Espanha, como Fabregas (centro) e Jordi Alba (direita) comemoram o segundo gol da equipe contra o Uruguai com o autor, Soldado (de costas): futebol de encher os olhos (Foto: Getty Images)

4. A torcida. Até agora, comportamento exemplar. Não é, porém, a torcida típica dos nossos campeonatos — pela presença de turistas estrangeiros e pela seleção cruel imposta pelo alto preço dos ingressos.

5. Nota melancólica. Depois de tanto tempo, dinheiro e trabalho, o Maracanã tornou-se um belo estádio. Mas, embora em seu interior lembre vagamente o velho “maior do mundo”, talvez pela própria redução drástica de sua capacidade perdeu a majestade de outrora. Um belo estádio (ainda) sem alma.

6. Quando o futebol vale a pena. Não sei se há registros de partidas entre duas seleções consideradas grandes, como foi o caso do jogo Espanha 2 x Uruguai 1, na Arena Pernambuco, em que uma delas permanece 73% do tempo com a bola nos pés, como ocorreu com os espanhóis.

Jogando com a fluidez de uma orquestra, a equipe de Vicente del Bosque comove até torcidas hostis, como, no começo, parecia ser a que compareceu ao estádio no Recife. Uma festa para os olhos para quem quer que goste de futebol.

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O grande Pirlo comemora seu golaço de falta, o primeiro nos 2 x 1 da Itália sobre o México: quanto mais velho, melhor (Foto: Ivan Pacheco)

7. Viva os “velhinhos”. Que maravilha ver jogar dois craques já caminhando para a aposentadoria, como os extraordinários Xavi (Espanha), 33 anos e meio, e Pirlo (Itália), 34 anos recém-completados.

Com seu parceiro Iniesta, Xavi comandou a orquestra espanhola nos 2 x 1 contra o Uruguai (placar magro para a atuação da Espanha). O mesmo fez Pirlo pela Scuadra Azzurra nos 2 x 1 contra o México, no Maracanã — partida na qual ainda fez um gol de falta que foi obra de arte.

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Iniesta nos 2 a 1 da Espanha contra o Uruguai, no Recife: merecendo entrar na galeria dos melhores de todos os tempos (Foto: AP)

8. Entrando para a lista dos imortais. Durante a partida Espanha x Uruguai,  (bom) comentarista da SporTV Lédio Carmona opinou que talvez fosse um exagero de sua parte, mas Iniesta, a seu ver, já é um dos maiores jogadores da história do futebol.

Não é exagero, não. Tendo chegado ao Barcelona aos 12 anos de idade vindo de sua Castilla-La Mancha natal, Iniesta, 29 anos, é titular há quase uma década, e contam-se nos dedos da mão as partidas em que jogou mal.

Franzino, baixote (1m70), com aparência de coroinha de igreja, não só domina com perfeição todos os fundamentos do futebol com a criatividade dos gênios — dribla muito bem, seus passes são perfeitos, sabe defender, é bom até de cabeça — como tem um chute potente e uma resistência espantosa a contusões.

Já detém todos os títulos com que um craque de futebol pode sonhar. Seu único problema para não ganhar para si próprio, ano após ano, a Bola de Ouro como o melhor jogador do mundo é ter, na mesma equipe, um companheiro chamado Lionel Messi.

Ontem, contra o Uruguai, deu mais de 80 passes, e errou 2. Para mim, já está no pedestal dos grandes de todos os tempos.

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21 Comentários

carlos nascimento em 30 de junho de 2013

O DIA EM A "ROJA" VIROU PÓ. Bem, sem querer ser adivinho, mas parece que o Scolari aprendeu à lição(vide comentário de 16/06/13), deixou a covardia de lado e partiu desde o inicio do jogo ao ATAQUE, em ritmo alucinante não deixou os espanhóis respirarem, essa tomada de atitude - quebra de paradigmas - foi decisivo na VITÓRIA. Isso é o futebol brasileiro, sempre que jogar com essa atitude, torna-se imbatível, os deuses nos ouviram. VIVA A SELEÇÃO BRASILEIRA.

Waltercio em 22 de junho de 2013

Vocês não estão percebendo que a seleção está sendo favorecida pelos times adversários? No meu ver os times estão tirando o pé para a seleção ganhar.Está cada vez vez mais nítido(Achei o comportamento do goleiro da Itália muito tendencioso para o Brasil no jogo deste sábado),mas vou esperar para confirmar se isso é verdade ou apenas ilusão minha. Prestem muita atenção nos jogos, pois tem certas sutilezas que denunciam a fraude, principalmente na defesa dos times adversários do Brasil.

Santos em 21 de junho de 2013

Lembram da copa da França? A FIFA já deve estar a negociar a vitória do Brasil. As coisas andam feias com Brasil ganhando. Imaginem se perder!!!

Ronaldo Barra em 21 de junho de 2013

Caso o Brasil não ganhe a Copa das Confederações é melhor transferir a Copa do MUndo de 2014. Além de perder o Brasil vai quebrar. Ganhou do México da sorte, pois o México jogou melhor e envolveu o Brasil o tempo todo após o primeiro gol. A seleção de Filipão é uma selecinha!

Cronos em 19 de junho de 2013

Estou louco pra ver a seleção pentacampeã ser colocada na roda de bobinho.Olhar para as caras desnorteadas de Felipão e Parreira-dois símbolos máximos do futebol feio-não terá preço.

Salsidc em 18 de junho de 2013

ssa letra que acabei de escrever dedico a todos vocês que estão fazendo sua parte mantendo o gigante em pé Aroma da revolta hoje o dia amanheceu com um aroma novo no ar !!! um cheiro que mistura Atitude garra de um povo que já cansou de se calar coragem um leve toque de revolta algo tão bom de se respirar, que faço questão de encher meus pulmões gritando por justiça estou pronto pra lutar meu amigo venha pra rua essa luta é tão minha quanto sua encha seus pulmões com esse ar purificado que surgiu da energia desse povo explorado esse é o marco de uma nova historia de um caminho que o destino é a gloria meu amigo venha pra rua essa luta é tão minha quanto sua somente juntos é que nós podemos respirando esse ar jamais desistiremos meu amigo venha pra rua essa luta é tão minha quanto sua meu amigo venha pra rua essa luta é tão minha quanto sua Autores Salsidc rockker e a multidão enfurecida conscientemente inspiração protesto de Curitiba homenagem para a garra da galera toda

aparecido em 18 de junho de 2013

Só se fala em Neymar... tem mais de vinte jogadores no Brasil melhores que ele... talento superfaturado pelos marketeiros....

giba 1 em 18 de junho de 2013

Faltou falar sobre os gastos!O Estádio de Brasilia,por exemplo,saiu por uma verdadeira pechincha!rs

João em 17 de junho de 2013

O único jeito da Seleção brasileira, conseguir ver a bola quando estiver jogando com a Espanha é ter uma formação tática diferente: jogando com 04 atletas velozes, do meio do campo para frente. Isso é para não deixa a Espanha começar com toques de bola e iniciando-os a partir da grande área. Do contrário, a Seleção Brasileira vai apenas assistir a Espanha jogar...

carlos nascimento em 17 de junho de 2013

Ricardo, Hoje para enfrentar a Espanha, posso estar enganado, mas há necessidade de reversão de expectativas, quem entrar jogando na defensiva vai levar "baile", vai ficar correndo atrás dos caras, até morrer de cansado, em minha ótica, a melhor estratégia para vence-los, é apostar nos 15(quinze) primeiros minutos de jogo, marcando sobre pressão a saída de bola, colocando uma linha de 3 para marcar os zagueiros, adiantando os demais jogadores em uma linha contínua a partir da própria intermediária, marcando em bloco de 3, bem como, adotando a volta do líbero, esse jogador deverá ter pulmão de Usain Bolt, vai ter de cobrir os laterais e os zagueiros, essa pressão tem de ser total, em ritmo alucinante nos primeiros minutos do jogo, buscando abrir o marcador, conseguindo fazer o gol, aí o esforço terá valido a aceleração, arma-se o 2o. bote, buscando jogar em contra-ataques, claro, vai ser preciso ter um GANSO, pois eles virão com tudo para buscar o empate, deixando os flancos expostos, com 2 jogadores velozes enfiados na diagonal, pode dar certo as metidas de bola, Neymar e Lucas seriam essas pontas de lança para puxar os ataques, agora, com carregadores de bola, não terá jeito, precisamos de um homem que tenha excelente passe para fazer os lançamentos de médio e longo alcance, com precisão, esse é o problema, nosso meio-de-campo atual só tem carregadores. Não vejo outro jeito de encarar os espanhóis, a força do conjunto deles é IMPRESSIONANTE, jogam como músicos, cada um sabe perfeitamente o espaço de deslocamento e no timing certo. Não venha me gozar por essa ideiaaz

João em 17 de junho de 2013

Se a Copa das confederações não fosse no Brasil. A seleção brasileira poderia pegar o primeiro Voo de retorno, e desistir do campeonato...

Vera em 17 de junho de 2013

Sou de um tempo em que o estádio era palco da mais refinada mágica futebolística. Era como ir a um teatro para ver um Bolshoi; era o balé da bola. As torcidas se misturavam mesmo nos grandes e deslumbrantes clássicos. Não havia violência generalizada. Uma ou outra encrenca localizada, aqui ou acolá, entre dois torcedores irritadiços. No curso dos anos 70, aos poucos, esse compromisso invisível entre torcedores foi afrouxando, dando lugar às organizadas. Separaram-se os torcedores por clubes e dali nasceu o ódio. Nunca mais os estádios foram os mesmos e o balé já não era tão deslumbrante e caminhava para o declínio. Enfim, aquela torcida camarada desapareceu. Hoje, ir a clássicos? Nem pensar. Os tumultos começam nos estádios e se espalham pelas ruas e avenidas, até os bairros. Mesmo um jogo entre um time grande – e não de um grande time – e um pequeno ou grande de outra localidade, há briga no seio das próprias organizadas. Como se vê, caro Ricardo, só há duas opções hoje: ou você deixa o estádio às organizadas e assiste o jogo pela televisão, como eu faço, ou você vai a campo para assistir seleção brasileira a preços elevados. Nenhuma dessas situações poderá representar um paralelo com o extinto povo de outrora. Mas, se tivesse que escolher, preferiria o segundo. Pelo menos não há violência. E, até que a turba resolva se comportar como seres humanos racionais, vibrantes, porém pacíficos, sou da opinião de que o preço da entrada deveria operar de forma restritiva. Ponto final.

wilson1 em 17 de junho de 2013

Setti, permita-me um comentário fora do texto, mas que tem muito a haver de como estamos, nestes tempos petralhas, estive pensando sobre o que vi sábado à tarde e um pouco mais tarde na Band News e gostaria de compartilhar com os que venham a ler este comentário. O que eu vi foi um vídeo com várias repetições, mas muitas mesmo, com policiais atirando nos manifestantes em São Paulo, sem que aparecessem os tais, só apareciam mesmo os policiais e o caos por perto, fogo correria, etc. Mas o mais importante que quero compartilhar, o vídeo mostrava os policiais em close, principalmente dois, que até pareciam iguais, morenos, meio baixos, rostos parecidos, poderiam muito bem serem nordestinos com um emprego razoável, né? Pois eles, os que fizeram o vídeo e os que apresentaram, inclusive a chefia da Band, PARECIA que estavam mostrando-os para serem identificados. Pergunto, isto está certo? Isto é ético? Não seria perigoso para os policiais citados? Não poderia um marcolinha tentar identifica-los e depois executá-los? Será que os produtores do vídeo e seus superiores estavam mal intencionados? Olhem pode me achar exagerado, mas me pareceu, eu que estou longe em outro estado, uma coisa, no mínimo, estranha e antiética. É claro que é possível haver policiais criminosos, mas não seria mais ético se quem identificasse tal procedimento mostrar para os responsáveis da segurança? Para finalizar, não sei de outros órgãos de comunicações, porque como sei que está QUASE tudo dominado tenho evitado de me inteirar. Procuro ver muito é mais por curiosidade em saber como estão as coisas. Foi o que aconteceu neste caso também, e o que vi foi de chorar de raiva, como aconteceu, na sexta feira à tarde quando ouvi, por uma meia hora, a rádio CBN.

Márcia Maria em 17 de junho de 2013

Seu setti, se o Carlos Nascimento não sabe a marchinha, aí vai. "Eu fui as touradas em Madri Para tim bum, bum, bum Para tim bum, bum, bum E quase não volto ...

Márcia Maria em 17 de junho de 2013

Seu Setti, Gostaria de solicitar ao comentarista extra oficial do Blog Carlos Nascimento, quem conseguirá acertar em todos os jogos do Taiti de quanto vai perder. Seu Carlos Nascimento o time do Japão, no linguajar futebolístico, não pode ser considerado um time de japonês(quando a imprensa quer chamar um time de ruim).Acho q tb contou o fuso horário. Mas isso é problema deles. Enquanto aqui, o Seu Setti, na final vai cantar " EU FUI AS TOURADAS DE MADRI" Kkkkkkkkkk. Brasil x Espanha , na final.

Márcia Maria em 17 de junho de 2013

Seu Setti, tudo bem satisfatório até o comentário do Carlos Nascimento, em nenhum momento descontou o seu inferno Astral clubístico q está passando. Céu de Brigadeiro, até agora.

Levi em 17 de junho de 2013

Os espanhóis não jogaram;os espanhóis desfilaram com se estivessem no Sambódromo.

Reinaldo em 17 de junho de 2013

Ricardo, A respeito do seu primeiro comentário sobre, organização, atrasos e ordem, penso que enquanto a Rede Globo tiver o monopólio dos campeonatos e submeter os telespectadores e torcedores a só assistir ao início do jogo após término da novela das nove ou sua respectiva programação, será essa balbúrdia. Convenhamos, futebol nas quartas-feiras as 22:00 horas não é coisa de país sério.

RONALDE em 17 de junho de 2013

A cerimônia de abertura foi ensaiada a toque de caixa, portanto, cheia de defeitos amplamente observado através das câmeras com tomadas do alto.

carlos nascimento em 16 de junho de 2013

Ricardo, - Na questão da organização da partida, o padrão Fifa está se impondo, eles detém know hall, o protocolo é administrado por seus agentes, utilizam-se de um check in list, que fazem cumprir a ferro e fogo. Eles trazem a experiência de várias décadas, organizando Copas do Mundo, Euro, Champion League, entre outros eventos, o staff todo ele é subordinado ao comando do pessoal da Fifa. - Caro RS, os estádios com os seus custos bilionários é o mínimo que podem fazer,tem que ser bem feitos. Já os gramados, deverão ser todos reformulados, para a Copa de 2014, o piso não passou no teste, o de Brasília é um verdadeiro pasto. - Seleção brasileira, continuo com um pé atrás, o Japão não é teste válido, está bem abaixo de produzir sustos, aí já seria demasiado, o jogo contra o México e, depois com a Azurra, serão os divisores de água, vamos ver como está o conjunto tático. A seleção não tem opções de variáveis de jogo, o estilo Scolari é esse, joga com um centroavante tradicional, sai Fred, entra Jô, sai Hulk, entra Luca, variação tática nem pensar, é essa situação que me deixa preocupado, o futebol moderno exige um banco de alternativas. Um aviso, no jogo de hoje - Espanha x Uruguai - poderia ter ocorrido um massacre histórico, a sorte que no 2o. tempo os espanhóis pisaram no freio, mérito também para a RAÇA dos uruguaios, lutaram muito, o gol de falta premiou o esforço, temo uma final entre Brasil x Espanha, a diferença de consistência tática é abissal, gostaria de ver esse confronto ocorrer agora, para aprendermos lições, a "Fúria" joga como basquete,movimentação total, com controle de bola (passe) fora do comum, Iniesta e Xavi são os Jordan do futebol atual. Um aviso à conferir, o meio-de-campo do Brasil é fraco, são apenas carregadores de bola, quando tiverem pela frente bloqueios armados, vcs irão me dar razão, vai faltar a criatividade e o passe. Quarta-feira a coisa já vai ficar transparente. Até lá.

Marco em 16 de junho de 2013

Don Setti, Até o momento então, o resultado em tudo parece satisfatório. Só não é maior por ter pessoas super exigentes ou pelos torcedores do algo errado. Q bom, q tudo está em ordem. Até o nosso futebol! Abs.

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